segunda-feira, 9 de março de 2026

ANP diz que recebeu informação sobre dificuldades pontuais de aquisição de diesel no RS

 

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que recebeu informações sobre dificuldades pontuais de aquisição de diesel por produtores rurais no Rio Grande do Sul. De acordo com a agência, no entanto, a produção e a entrega do combustível seguem em ritmo regular pelo principal fornecedor da região, a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), da Petrobras.

A oferta de diesel está em risco no Brasil devido ao aumento do preço do produto no mercado internacional, que descolou do praticado no mercado interno pelas refinarias brasileiras e inviabilizou importações.

“Cabe destacar que o Rio Grande do Sul é um estado que produz mais diesel do que consome, encontra-se com nível de estoque regular e não foram constatadas justificativas técnicas ou operacionais que expliquem uma eventual recusa no fornecimento do produto”, explicou a agência.

Segundo a ANP, durante o final de semana passado, a agência entrou em contato com os principais fornecedores da região e apurou que o estado do Rio Grande do Sul conta com estoques suficientes para assegurar o abastecimento regular de diesel. Aumentos de preços injustificados no estado também serão objeto de investigação da ANP em conjunto com órgãos de defesa do consumidor.

“Equipes técnicas da ANP estão realizando verificação das instalações e operações relevantes. As distribuidoras serão formalmente notificadas para que prestem os devidos esclarecimentos à ANP sobre o volume em estoque, os pedidos recebidos e os pedidos efetivamente aceitos”, disse a ANP em nota, ressaltando que está preparada para adotar todas as medidas cabíveis a fim de assegurar a continuidade e a normalidade da oferta de diesel no País.

Vendas de implementos rodoviários mostra reação e sobem 12,5% em fevereiro ante janeiro

 

As vendas de implementos rodoviários sobem mais de 10% em fevereiro puxado pela safra e pelo programa de incentivo para a venda de caminhões lançado pelo governo federal. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), em fevereiro foram emplacados 9.870 unidades, ante 8.760 equipamentos em janeiro de 2026. Isso representa crescimento de 12,5%.

No bimestre, o desempenho dos fabricantes de implementos rodoviários apresentou queda de 21,6%. No período os fabricantes entregaram ao mercado 18.630 implementos rodoviários, ante 23.762 unidades em igual período de 2025.

O segmento de Reboques e Semirreboques apresentou recuo de 24,66% no primeiro bimestre do ano. Em dois meses foram emplacados 9.342 implementos rodoviários, ante 12.400 unidades em igual período de 2025. Somente as linhas de Tanque Inox e produtos especiais registraram variação positiva.

O segmento de Carroceria sobre chassi caiu 18,25%. Nos dois primeiros meses do ano, a indústria comercializou 9.288 unidades, contra 11.362 equipamentos no primeiro bimestre de 2025. Todas as sete linhas de produtos do segmento apresentaram resultado negativo.

“Essa reação do mercado em fevereiro pode ter influência do agronegócio, com a safra em andamento, e do programa Move Brasil que mesmo não sendo direcionado ao nosso setor trouxe reflexos positivos”, disse, em nota, o presidente da Anfir, José Carlos Spricigo.

O programa Move Brasil foi lançado em janeiro para incentivar a renovação da frota de caminhões. A iniciativa já tem R$ 4,2 bilhões em créditos contratados do total de R$ 10 bilhões à disposição. O volume de emplacamentos de caminhões em fevereiro, de acordo com dados da Fenabrave, foi 3,7% superior a janeiro.

“Está clara a influência do Move Brasil no desempenho dos fabricantes de caminhões agora resta saber se o mercado de implementos rodoviários seguirá sendo impactado”, diz o executivo.

Lula recebe presidente da África do Sul para visita de Estado

 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta segunda-feira (9), o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, para uma visita de Estado. O objetivo é a ampliação do comércio bilateral e discussão de parcerias, sobretudo em turismo e investimentos.

Ramaphosa foi recepcionado no Palácio do Planalto, pouco depois das 10h. A agenda inclui um encontro restrito entre os dois líderes, seguida de reunião ampliada com as equipes de governo. Também está prevista cerimônia de assinatura de atos e declaração à imprensa.

Desde 2010, o Brasil e a África do Sul mantêm parceria estratégica, que é um nível mais elevado nas relações bilaterais. Na pauta do relacionamento estão temas de defesa e segurança, energia nuclear, investimentos, cooperação e acesso a mercados. Além disso, os países mantêm canais de diálogo em diversos foros multilaterais.

O fluxo comercial entre Brasil e África do Sul alcançou US$ 2,3 bilhões em 2025. Os principais produtos brasileiros exportados foram carnes de aves e suas miudezas (16,2%); açúcares e melaços (8,3%); e veículos rodoviários (6,9%). Já as importações brasileiras se concentraram em prata, platina e outros minerais do grupo da platina (53,9%).

Após a agenda no Palácio do Planalto, as autoridades seguem para o Palácio Itamaraty, onde participam de almoço e da abertura do Fórum Empresarial Brasil – África do Sul. Posteriormente, o presidente sul-africano também visitará o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, como previsto em visitas de Estado.

No atual mandato, o presidente Lula viajou à África do Sul em 2023, para a 15ª Cúpula do Brics – bloco formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã – e em 2025 para a 20ª Reunião de Cúpula do G20.

Petrobras sobe 3% e atenua queda do Ibovespa; dólar passa a cair

 

O Ibovespa tinha mais um dia de baixa nesta segunda-feira, 9, em mais um pregão de aversão a risco no exterior devido ao conflito no Oriente Médio, com nova disparada dos preços do petróleo aprofundando preocupações sobre o efeito na inflação no mundo.

Às 11h10, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,63%, a178.228,24 pontos, com ações de petrolíferas atenuando a queda.

As ações da Petrobras e da Prio avançavam mais de 3%.

Já o dólar reverteu os ganhos do início da sessão e passou a ceder ante o real. Às 11h14, o dólar à vista caía 0,40%, aos R$ 5,2240 na venda. No início do dia, a divisa chegou a superar os R$5,28 no Brasil, acompanhando o avanço da moeda ante outras divisas no exterior.

Os preços do petróleo chegaram a encostar em US$ 120 nesta segunda-feira, mas atenuaram a disparada depois que o Financial Times informou que os ministros das finanças do Grupo dos Sete (G7) e a Agência Internacional de Energia discutirão nesta segunda-feira uma liberação conjunta de reservas de petróleo de emergência, e a Saudi Aramco ofereceu fornecimento imediato de petróleo bruto por meio de uma série de licitações.

Perto das 11h, o barril de West Texas Intermediate (WTI), principal referência no mercado americano, subia 9,52%, a US$ 99,55. Mais cedo, chegou a operar em alta de 30%, a 119,48 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, contrato de referência europeu, avançava 9,52%, a US$ 101,51 por barril, depois de atingir cotação superior a US$ 119 dólares.

 

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Preços de passagens aéreas disparam com guerra no Irã e derrubam ações do setor

 

As ações das companhias aéreas despencavam nesta segunda-feira, enquanto o preço das passagens disparavam, à medida que a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã causou uma forte alta nos preços do petróleo, gerando temores de uma profunda queda nas viagens e da possibilidade de uma paralisação generalizada dos aviões.

Os preços do petróleo eram negociados com alta de mais de 15%, em níveis não vistos desde 2022, uma vez que alguns dos principais produtores cortaram o fornecimento e os temores de interrupções prolongadas no transporte marítimo tomaram conta do mercado. Em um determinado momento, os futuros do petróleo bruto Brent subiram até 29%.

Essa situação deve aumentar a pressão sobre as companhias aéreas que já operam em um espaço aéreo restrito, à medida que os viajantes se esforçam para evitar o conflito no Oriente Médio.

Na Ásia, as companhias aéreas que sofreram o impacto dos temores dos investidores foram a Korean Air Lines , que caiu 8,6%, a Air New Zealand , que perdeu 7,8%, e a Cathay Pacific , de Hong Kong, que perdeu 5%.

Menos viajantes a lazer no futuro?

Para agravar ainda mais a situação dos consumidores, houve um aumento significativo nos preços das passagens aéreas. Os voos diretos de Seul para Londres em 11 de março com a Korean Air Lines, por exemplo, passaram de US$ 564 sete dias antes para US$ 4.359, de acordo com dados do Google Flights.

“O problema para as companhias aéreas agora é que a demanda por viagens pode ser reduzida à medida que os custos se tornarem proibitivos para os viajantes a lazer e à medida que algumas empresas começarem a limitar as viagens de negócios devido às perspectivas incertas”, disse Lorraine Tan, diretora de pesquisa de ações para a Ásia da Morningstar.

O impacto das altas tarifas aéreas pode limitar a demanda por viagens durante grande parte de 2026, acrescentou Tan.

Na Europa, a Air France KLM , a IAG , proprietária da British Airways, e a Lufthansa caíam entre 4% e 6% no início das negociações, enquanto as principais companhias aéreas dos EUA se desvalorizavam cerca de 4% no pré-mercado.

O combustível é a segunda maior despesa das companhias aéreas, depois da mão de obra, representando, em geral, de um quinto a um quarto das despesas operacionais. Algumas das principais companhias aéreas asiáticas e europeias têm hedge de petróleo em vigor, mas as companhias aéreas dos EUA abandonaram essa prática em grande parte nas últimas duas décadas.

“Se o petróleo bruto está subindo 20%, o combustível de aviação está subindo várias vezes mais, pois está ainda mais escasso, adicionando um custo significativo às operações, juntamente com os recursos da tripulação, que são sobrecarregados devido aos tempos de voo mais longos quando o espaço aéreo está fechado”, disse Subhas Menon, diretor da Association of Asia Pacific Airlines.

Isso pode ter implicações terríveis para o setor.

Aeronaves podem ficar paradas

“Sem um alívio a curto prazo, as companhias aéreas em todo o mundo poderão ser obrigadas a manter milhares de aeronaves em solo, enquanto algumas das transportadoras mais frágeis financeiramente do setor poderão interromper suas operações”, afirmaram analistas do Deutsche Bank em nota aos clientes.

Eles também observaram que um aumento acentuado nos custos do combustível de aviação em 2005, após os furacões Katrina e Rita, resultou em danos generalizados e significativos para o setor, incluindo o pedido de falência das principais companhias aéreas Delta e Northwest, de acordo com o Capítulo 11, naquele ano.

Desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, até 8 de março, mais de 37.000 voos de e para o Oriente Médio foram cancelados, de acordo com dados da Cirium.

Com o espaço aéreo severamente restrito, as companhias aéreas foram forçadas a redirecionar voos, transportar combustível extra ou fazer paradas adicionais de reabastecimento para se protegerem contra desvios repentinos ou rotas de voo mais longas através de corredores mais seguros.

Juntas, a Emirates, a Qatar Airways e a Etihad normalmente transportam cerca de um terço dos passageiros da Europa para a Ásia e mais da metade de todos os passageiros da Europa para a Austrália, Nova Zelândia e ilhas próximas do Pacífico, de acordo com a Cirium.

sexta-feira, 6 de março de 2026

Anvisa: suplementos com cúrcuma podem trazer risco de danos ao fígado

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira (6) um alerta de farmacovigilância para o uso de medicamentos e suplementos alimentares que contêm cúrcuma, também conhecida como açafrão.

Segundo a Anvisa, investigações internacionais identificaram casos raros, mas graves, de inflamação e de danos ao fígado associados ao uso desses produtos em cápsulas ou em extratos concentrados.

“O problema está associado especialmente a formulações e tecnologias que promovem um aumento na absorção da curcumina em níveis muito acima do consumo normal”, informou a agência em nota.

De acordo com o comunicado, agências reguladoras de países como Itália, Austrália, Canadá e França já fizeram alertas sobre o tema depois que autoridades de saúde registraram casos de intoxicação do fígado ligados ao uso de suplementos de cúrcuma.

Na França, a Agência Nacional de Segurança Sanitária da Alimentação, do Meio Ambiente e do Trabalho identificou dezenas de relatos de efeitos adversos associados ao consumo de suplementos com cúrcuma ou curcumina, incluindo casos de hepatite.

“O alerta apresenta orientações para profissionais de saúde, fabricantes de medicamentos e suplementos alimentares e consumidores”, destacou a Anvisa.

Alimentação

Na nota, a agência reforça que o risco de toxicidade não está relacionado ao uso da cúrcuma para o preparo de alimentos no dia a dia.

“O pó usado na culinária é seguro e não integra o alerta, uma vez que não há evidências de risco associado ao consumo da cúrcuma como alimento e aditivo alimentar”, detalhou a Anvisa.

“A diferença é que, em medicamentos e suplementos, o produto possui concentrações mais altas e uma capacidade de ser mais absorvido pelo organismo”, completou.

Sinais de alerta

Dentre os indícios citados pela Anvisa que podem indicar a necessidade de avaliação médica após o uso de medicamentos e suplementos alimentares que contêm cúrcuma estão:

* pele ou olhos amarelados (icterícia);

* urina muito escura;

* cansaço excessivo e sem explicação;

* náuseas e dores na região do abdômen.

Nesses casos, a orientação é interromper o uso imediatamente e procurar um profissional de saúde. Suspeitas de eventos adversos envolvendo medicamentos devem ser notificadas ao sistema VigiMed e, no caso de suplementos, no e-Notivisa.

Atualização de bulas

Como medida preventiva, a Anvisa determinou a atualização, com avisos de segurança, das bulas dos medicamentos Motore e Cumiah, ambos contendo cúrcuma.

No caso dos suplementos com cúrcuma, a agência informou que vai reavaliar o uso da substância e que também vai passar a exigir a inclusão de advertências obrigatórias sobre a possibilidade de efeitos adversos nos rótulos dos produtos.

 

Tenda vê cenário positivo no MCMV e vai buscar ‘crescer o máximo possível’ em 2026

 Saiba tudo sobre a Construtora Tenda | Tenda.com

A construtora Tenda, uma das maiores do Minha Casa Minha Vida (MCMV), quer aproveitar o momento positivo do programa habitacional para ‘crescer o máximo possível’ neste ano, afirmou o diretor financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Luiz Mauricio de Garcia. Nos primeiros dois meses deste ano, a empresa já registrou recorde de vendas brutas, que totalizaram R$ 1 bilhão, um avanço de 27% em relação ao mesmo período do ano passado – fruto das condições favoráveis de contratação dentro do MCMV.

“O cenário para o setor no Minha Casa Minha Vida está muito bom. Vamos tentar, mais uma vez, lançar mais que o previsto. A meta é seguir crescendo o máximo possível”, disse Garcia, em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

O grupo lançou 52 empreendimentos em 2025, avaliados em R$ 5,3 bilhões. O preço médio por unidade foi de R$ 229,2 mil, alta de 6% na comparação anual. As vendas líquidas em 2025 atingiram R$ 4,7 bilhões, avanço de 4,8%.

O foco de crescimento será a Divisão Tenda (baseada em empreendimentos em concreto). A marca tem diversificado sua atuação entre as faixas 1, 2 e 3 do MCMV. No passado, era focada nas faixas 1 e 2, para o público de menor renda. Já nos últimos meses, vêm lançando projetos com varanda, piscina e metragem maior, pensando também no público da faixa 3.

“A ideia é termos flexibilidade para atuar nas faixas mais favoráveis, onde tem mais demanda”, explicou Garcia.

Ao longo do ano, a faixa 1 e 2 devem responder por 40% dos lançamentos, cada, e a 3, 20%.

A Tenda não pretende atuar de modo significativo na faixa 4, que abrange imóveis de valor mais alto, para consumidores de maior renda. Segundo Garcia, isso exigiria mudar o método de construção e o modelo dos apartamentos, que são padronizados. “Não queremos abrir mão da nossa metodologia”.

Com a perspectiva de novos ajustes nas faixas de renda e teto de preços sinalizada pelo governo, a Tenda espera um aumento relevante no poder aquisitivo dos consumidores. Com isso, espera essa flexibilidade para lançar e vender mais. Segundo Garcia, subir preço não é prioridade.

Já para a Divisão Alea (baseada em estruturas pré-moldadas de madeira), a prioridade será estabilizar as operações e voltar a gerar caixa. A Alea cresceu demais e teve estouros de orçamentos no ano passado, o que levou a uma reorganização do negócio, com redução relevante de novos projetos. No pico, ela chegou a ter 33 canteiros abertos na metade de 2025. Esse número hoje está em 23 e deve ir para 16 até o fim do ano.

Garcia não descarta notícias de novos estouros de custos em Alea, mas pondera que esse risco é baixo. Além disso, já há provisões para esse tipo de eventualidades.