sexta-feira, 27 de março de 2026

Taxa de desemprego sobe para 5,8% em fevereiro, mas renda média bate novo valor recorde

 

A taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, ante o patamar de 5,2% no trimestre de setembro a novembro de 2025, informou nesta sexta-feira, 27, o IBGE.

No trimestre encerrado em janeiro, a taxa tinha ficado em 5,4%. Veja aqui o detalhamento.

O resultado veio acima do esperado. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 5,7%.

Isso significa que 6,2 milhões de pessoas buscaram trabalho sem sucesso no trimestre, 600 mil a mais do que o trimestre encerrado em janeiro. Mesmo assim, a taxa é a menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica do IBGE, em 2012.

Apesar da alta no desemprego, a renda média do trabalhador atingiu novamente patamar recorde. O rendimento médio mensal real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas, estimado em R$ 3.679, no trimestre encerrado em fevereiro, registrou crescimento de 2% frente ao trimestre anterior e de 5,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

“O crescimento do rendimento vem sendo impulsionado pela grande demanda de trabalhadores, acompanhada de tendência de maior formalização em atividades de comercio e serviços”, afirmou a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.

População ocupada cai

No trimestre encerrado em fevereiro, a população ocupada (102,1 milhões) registrou queda de 0,8% (menos 874 mil pessoas) na comparação com o trimestre anterior e aumento de 1,5% frente ao mesmo trimestre do ano passado (mais 1,5 milhão de pessoas).

Na comparação com o período entre setembro e novembro de 2025, houve forte redução de postos de trabalho no grupo Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (menos 696 mil pessoas). Também, na Construção (menos 245 mil pessoas).

“Nos dois casos há influência de movimento sazonal, sobretudo, nos segmentos de educação e saúde, nos quais parte expressiva dos ocupados é provida por contratos temporários no setor público. Na transição de um ano para outro, há um processo de encerramento dos contratos vigentes, repercutindo no nível da ocupação dessa atividade”, explicou a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy. “A construção também registra menor demanda das famílias por obras e reparos no início do ano”, explicou a coordenadora.

Redução ocorreu em postos sem carteira assinada

Houve redução de 342 mil pessoas no grupo de trabalhadores empregados no setor privado com carteira assinada na comparação com o trimestre anterior. O número permaneceu estável frente ao ano passado.

O grupo dos empregados no setor público (inclusive servidores estatutários e militares), estimado em 12,6 milhões de pessoas, também apresentou queda, de 3,7%, frente ao trimestre anterior. Houve no entanto uma elevação de 4,1% (500 mil pessoas) em relação ao ano passado.

A categoria dos trabalhadores por conta própria, formada por 26,1 milhões de pessoas, apresentou estabilidade nesse período. O mesmo comportamento dos trabalhadores domésticos, estimados em 5,5 milhões de pessoas.

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