
O
diretor de Operações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)
Christiano Vieira reiterou nesta quinta-feira, 19, que a confiabilidade
da operação do setor elétrico passa pelo debate de questões
estruturantes, entre elas, o controle da entrada de carga no Sistema
Interligado Nacional (SIN), a redução da volatilidade da matriz
energética e uma estrutura tarifária moderna. Em sua avaliação, dada a
nova conjuntura de variáveis do setor elétrico, o patamar elevado do
preço de curto prazo da energia (PLD) (a R$ 941,26 por MWh) não chega a
surpreender.
“Não estamos expandindo o armazenamento, o que é fundamental para
estabilizar os preços e garantir o fluxo de energia. Só lidamos com mais
variabilidade de afluência de reservatórios, vento e solo. Não é
surpresa ter preços a esse ponto”, disse durante o evento Agenda
Setorial no Rio de Janeiro.
Em sua avaliação, o uso de baterias pode ser uma solução no curto prazo
para estabilizar preço, mas é preciso garantir a otimização da geração e
distribuição, e desenvolver planos para lidar com a volatilidade da
matriz energética. “Ao implementar essas estratégias de forma adequada,
podemos contribuir para a formação de preços mais estáveis e que
respondam de maneira mais eficiente às condições do sistema. Em resumo, é
preciso acelerar esse processo.”
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