sábado, 15 de fevereiro de 2025

Petrobras informa que FPSO Almirante Tamandaré iniciou produção no pré-sal

 

 

A Petrobras informou que o FPSO (navio-plataforma) Almirante Tamandaré (Búzios 7) entrou em produção neste sábado no Campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. Esta é a primeira unidade de alta capacidade a ser instalada no campo, com potencial para produzir diariamente até 225 mil barris de óleo (bpd) e processar 12 milhões de metros cúbicos de gás.

De acordo com comunicado da companhia, ao todo, serão 15 poços, sendo 7 produtores de óleo, 6 injetores de água e gás, 1 conversível (produtor e injetor) e 1 injetor de gás, interligados à plataforma por meio de uma infraestrutura submarina.

“O FPSO Almirante Tamandaré é parte do sexto sistema de produção de Búzios e contribuirá para que o campo alcance a produção de 1 milhão de barris de óleo por dia, previsto para o segundo semestre de 2025. Em breve, espera-se que se torne o maior campo de produção da Petrobras, com a expectativa de alcançar o marco de 2 milhões de barris por dia até 2030”, diz a estatal no documento.

A unidade foi afretada junto à SBM Offshore e, além de apresentar capacidade acima da média das unidades da indústria, conta com tecnologias de descarbonização.

O consórcio de Búzios é composto por Petrobras (operadora), as empresas parceiras chinesas CNOOC, CNODC e a PPSA, empresa gestora dos contratos de partilha da produção.

‘Não é hora de mexer nos portfólios, mas quadro pode melhorar’, diz estrategista da InvestSmart

 

Já é possível observar alguns sinais de que há uma desaceleração da atividade econômica doméstica e, se isso se mantiver, o Banco Central pode não apertar a política monetária tanto quanto o esperado e, consequentemente, os ativos de risco vão se beneficiar. No entanto, esses sinais ainda não são fortes o suficiente para provocar mudanças no portfólio de investimentos. A avaliação é de Monica Araújo, estrategista de Alocação da InvestSmart.

“Desde meados de janeiro, estamos vendo um conjunto de dados que começa a indicar que a atividade econômica do Brasil está desacelerando um pouco antes do que os economistas esperavam. Ainda é um processo lento, mas se isso realmente acontecer e houver certa dificuldade de repasse de preços, podemos ver no horizonte que o Banco Central olha inversão de expectativas para a inflação futura e a Selic talvez não precise chegar ao nível de 15,5% ou 16%”, afirmou Araújo, em entrevista ao Broadcast Investimentos durante o Smart Summit, evento realizado pela InvestSmart e pela AZ Quest, e que ocorre hoje no Rio de Janeiro.

Segundo a estrategista, também houve uma acomodação do câmbio, o que contribui para o processo de revisão para baixo dos índices de inflação, mas o cenário “ainda está incipiente”. “Talvez possamos ver esse processo se consolidando no segundo semestre, sem precisar chegar a uma taxa básica de juros tão elevada”, diz Araújo, destacando que isso é um bom quadro para os ativos de risco.

“Ainda é prematuro rever os portfólios. A Selic deve chegar a 14,25% na próxima reunião e o Banco Central não para de forma abrupta, veremos algum ‘resíduo’ de aumento dos juros. Se virmos que esse movimento de desaceleração começa a fazer efeito na economia, podemos visualizar que o BC não precise ir tão longe. Mas hoje, mudar a estratégia, ainda não. O investidor precisa estar atento”, afirma Araújo.

A estrategista diz que a renda fixa segue atraente, com o atual nível de Selic remunerando bem, e olha para os vencimentos mais curtos, com liquidez, que possibilitem movimentações para a busca de oportunidades no caso de mudança de percepção.

*A repórter viajou a convite da InvestSmart

Reunião do Brics em julho será no Rio de Janeiro, anunciam Paes e Mauro Vieira

 

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, anunciaram que a capital fluminense sediará a reunião dos chefes de Estado do Brics, nos dias 6 e 7 de julho deste ano. Na postagem, neste sábado, 15, na rede social X, Paes incluiu um vídeo em que Vieira dá a notícia.

“Agora é oficial! Brics no Rio! Obrigado presidente Lula e ministro Mauro Vieira! Estamos muito orgulhosos de receber esse grande encontro em nome de todos os brasileiros e brasileiras”, escreveu o prefeito.

No vídeo, Paes aparece ao lado de Vieira e diz que o anúncio é uma “grande notícia” e um “presente” para o Rio. Em seguida, Vieira afirma ter “grande prazer” em estar com o prefeito e em “estreitar essa colaboração, essa parceria, entre o governo federal e o Rio de Janeiro”.

“Receberemos na cidade do Rio de Janeiro chefes dos 20 países que integram o Brics, nas duas categorias de membros plenos e parceiros”, declarou o ministro. Vieira prosseguiu: “Vamos tomar decisões muito importantes para o desenvolvimento de todos esses países, para a cooperação e a melhoria da condição de vida de todos os habitantes desses países”.

Na sequência, Vieira afirmou que o Rio será, mais uma vez, “palco de uma reunião internacional”. Paes agradeceu ao governo pelo reconhecimento do “protagonismo” e da “face internacional” da capital fluminense. O prefeito também aproveitou para pedir que o governo decrete o Rio de Janeiro como a “capital honorária do Brasil”.

“A gente se sente muito orgulhoso de representar todos os brasileiros com as belezas da nossa cidade, com os seus desafios, ninguém aqui é inocente nem ingênuo, mas é uma cidade muito especial”, afirmou Paes. “Rio, mais uma vez, capital do mundo. Foi G20 ano passado, agora Brics. E quem sabe eu consiga o decreto presidencial dizendo Rio, capital honorária do Brasil”, completou.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Unilever Brasil nomeia Daniela Pereira como nova líder de mídia




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Crédito: Divulgação / Unilever



 Na companhia desde 2023, Daniela Pereira passa a liderar, a partir de março, a área de mídia como um todo da Unilever Brasil. Atualmente, a executiva é diretora de digital e mídia para a unidade de negócio de Cuidados com a Casa na América Latina. 

Em sua nova função, a profissional terá a missão de seguir no comando de projetos de mensuração de mídia, para garantir assertividade e eficiência dos trabalhos para as marcas. Ainda, Daniela estará a frente da Unicell, hub de inteligência de mídia do anunciante que atende todas as suas unidades de negócio, centralizando a negociação com os diferentes canais. 

Antes da Unilever, a executiva teve passagens pela Sanofi, Danone, Boehinger Ingelheim e agência Grey Group.


Fonte: Meio e Mensagem 

 

Sem citar Margem Equatorial, Marina defende investimentos em energia limpa e papel do Ibama

 Brazilian presidential candidate for the REDE party, Marina Silva, speaks during a technological forum in Sao Paulo, Brazil, on August 7, 2018

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defendeu, nesta sexta-feira, 14, que o Brasil invista em energia limpa e na transição energética. Também citou dados de redução do desmatamento e a importância do Ibama e do ICMBio nessas ações de combate. O discurso, realizado em cerimônia ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, foi feito em meio a embates no governo sobre a liberação da pesquisa para a exploração de petróleo na Margem Equatorial, na Bacia da Foz do Amazonas.

Lula passou a defender publicamente e de forma enfática a liberação para a pesquisa na região. Tem o apoio do Ministério de Minas e Energia e de vários políticos importantes, como o novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Nesta semana, o presidente chegou a dizer que há um “lenga-lenga”, que seria por parte do Ibama, para liberar os estudos.

Apesar de não citar a Margem Equatorial em nenhum momento em seu discurso, Marina Silva fez questão de enaltecer o trabalho do mesmo Ibama nas ações de combate ao desmatamento.

“Nós assumimos o compromisso de desmatamento zero até 2030. Já tivemos redução de 45% na Amazônia, 27% na Mata Atlântica, de 77% no Pantanal e de 48% no Cerrado. Isso é o esforço inicial para que a gente chegue ao desmatamento zero, fazendo com que o desmatamento, que estava fora de controle, voltasse a ter combate, aumentando as ações de fiscalização do Ibama em 96%, do ICMBio em quase 200%”, disse a ministra. “O Brasil é o País que pode dar uma grande contribuição para o desenvolvimento sustentável, como a gente pode fazer as coisas provando que é possível compatibilizar a proteção da floresta e o seu uso”, declarou.

Na quinta-feira, 13, Lula disse que sonha com o fim do uso de combustíveis fósseis, mas que “esse dia está longe ainda”. “Eu sou favorável e sonho que um dia a gente não precise de combustível fóssil. Acho que um dia não vamos precisar. Mas esse dia está longe ainda. A humanidade vai precisar (de) muito tempo”, disse o presidente em entrevista a uma rádio do Amapá.

Para a ministra do Meio Ambiente, no entanto, o Brasil tem a oportunidade de receber grandes aportes de recursos justamente em empreendimentos de energia limpa, não de combustíveis fósseis.

“Podemos dizer que o Brasil pode ser o endereço dos melhores investimentos. A China se constitui hoje como o País de maior contribuição em tecnologia para transição climática. O Brasil pode ser o endereço dos melhores investimentos, porque tem energia limpa e tem que continuar investindo na descarbonização da sua matriz energética, inclusive com hidrogênio verde. Não apenas para exportar, mas usar essa energia limpa para transformar nossa matéria-prima em riqueza e produtos materiais”, declarou Marina.

Nesta sexta-feira, 14, em entrevista a uma rádio de Belém, o presidente Lula disse que Marina é “muito inteligente” e “jamais será contra” a exploração de petróleo na Margem Equatorial, mas que a questão é “como fazer” a pesquisa e a exploração de modo a não causar danos ambientais. “Tenho certeza de que a Marina jamais será contra, porque ela é muito inteligente. Não é que ela não queira fazer, mas é como fazer. Esse como fazer é uma coisa que eu quero, ela quer e você quer. Como fazer para não sermos predatórios com a nossa querida Amazônia. Por isso vamos fazer com muita responsabilidade. E se tiver petróleo, vamos ter mais dinheiro para fazer educação, saúde, ciência e tecnologia, mais gente no Ibama, professor, médico”, afirmou.

Desde que o presidente intensificou a pressão em relação à liberação para pesquisas na Margem Equatorial, Marina não deu declarações públicas sobre o tema, seja para ser a favor ou contra.

Luiza Trajano provoca Galípolo em evento na Fiesp e pede que BC pare de aumentar juros

 

A empresária Luiza Trajano, do Magazine Luiza, pediu ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que não comunique novos aumentos na taxa básica de juros, a Selic.

“Eu vou pedir pra ele não comunicar mais que vai ter aumentos de juros, porque aí já atrapalha tudo desde o começo”, disse Trajano durante um encontro entre o chefe de política monetária e empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta sexta-feira, 14. O pedido, em tom espontâneo e bem humorado, provocou risadas dos presentes.

Durante o encontro, Gabriel Galípolo buscou defender o papel técnico do Banco Central, comentou o cenário internacional e os dados da economia brasileira. Em seguida, foi aberto para comentários de empresários.

Trajano não estava sozinha

Outros empresários queixaram-se do patamar dos juros. O primeiro a falar e a criticar foi Eugênio Staub, dono da Gradiente. “O segmento industrial declinou e não tem perspectiva de uma reação do mercado a curto prazo por diversas razões, e uma delas é custo financeiro. Não é possível investir em indústria a uma taxa real de 8, 10 ou mais por cento.”

Staub elogiou o trabalho de Galípolo, porém disse acreditar que “problemas estruturais” necessitam de um “pacto nacional” para serem resolvidos e alavancarem novamente a indústria.

Trajano afirmou concordar com Staub e comentou o impacto dos juros no seu setor de atuação. “O varejo é o primeiro que sofre e o primeiro que demanda. A pequena e média empresa não aguenta mais viver com isso. Não tem condição, e é ela que gera emprego”, disse. “Essa forma não está dando certo. A gente tem que pensar fora da caixa. Nós temos que sair do diagnóstico e ir pra ação, se não vamos ter pra sempre o Brasil do futuro.”

Galípolo defende BC

Em sua fala de encerramento, Galípolo não respondeu diretamente às críticas, porém defendeu as decisões da autarquia como importantes para combater a inflação. “A defesa da moeda é o mandato do Banco Central e é um mandato que o Banco Central não vai se desviar”, disse.

Assim como Staub, o presidente do BC  também citou “problemas estruturais” e disse ser necessário buscar soluções para além da política monetária. “Tenho certeza que todo mundo tem o mesmo objetivo e o diálogo, a troca de ideias e ouvir as opiniões sempre é muito importante para que a gente possa fazer essa construção”, concluiu.

CVM inicia processo que acusa KPMG no caso de fraude contábil da Americanas

 


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Crédito: Divulgação / Americanas


A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) iniciou o processo administrativo sancionador que acusa a auditoria KPMG e uma de suas sócias, Carla Bellangero, no caso de fraude contábil da Americanas. A auditoria era responsável pela análise do balanço da varejista durante parte do período. A abertura do processo ocorreu em 26 de novembro de 2024 e já conta com acusação formulada e vai a julgamento. Mas como a peça acusatória não é pública, ainda não há detalhes sobre o texto da acusação. 

A fase atual, iniciada na última quinta-feira (13), é de citação dos acusados com comunicação externa. Agora, o processo está na Gerência de Controle de Processos Sancionadores. Esse novo processo se soma a outros dois que já estavam em curso no órgão regulador envolvendo ex-diretores da companhia.


Fonte: Valor Econômico