quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Frísia inaugura linha para suínos em fábrica de rações

 

Investimento amplia capacidade produtiva da cooperativa na região dos Campos Gerais 
 
 
A capacidade mensal de produção da fábrica subiu para 12 mil toneladas

 

 

A Frísia Cooperativa Agroindustrial inaugurou nesta quinta-feira (30) uma linha de rações exclusiva para suínos na fábrica em Carambeí (PR). A unidade, que produz a marca Rações Batavo, passou por uma ampla modernização que dobrou a capacidade mensal de produção, de 6 mil para 12 mil toneladas. O investimento, que não teve o valor divulgado, acompanha a produção de suínos da cooperativa na região dos Campos Gerais, que, em pouco mais de um ano, saltou de 5,5 mil para 10 mil fêmeas. "Este é mais um passo no processo contínuo de modernização dos nossos sistemas produtivos e de fortalecimento da competitividade da cadeia suinícola da Frísia", explica o presidente do conselho de administração da Frísia, Geraldo Slob, por meio de nota. 

A nova estrutura equivale praticamente à construção de uma nova fábrica, com área exclusiva para armazenagem de micro e macroingredientes, além de novos sistemas de moagem, mistura e peletização. A modernização também amplia a diversidade de produtos fabricados, permitindo, por exemplo, a produção de rações para animais jovens e maior flexibilidade na utilização de matérias-primas, contribuindo para ganhos de eficiência e redução de custos.

Com 100 anos de história, a Frísia Cooperativa Agroindustrial possui mais de mil cooperados e 1,2 mil colaboradores. A cooperativa é a 45ª maior empresa da região Sul e também a 15ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. A cooperativa também ocupa a sétima posição no ranking exclusivo que revela quem são as maiores do cooperativismo do Sul (veja o ranking completo aqui e o anuário digital na íntegra clicando aqui).

 

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El Niño deve se intensificar entre agosto e outubro

 

No período, grande parte do mundo enfrenta temperaturas acima do normal e mudanças significativas nos padrões de precipitação 
 
 

 

 

Um relatório da Organização Meteorológica Mundial divulgado nesta sexta-feira (31) enfatiza que um El Niño forte está se desenvolvendo e deve se intensificar de forma constante entre agosto e outubro de 2026. O fenômeno aumenta a probabilidade de temperaturas acima da média em grande parte do mundo e provoca mudanças significativas nos padrões de precipitação: prevê-se maior pluviosidade em algumas regiões, incluindo a América do Sul, enquanto o risco de seca aumenta em outras.

Previsões de conjunto multimodelos dos principais centros globais de produção indicam que as anomalias da temperatura média sazonal da superfície do mar deverão exceder 2,9 °C em regiões-chave de monitoramento, incluindo o Brasil. Além disso, efeitos sobre as temperaturas das águas oceânicas podem amplificar os impactos climáticos regionais, incluindo secas, inundações e risco de incêndios florestais. Espera-se também que as temperaturas da superfície do mar no Atlântico tropical permaneçam mais quentes do que a média.

"O El Niño é um dos fenômenos climáticos mais monitorados no mundo. Mas as previsões, por si só, não previnem os desastres; o que previne são as pessoas",  disse a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo. Segundo ela, este El Niño, sem precedentes oferece aos governos e às comunidades uma janela de oportunidade para antecipar riscos e agir antes que os impactos se manifestem.  

Como funciona o fenômeno
Os eventos El Niño geralmente ocorrem a cada dois a sete anos e costumam durar entre nove e doze meses. Frequentemente, começam a se desenvolver entre março e junho, atingem o pico de intensidade entre novembro e fevereiro e exercem sua maior influência sobre as temperaturas globais durante o ano seguinte ao seu início.

Os efeitos de cada evento El Niño variam dependendo da intensidade, duração, época do ano em que ocorre e também de como interage com outros modos de variabilidade climática.

 

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Marca grega de skincare abre primeira loja física do Brasil em Curitiba

 

Korres escolheu ParkShoppingBarigüi para iniciar operação no varejo brasileiro com portfólio que inclui novas fragrâncias e linha de cuidados masculinos 
 
 
Quiosque reunirá os principais produtos da marca, como linhas de Corpo e Banho, limpadores, máscaras e séruns
 
 
A Korres, marca grega reconhecida por seus produtos de skincare e pioneira no conceito de Clean Beauty, escolheu o ParkShoppingBarigüi para inaugurar sua primeira loja física no Brasil. Localizado no piso L2, o quiosque abre as portas nesta sexta-feira, 7 de agosto, e reúne as principais linhas da marca para cuidados com a pele e o corpo, fragrâncias e kits para presente.

A operação da Korres no Brasil é conduzida pela Gera Partner, holding brasileira de Beauty & Wellness com 32 anos de atuação no mercado, sediada em Curitiba. Responsável pelo desenvolvimento da marca no país desde 2024, a Gera Partner também atua com as marcas Keune Haircosmetics, Pivot Point, Elchim e Wet Brush.

"A escolha pelo ParkShoppingBarigüi faz parte do posicionamento da Korres no Brasil. Curitiba reúne um público com alto potencial de consumo, afinidade com marcas premium e um mercado bastante receptivo a novidades. Estar em um empreendimento com esse perfil, como o PkB, fortalece nossa entrada no país e apoia os próximos passos da expansão da marca na região", afirma Marcelo Raskin, CEO da Gera Partner, holding brasileira de Beauty & Wellness responsável pela operação da Korres no Brasil.

A chegada da loja física acontece em um momento de aquecimento do mercado de beleza. Segundo levantamento recente do IPC Maps, os brasileiros devem investir R$ 258 bilhões em produtos de higiene e limpeza este ano, um crescimento de 6,8% do consumo no setor em relação a 2025.

Fundada em Atenas, em 1996, a Korres está presente em mais de 55 países e consolidou sua atuação em mercados como Grécia, França, Reino Unido, Espanha e Estados Unidos. Aqui, os produtos da marca já podiam ser encontrados em grandes redes de cosméticos. A chegada da loja física no Brasil, entretanto, faz parte da estratégia de expansão da marca no país.
 
 
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Com Selic a 14%: Onde investir na Renda Fixa entre IPCA+ 2032

 

Com a taxa básica de juros (Selic) mantida em 14,00% ao ano, analistas do mercado financeiro orientam cautela e diversificação tática nos investimentos em renda fixa. Especialistas alertam que não é o momento para uma migração integral de ativos pós-fixados, diante de um cenário macroeconômico que exige seletividade e análise apurada.

Pontos Principais
  • A taxa Selic em 14,00% ao ano mantém a atratividade dos investimentos em renda fixa, exigindo cautela e diversificação estratégica na alocação de ativos.
  • Analistas recomendam não desmobilizar a carteira pós-fixada de forma brusca, devido a incertezas fiscais e externas que impactam os cortes futuros de juros.
  • Destacam-se títulos IPCA+ de vencimentos intermediários (como o 2032) para ganho real e filtro rigoroso no crédito privado, com foco em ratings AA ou AAA.

A manutenção da taxa Selic em patamar de dois dígitos reforça o protagonismo da renda fixa nas carteiras de investimentos no Brasil. Contudo, a evolução do cenário macroeconômico exige maior seletividade do investidor. Com a taxa em 14,00% ao ano, o mercado ajusta suas projeções para as curvas de juros futuros, abrindo janelas de oportunidade em papéis atrelados à inflação e em títulos prefixados, sem descartar a proteção do CDI.

Analistas de alocação destacam que o principal erro do investidor no momento atual é promover uma rotação brusca de carteira. A incerteza sobre o ritmo dos próximos passos do Banco Central — influenciada pelos preços do petróleo, juros nos Estados Unidos e meta fiscal doméstica — exige uma estratégia diversificada por indexadores.

Como posicionar a carteira nas diferentes classes de renda fixa?

As recomendações técnicas para cada segmento da renda fixa estruturam-se da seguinte forma:

  • Títulos Pós-fixados (LFT / Tesouro Selic e CDBs DI): Continuam indispensáveis para a reserva de emergência e liquidez de curto prazo. A manutenção de um juro básico elevado garante retorno atrativo sem risco de perda patrimonial em resgates antecipados.
  • Títulos Atrelados à Inflação (Tesouro IPCA+ 2032): Papéis com vencimento intermediário, como o IPCA+ 2032, são apontados como a melhor relação entre risco e retorno. Garantem a manutenção do poder de compra acrescido de juro real elevado, reduzindo a volatilidade de preço em relação aos títulos com vencimento em 2045 ou 2050.
  • Títulos Prefixados (Tesouro Prefixado): Devem ser adicionados de forma dosada. Como as taxas futuras incorporam prêmios expressivos, travar retornos prefixados garante rentabilidade alta se a inflação recuar, mas exige tolerância a oscilações temporárias caso a curva de juros volte a subir.
  • Crédito Privado e Debêntures Incentivadas: Oferecem a vantagem da isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas. No entanto, o crédito exige análise rigorosa, dando preferência a empresas de setores não cíclicos e com classificação de risco elevada.

Critérios de seleção no crédito privado

Ao buscar prêmios superiores aos títulos públicos por meio de debêntures e títulos corporativos, o investidor deve aplicar filtros rígidos de gestão de risco:

  • Rating Mínimo: Concentração em empresas com avaliação de crédito entre AA e AAA pelas agências classificadoras de risco, assegurando baixo risco de inadimplência.
  • Setores a Monitorar: Cautela acrescida com o segmento do agronegócio e empresas dependentes do consumo cíclico, que enfrentam maior pressão de custos e demanda comprimida no curto prazo.
  • Liquidez Secundária: Preferência por emissões com grande volume de negociação na B3, facilitando a venda do ativo caso o investidor precise rebalancear a carteira antes do vencimento.

Guia do investidor: sugestão de alocação por perfil

Perfil conservador

Prioridade absoluta para proteção de capital e liquidez. A maior parte dos recursos deve permanecer em pós-fixados (Selic/CDI), com pequena fatia alocada em IPCA+ de vencimento intermediário para garantir ganho acima da inflação.

Perfil moderado

Combina pós-fixados para caixa com alocação relevante em Tesouro IPCA+ 2032 e debêntures incentivadas de alta qualidade. Início de posição em prefixados de médio prazo para travar taxas de dois dígitos.

Perfil arrojado

Aproveita a abertura da curva de juros para aumentar a exposição a IPCA+ e prefixados mais longos, buscando ganho de capital via marcação a mercado em um eventual ciclo mais longo de queda de juros, mantendo o crédito privado isento como gerador de renda recorrente.

 


Itaú Personnalité Nível 6: cartão World Legend eleva disputa por alta renda

 

Banco amplia o programa de relacionamento do Personnalité e reforça a disputa no segmento de altíssima renda com benefícios voltados a clientes com maior volume de investimentos.

Principais Pontos

  • Novo patamar de relacionamento: O Itaú Unibanco adicionou o Nível 6 ao programa “Minhas Vantagens”, destinado a clientes do segmento Personnalité e Private Banking com elevado volume de ativos sob custódia.

  • Cartão ultraglobal: A mudança libera o acesso ao cartão World Legend (Mastercard), focado em alta pontuação, passes para salas VIP e serviços de concierge dedicados.

  • Defesa de mercado: O movimento visa blindar a base de clientes de alta renda contra a investida de plataformas de investimentos independentes e bancos concorrentes, como BTG Pactual e Bradesco.

  • Visão para o acionista (ITUB4): A consolidação de investimentos na plataforma do banco amplia o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) e eleva a receita com serviços e tarifas de cartões.

O Itaú Unibanco (ITUB4) deu mais um passo na consolidação de sua estratégia para o segmento de altíssima renda. A instituição lançou oficialmente o Nível 6 do “Minhas Vantagens Personnalité”, programa de fidelidade que concede benefícios progressivos de acordo com a profundidade do relacionamento do correntista com o banco.

Com a novidade, clientes que atingem o patamar máximo ganham elegibilidade para a solicitação do cartão Mastercard World Legend, um dos produtos de crédito mais exclusivos da categoria corporativa e private do mercado brasileiro.

Como funciona a nova estrutura do Minhas Vantagens

O programa “Minhas Vantagens” opera por meio de etapas que variam do Nível 1 ao Nível 6. A progressão ocorre pelo acúmulo de pontos de relacionamento obtidos via volume de investimentos, contratação de seguros, uso diário de cartões e consumo de produtos financeiros da instituição.

As especificações da nova categoria e do cartão World Legend estruturam-se nos seguintes pilares:

  • Critério de Elegibilidade: O Nível 6 é voltado a investidores de alta capacidade financeira, exigindo a concentração de volume expressivo em ativos custodiados no Itaú (como fundos, renda fixa, ações, previdência e Tesouro Direto).

  • Benefícios do Cartão World Legend: O produto oferece acúmulo turbinado de pontos por dólar gasto, isenção de anuidade atrelada ao patamar de investimento, acessos ilimitados a salas VIP em aeroportos globais e atendimento via concierge exclusivo.

  • Isenção e Vantagens Adicionais: Atingir o topo do programa garante gratuidade em tarifas de conta corrente, taxas zeradas em operações de corretagem e vantagens em parceiros de gastronomia, viagens e entretenimento.

  • Integração de Plataformas: O ecossistema conecta as soluções de gestão de patrimônio da Itaú Asset e da mesa de operações com os serviços bancários do dia a dia.

A disputa pelo cliente de altíssima renda no setor bancário

A criação do Nível 6 responde à concorrência acirrada entre os bancões tradicionais e as plataformas de investimento digitais pelo público de alta renda (High Net Worth Individuals). Esse nicho de mercado é considerado estratégico por apresentar baixo risco de inadimplência e alta rentabilidade marginal.

Ao criar uma categoria superior dentro do Minhas Vantagens, o Itaú incentiva a centralização da custódia de investimentos de seus clientes na instituição, combatendo a evasão de recursos para concorrentes como BTG Pactual, Bradesco Aeternum e C6 Graphene.

Visão do Mercado: O impacto da estratégia nas ações do Itaú (ITUB4)

Para os analistas do mercado financeiro que acompanham os papéis do Itaú Unibanco na B3 (ITUB4), a estratégia de fidelização do segmento Personnalité traz impactos positivos para os resultados operacionais do banco:

  • Retenção de Ativos sob Gestão (AuM): Ao atrelar cartões exclusivos e isenções ao volume investido, o banco garante a estabilidade de sua base de captação de recursos.

  • Geração de Receita Não Decorrente de Juros: Clientes de alta renda geram volumes elevados de transações no cartão de crédito, impulsionando a arrecadação de tarifas de intercâmbio (interchange fee).

  • Manutenção do ROE Elevado: A eficiência no atendimento a clientes de alta margem contribui para manter o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) do Itaú em patamares superiores aos de seus principais pares privados na B3.

FII GARE11 compra do Carrefour galpão logístico por R$ 119,8 milhões; veja os detalhes

 

Fundo imobiliário reforça carteira com ativo de alta relevância operacional, contrato atípico de longo prazo e inquilino de nota de crédito elevada.

O Guardian Real Estate Fundo de Investimento Imobiliário (GARE11) concluiu a aquisição de um galpão logístico locado para o grupo Carrefour Brasil (CRFB3) pelo valor total de R$ 119,8 milhões. A transação, comunicada ao mercado por meio de fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à B3, amplia a presença do fundo no segmento de renda urbana e logística de alta especificação.

Atualizações

  • O FII GARE11 comprou um galpão logístico locado ao Carrefour por R$ 119,8 milhões.

  • Aoperação envolve contrato de locação atípico de longo prazo, garantindo previsibilidade de receita.

  • O ativo reforça a estratégia do fundo de focar em inquilinos de primeira linha (prime credit) e imóveis bem localizados.

  • O impacto financeiro deve se refletir diretamente na geração de caixa e na previsibilidade da distribuição de dividendos aos cotistas.

A aquisição do imóvel pelo GARE11 envolve um ativo estratégico para a cadeia de suprimentos e distribuição do Carrefour no País. O modelo do contrato pactuado é o atípico (sale-leaseback ou built-to-suit), estrutura tradicional no segmento imobiliário corporativo que assegura maior estabilidade ao fluxo de caixa do fundo.

  • Valor da operação: R$ 119,8 milhões desembolsados conforme as condições estipuladas no acordo de compra e venda.

  • Locatário: Grupo Carrefour Brasil (CRFB3), um dos maiores conglomerados do varejo alimentar do País, conferindo baixo risco de inadimplência.

  • Modalidade contratual: Contrato atípico de longo prazo, no qual a rescisão antecipada exige a quitação integral do saldo remanescente dos aluguéis até o término do prazo estipulado.

A operação insere-se na estratégia da gestão de alocar recursos em ativos operacionais resilientes, onde a localização geográfica e a qualidade construtiva do imóvel minimizam os riscos de vacância no longo prazo.

Com a integração do imóvel ao portfólio, a receita de aluguel decorrente do contrato passa a compor a base de faturamento mensal do fundo. Para os investidores de fundos imobiliários focados em dividend yield, a entrada de locatários de grande porte operacional traz proteção adicional contra volatilidades de mercado.

  • Geração de caixa: O incremento na receita locatícia fortalece o resultado operacional por cota, contribuindo para a manutenção de patamares estáveis de distribuição mensal.

  • Cap Rate: A taxa de retorno (cap rate) acordada na aquisição alinha-se às métricas médias praticadas pelo segmento logístico e de renda urbana no mercado imobiliário brasileiro, garantindo um spread atraente em relação às taxas de juros reais.

  • Diversificação de risco: A adição de um novo contrato atípico com o Carrefour reduz a concentração de receita em relação a outros inquilinos do portfólio.

A movimentação do GARE11 reflete a dinâmica aquecida do mercado de fundos imobiliários na B3, no qual gestores aproveitam momentos de consolidação para adquirir ativos maduros com taxas de retorno atrativas. O foco em logísticos e galpões de renda urbana permanece no centro das atenções de investidores institucionais e de varejo devido à expansão contínua do e-commerce e da logística de última milha (last mile).

O detalhamento completo dos fluxos financeiros, do valor exato por metro quadrado e dos prazos finais do contrato constam nos relatórios gerenciais e no fato relevante disponibilizados pelo administrador do fundo na plataforma de Fundos de Investimento da B3 e no portal da CVM.

 

https://istoedinheiro.com.br/fii-gare11-compra-do-carrefour-galpao-logistico-por-r-1198-milhoes

quinta-feira, 30 de julho de 2026

IPCA+ nas alturas com juros acima de 8% após decisão do Fed

 

A curva de juros no mercado de renda fixa no Brasil atingiu patamares operacionais inéditos nos últimos meses. Impulsionadas pela combinação entre as incertezas fiscais domésticas e o aperto das taxas de juros globais balizado pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, as cotações dos papéis atrelados à inflação emitidos pelo Tesouro Nacional registraram taxas de rentabilidade real acima de 8% ao ano — patamar tido como teto histórico do programa de títulos públicos.

O movimento refletiu a readequação dos preços dos ativos de renda fixa no mercado secundário e no Tesouro Direto após comunicados rígidos da autoridade monetária norte-americana em relação ao controle da inflação global. A elevação da remuneração paga pelos títulos públicos dos EUA (os Treasuries) exigiu um prêmio de risco adicional para a dívida emitida por países emergentes como o Brasil.

O Efeito de Contágio das Taxas Norte-Americanas

Quando o Federal Reserve opta pela manutenção ou sinalização de juros elevados por períodos mais longos, o capital global tende a se redirecionar para a dívida soberana dos EUA, que oferece risco virtualmente nulo. Para sustentar a atratividade de seus papéis e captar recursos para o financiamento do orçamento federal, a Secretaria do Tesouro Nacional precisa ajustar a remuneração de suas emissões para cima.

No Tesouro Direto, a rentabilidade real — que garante ao investidor a variação do IPCA acrescida de um juro fixo — atingiu marcas recordes nos papéis de prazos intermediários e longos:

  • Tesouro IPCA+ com Vencimentos Intermediários: Chegaram a registrar taxas acima do patamar de 8% ao ano.

  • Tesouro IPCA+ com Vencimentos Longos e Juros Semestrais: Observaram um estresse continuado das taxas e consequente desvalorização no preço unitário pela regra da marcação a mercado.

O Impacto na Dívida Pública e a Reação dos Mercados

Se para o investidor pessoa física a perspectiva de travar um retorno de inflação acrescido de 8% ao ano se traduz em rentabilidade atrativa, para o governo federal a alta representa uma elevação severa no custo de rolagem da Dívida Pública Federal (DPF).

Conforme apontam balanços periódicos de acompanhamento divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e relatórios do Banco Central do Brasil (BCB):

  1. Custo Médio de Emissão: A inclinação da curva de juros força o Tesouro a emitir papéis com vencimentos mais curtos ou indexados à taxa Selic para diminuir a necessidade de pagar prêmios excessivos em papéis de longo prazo.

  2. Postura dos Grandes Investidores: Diferente da demanda forte observada na ponta do varejo no Tesouro Direto, fundos institucionais e investidores estrangeiros demonstraram seletividade no período, receosos quanto à marcação a mercado e à oscilação dos ativos caso as pressões fiscais e internacionais continuem a puxar as taxas.

A evolução dessas taxas permanece atrelada não apenas às sinalizações futuras de política monetária do Fed, mas também ao cumprimento rigoroso das metas fiscais estipuladas pelo Ministério da Fazenda.

Fontes e Documentos Oficiais

Abaixo, as fontes corporativas e governamentais oficiais de onde foram extraídos os dados estruturais e econômicos sobre a dívida pública: