
A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 222,117 bilhões em fevereiro, (Crédito: REUTERS/Bruno Domingos)
A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 222,117 bilhões em fevereiro, informou a Receita Federal nesta terça-feira, 24. O resultado de fevereiro representa uma alta de 5,68% na comparação com o mesmo mês de 2025, descontada a inflação do período.
Trata-se do melhor para meses de fevereiro da série histórica da Receita Federal, iniciada em 1995.
O resultado ficou acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de R$ 219 bilhões. As estimativas do mercado iam de R$ 210 bilhões a R$ 226,6 bilhões. Em janeiro, a arrecadação foi de R$ 325,751 bilhões.
No acumulado de janeiro e fevereiro, a arrecadação cresceu 4,41% acima da inflação em comparação com o primeiro bimestre de 2025, a R$547,869 bilhões, patamar também recorde para o período.
O que explica o recorde
A Receita destaca entre os principais fatores positivos o crescimento de 8,45% do PIS/Pasep e a Cofins, que teve uma arrecadação de R$ 47,676 bilhões. Esse desempenho é explicado pelo aumento de 1,14% no volume de vendas (PMC-IBGE) e de 3,34% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025. Além da recuperação da arrecadação relativa ao setor de combustíveis.
A Receita Previdenciária totalizou uma arrecadação de R$ 60,5 milhões, com crescimento real de 5,68%. Esse resultado se deve ao crescimento real de 3,89% da massa salarial e de 7,98% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário de fevereiro de 2026 em relação a fevereiro de 2025.
Teve papel relevante na alta da arrecadação uma alta de R$ 2,289 bilhões, equivalente a 35,7% na comparação com janeiro de 2025, nos ganhos com Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que teve alíquotas elevadas pelo governo no ano passado.
No fim do ano passado, o Congresso aprovou aumentos nas alíquotas de fintechs e bets e de JCP, junto com um projeto que reduz os benefícios fiscais em 10%. O texto eleva a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) incidente sobre fintechs de maneira escalonada. A alíquota subiria de 9% atualmente para 12%, nível em que ficaria até o fim de 2027, antes de se acomodar em 15% a partir de 2028. Os bancos pagam 20% de CSLL, mas o imposto efetivo sobre financeiras não bancárias tende a ser maior, em parte por conta da rentabilidade mais alta.
Os recursos administrados pela Receita, que englobam a coleta de tributos de competência da União, cresceram 6,17% em termos reais em fevereiro frente a um ano antes, a R$ 215,210 bilhões. Essa elevação foi mais que suficiente para compensar o desempenho da receita administrada por outros órgãos, que tem peso relevante de royalties de petróleo e caiu 7,46% no mês passado, a R$ 6,907 bilhões.
https://istoedinheiro.com.br/arrecadacao-fevereiro-recorde-para-o-mes
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