segunda-feira, 9 de março de 2026

Preços de passagens aéreas disparam com guerra no Irã e derrubam ações do setor

 

As ações das companhias aéreas despencavam nesta segunda-feira, enquanto o preço das passagens disparavam, à medida que a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã causou uma forte alta nos preços do petróleo, gerando temores de uma profunda queda nas viagens e da possibilidade de uma paralisação generalizada dos aviões.

Os preços do petróleo eram negociados com alta de mais de 15%, em níveis não vistos desde 2022, uma vez que alguns dos principais produtores cortaram o fornecimento e os temores de interrupções prolongadas no transporte marítimo tomaram conta do mercado. Em um determinado momento, os futuros do petróleo bruto Brent subiram até 29%.

Essa situação deve aumentar a pressão sobre as companhias aéreas que já operam em um espaço aéreo restrito, à medida que os viajantes se esforçam para evitar o conflito no Oriente Médio.

Na Ásia, as companhias aéreas que sofreram o impacto dos temores dos investidores foram a Korean Air Lines , que caiu 8,6%, a Air New Zealand , que perdeu 7,8%, e a Cathay Pacific , de Hong Kong, que perdeu 5%.

Menos viajantes a lazer no futuro?

Para agravar ainda mais a situação dos consumidores, houve um aumento significativo nos preços das passagens aéreas. Os voos diretos de Seul para Londres em 11 de março com a Korean Air Lines, por exemplo, passaram de US$ 564 sete dias antes para US$ 4.359, de acordo com dados do Google Flights.

“O problema para as companhias aéreas agora é que a demanda por viagens pode ser reduzida à medida que os custos se tornarem proibitivos para os viajantes a lazer e à medida que algumas empresas começarem a limitar as viagens de negócios devido às perspectivas incertas”, disse Lorraine Tan, diretora de pesquisa de ações para a Ásia da Morningstar.

O impacto das altas tarifas aéreas pode limitar a demanda por viagens durante grande parte de 2026, acrescentou Tan.

Na Europa, a Air France KLM , a IAG , proprietária da British Airways, e a Lufthansa caíam entre 4% e 6% no início das negociações, enquanto as principais companhias aéreas dos EUA se desvalorizavam cerca de 4% no pré-mercado.

O combustível é a segunda maior despesa das companhias aéreas, depois da mão de obra, representando, em geral, de um quinto a um quarto das despesas operacionais. Algumas das principais companhias aéreas asiáticas e europeias têm hedge de petróleo em vigor, mas as companhias aéreas dos EUA abandonaram essa prática em grande parte nas últimas duas décadas.

“Se o petróleo bruto está subindo 20%, o combustível de aviação está subindo várias vezes mais, pois está ainda mais escasso, adicionando um custo significativo às operações, juntamente com os recursos da tripulação, que são sobrecarregados devido aos tempos de voo mais longos quando o espaço aéreo está fechado”, disse Subhas Menon, diretor da Association of Asia Pacific Airlines.

Isso pode ter implicações terríveis para o setor.

Aeronaves podem ficar paradas

“Sem um alívio a curto prazo, as companhias aéreas em todo o mundo poderão ser obrigadas a manter milhares de aeronaves em solo, enquanto algumas das transportadoras mais frágeis financeiramente do setor poderão interromper suas operações”, afirmaram analistas do Deutsche Bank em nota aos clientes.

Eles também observaram que um aumento acentuado nos custos do combustível de aviação em 2005, após os furacões Katrina e Rita, resultou em danos generalizados e significativos para o setor, incluindo o pedido de falência das principais companhias aéreas Delta e Northwest, de acordo com o Capítulo 11, naquele ano.

Desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, até 8 de março, mais de 37.000 voos de e para o Oriente Médio foram cancelados, de acordo com dados da Cirium.

Com o espaço aéreo severamente restrito, as companhias aéreas foram forçadas a redirecionar voos, transportar combustível extra ou fazer paradas adicionais de reabastecimento para se protegerem contra desvios repentinos ou rotas de voo mais longas através de corredores mais seguros.

Juntas, a Emirates, a Qatar Airways e a Etihad normalmente transportam cerca de um terço dos passageiros da Europa para a Ásia e mais da metade de todos os passageiros da Europa para a Austrália, Nova Zelândia e ilhas próximas do Pacífico, de acordo com a Cirium.

sexta-feira, 6 de março de 2026

Anvisa: suplementos com cúrcuma podem trazer risco de danos ao fígado

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira (6) um alerta de farmacovigilância para o uso de medicamentos e suplementos alimentares que contêm cúrcuma, também conhecida como açafrão.

Segundo a Anvisa, investigações internacionais identificaram casos raros, mas graves, de inflamação e de danos ao fígado associados ao uso desses produtos em cápsulas ou em extratos concentrados.

“O problema está associado especialmente a formulações e tecnologias que promovem um aumento na absorção da curcumina em níveis muito acima do consumo normal”, informou a agência em nota.

De acordo com o comunicado, agências reguladoras de países como Itália, Austrália, Canadá e França já fizeram alertas sobre o tema depois que autoridades de saúde registraram casos de intoxicação do fígado ligados ao uso de suplementos de cúrcuma.

Na França, a Agência Nacional de Segurança Sanitária da Alimentação, do Meio Ambiente e do Trabalho identificou dezenas de relatos de efeitos adversos associados ao consumo de suplementos com cúrcuma ou curcumina, incluindo casos de hepatite.

“O alerta apresenta orientações para profissionais de saúde, fabricantes de medicamentos e suplementos alimentares e consumidores”, destacou a Anvisa.

Alimentação

Na nota, a agência reforça que o risco de toxicidade não está relacionado ao uso da cúrcuma para o preparo de alimentos no dia a dia.

“O pó usado na culinária é seguro e não integra o alerta, uma vez que não há evidências de risco associado ao consumo da cúrcuma como alimento e aditivo alimentar”, detalhou a Anvisa.

“A diferença é que, em medicamentos e suplementos, o produto possui concentrações mais altas e uma capacidade de ser mais absorvido pelo organismo”, completou.

Sinais de alerta

Dentre os indícios citados pela Anvisa que podem indicar a necessidade de avaliação médica após o uso de medicamentos e suplementos alimentares que contêm cúrcuma estão:

* pele ou olhos amarelados (icterícia);

* urina muito escura;

* cansaço excessivo e sem explicação;

* náuseas e dores na região do abdômen.

Nesses casos, a orientação é interromper o uso imediatamente e procurar um profissional de saúde. Suspeitas de eventos adversos envolvendo medicamentos devem ser notificadas ao sistema VigiMed e, no caso de suplementos, no e-Notivisa.

Atualização de bulas

Como medida preventiva, a Anvisa determinou a atualização, com avisos de segurança, das bulas dos medicamentos Motore e Cumiah, ambos contendo cúrcuma.

No caso dos suplementos com cúrcuma, a agência informou que vai reavaliar o uso da substância e que também vai passar a exigir a inclusão de advertências obrigatórias sobre a possibilidade de efeitos adversos nos rótulos dos produtos.

 

Tenda vê cenário positivo no MCMV e vai buscar ‘crescer o máximo possível’ em 2026

 Saiba tudo sobre a Construtora Tenda | Tenda.com

A construtora Tenda, uma das maiores do Minha Casa Minha Vida (MCMV), quer aproveitar o momento positivo do programa habitacional para ‘crescer o máximo possível’ neste ano, afirmou o diretor financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Luiz Mauricio de Garcia. Nos primeiros dois meses deste ano, a empresa já registrou recorde de vendas brutas, que totalizaram R$ 1 bilhão, um avanço de 27% em relação ao mesmo período do ano passado – fruto das condições favoráveis de contratação dentro do MCMV.

“O cenário para o setor no Minha Casa Minha Vida está muito bom. Vamos tentar, mais uma vez, lançar mais que o previsto. A meta é seguir crescendo o máximo possível”, disse Garcia, em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

O grupo lançou 52 empreendimentos em 2025, avaliados em R$ 5,3 bilhões. O preço médio por unidade foi de R$ 229,2 mil, alta de 6% na comparação anual. As vendas líquidas em 2025 atingiram R$ 4,7 bilhões, avanço de 4,8%.

O foco de crescimento será a Divisão Tenda (baseada em empreendimentos em concreto). A marca tem diversificado sua atuação entre as faixas 1, 2 e 3 do MCMV. No passado, era focada nas faixas 1 e 2, para o público de menor renda. Já nos últimos meses, vêm lançando projetos com varanda, piscina e metragem maior, pensando também no público da faixa 3.

“A ideia é termos flexibilidade para atuar nas faixas mais favoráveis, onde tem mais demanda”, explicou Garcia.

Ao longo do ano, a faixa 1 e 2 devem responder por 40% dos lançamentos, cada, e a 3, 20%.

A Tenda não pretende atuar de modo significativo na faixa 4, que abrange imóveis de valor mais alto, para consumidores de maior renda. Segundo Garcia, isso exigiria mudar o método de construção e o modelo dos apartamentos, que são padronizados. “Não queremos abrir mão da nossa metodologia”.

Com a perspectiva de novos ajustes nas faixas de renda e teto de preços sinalizada pelo governo, a Tenda espera um aumento relevante no poder aquisitivo dos consumidores. Com isso, espera essa flexibilidade para lançar e vender mais. Segundo Garcia, subir preço não é prioridade.

Já para a Divisão Alea (baseada em estruturas pré-moldadas de madeira), a prioridade será estabilizar as operações e voltar a gerar caixa. A Alea cresceu demais e teve estouros de orçamentos no ano passado, o que levou a uma reorganização do negócio, com redução relevante de novos projetos. No pico, ela chegou a ter 33 canteiros abertos na metade de 2025. Esse número hoje está em 23 e deve ir para 16 até o fim do ano.

Garcia não descarta notícias de novos estouros de custos em Alea, mas pondera que esse risco é baixo. Além disso, já há provisões para esse tipo de eventualidades.


Oncoclínicas anuncia Carlos Ferreira como novo CEO para comandar reestruturação

 

Após o executivo Bruno Ferrari formalizar sua demissão do posto de CEO da Oncoclínicas na quinta-feira, 5, a empresa anunciou que o atual Chief Medical Officer, o oncologista Carlos Gil Moreira Ferreira, assumirá o posto de forma interina.

“Vamos avançar na simplificação da estrutura, no ganho de eficiência operacional e na preservação do padrão assistencial que define a Oncoclínicas”, declarou o novo CEO em nota enviada à imprensa.

O médico já passou pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), pela Comissão Científica da Anvisa, pela coordenação de projetos de rede do Ministério da Saúde e presidiu a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). Ingressou na Oncoclínicas em 2018, no cargo de CMO e presidente do Instituto Oncoclínicas, associação sem fins lucrativos para pesquisa e educação na área de tratamento do câncer.

A crise da Oncoclínicas

A troca de comando da empresa acontece em um contexto de forte crise, após uma deterioração dos indicadores financeiros no ano passado. A Oncoclínicas reportou prejuízo de R$ 1,88 bilhão no terceiro trimestre de 2025, contra lucro de R$ 3,1 milhões no mesmo período do ano anterior. Em relatório, o Santander estima um prejuízo líquido R$ 2,163 bilhões no ano.

Publicado antes da demissão de Bruno Ferrari, o estudo do Santander aposta na atual vice-presidente executiva da empresa, Camille Faria, para o cargo de próxima CEO. A executiva foi eleita para sua atual posição no mês passado. Em nota, a empresa afirma que Faria “lidera iniciativas voltadas à otimização de processos, fortalecimento da governança e aprimoramento da estrutura operacional”.

Após o anúncio, as ações da empresa avançavam cerca de 1,40% por volta das 10h47 desta sexta-feira, 6. Todavia, os papéis acumulam baixa de cerca de 20% no ano e de 57,25% em 12 meses.

 

 https://istoedinheiro.com.br/oncoclinicas-carlos-gil-ceo-interino-632026

‘Quem apostar contra a Petrobras vai perder’, afirma CEO após lucro de R$ 110 bi

 

O lucro obtido pela Petrobras em 2025, 200% maior do que no ano anterior, mostra os esforços da companhia para aumentar sua produção e vendas e dá um sinal claro para que os investidores continuem confiando na empresa, disse à Reuters a presidente da estatal, Magda Chambriard.

A Petrobras divulgou na véspera um lucro líquido de R$ 110,1 bilhões em 2025, alta de 200,8% no comparativo anual, sustentado por aumentos de produção, vendas e exportações e maior eficiência operacional, e a despeito de uma queda dos preços do petróleo ante 2024, para uma média de US$ 70/barril, de acordo com o balanço.

“Quem apostar contra a Petrobras vai perder”, disse Chambriard à Reuters, ao comentar o resultado da companhia.

Cenário geopolítico no radar da Petrobras

A CEO afirmou que a Petrobras continua observando o comportamento do mercado de petróleo, que vive uma disparada de preços desde o início do conflito entre EUA, Israel e Irã, antes de qualquer decisão sobre eventual repasse de preços.

“Agora é olhar para a frente e ver o que a Petrobras pode entregar a seus acionistas e ao país no novo cenário de Brent que o contexto mundial está desenhando”, adicionou.

Algumas distribuidoras de combustíveis já estariam se antecipando e repassando aos postos uma alta de preços pelo impacto da disparada do petróleo no mercado internacional, disse a Fecombustíveis na véspera.

O reajuste relatado ocorre apesar de a Petrobras, que responde por cerca de 70% do abastecimento no Brasil, não ter alterado seus preços.

O preço do diesel vendido pela Petrobras a distribuidoras está cerca de 30% abaixo da referência internacional, configurando a maior defasagem desde 2022, apontou um relatório do Goldman Sachs enviado a clientes na quinta-feira.

quinta-feira, 5 de março de 2026

STF forma maioria para manter Bolsonaro preso na Papudinha

 

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para confirmar a decisão de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preso no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha. Em plenário virtual, os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin acompanharam o relator, Alexandre de Moraes.

Na última segunda-feira, 2, Moraes negou um pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

A defesa de Bolsonaro pediu a prisão domiciliar alegando que a Papudinha não tem estrutura suficiente para os atendimentos médicos necessários.

Moraes sustentou que a prisão “atende integralmente, às necessidades do condenado” O ministro afirma que na prisão, Bolsonaro “tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política, o que corrobora os atestados médicos no sentido de sua boa condição de saúde física e mental”

O magistrado especificou ainda que a Papudinha possui a estrutura adequada para atender às necessidades do ex-presidente. “Com a possibilidade e efetiva realização de serviços médicos contínuos, com múltiplos atendimentos diários, realização de sessões de fisioterapia, atividades físicas, assistência religiosa, além de garantir ao réu, em absoluta garantia do princípio da dignidade da pessoa humana, o recebimento de numerosas visitas de familiares, amigos, parentes, amigos e aliados políticos.”

Em seu voto, Moraes reforçou o que havia exposto em sua decisão, afirmando que Bolsonaro só está detido na Papudinha porque tentou romper a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria prisão domiciliar.

“A conversão da prisão domiciliar em prisão preventiva antes do trânsito em julgado da ação penal foi derivada única e exclusivamente pela conduta ilícita de Jair Messias Bolsonaro que, no intuito de fugir, violou seu equipamento de monitoramento eletrônico, às 0h08min do dia 22/11/2025”, escreveu Moraes.

O julgamento está aberto em sessão virtual extraordinária e a ministra Cármen Lúcia, que ainda não se manifestou, pode votar até as 23h59 desta quinta-feira. No entanto, a decisão já está confirmada pela maioria.

IA deve evitar reproduzir erros das redes sociais, avalia Character.AI

 

As empresas de inteligência artificial (IA) devem se inspirar na experiência das redes sociais para proteger seus usuários, disse à AFP o diretor-executivo da Character.AI, que proibiu o acesso de menores após ser associada a casos de suicídio de adolescentes.

“Eu me sinto muito melhor ao ver que todos na indústria – reguladores, técnicos, líderes políticos, o mundo acadêmico — estamos falando da segurança na IA muito antes do que fizemos com as redes sociais”, afirmou Karandeep Anand, diretor-executivo da Character.AI, no Congresso Mundial da Telefonia Móvel (MWC), realizado em Barcelona.

Lançada em maio de 2023, a jovem empresa californiana ficou conhecida por seus robôs de IA personalizados, que reproduzem a personalidade de uma celebridade ou de um personagem de ficção.

Nesta plataforma é possível estabelecer uma conversa com Bob Dylan ou com um personagem da série “Bridgerton”, assim como interpretar o papel de um membro da máfia.

Na direção da empresa desde o verão de 2025, Karandeep Anand assegurou que “a Character.AI ha avançou muito nos últimos nove meses”, após ter sido associada em alguns casos de suicídio de adolescentes.

“Reforçamos ainda mais nossos padrões de segurança”, afirmou, com medidas como a decisão de impedir o acesso de menores a suas ferramentas desde outubro.

“Temos o luxo de aprender com tudo de bom e de mau que aconteceu nas redes sociais e aplicá-lo à IA agora mesmo”, argumentou o diretor, cuja empresa diz contar com quase 20 milhões de usuários ativos a cada mês.

Embora ainda seja muito cedo para determinar quais usos são perigosos, “é mais simples e preferível que pequemos pelo excesso de prudência” para proteger os menores, opinou Anand.

– Um “entretenimento” caro –

Igualmente, seu grupo decidiu se distanciar da criação de modelos de inteligência artificial para se concentrar em seus robôs conversacionais de personagens.

“Meu objetivo foi construir uma empresa que se torne completamente uma companhia de entretenimento baseada em IA”, assegurou.

“Agora somos claramente uma companhia de aplicativos de consumo, centrada em levar ao limite o que poderia chegar a ser o entretenimento impulsionado pela IA”, acrescentou.

Também pretendem se diferenciar de outros integrantes do setor da IA, que oferecem aos usuários a possibilidade de estabelecer conversas similares às que poderiam ter com um ser humano.

“Os usuários chegam com necessidades distintas”, explicou, e menos de 10% deles consideram a plataforma um companheiro.

“A maioria vem pela ficção, a redação de histórias, a narração de contos, as tutorias e o coaching”, relatou.

Em um setor que precisa de máquinas potentes para fazer funcionar seus programas, a questão do custo dos serviços e sua rentabilidade também é muito importante.

Como já fez a gigante OpenAI – que no começo de 2026 começou a introduzir publicidade no ChatGPT -, a Character.AI também quer garantir mais receita.

Para isso, a empresa introduziu três fontes de financiamento, através da publicidade, de compras integradas na plataforma e das assinaturas.

“Antes da minha chegada, a monetização não era um objetivo”, lembrou Anand.

Mas o modelo econômico das empresas de tecnologia está evoluindo. Diferentemente da geração anterior, a das grandes plataformas que buscavam ter o maior número de usuários, com a IA “cada novo usuário que se incorpora é bastante caro para atender”, assinalou.

Apesar dos desafios, ele se mantém otimista. “Acredito que a tecnologia realmente pode fazer muito bem à sociedade”, insistiu.