segunda-feira, 20 de julho de 2026

Santa Catarina tem 68% das exportações aos EUA afetadas por novas tarifas

 


Estado sulista é o mais afetado, considerando a totalidade das exportações 
 
 
Para a Fiesc, o segundo tarifaço deve repetir os efeitos negativos da primeira elevação das tarifas, quando as exportações catarinenses para os EUA recuaram 38,2%

 

 Diante do anúncio de novas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos às exportações brasileiras, Santa Catarina tem a situação mais crítica do país, com 68% das exportações aos EUA afetadas. Os dados são da ApexBrasil, a Agência Brasileira para Promoção de Exportações e Investimentos, ligada ao Ministério de Desenvolvimento, Comércio e Indústria (MDCI). A agência anunciou um plano de R$ 130 milhões para auxiliar essas empresas a diversificarem seus mercados.

Para a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), o segundo tarifaço deve repetir os efeitos negativos da primeira elevação das tarifas, quando as exportações catarinenses para os EUA recuaram 38,2% e o estado deixou de gerar cerca de 7,6 mil postos de trabalho. Além disso, 40,3% do valor exportado pelo estado para os Estados Unidos, já estão sendo tarifadas sob a seção 232. O que resulta em apenas 5,2% das vendas aos EUA isentas de sobretaxas de qualquer natureza. O impacto maior está concentrado em produtos estratégicos para as regiões Serrana, Oeste e Planalto Norte, territórios que já enfrentam grandes desafios ao desenvolvimento.

 

 https://amanha.com.br/categoria/sul-for-export/santa-catarina-tem-68-das-exportacoes-aos-eua-afetadas-por-novas-tarifas

Preço do etanol cai em 17 Estados e ganha competitividade ante gasolina

 


Levantamento da ANP mostra preço médio estável no país e vantagem do biocombustível em oito Estados e no DF

Na comparação com a gasolina, o etanol se mostrou mais competitivo em oito Estados e no Distrito Federal

Na comparação com a gasolina, o etanol se mostrou mais competitivo em oito Estados e no Distrito Federal

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

 

Os preços médios do etanol hidratado recuaram em 17 Estados, avançaram em seis e no Distrito Federal e permaneceram estáveis em outros dois na semana de 12 a 18 de julho, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilados pelo AE-Taxas. No Amapá, onde a cotação ficou em R$ 5,81 o litro, não havia informação da se mana anterior para comparação.

Apesar das oscilações regionais, o preço médio do etanol nos postos pesquisados em todo o país ficou estável, em R$ 4,06 o litro. Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor, além de concentrar o maior número de postos avaliados, o valor caiu 0,26%, para R$ 3,77 o litro.

Quedas, altas e extremos de preço pelo país

A maior alta porcentual ocorreu no Acre, onde o litro do etanol avançou 25%, chegando a R$ 6,39. Na outra ponta, o Pará registrou a maior queda, com recuo de 2,07% e preço médio de R$ 4,74 o litro.

O menor valor registrado em um posto na semana foi de R$ 2,94 o litro, em São Paulo. O maior preço pontual, de R$ 6,59 o litro, foi observado em Pernambuco. Considerando as médias estaduais, Mato Grosso teve o menor preço médio, de R$ 3,75 o litro, enquanto o Acre apresentou o maior, de R$ 6,59 o litro.

Etanol mais vantajoso que gasolina

Na comparação com a gasolina, o etanol se mostrou mais competitivo em oito Estados e no Distrito Federal. Na média dos postos pesquisados, a paridade ficou em 61,70% em relação ao preço da gasolina, patamar considerado favorável ao biocombustível.

A paridade foi de 68,88% na Bahia; 63,92% no Distrito Federal; 64,51% em Goiás; 55,15% em Mato Grosso; 60,78% em Mato Grosso do Sul; 64,96% em Minas Gerais; 62,93% no Paraná; 69,34% em Santa Catarina; e 58,63% em São Paulo.

Tradicionalmente, o etanol é visto como vantajoso quando custa até cerca de 70% do valor da gasolina. Executivos do setor observam, porém, que o biocombustível pode ser competitivo mesmo com paridade superior a esse patamar, a depender da tecnologia e do consumo específico de cada veículo.

Com informações do Estadão Conteúdo.

Carf permite crédito de PIS/Cofins sobre royalties de sementes geneticamente modificadas

 


Tecnologia incorporada às sementes não pode ser dissociada e integra os valores da atividade produtiva

 

 

pis e cofins
Créditos: freepik

 

Por unanimidade, a 1ª Turma da 1ª Câmara da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) reconheceu o direito à tomada de créditos de PIS/Cofins sobre royalties pagos pela aquisição de tecnologia incorporada em sementes geneticamente modificadas. Para os conselheiros, como essa tecnologia está incorporada às sementes e não pode ser dissociada delas, os valores integram a atividade produtiva da empresa.

A Bom Futuro Agrícola Ltda. atua na produção agrícola e na multiplicação de sementes certificadas de soja, milho, arroz e algodão, adquiridas já com a tecnologia agregada, como resistência a pragas e tolerância a herbicidas.

A defesa explicou que o pagamento dos royalties é apurado de forma proporcional à área plantada e ao volume efetivamente produzido, sendo realizado após a colheita. Para a fiscalização, porém, por serem pagos nessa etapa, os royalties não se enquadrariam como bens ou serviços aptos a gerar créditos de PIS e Cofins.

Segundo a advogada representante da empresa, Bianca Rothschild, do Martinelli Advogados, a tecnologia incorporada às sementes é essencial à atividade produtiva, pois, sem ela, a empresa teria de assumir gastos adicionais com insumos e medidas de proteção fitossanitária para viabilizar a produção.

O relator, conselheiro Matheus Schwertner Ziccarelli, destacou que os direitos de propriedade intelectual possuem natureza de bem móvel intangível e que a cessão do direito de uso da tecnologia constitui elemento indissociável do processo produtivo. Nesse contexto, afirmou que a exclusão da tecnologia inviabilizaria o exercício da atividade produtiva, reconhecendo os royalties como insumo essencial.

Por maioria, a turma também permitiu créditos relativos a bonificações e fretes. Por unanimidade foi aceito o creditamento na aquisição de mercadorias  e serviços de manutenção.

O processo tramita com o número: 10183.909896/2020-07logo-jota

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Executivos chegam para fortalecer a estrutura comercial da healthtech Inovamotion

 

Parceria visa acelerar a expansão da solução desenvolvida para rastreamento e gestão inteligente de instrumentais cirúrgicos 
 
Amilton César Schmidt, Fabrício Martins e Loadi Slongo: executivos que lideram a expansão comercial do Sara System por meio da parceria entre Inovamotion e a Consultoria ISEE

 

 

A gestão de instrumentais cirúrgicos e dos Centros de Material e Esterilização (CME) são áreas ainda pouco digitalizadas e seguem pressionadas pelo aumento dos custos e pela necessidade de elevar a produtividade sem comprometer a segurança dos pacientes. Para enfrentar esse desafio, a Inovamotion, healthtech brasileira sediada em Florianópolis(SC), firmou uma parceria estratégica com a ISEE, consultoria e assessoria empresarial com mais de 15 anos de expertise, especializada em saúde e inteligência de custos e processos hospitalares. O objetivo é acelerar a expansão do Sara System, solução desenvolvida pela healthtech para rastreamento e gestão inteligente de instrumentais cirúrgicos, combinando tecnologia, conhecimento operacional e experiência acumulada em mais de 200 hospitais brasileiros.

A Inovamotion traz a expertise tecnológica e a experiência prática em rastreabilidade hospitalar. Já a ISEE agrega um histórico de atuação em gestão, custos e implantação de sistemas em instituições de diferentes portes, além de um profundo conhecimento sobre os desafios enfrentados por CMEs e centros cirúrgicos. O Sara System alcançou um nível de maturidade que exige uma estrutura comercial igualmente especializada. "Buscamos profissionais que conhecem profundamente a realidade dos hospitais e que compartilham da nossa visão de que a tecnologia só gera valor quando resolve problemas concretos da operação. A parceria com a ISEE fortalece nossa capacidade de levar essa transformação a um número cada vez maior de instituições de saúde", afirma Juliano Perfeito, CEO da Inovamotion. 

À frente dessa iniciativa estão três executivos e sócios com longa trajetória no setor. O cientista da computação Amilton César Schmidt, especialista em gestão estratégica de custos e atua há quase duas décadas na área hospitalar. Ao longo da carreira, participou de projetos em centenas de hospitais e acompanhou de perto a dificuldade das instituições em mensurar custos e identificar oportunidades de eficiência. Também integra a parceria Fabrício Martins, executivo com mais de 20 anos de experiência em tecnologia para saúde, incluindo passagens pela Wheb Sistemas e pela Philips. Com foco em gestão e expansão comercial, ele observa que a digitalização das áreas hospitalares deixou de ser uma tendência para se tornar uma necessidade.

A frente comercial da parceria é conduzida por Fabrício e também por Loadi Slongo, profissional com mais de 15 anos de experiência em implantação de soluções hospitalares e relacionamento com grandes instituições do país. Ao longo da carreira, atuou junto a hospitais como Sírio-Libanês, HCor, Hospital Alemão Oswaldo Cruz e Rede D'Or, acumulando conhecimento sobre as rotinas e desafios do ambiente cirúrgico.


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Brasil já produziu 100 milhões de veículos

 

Produção nacional foi iniciada em 1956 
 
 

 

 

O Brasil alcançou, na última semana, a marca histórica de 100 milhões de veículos produzidos, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).  Atualmente, a indústria automotiva brasileira conta com um parque industrial distribuído por diversas regiões do país e responde por cerca de 20% do PIB industrial. Ao longo de toda a cadeia produtiva, que inclui montadoras, fabricantes de autopeças, concessionárias, logística e serviços, o setor é responsável por aproximadamente 1,3 milhão de empregos diretos e indiretos, além de estar entre os maiores investidores privados em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

O resultado reflete sete décadas de desenvolvimento da indústria automotiva nacional. A produção no país começou em 1956, com a criação do Grupo Executivo da Indústria Automobilística (Geia), durante o governo de Juscelino Kubitschek. A política industrial implementada naquele período deu origem a uma cadeia produtiva que permitiu ao Brasil se consolidar entre os principais produtores de veículos do mundo. O marco é alcançado em um período de novos investimentos na indústria automotiva. As montadoras anunciaram aproximadamente R$ 180 bilhões para os próximos anos, destinados à modernização das fábricas, ao desenvolvimento de novas tecnologias, à ampliação da engenharia nacional e à produção de veículos mais eficientes e alinhados às demandas da transição energética.

O resultado também coincide com um momento positivo para o setor. No primeiro semestre de 2026, a indústria automotiva registrou desempenho acima das expectativas, levando a Anfavea a revisar para cima as projeções para o ano. A expectativa é que o Brasil volte a superar a marca de 3 milhões de emplacamentos, patamar não registrado desde 2014, enquanto a produção deve alcançar cerca de 2,8 milhões de veículos, o melhor resultado desde 2019.

Apesar desse cenário, permanecem desafios para ampliar a competitividade da produção nacional. O crescimento do mercado interno continua superior ao da fabricação local, enquanto o aumento das importações, a recuperação das exportações e a necessidade de um ambiente regulatório estável seguem como temas relevantes para assegurar a continuidade dos investimentos e ampliar a capacidade produtiva da indústria brasileira. Os investimentos anunciados também ampliam as condições para que o Brasil avance na mobilidade de baixo carbono, combinando eletrificação, biocombustíveis e desenvolvimento tecnológico em um modelo compatível com as características da matriz energética nacional.

 

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Governo dos EUA confirma novas tarifas para o Brasil

 

Alíquota adicional de 25% atingirá uma série de produtos 
 
 

Novo tarifaço pode comprometer negócios e empregos no Sul

 

Federações industriais de SC e do RS temem impactos negativos sobre investimentos e renda

Competitividade industrial da região será colocada em xeque, estimam entidades

 

As federações industrias de Santa Catarina (Fiesc) e do Rio Grande do Sul (Fiergs) temem que a decisão anunciada nesta quarta-feira (15) pelo governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros traga impactos negativos, especialmente sobre a competitividade. A federação paranaense (Fiep) deve se pronunciar posteriormente, após analisar os detalhes do teor da decisão.

Para a Fiergs, a medida amplia as barreiras ao comércio bilateral e traz novos desafios para a indústria gaúcha, especialmente para segmentos com forte presença nas exportações ao mercado norte-americano, como armas e munições, madeira, calçados e tabaco. Para o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, o anúncio compromete a competitividade das empresas, reduz a previsibilidade dos negócios e pode gerar impactos sobre investimentos, emprego e renda no Rio Grande do Sul. "É um retrocesso nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e impõe mais um desafio à indústria brasileira e gaúcha. É fundamental que o governo brasileiro mantenha as negociações com as autoridades norte-americanas para buscar a reversão dessa medida e ampliar a lista de produtos contemplados por exceções", avalia, por meio de nota.

Em caso de manutenção das medidas, Bier defende a implantação de medidas compensatórias. "Ao mesmo tempo, é necessário preparar políticas públicas de apoio aos setores mais afetados, nos moldes das iniciativas adotadas no ano passado, com linhas especiais de financiamento e iniciativas para auxiliar as empresas impactadas. O momento exige uma atuação coordenada, técnica e diplomática para preservar a capacidade competitiva da indústria brasileira e minimizar os efeitos sobre a economia e o emprego", ressalta.

Estudo da Fiesc revela que o novo regime aduaneiro imposto pelos Estados Unidos desenha um cenário desafiador para o estado, com estimativas de impacto relevante sobre as indústrias exportadoras. "O impacto projetado para esta nova fase tarifária é similar aos danos que já experimentamos no primeiro tarifaço. A análise mostra que a economia catarinense já deixou de gerar cerca de 7,6 mil empregos formais apenas no primeiro ciclo de tarifas. A expectativa é de que esta segunda leva tenha efeitos muito parecidos, com prejuízo à economia do estado", afirma o presidente da entidade, Gilberto Seleme, também por meio de nota.

A nova estrutura tarifária imposta pelo governo norte-americano altera as alíquotas para uma tarifa nominal máxima que passará de 50% (no primeiro tarifaço) para 37,5% no regime proposto para julho. No entanto, o estudo da federação industrial catarinense demonstra que a tarifa efetiva passará de 47,8% no estado no primeiro tarifaço, para 35,9%. "Esta aparente redução de alíquotas nominais esconde um cenário adverso: os principais concorrentes internacionais do Brasil passarão a ser beneficiados com tarifas mais baixas. Com isso, a vantagem competitiva dos produtos catarinenses no mercado norte-americano segue prejudicada", avalia o economista-chefe da Fiesc, Pablo Bittencourt.

Para a Fiesc, o impacto das novas alíquotas norte-americanas penaliza o estado de Santa Catarina com intensidade maior do que a média registrada pelo restante do país. A assimetria reflete a alta concentração de produtos manufaturados na pauta catarinense, que possuem alta exposição às novas sobretaxas. Enquanto a parcela das exportações brasileiras afetadas pelas tarifas recua de cerca de 33% para 25%, em Santa Catarina ela se mantém praticamente estagnada em elevadíssimos 56%. Esta disparidade evidencia que a perda de competitividade estadual frente ao mercado global será muito mais profunda e exigirá resiliência extrema dos nossos setores industriais.

 

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