quarta-feira, 25 de março de 2026

Veja as empresas que mais ganharam e perderam valor no Ibovespa em 25 dias de guerra

 

A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, completou 25 dias nesta terça-feira, 24, e, desde então, vem provocando oscilações, incertezas no mercado financeiro e impacto das empresas listas em Bolsa. No caso do conflito no Oriente Médio, o petróleo está no foco, com a limitação de tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passam 20% das exportações mundiais de petróleo.

O cenário de incertezas leva a um sobe e desce tanto no câmbio como no Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, a B3. De acordo com levantamento da Elos Ayta, a pedido da IstoÉ Dinheiro, a queda global de todas as empresas da B3 entre 28 de fevereiro e 23 de março foi de R$ 256,2 bilhões, de R$ 5,5 trilhões para R$ 5,24 trilhões.

A maior perda nominal do período foi do BTG Pactual, com variação negativa de R$ 61,46 bilhões. Na sequência está a Vale, com perda de R$ 46,87 bilhões, e depois Itaú Unibanco, com menos R$ 31,55 bilhões.

Já a Petrobras teve a maior valorização nominal em valor de mercado, ganhando R$ 95 bilhões, seguida pela Petrorio (+R$ 9,33 bilhões) e Eneva (R$ +7,9 bilhões).

Veja as empresas que mais ganharam e perderam valor no Ibovespa:

 

 

O início desta semana é um exemplo da oscilação do mercado em tempos de incertezas. Na segunda-feira, 23, por exemplo, o Petróleo fechou pela primeira vez abaixo dos US$ 100 o barril desde o começo da guerra, e a o Ibovespa disparou mais de 3%, fechando próximo dos 182 mil pontos, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender ataques à infraestrutura energética iraniana e citar conversas “produtivas” entre os dois países. Já o dólar caiu mais de 1%, fechando em R$ 5,24.  Já na terça, 24, o barril voltou ao patamar dos US$ 100, com o Ibovespa em alta discreta e o dólar subindo a R$ 5,25.

 

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terça-feira, 24 de março de 2026

Governo propõe a estados dividir subvenção em vez de zerar ICMS do diesel

 

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou a proposta de uma subvenção aos importadores de diesel, financiada de forma conjunta pelo governo federal e pelos estados. Segundo Durigan, a subvenção seria de R$ 1,20 por litro de diesel, ficando R$ 0,60 a cargo dos estados, e a outra metade, sob responsabilidade da União.

A medida substitui o pedido de isenção do ICMS sobre os combustíveis feito pelo Ministério há cerca de uma semana como uma estratégia para tentar segurar a alta dos preços impulsionada pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio.

“Por que essa contraproposta [agora], já iniciados os debates? Porque ela nos permite dar uma resposta mais rápida. Nós estamos vendo ainda uma volatilidade muito grande em razão da guerra do Irã”, disse o ministro em entrevista com jornalistas nesta terça-feira, 24.

O custo fiscal da nova sugestão do governo seria o mesmo da medida anterior, estimado em cerca de R$ 3 bilhões.

A contraproposta foi apresentada após resistência de governadores à sugestão inicial de zerar o ICMS do diesel. Na sexta-feira, 20, Durigan afirmou que o governador Rafael Fonteles (PT), do Piauí, era até então o único a conversar com a pasta sobre o tema. Classificou ainda uma possível recusa dos estados como “uma lástima”.

O ministro afirmou esperar que os governadores tenham uma resposta até sexta-feira, 27, quando acontece a reunião presencial do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), órgão formado por todos os secretários de Fazenda, Finanças ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal.

De acordo com Durigan, vários secretários manifestaram o desejo de colaborar com o governo federal. A sugestão de uma subvenção em lugar de zerar o ICMS teria partido dos Estados. “O que nós estamos dizendo é: se há essa demanda vindo dos próprios governadores, vamos facilitar a resposta”, disse Durigan.

Pacote de esforços contra a alta do diesel

A proposta apresentada pelo ministro soma-se a um conjunto de outras medidas adotadas anteriormente pelo governo federal para tentar conter as altas nos preços. No dia 12 de março, foi anunciada a isenção de todos os tributos federais sobre o diesel, e a criação de uma outra subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores comprometidos a repassar o benefício no valor de venda ao consumidor.

“O que já foi anunciado pelo lado do governo federal, que é a desoneração do Pis/cofins e a subvenção de até R$  0,32 por litro, está dado”, disse Durigan nesta terça-feira. “O que nós estamos discutindo agora é dar um passo a mais em conjunto, dividindo esforços, sabendo que alguns estados inclusive vão ter ganhos de arrecadação em razão do aumento do valor do petróleo, que é o que nós estamos percebendo também no governo federal.”

O valor em subvenções do governo federal sobe assim para R$ 0,92. O custo da nova medida soma-se ainda com os R$ 30 bilhões do pacote anunciado anteriormente (R$ 20 bilhões com a renúncia fiscal e R$ 10 bilhões com a primeira subvenção).

 

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Diretor da Aneel pede vista em processo sobre restabelecimento de unidades da usina Jacuí

 

O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Fernando Mosna pediu vista do processo que pode levar ao restabelecimento de seis unidades geradoras da Usina Hidrelétrica (UHE) Jacuí, no Rio Grande do Sul. A reguladora estava avaliando um recurso interposto pela Companhia Estadual de Geração de Energia Elétrica (CEEE-G).

Os diretores Gentil Nogueira e Willamy Moreira Frota votaram favoravelmente ao restabelecimento da operação comercial das seis unidades geradoras (UG 1 a UG 6) da Usina Jacuí. Não foi informada a data para o retorno do pedido de vista.

Se o entendimento deles prevalecer, será revogado um despacho de 2025, emitido pela Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica (SFT). Esse parecer havia suspendido a operação comercial das unidades geradoras.

A discussão envolve prazos no processo de modernização da usina. Até então, o entendimento do diretor Willamy Frota era o de que a suspensão da operação comercial não possui viés punitivo e deveria ser mantida até o restabelecimento da capacidade de geração do empreendimento. Ele mudou de posição após argumentações apresentadas pelo diretor Gentil Nogueira.

Durigan: Lula assinou MP com R$ 15 bi em financiamento para exportações de MPMEs

 

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira, 24, que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou, nesta mesma data, uma Medida Provisória (MP) com medidas para apoiar micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) em exportações. O governo vai mobilizar R$ 15 bilhões para financiar operações de crédito voltadas para este fim, ele disse.

“Hoje, algo como R$ 100 milhões são mobilizados para o financiamento de pequenas e médias empresas para exportação. Com a medida que está sendo anunciada agora, que o presidente assinou hoje, nós vamos poder alavancar isso em mais de dez vezes no curto prazo”, disse Durigan a jornalistas, na portaria do Ministério da Fazenda, em Brasília.

 governo já estudava lançar uma MP apelidada de “Brasil Soberano 2.0” para ajudar setores afetados pela guerra no Oriente Médio, com a criação de uma linha de crédito de R$ 15 bilhões.

Os recursos, explicou Durigan, vêm de valores que não foram usados no Programa Brasil Soberano, lançado em 2025.


CNI lança Agenda Legislativa da Indústria com 135 projetos acompanhados de perto pelo setor

 

 

 CNI - Confederação Nacional da Indústria | Brasília DF

 

 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lança nesta terça-feira, 24, em solenidade no plenário da Câmara dos Deputados, a Agenda Legislativa da Indústria, que reúne 135 projetos acompanhados de perto pelo setor. O destaque fica para proposições trabalhistas, tributárias, de comércio exterior, infraestrutura e inovação.

Dentro desse universo, o setor industrial defende a aprovação de 81 dos projetos (60%) e se posiciona com divergência em relação a 54 (40%). Quinze propostas foram classificadas como prioritárias e estão na lista da Pauta Mínima da Indústria. São elas:

– PEC 8/2025 – Redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais – posição da CNI é divergente;

– PL 4007/2025 – Incentivos à empregabilidade e ao empreendedorismo pelo Bolsa Família – posição da CNI é convergente;

– PL 1363/2021 – Redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais – posição divergente;

– PL 2015/2019 – Desobrigação de contribuição adicional para aposentadoria especial quando houver redução do grau de exposição – posição convergente com ressalva;

– PL 6139/2023 – Crédito à exportação – aprovado, aguarda sanção – posição convergente;

– PDL 41/2026 – Acordo Mercosul-União Europeia – já promulgado em 17/3 – posição convergente;

– PL 4423/2024 – Normas gerais sobre o Comércio Exterior de mercadorias – posição convergente;

– PL 4/2025 – Reforma do Código Civil – posição divergente;

– PEC 42/2024 – Fiscalização das agências reguladoras pela Câmara dos Deputados – posição divergente;

– PL 2373/2025 – Lei Geral de Concessões – posição convergente;

– PL 10108/2018 – Regulamentação da atividade de reuso de água – posição convergente com ressalva;

– PL 3375/2024 – Ampliação das penas de crimes contra marcas – posição convergente;

– PL 1780/2022 – Regulação da relação contratual de distribuição de produtos industrializados – divergente com ressalva;

– PL 4133/2023 – Formulação da política industrial, tecnológica e de comércio exterior brasileira – convergente com ressalva;

– PL 2338/2023 – Definição de normas e diretrizes para o uso da Inteligência Artificial – convergente com ressalva.

“Este ano eleitoral exige a priorização de iniciativas capazes de revigorar o ambiente de negócios, assegurar a previsibilidade regulatória e sustentar a competitividade da nossa economia, colaborando para a geração de emprego e renda, além da melhoria das condições de vida da população”, destaca o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Ele afirma que o setor industrial pretende contribuir com o aperfeiçoamento econômico e social do País, neste momento de transformações tecnológicas aceleradas, reorganização das cadeias globais de valor e intensificação das disputas geopolíticas que recolocaram a indústria no centro das estratégias nacionais de desenvolvimento e soberania.

Segundo Alban, a edição da Agenda Legislativa deste ano reforça a importância de medidas, como a “construção de um marco regulatório equilibrado para a inteligência artificial, o aprimoramento das diretrizes para a economia circular, o fortalecimento dos mecanismos de financiamento e da inserção internacional da indústria, a modernização das regras de concessões e de parcerias público-privadas, e o tratamento responsável de temas relacionados à sustentabilidade fiscal e às relações de trabalho”.

A Agenda Legislativa deste ano foi construída ao longo dos últimos 3 meses, pela CNI junto com as 27 federações estaduais da indústria, 115 associações setoriais e 11 sindicatos nacionais. De acordo com o documento, foram incorporados 55 novos projetos e mantidas 80 proposições remanescentes.

“A Agenda Legislativa da Indústria 2026 organiza as proposições com maior potencial de impacto sobre competitividade, segurança jurídica, inovação, sustentabilidade e inserção internacional do Brasil, reafirmando o compromisso da indústria com o aperfeiçoamento do ambiente de negócios e com o desenvolvimento econômico sustentável”, pontua o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz.

Brasil 2050

A CNI lança também nesta terça-feira o Projeto para o Brasil 2050. Trata-se de “uma série de propostas para o crescimento do País, por meio do fortalecimento do equilíbrio fiscal e de vantagens competitivas, da melhora do ambiente de negócios, além do fomento a iniciativas que o Brasil tem potencial, como a economia circular, data-centers e combustíveis sustentáveis”.

O setor industrial propõe um compromisso que envolva todos os poderes, empresários e trabalhadores.

“O objetivo é criar um consenso em torno de metas fiscais e de políticas econômicas estruturantes, garantindo que, enquanto se busca o equilíbrio das contas públicas, haja também estímulos seletivos que assegurem a continuidade dos investimentos e do crescimento”, diz a entidade.

Arrecadação do governo cresce 5,68% em fevereiro e bate recorde para o mês

 

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 222,117 bilhões em fevereiro, informou a Receita Federal nesta terça-feira, 24. O resultado de fevereiro representa uma alta de 5,68% na comparação com o mesmo mês de 2025, descontada a inflação do período.

Trata-se do melhor para meses de fevereiro da série histórica da Receita Federal, iniciada em 1995.

O resultado ficou acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de R$ 219 bilhões. As estimativas do mercado iam de R$ 210 bilhões a R$ 226,6 bilhões. Em janeiro, a arrecadação foi de R$ 325,751 bilhões.

No acumulado de janeiro e fevereiro, a arrecadação cresceu 4,41% acima da inflação em comparação com o primeiro bimestre de 2025, a R$547,869 bilhões, patamar também recorde para o período.

O que explica o recorde

A Receita destaca entre os principais fatores positivos o crescimento de 8,45% do PIS/Pasep e a Cofins, que teve uma arrecadação de R$ 47,676 bilhões. Esse desempenho é explicado pelo aumento de 1,14% no volume de vendas (PMC-IBGE) e de 3,34% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025. Além da recuperação da arrecadação relativa ao setor de combustíveis.

A Receita Previdenciária totalizou uma arrecadação de R$ 60,5 milhões, com crescimento real de 5,68%. Esse resultado se deve ao crescimento real de 3,89% da massa salarial e de 7,98% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário de fevereiro de 2026 em relação a fevereiro de 2025.

Teve papel relevante na alta da arrecadação uma alta de R$ 2,289 bilhões, equivalente a 35,7% na comparação com janeiro de 2025, nos ganhos com Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que teve alíquotas elevadas pelo governo no ano passado.

No fim do ano passado, o Congresso aprovou aumentos nas alíquotas de fintechs e bets e de JCP, junto com um projeto que reduz os benefícios fiscais em 10%. O texto eleva a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) incidente sobre fintechs de maneira escalonada. A alíquota subiria de 9% atualmente para 12%, nível em que ficaria até o fim de 2027, antes de se acomodar em 15% a partir de 2028. Os bancos pagam 20% de CSLL, mas o imposto efetivo sobre financeiras não bancárias tende a ser maior, em parte por conta da rentabilidade mais alta.

Os recursos administrados pela Receita, que englobam a coleta de tributos de competência da União, cresceram 6,17% em termos reais em fevereiro frente a um ano antes, a R$ 215,210 bilhões. Essa elevação foi mais que suficiente para compensar o desempenho da receita administrada por outros órgãos, que tem peso relevante de royalties de petróleo e caiu 7,46% no mês passado, a R$ 6,907 bilhões.

 

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Minha Casa Minha Vida: veja novo teto de renda e de preços de imóveis

 

Com as mudanças aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) nesta terça-feira, 24, famílias com renda de até R$ 13 mil poderão acessar o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).

Os novos limites de renda familiar para compra de imóveis com condições especiais do programa ficaram assim:

  • Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200

  • Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000

  • Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600

  • Faixa 4: de R$ 12.000 para R$ 13.000

Com os reajustes, 31,3 mil famílias passam a ter direito à moradia na faixa 3. Outras 8,2 mil famílias entram no programa pela primeira vez, agora incluídas na faixa 4 — também chamada de MCMV Classe Média.

A ampliação também permite que mais pessoas tenham acesso aos juros mais baixos oferecidos para as faixas 1 e 2. Para cobrir as mudanças, será necessária uma suplementação de R$ 500 milhões no orçamento atual do programa.

Teto dos imóveis do Minha Casa Minha Vida

Os valores máximos dos imóveis das faixas 3 e 4 também foram atualizados. Já as faixas 1 e 2 não sofreram modificações, permanecendo o critério em que o valor da residência varia conforme o tamanho da cidade.

Assim, o desenho atual do programa estabelece os seguintes tetos:

  • Faixa 1 e 2: entre R$ 210 mil a R$ 275 mil, de acordo com a localização do imóvel, conforme segue:

    • Cidades acima de 750 mil habitantes – entre R$ 264 mil e R$ 275 mil;
    • Cidades entre 300 mil e 750 mil habitantes – entre R$ 250 mil e R$ 270 mil;
    • Cidades entre 100 mil e 300 mil habitantes – entre R$ 230 mil e R$ 245 mil.
  • Faixa 3: atualizado de R$ 350 mil para R$ 400 mil

  • Faixa 4: atualizado de R$ 500 mil para R$ 600 mil


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