quinta-feira, 16 de julho de 2026

Patrimônio dos homens é 83,7% maior que o das mulheres no Sul

 

Pessoas negras têm patrimônio médio de R$ 118 mil no Brasil e R$ 141 mil no Sul 
 
 

 

 

Enquanto o patrimônio médio dos contribuintes na região Sul é de R$ 441,3 mil (7,9% acima da média nacional), o patrimônio dos homens é 83,7% maior do que o das mulheres. A média de patrimônio declarado das pessoas do sexo feminino é de R$ 301 mil no Sul, enquanto a dos homens ultrapassa o meio milhão de reais: R$ 553 mil. A proporção entre os sexos na população da região Sul é de 51,5% de mulheres e 48,5% de homens.

Essa diferença é mais acentuada do que a média nacional. No Brasil, enquanto o patrimônio médio é de R$ 409 mil, o das mulheres é de R$ 295 mil, e o dos homens, R$ 501 mil, ou seja, 69,83% superior a elas. Os dados disponíveis estão nos painéis estatísticos divulgados no início do mês pela Receita Federal, e calculam as declarações de imposto de rendas entregues neste ano. São obrigados a declarar imposto de renda quem recebeu rendimentos tributáveisacima de R$ 35.584,00, rendimentos isentos acima de R$ 200 mil ou se possuía bens e direitos que somavam mais de R$ 800 mil no ano anterior

Com relação à diferença de patrimônio com recorte racial, quem concentra o maior patrimônio médio são as pessoas autodeclaradas amarelas, com R$ 669 mil no Brasil e R$ 553 mil no Sul. Em seguida, vêm as pessoas brancas, com patrimônio mpedio declarado de R$ 579 mil no Brasil e R$ 502 mil na média do Sul. No entanto, a parcela de pessoas que não informaram raça também tem um patrimônio relevante: R$ 388 mil no Brasil e R$ 426 mil no Sul. No Brasil, 20,5 milhões de declarantes não informaram raça; entre eles, no Sul, foram quatro milhões de pessoas.

Os menores patrimônios médios são das pessoas pretas, pardas e indígenas. Considerando as três categorias, pessoas negras têm patrimônio médio de R$ 118 mil no Brasil e R$ 141 no Sul. As pessoas autodeclaradas pretas têm patrimônio médio de R$ 88 mil no Brasil e R$ 96 mil no Sul, única categoria abaixo dos três dígitos. As pessoas pardas têm patrimônio médio de R$ 159 mil no Brasil e R$ 144 mil no Sul. Já as pessoas indígenas são o grupo com maior diferença na região com relação à média nacional: enquanto os indígenas que declararam imposto de renda no Sul têm patrimônio médio de R$ 183 mil, no país, o valor é de R$ 107 mil.

As pessoas brancas são a maioria no Sul: equivalem a 78,5% da população. Em seguida, vem as pessoas pardas (17,4%). Pessoas pretas são apenas 5% da população nos três estados combinados, enquanto amarelos (0,4%) e indígenas (0,3%) não chegam a 1% da população

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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Dólar cai abaixo de R$5,10 e Ibovespa recua mais de 1%

 

O dólar à vista encerrou a terça-feira em queda significativa no Brasil, recuando novamente para abaixo da marca de R$5,10. A desvalorização da moeda norte-americana, tanto no mercado interno quanto global, foi impulsionada por dados de inflação dos Estados Unidos em junho, que se mostraram mais brandos do que o esperado pelos analistas.

O que aconteceu

  • Dólar em queda: A moeda norte-americana fechou abaixo de R$5,10 no Brasil, refletindo a desvalorização global após dados de inflação dos EUA.
  • Inflação dos EUA: O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de junho ficou abaixo das expectativas, com queda de 0,4%, arrefecendo apostas de alta de juros.
  • Repercussão no mercado: A expectativa de juros mais estáveis nos EUA enfraqueceu o dólar frente a outras moedas, embora projeções futuras e tensões geopolíticas ainda gerem incerteza.

O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 1,12%, cotado a R$5,0739. Essa é a menor cotação de fechamento desde 15 de junho, quando a moeda atingiu R$5,0666. No ano, o dólar norte-americano acumula baixa de 7,56% ante o real.

Às 17h04, o dólar futuro para agosto, atualmente o mais líquido no mercado brasileiro, cedia 1,15% na B3, sendo negociado a R$5,1000.

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI), principal indicador de inflação nos Estados Unidos, recuou 0,4% em junho, conforme o Departamento do Trabalho. O resultado superou a projeção de queda de 0,1% dos economistas consultados em pesquisa da Reuters. Nos 12 meses até junho, o CPI subiu 3,5%, menos que os 3,8% projetados.

O núcleo de inflação, que exclui componentes voláteis como alimentos e energia, permaneceu estável em junho e subiu 2,6% na base anual, resultado inferior aos 2,9% anteriores.

Os dados do CPI foram bem recebidos pelos investidores, que reduziram as apostas de que o Federal Reserve (Fed) elevará sua taxa de referência, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%, no fim deste mês. Em reação, o dólar cedeu ante as demais divisas globais, incluindo o real.

“O resultado reduz a expectativa de que o Federal Reserve precise elevar os juros no curto prazo. Com uma inflação mais comportada, diminui também a perspectiva de maiores retornos dos títulos do Tesouro americano, o que tende a enfraquecer o dólar frente às demais moedas”, avaliou Lucca Bezzon, analista de Inteligência de Mercado da Stonex.

Após marcar a cotação máxima de R$5,1288 (-0,05%) às 9h08, pouco depois da abertura, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,0653 (-1,29%) às 12h08, sob influência do CPI, para depois encerrar na faixa dos R$5,07.

“Mas não vejo fatores para o dólar se manter abaixo de R$5,10. O próprio (boletim) Focus continua projetando um dólar a R$5,20 no fim do ano, e o Focus costuma ser otimista”, opinou Matheus Massote, especialista em câmbio da One Investimentos.

Na segunda-feira, o boletim Focus do Banco Central mostrou que a mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim de 2026 está em R$5,20 e no final de 2027 em R$5,28.

O cenário geopolítico e seus impactos

No exterior, além dos dados do CPI, os investidores seguiram monitorando o conflito entre Estados Unidos e Irã e a disputa pelo controle do Estreito de Ormuz.

O então presidente dos EUA, Donald Trump, recuou em relação à proposta de cobrar uma taxa de trânsito dos navios de 20% para proteger a hidrovia, afirmando que, em vez disso, buscaria acordos de investimento com os países do Golfo Pérsico. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a possível cobrança dos EUA como “pirataria”.

Às 17h12, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, caía 0,35%, a 100,920.

No fim da manhã, sem efeitos sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de agosto.

A bolsa paulista começou a semana pressionada negativamente pelo recrudescimento do conflito entre Estados Unidos e Irã, que reacendeu preocupações com o transporte de energia no Estreito de Ormuz, fazendo os preços do petróleo dispararem nesta segunda-feira.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,2%, a 175.739,08 pontos, chegando a 175.567,05 pontos na mínima, após marcar 178.153,90 pontos na máxima do dia.

O volume financeiro no pregão somou R$19,59 bilhões.

“O Oriente Médio voltou a ser o fator dominante do dia”, afirmou a coordenadora de alocação e inteligência da Avenue, Juliana Benvenuto, acrescentando que o Ibovespa refletiu o humor mais cauteloso do mercado externo.

O então presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que os EUA estavam restabelecendo o bloqueio ao transporte marítimo do Irã e disse que iriam garantir que o Estreito de Ormuz permanecesse aberto, mediante pagamento.

O bloqueio começaria na terça-feira, de acordo com o Centro Conjunto de Informações Marítimas, liderado pela Marinha dos EUA, abrangendo todo o litoral, portos e terminais petrolíferos do Irã, bem como todas as embarcações, independentemente da bandeira. Ele havia sido suspenso em meados de junho.

“O Estreito de Ormuz está ABERTO e permanecerá ABERTO, com ou sem o Irã. Estamos restabelecendo O BLOQUEIO IRANIANO”, disse Trump no Truth Social.

“Os EUA…serão reembolsados ​​em 20% de toda a carga transportada, por todos os custos necessários para garantir a segurança desta região tão instável do mundo”, acrescentou.

A decisão dos EUA veio após nova troca de ataques entre os dois lados no fim de semana, quando o Irã anunciou que fecharia o estreito.

O alto comando militar conjunto iraniano afirmou que os EUA não tinham qualquer papel na definição do futuro da rota de navegação vital e que não teriam permissão para intervir na gestão do estreito.

Preocupações com o fluxo de petróleo na região fizeram as cotações dispararem, com o barril sob o contrato Brent fechando o dia, com salto de 9,59%, a US$83,30, o maior ganho diário em dólares desde 2 de abril e o maior fechamento desde 12 de junho.

Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, caiu 0,79%.

Quais empresas se destacaram no dia?

Destaques corporativos

• PETROBRAS PN avançou 2,55% e PETROBRAS ON subiu 3,44%, endossadas pela alta do petróleo no exterior. No setor, PRIO ON valorizou-se 3,16% e PETRORECONCAVO ON ganhou 0,78%, mas BRAVA ON caiu 0,74%.

• VALE ON cedeu 1,79%, sofrendo com o aumento da aversão a risco global, em pregão também marcado pela queda dos futuros do minério de ferro na China. Na contramão do setor, CSN MINERAÇÃO ON valorizou-se 4,21% e CSN ON subiu 1,16%.

• ITAÚ UNIBANCO PN perdeu 1,76%, com o setor como um todo contaminado pelo viés negativo do exterior. O índice do setor financeiro fechou em queda de 1,47%.

• WEG ON caiu 4,56%, com investidores também na expectativa do balanço da companhia na próxima semana. Analistas do Citi esperam um trimestre fraco, com expansão de capacidade ainda pressionando margens.

• MRV&CO ON perdeu 5,39%, após duas altas seguidas, em pregão negativo para construtoras, tendo como pano de fundo o avanço na curva futura de juros seguindo a aversão a risco global. O índice do setor imobiliário na B3 recuou 2,5%.

 

 https://istoedinheiro.com.br/dolar-cai-abaixo-de-r510-e-ibovespa-recua-mais-de-1

Vale descarta investimento e J&F recusa parceria em minério

 

A Vale anunciou nesta terça-feira (4) que avaliou e, posteriormente, descartou uma oportunidade de investimento em minério de ferro na região de Corumbá (MS). Concomitantemente, a J&F, holding dos irmãos Batista, comunicou que não deseja ter a mineradora como sócia em sua empresa Lhg Mining.

As decisões da Vale quanto à alocação de capital são pautadas por um rigoroso processo de avaliação, que abrange aspectos técnicos, econômicos e financeiros, conforme declarado pela companhia em comunicado. Esse processo está alinhado às políticas e regras de governança da empresa.

O que aconteceu

  • A Vale descartou um possível investimento em minério de ferro em Corumbá, Mato Grosso do Sul.
  • A J&F rechaçou a possibilidade de ter a Vale como sócia na Lhg Mining, citando conflito de interesses.
  • A holding dos irmãos Batista já contratou o Citi para conduzir um processo de venda de participação minoritária na Lhg Mining.

A informação foi primeiramente veiculada pelo jornal O Globo, que detalhou uma negociação avaliada pela Vale para a recompra parcial ou total do complexo de minas em Corumbá. Este complexo havia sido vendido pela própria Vale aos empresários Joesley e Wesley Batista em 2022.

Por que a J&F rejeita a parceria?

Em nota divulgada após a reportagem, a J&F enfatizou que a Vale, sendo uma concorrente nacional, representaria um “grande conflito de interesses na gestão da companhia” caso se tornasse sócia da Lhg Mining. Por essa razão, a holding descarta tal possibilidade.

A J&F esclareceu ainda que recebeu, a pedido da Vale, uma comitiva interessada em conhecer as instalações da Lhg Mining e as melhorias implementadas pela atual gestão. Segundo a holding, o pedido não veio acompanhado de qualquer indicação de sigilo e foi atendido com a mesma cortesia dispensada a dezenas de outras visitas do setor.

A holding dos irmãos Batista lembrou que o Citi foi contratado para um processo competitivo de venda de eventual participação minoritária na empresa de mineração. Esse processo segue em andamento, com a análise de diversas propostas recebidas.

Expansão da Lhg Mining

Desde a aquisição do ativo, a J&F destacou o significativo aumento na produção da Lhg Mining, que passou de cerca de 2 milhões para 12 milhões de toneladas anuais de minério. A companhia ressalta que conseguiu resolver “gargalos logísticos históricos da operação”.

Adicionalmente, a Lhg Mining obteve licenciamento para produzir até 28 milhões de toneladas por ano. Com esse volume, a J&F projeta que a Lhg se tornará a maior produtora mundial de minério de ferro Lump High Grade.

 

 https://istoedinheiro.com.br/vale-descarta-investimento-e-jf-recusa-parceria-em-minerio

Preços do petróleo sobem 2% com bloqueio dos EUA ao Irã

 

Os preços do petróleo registram alta de cerca de 2% nesta terça-feira, alcançando a maior cotação em um mês. O aumento ocorre após os Estados Unidos restabelecerem um bloqueio naval contra o Irã, medida que visa reduzir o fluxo de petróleo da região pelo estratégico Estreito de Ormuz.

Historicamente, antes do conflito atual com o Irã, aproximadamente 20% do abastecimento global de petróleo passava por essa rota marítima crucial.

O que aconteceu

  • Os preços do petróleo subiram 2%, atingindo a maior cotação em um mês.
  • Os Estados Unidos restabeleceram um bloqueio naval contra o Irã no Estreito de Ormuz.
  • Ações geram preocupações com inflação e desaceleração econômica global, limitando os ganhos nos preços.

Apesar da alta, as preocupações de que os preços elevados da energia possam impulsionar a inflação, frear o crescimento econômico global e, consequentemente, diminuir a demanda por petróleo, atuaram como um fator limitante para ganhos ainda maiores.

Os futuros do Brent, um dos principais indicadores globais, subiram US$1,43, ou 1,7%, encerrando o dia a US$84,73 por barril. Paralelamente, o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, valorizou-se em US$1,20, ou 1,5%, fechando a US$79,34.

Pela segunda sessão consecutiva, o Brent encerrou o pregão em seu nível mais alto desde 12 de junho, enquanto o WTI registrou sua maior cotação desde 15 de junho.

Essa escalada de preços manteve o Brent em território tecnicamente de sobrecompra pelo segundo dia consecutivo, situação não vista desde março.

Qual o impacto do bloqueio naval dos EUA?

Analistas da consultoria de energia Ritterbusch and Associates observam que a retomada dos ataques entre os EUA e o Irã está se intensificando e deve continuar. Eles citam os novos bombardeios norte-americanos ocorridos durante a madrugada, que sucederam a reinstituição do bloqueio dos EUA ao Estreito de Ormuz, como fatores de instabilidade.

O presidente dos EUA, Donald Trump, reconsiderou uma proposta inicial de cobrar uma taxa de 20% para proteger o Estreito de Ormuz, parte de sua estratégia no conflito com o Irã. Em vez disso, Trump anunciou que buscará acordos de investimento com os países do Golfo para essa finalidade.

As forças americanas realizaram uma série de ataques pelo terceiro dia consecutivo, após Teerã anunciar que havia fechado o estreito. Na última segunda-feira, Trump restabeleceu o bloqueio à navegação iraniana e propôs a controversa taxa.

 

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Angra 3: Governo busca bancos para suspender dívidas

 


O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta terça-feira, 25 de junho, uma resolução crucial que reconhece o interesse público na suspensão de dívidas relativas à implantação da usina nuclear Angra 3. A medida, solicitada pela Eletronuclear, estatal responsável pelo projeto, aos bancos BNDES e Caixa Econômica Federal, visa permitir uma avaliação aprofundada da viabilidade da prorrogação desses pagamentos.

A decisão do CNPE, portanto, respalda a solicitação da Eletronuclear no âmbito da política energética nacional, abrindo caminho para que as instituições financeiras analisem a proposta. O Ministério de Minas e Energia (MME) esclareceu em comunicado que qualquer concessão dependerá de análise técnica rigorosa e das decisões autônomas do BNDES e da Caixa.

O que aconteceu

  • O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o reconhecimento de interesse público na suspensão de dívidas de Angra 3.
  • A resolução permite que BNDES e Caixa Econômica Federal avaliem a solicitação da Eletronuclear para prorrogar pagamentos.
  • O ministro Alexandre Silveira defende a extensão do prazo para que o governo decida sobre a conclusão das obras da usina nuclear.

Após a reunião do CNPE, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, enfatizou a necessidade de uma extensão das dívidas da usina até que o governo federal tome uma decisão final sobre a continuidade e finalização das obras. “Estamos submetendo aos credores, BNDES, Caixa e outros, para poder estender o prazo [da dívida] para que, ao tomar a decisão que eu particularmente defendo, de conclusão de Angra 3…”, declarou Silveira a jornalistas, sinalizando seu posicionamento favorável à conclusão.

Qual o histórico do projeto Angra 3?

Com início há mais de 40 anos, o projeto da terceira usina nuclear brasileira tem um histórico de paralisações. Em diversas ocasiões, as obras foram interrompidas por falta de recursos financeiros, além de ter sofrido severas interrupções devido a suspeitas de corrupção que vieram à tona na Operação Lava Jato.

A deliberação sobre a finalização das obras de Angra 3 ainda pende no CNPE. Estudos conduzidos pelo BNDES indicam que a conclusão demandaria investimentos adicionais estimados em 24 bilhões de reais. Contudo, o abandono completo do projeto também representa um custo elevado, com estimativas que superam os 20 bilhões de reais.

 

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terça-feira, 14 de julho de 2026

Sul contrata seis em cada dez trabalhadores estrangeiros no Brasil

 

Mais da metade são venezuelanos, enquanto 40% vêm de Cuba, Argentina, Paraguai e Haiti 
 
 
Quatro em cada dez imigrantes admitidos no semestre trabalham no setor industrial

 

O Sul é região que mais emprega imigrantes no Brasil. Até junho, mais de 37 mil pessoas estrangeiras foram contratadas no país. Destes, 65,8% nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No país, também foram registrados mais de 30 mil desligamentos, e o saldo positivo ficou em 6,7 mil empregos. A região Sul concentra 4,2 mil empregos do saldo positivo. Os dados estão disponíveis no painel de informações do novo Caged.

O resultado acompanha o do mesmo período do ano passado, quando a região Sul contratou mais de 128 mil imigrantes, 65% do total nacional. No acumulado do ano, em 2025, foram 63%. Santa Catarina foi o estado que mais contratou, com 37% das admissões a nível nacional. O Paraná vem logo a seguir, com 34%. O Rio Grande do Sul foi responsável por 28% das contratações de imigrantes no mesmo período.

O levantamento do Caged, do Ministério do Trabalho, apontou que a maior parte foi admitida na produção industrial (45,3%), seguido pelo setor de serviços (28,3%), principalmente no comércio. Além disso, um a cada dez trabalhadores estrangeiros contratados no período tem o ensino médio completo. Nove em cada dez estrangeiros que encontram oportunidades no Brasil vem de cinco países: Venezuela, Cuba, Argentina, Paraguai e Haiti. Mais da metade dos imigrantes contratados veio da Venezuela (51,9%).


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Plataforma do Senai de inovação para a indústria disponibiliza R$ 190 milhões para projetos

 

Recursos serão destinados para impulsionar o desenvolvimento de novos projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) no país 
 
 

 

 

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) lançou na quarta-feira (1) o ciclo 2026 da plataforma Inovação para a Indústria. A plataforma vai contar com cerca de R$ 190 milhões para impulsionar o desenvolvimento de novos projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) no país. Consolidada como instrumento de fomento mais perene das últimas duas décadas, a plataforma completa 22 anos em 2026. Desde 2004, a iniciativa já movimentou mais de R$ 1,6 bilhão entre recursos do Senai e contrapartidas da iniciativa privada, viabilizando mais de 1.600 projetos para 2.500 empresas de 19 setores econômicos.

Entre os destaques do lançamento estão a "Chamada Regional", focada em viabilizar operações coordenadas pelos Departamentos Regionais; os "Habitats de Inovação", que permitem que indústrias usufruam da infraestrutura física e de pesquisadores dos Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia; e ações estratégicas como a "Agenda.Tech" e o "Projeto Semente", desenhados para estruturar alianças e roadmaps tecnológicos visando resolver desafios de grande impacto para o Brasil. "A nossa plataforma promove a redução de riscos para a empresa em projetos de P&D e inovação, por meio do compartilhamento de desafios com outros parceiros de peso, como os nossos institutos, sempre mantendo o foco em gerar resultados reais e práticos para a indústria", destaca Roberto de Medeiros Junior, superintendente de inovação e tecnologia do Senai. 

As regras e cronogramas variam de acordo com o edital de cada categoria. Para participar, é necessário realizar a inscrição e apresentar detalhes da ideia para cada projeto. Os departamentos regionais do Senai possuem interlocutores de inovação que são responsáveis por multiplicar o conhecimento localmente, com o papel de ponto focal de comunicação com a equipe nacional da plataforma, para auxiliar os empresários em todo o processo de submissão, avaliação e contratação de projetos aprovados na plataforma.

 

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