Atuação:
Consultoria multidisciplinar, onde desenvolvemos trabalhos nas seguintes áreas: fusão e aquisição e internacionalização de empresas, tributária, linhas de crédito nacionais e internacionais, inclusive para as áreas culturais e políticas públicas.
A
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar nesta
sexta-feira, 13, se mantém a prisão de Daniel Vorcaro, pivô do escândalo
do Banco Master. Quatro ministros vão votar pela manutenção ou não da
decisão de André Mendonça.
O julgamento vai ocorrer no plenário virtual. A Segunda Turma é formada pelos ministros:
– Gilmar Mendes, presidente do colegiado;
– André Mendonça, relator do caso;
– Luiz Fux;
– Nunes Marques;
– Dias Toffoli, que se declarou suspeito na noite desta quarta-feira, 11, e não vai participar do julgamento.
Em vez de cinco votos, serão computados quatro. Com isso,
matematicamente, é possível haver empate. Nesse caso, o Regimento
Interno do Supremo determina que vale a decisão mais favorável ao
investigado – ou seja, a libertação de Vorcaro.
Conforme mostrou o Estadão,
um fundo de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e também preso na
operação, foi o responsável pela compra de uma fatia da participação da
empresa de Toffoli e dos irmãos dele no resort Tayayá.
A
pressão após a revelação das relações entre Toffoli com Vorcaro e seu
grupo já havia forçado o ministro a deixar a relatoria das
investigações, que então foi passada para Mendonça.
O
vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria,
Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira, 12,
que o acordo Mercosul-União Europeia deve ser sancionado até a semana
que vem e entrar em vigor em 60 dias. A declaração foi realizada durante
participação no Congresso de Direito Econômico, Financeiro e Tributário
da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, em Goiânia, e palestra
sobre a reforma tributária.
“A União Europeia, deve ser sancionado
o acordo na semana que vem, nos próximos dias. O acordo entra em vigor
em 60 dias”, afirmou o ministro e vice-presidente.
Segundo ele, o Brasil precisa reduzir a carga tributária, que é alta
demais para um país em desenvolvimento, mas que este é um processo
difícil, que deve ser feito aos poucos, reduzindo sonegação e
simplificando.
Além disso, Alckmin disse que ser necessário
investir para agregar valor aos produtos brasileiros, as exportações
valerem mais e a economia brasileira crescer.
“Para onde a gente vende valor agregado – avião, carro, moto, motor?
Estados Unidos. Estados Unidos é que compra produto de valor agregado”,
disse Alckmin. “Nós estávamos com 10% mais 40% do imposto de
importação, 50% de tarifas para os EUA. Nós saímos de 50% para 10%. A
exportação vai crescer e crescer forte”, completou.
O
Banco do Brasil afirma ter conduzido na quarta-feira, 11, a primeira
transação no País em que um agente de inteligência artificial realizou
uma compra em nome do consumidor. O procedimento foi feito por meio do
Visa Intelligent Commerce, a plataforma da bandeira multinacional que
viabiliza o chamado “comércio agêntico”.
O processo ocorreu em um ambiente de produção controlado, espécie de
teste monitorado com aplicação real. A partir de uma autorização prévia,
o cartão do portador é habilitado para o processamento da transação, o
que permite que o agente de IA faça o pagamento em favor do cliente.
Em um exemplo hipotético prático, o usuário pode pedir que a
ferramenta compre passagens aéreas para determinado destino a partir de
certo preço.
A
rede da Visa fica responsável pela autenticação e os controles de
segurança, além da tokenização – a substituição de dados sensíveis de um
cartão por um código único para proteção da informações.
“A adoção do Agentic Commerce amplia a conveniência para os clientes,
sem abrir mão da segurança e da confiabilidade tradicionais do BB, e
aproveita a oportunidade gerada com a adoção massificada de IA pelo
mundo”, afirmou o diretor de Soluções em Meios de Pagamento e Serviços
do BB, Pedro Bramont.
O Visa Intelligent Commerce entra como o viabilizador da
infraestrutura tecnológica que permite transações baseadas em
consentimento, iniciadas por agentes de IA em nome dos consumidores. A
empresa garante seguir “rigorosos padrões de segurança e requisitos
regulatórios.
“Esse movimento inaugura uma era de
conveniência e eficiência sem precedentes, tornando essencial que
empresas, consumidores e todos os participantes da cadeia de valor de
pagamentos estejam preparados para se adaptar rapidamente a esse ‘novo
mundo’, em que a inteligência artificial redefine padrões de consumo,
competitividade e inovação no varejo digital”, disse o presidente da
visa no Brasil, Rodrigo Cury.
O comércio agêntico é uma das
grandes apostas do setor para alavancar o uso da IA no e-commerce, que
completou 30 anos no Brasil. A principal rival da Visa, a Mastercard,
tem concentrado o desenvolvimento da tecnologia no chamado Agent Pay e
tem parceiros como Microsoft e PayPal.
O
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin negou, por
questões processuais, a ação que cobrava a instalação da CPI do Banco
Master na Câmara dos Deputados. A ação foi apresentada pelo deputado
federal e ex-governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
Rollemberg acusou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB),
de omissão ao deixar de instalar a CPI para investigar as fraudes
ocorridas na relação entre o Master e o Banco Regional de Brasília (BRB)
mesmo após a coleta de 201 assinaturas mais do que o mínimo de um
terço dos deputados.
Zanin argumentou que a ação aponta “resistência pessoal” de Motta à
instalação da CPI sem, contudo, apresentar provas suficientes para
demonstrar a acusação. “A prova pré-constituída juntada com a inicial
não comprova a afirmação de direito com o grau de certeza exigido para a
via do mandado de segurança”, afirmou o ministro.
Ele
ressaltou que a decisão “em hipótese alguma” afasta a prerrogativa da
Câmara dos Deputados de instaurar a comissão, “desde que atendidos os
requisitos necessários para essa finalidade, inclusive aqueles previstos
no Regimento Interno da Câmara dos Deputados”.
Na quarta-feira, 11, Toffoli se declarou suspeito para julgar o pedido.
Ele havia sido sorteado relator do caso nesta quarta-feira. Em seguida, a
ação foi redistribuída, por sorteio, a Zanin.
Em fevereiro, Toffoli deixou a relatoria das investigações sobre o
Master após seu nome ser citado em mensagens extraídas do celular do
banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro negou qualquer relação com Vorcaro
ou recebimento de valores, mas acabou se afastando do caso.
A última vez que a inflação tinha ficado abaixo de 4% no período de 1 ano foi em maio de 2024
Com reajustes das mensalidades escolares, inflação acelera para 0,70% em fevereiro (Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil)
Da IstoÉ Dinheiroi
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, ficou em 0,70% em fevereiro, ante taxa de 0,33% registrada em janeiro, informou nesta quinta-feira, 12, o IBGE.
Apesar da alta em fevereiro, o IPCA no acumulado em 12 meses desacelerou para 3,81%,
abaixo dos 4,44% dos 12 meses imediatamente anteriores. A última vez
que a inflação tinha ficado abaixo de 4% no período de 1 ano foi em maio
de 2024 (3,93%).
Evolução do IPCA no acumulado em 12 meses. Divulgação/IBGE (Crédito:Divulgação/IBGE)
O
resultado de fevereiro, porém, veio acima do que o esperado pelo
mercado. Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa de analistas era
de alta de 0,65% em fevereiro e de 3,77% em 12 meses.
O
gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, destacou que apesar da
aceleração ante janeiro o resultado é o menor para um mês de fevereiro
desde 2020 (0,25%).
O centro da meta oficial para o IPCA é de 3%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
Mensalidade escolar foi vilã do mês
Em
fevereiro, a maior pressão veio do grupo Educação (5,21%), devido aos
reajustes anuais das mensalidades de escolas e cursos. Junto com a alta
no grupo Transportes (0,74% e 0,15 p.p.), os dois grupos representaram
aproximadamente 66% do resultado do mês. Veja aqui o detalhamento.
Sozinho, o grupo Educação respondeu por cerca de 44% do IPCA de fevereiro. Os cursos regulares subiram 6,20%,
por conta dos reajustes habitualmente praticados no início do ano
letivo. As maiores altas foi no ensino médio (8,19%), ensino fundamental
(8,11%) e pré-escola (7,48%).
No grupo Transportes, o destaque foi o aumento de 11,40% na passagem aérea.
Também registraram altas o seguro voluntário de veículos (5,62%), o
conserto de automóvel (1,22%) e o ônibus urbano (1,14%). Nos
combustíveis, o índice ficou em -0,47%, com quedas na gasolina (-0,61%) e
no gás veicular (-3,10%), e altas no etanol (0,55%) e no óleo diesel
(0,23%).
O grupo Alimentação e bebidas teve alta de 0,26%,
com influência das altas do açaí (25,29%), do feijão-carioca (11,73%),
do ovo de galinha (4,55%) e das carnes (0,58%). No lado das quedas, os
destaques foram são as frutas (-2,78%), o óleo de soja (-2,62%), o arroz
(-2,36%) e o café moído (-1,20%).
A inflação de serviços acelerou com força em fevereiro e chegou a 1,51%,
de 0,10% em janeiro. Em 12 meses, acumula alta de 6,01%, permanecendo
como ponto de atenção do BC.
O índice de difusão, que mostra o espalhamento das variações de preços, teve em fevereiro queda a 61%, de 64% em janeiro.
O
Banco Central volta a se reunir na próxima semana para decidir sobre a
taxa básica de juros Selic, atualmente em 15%. A autarquia indicou o
início de um ciclo de cortes na reunião de março, mas o cenário ganhou
um novo personagem com a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o
Irã, que fez o preço do petróleo disparar.
“A inflação está dentro
do previsto, com ponto de atenção ao petróleo que segue tendo pressões
de alta, e que pode afetar futuramente a inflação, as projeções para
frente seguem de queda gradual com convergência lenta, por isso a
cautela do Banco Central em baixar a Selic”, afirma Rafael Minotto,
analista da Ciano Investimentos.
“As
dúvidas sobre a evolução dos preços dos combustíveis devem levar o
Copom a adotar uma postura mais cautelosa na reunião da próxima quarta,
reduzindo o corte inicial da taxa básica para apenas 0,25 ponto
percentual. Assim, embora o início do ciclo de queda da Taxa Selic siga
esperado pelo mercado, cresce a percepção de que o Banco Central do
Brasil deve optar por um ritmo mais gradual de flexibilização
monetária”, avalia Pablo Spyer, economista e conselheiro da Ancord.
Para
Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, o BC pode adotar uma
postura mais cautelosa na reunião deste mês diante da alta do petróleo
devido ao conflito no Oriente Médio, com um corte de 0,25 ponto
percentual, embora veja espaço para um movimento de 0,50 ponto.
Poço de petróleo perto de Loco Hills, no condado de Eddy, no Novo México, Estados Undios, em 23 de abril de 2020 - AFP/Arquivos
Da IstoÉ Dinheiro com Reutersi
Os
principais índices de Wall Street abriram sem direção comum nesta
quarta-feira, 11, com os investidores avaliando dados sobre a inflação
nos Estados Unidos e com os investidores ainda cautelosos em relação aos
efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio e nos preços do petróleo.
O
Dow Jones Industrial Average perdia 0,03% na abertura, para 47.690,76
pontos. O S&P 500 subia 0,13%, a 6.790,09 pontos, enquanto o Nasdaq
Composite tinha alta de 0,33%, para 22.771,267 pontos.
Após
tombar 11% na véspera, o petróleo era negociado em leve alta besta
quarta. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo
WTI subia 2,25%, a US$ 85,33 o barril. Já o Brent para tinha alta de 2,78%, a US$ 90,24 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
Os
preços do petróleo subiram bem acima de US$ 100 por barril, antes de
recuarem na terça-feira, depois que o presidente Donald Trump declarou
que a guerra poderia terminar em breve.
No Brasil, o dólar à vista subia 0,26% às 10h09, aos R$ 5,1717 na venda.
Inflação nos EUA
Os
preços ao consumidor dos Estados Unidos aceleraram em fevereiro com o
aumento do custo da gasolina em antecipação à escalada da guerra no
Oriente Médio e, com o conflito elevando os preços do petróleo,
espera-se novo aumento da inflação em março.
O índice de preços ao
consumidor subiu 0,3% no mês passado, depois de ter avançado 0,2% em
janeiro, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do
Departamento do Trabalho nesta quarta-feira. Economistas consultados
pela Reuters previam alta de 0,3%.
Nos
12 meses até fevereiro, os preços ao consumidor avançaram 2,4%,
repetindo a taxa de janeiro e refletindo a exclusão do cálculo as
leituras elevadas do ano passado.
O Federal Reserve acompanha o
índice PCE de preços para sua meta de inflação de 2%, e a expectativa é
de que mantenha a taxa de juros na próxima semana.
Avanço dos modelos de atacarejo pressionam margens e ameaçam uma das mais tradicionais empresas do varejo alimentar brasileiro
Logo do grupo GPA (Crédito: GPA/Divulgação)
Matheus Almeidai
A recuperação extrajudicial anunciada pelo GPA
na terça-feira, 10, busca resolver uma crise já acompanhada pelos
investidores nos balanços financeiros dos últimos anos. Apenas no 4º
trimestre de 2025, foram fechadas 11 lojas do grupo. Desde 2023, 39
unidades deixaram de operar, reduzindo a rede de 767 para 728 lojas. Os
números referem-se à soma das quatro bandeiras do grupo: Extra, Mini
Extra, Pão de Açúcar e Minuto Pão de Açúcar.
A diminuição da operação é apenas parte dos problemas acumulados pela empresa. Especialistas ouvidos pela IstoÉ Dinheiro
apontam que o GPA enfrenta dificuldade para se adaptar em um cenário de
grande competitividade no setor do varejo alimentar, com a ascensão dos
atacarejos, como Atacadão, Assaí Atacadista e Grupo Mateus.
O
cenário de grande concorrência forçou uma redução de margens de lucros.
Ao mesmo tempo, a alta dos juros impulsionou o crescimento do
endividamento da empresa. O passivo apresentado para a recuperação
extrajudicial soma um total de R$ 4,5 bilhões em dívidas.
“Quando
uma companhia de varejo alimentar, que tradicionalmente trabalha com
margens apertadas, passa a carregar esse nível de alavancagem, o impacto
no fluxo de caixa se torna imediato e limita capacidade de investimento
e expansão”, afirma o CEO da MA7 Negócios, André Matos.
Na divulgação do balanço mais recente, o presidente do GPA anunciou
que a empresa tiraria o foco de sua expansão provisoriamente para focar
na melhoria das contas.
O grupo emprega 37 mil colaboradores
direitos, além de e outros 10 mil temporários e terceirizados.
Atualmente, cerca de 75% das vendas são provenientes do Estado de São
Paulo, onde estão 630 das lojas do grupo.
O tamanho atual do GPA:
Pão de Açúcar: 187 lojas
Extra Mercado: 166 lojas
Mini Extra: 155 lojas
Mini Pão de Açúcar: 222 lojas
Vale lembrar que o grupo já tinha iniciado uma reestruturação em 2021, quando encerrou a operação de hipermercados Extra com o fechamento das 100 lojas, que foram vendidas, convertidas em “Pão de Açúcar” ou fechadas em definitivo.
Plano de recuperação extrajudicial
Em fato relevante,
o GPA informou que tem apoio de mais de um terço dos seus credores para
suspender pagamentos por 90 dias enquanto estrutura um plano de
desalavancagem da empresa.
Segundo a empresa, fornecedores e funcionários não serão afetados, já que os débitos concentram-se em instituições financeiras.
Segundo o GPA, o plano de recuperação extrajudicial abrange
obrigações financeiras “sem garantia” que não constituem compromissos
correntes ou operacionais da companhia. o processo não inclui passivos
trabalhistas ou tributários e que não tem relação com discussões antigas
envolvendo a operação do Assaí.
O diretor financeiro do GPA,
Pedro Albuquerque, que assumiu o cargo na semana passada, afirmou que
parte do passivo inclui vencimentos de curto prazo. Segundo ele, cerca
de R$ 500 milhões vencem em maio, enquanto entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,3
bilhão têm vencimento previsto para julho.
No entanto, as dívidas
são apenas parte do problema da empresa. “Uma simples renegociação ou
reperfilamento de dívidas não é suficiente. Mesmo tendo sucesso nesse
plano atual, a operação do GPA precisa se tornar mais rentável, sob
risco de os problemas financeiros voltarem logo ali na frente”, comenta o
especialista em investimentos Ramiro Gomes Ferreira, sócio fundador do
Clube do Valor.
Para superar a crise de fato, a companhia precisa
encontrar formas de reposicionar suas bandeiras e recuperar
rentabilidade das lojas. “Caso contrário, o risco é apenas postergar o
problema”, adverte Matos.
Tamanho da crise
Em 2024 e 2025, a companhia direcionou mais de R$ 3,3 bilhões somente para o pagamento de despesas financeiras.
Em
2025, o faturamento do GPA chegou a R$ 20,6 bilhões, mas companhia
registrou um prejuízo líquido das operações continuadas de cerca de R$
651 milhões, encerrando o exercício com uma dívida líquida de R$ 2
bilhões, enquanto a dívida bruta total somava R$ 4 bilhões.
As ações do GPA acumulam queda de mais de 32% em 2026. Em cinco anos, a desvalorização chega a 87%.
Para
o analista da Ouro Preto Investimentos, Sidney Lima, o naufrágio da
ação indica uma deterioração da confiança dos investidores. “Isso
significa aumento do risco de diluição futura, possível alongamento
agressivo de passivos e maior incerteza sobre geração de caixa no curto
prazo”, conclui.
Além dos problemas financeiros, o GPA passou por mudanças relevantes no ano passado, com o Grupo Coelho Diniz assumindo em agosto do ano passado como principal acionista (24,6%). Outrora controlador, o francês Casino ainda detém uma fatia de 22,5%.
Em
outubro, o empresário André Coelho Diniz foi eleito presidente do
conselho de administração. Na sequência, o presidente-executivo, Marcelo
Pimentel, que estava no cargo desde 2022, renunciou. No começo de 2026,
Alexandre de Jesus Santoro foi eleito como diretor-presidente da
companhia.
No último balanço, o parecer de auditor destacou
“incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional”,
citando um capital circulante líquido consolidado negativo de R$ 1,2
bilhão, decorrente principalmente de empréstimos e financiamentos de R$
1,7 bilhão com vencimentos ao longo de 2026.
Com o pedido de
homologação do plano de recuperação judicial, a empresa terá um período
de 90 dias para avançar nas negociações com os credores, durante o qual
as obrigações com os credores afetados ficam suspensas.
“O
processo foi estruturado de modo a preservar a operação de suas lojas,
que deverão seguir funcionando normalmente. Suas operações são
saudáveis, e a Companhia está em dia com suas obrigações junto a
fornecedores, clientes e parceiros, os quais estão excluídos e não serão
afetados pelo processo de recuperação extrajudicial”, disse o GPA, em
fato relevante.