segunda-feira, 30 de março de 2026

Alckmin diz ter confiança de que os Estados participem de medidas de combustíveis

 

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou, nesta segunda-feira, 30, que tem confiança da participação dos Estados nas medidas para controle do preço do diesel no País. O governo propôs aos entes federados dividir igualmente os custos de uma subvenção de R$ 1,20 no diesel importado. Os governadores ainda não responderam à proposta da União.

“Tenho confiança de que os Estados venham também participar. Porque nós precisamos garantir que o preço não suba e, principalmente, garantir abastecimento. Nós temos que garantir abastecimento. Então, eu acho que os Estados também poderão participar”, afirmou Alckmin, depois de evento industrial em Manaus.

Segundo ele, a medida seria transitória, com duração apenas enquanto persistir o conflito no Irã e os preços seguirem altos. “E é transitório. Na hora que cair o preço do barril do petróleo, óbvio que cai essa questão, porque ela é transitória”, completou.

Alckmin mais uma vez disse que não há como se controlar a guerra e que o governo tem tomado medidas corretas para lidar com a crise.

Ele evitou qualquer comentário sobre eleições e se fica no cargo de vice-presidente para a disputa.

Taxa de juros do consignado privado dispara e atinge nível recorde de 59,4% ao ano, aponta BC

 

Em meio à alta da inadimplência das famílias brasileiras, o Banco Central (BC) divulgou nesta segunda-feira, 30, um levantamento que aponta para o aumento dos juros no crédito consignado pra trabalhador do setor privado, que chegaram ao pico de 59,4% ao ano em fevereiro.

Isso significa um aumento de 2 pontos percentuais (p.p.) entre janeiro e fevereiro e de 18,5 p.p. no acumulado em 12 meses.

Na semana passada, o governo elaborou uma proposta para conter os “juros abusivos” praticados por parte das instituições financeiras na concessão de empréstimos com desconto em folha de trabalhadores, o chamado consignado privado.

Entre as medidas em análise, ainda pendentes de decisão final, está a possibilidade de determinar que são abusivos juros cobrados em determinado percentual acima da taxa média cobrada pelos bancos, abrindo caminho para uma vedação de cobranças que destoarem do mercado.

Outra iniciativa que poderia reduzir os juros cobrados dos trabalhadores nessa modalidade é a regulamentação do uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia para os empréstimos, o que ainda está pendente desde a criação do programa.

Há um ano, o governo lançou o Consignado do Trabalhador, o ‘Consignado CLT’, com o objetivo de reduzir o custo de crédito, uma vez que o empréstimo seria descontado em folha com garantia pelo FGTS. Antes do lançamento do programa, a taxa média de juros no consignado privado estaca em 44% ao ano.

A taxa de inadimplência dos trabalhadores privados na modalidade, que poderia pressionar os juros se estivesse em alta, caiu desde o lançamento do programa — de 7,5% em março de 2025 para 5,6% em janeiro deste ano.

Em nota, o BC aponta para o avanço disseminado das taxas entre as principais modalidades de crédito para pessoas físicas em fevereiro. A saber:

  • crédito consignado privado: +5,9%
  • aquisição de veículos: +1,3%
  • crédito pessoal não consignado:+1,2%
  • crédito consignado para beneficiários do INSS: +1,5%

Já no cartão de crédito à vista, houve redução de 2,9%, segundo o BC, influenciada pelos três dias úteis a menos no mês de fevereiro em relação ao mês de janeiro.

O relatório do BC também revela que as concessões de crédito consignado para trabalhadores do setor privado caíram 22,5% em fevereiro, na comparação com janeiro. O montante passou de R$ 9,2 bilhões para R$ 7,1 bilhões no período.

Veja a evolução da taxa de juros do consignado privado

  • jan-2025: 41,1%
  • fev-2025: 40,9%
  • mar-2025: 44,0%
  • abr-2025: 59,1%
  • mai-2025: 55,6%
  • jun-2025: 56,3%
  • jul-2025: 55,5%
  • ago-2025: 56,3%
  • set-2025: 58,4%
  • out-2025: 59,0%
  • nov-2025: 57,1%
  • dez-2025: 56,2%
  • jan-2026: 57,4%
  • fev-2026: 59,4%

*Com Estadão Conteúdo e Reuters

 

 https://istoedinheiro.com.br/consignado-privado-juros-recorde-594-fevereiro

 


Brasileiro é escolhido um dos 11 conselheiros do papa Leão XIV; veja lista

 

O climatologista brasileiro Carlos Afonso Nobre, de 75 anos, foi nomeado pelo papa Leão XIV um de seus 11 conselheiros. Nobre é referência internacional sobre os efeitos das mudanças climáticas na Amazônia. O anúncio foi publicado nesta segunda-feira, 30.

Conforme o Vaticano, Nobre fará parte do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, um departamento da Cúria responsável por promover a dignidade humana, justiça, paz, direitos humanos e o cuidado com a criação (ecologia) sob a autoridade do papa.

Nobre tem uma vida e carreira dedicadas aos estudos do aquecimento global. Ele participou da COP30 no ano passado, em Belém. Na ocasião, fez o alerta sobre o risco de novas epidemias e pandemias.

“Se continuarmos a perturbar a natureza desse jeito, vamos ver mais epidemias e pandemias. No ano passado, a região da Amazônia já viu epidemias da febre mayaro e da febre oropouche”, em entrevista ao Estadão/Broadcast.

Nobre construiu grande parte da carreira no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e também foi diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), ambos federais. Para ele, todos os biomas brasileiros estão severamente ameaçados e alguns deles, como o Pantanal, podem até mesmo deixar de existir em algumas décadas.

Além disso, ele é o primeiro brasileiro a integrar o grupo Planetary Guardians (ou Guardiões do Planeta), que reúne pesquisadores para estudar a catástrofe ambiental.

Veja a lista com os 11 nomeados ao Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral:

– Carlos A. Nobre, Pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, Brasil;

– Rogelio Cabrera López, Arcebispo Metropolitano de Monterrey, México;

– Fulgence Muteba Mugalu, Arcebispo Metropolitano de Lubumbashi, República Democrática do Congo;

– Lizardo Estrada Herrera, OSA, Bispo Auxiliar e Vigário Geral da Arquidiocese Metropolitana de Cuzco, Peru;

– Daniel Gerard Groody, CSC, Vice-Reitor e Decano Associado para Educação Universitária da Universidade de Notre Dame, EUA;

– Rampeoane Hlobo, SJ, Diretor da Rede Jesuíta de Justiça e Ecologia, Nairóbi, Quênia;

– Linah Siabana, SMNDA, Psicóloga; e a Ilustríssima Senhora e o Ilustre Senhor, Unganda;

– Meghan J. Clark, Vice-Reitora do Departamento de Teologia e Estudos Religiosos da Universidade de St. John’s, em Nova York, EUA;

– Dylan Mason Corbett, Diretor Executivo do Hope Border Institute em El Paso, EUA;

– Léocadie Wabo Lushombo, IT, Professor de Ética Teológica na Escola Jesuíta de Teologia da Universidade de Santa Clara em Berkeley, EUA;

– Christine Nathan, Presidente da Comissão Católica Internacional para as Migrações em Genebra, Suíça.

Galípolo: gordura da Selic permitiu iniciar calibragem nos juros, mesmo com novos fatos

 

 

 

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, repetiu nesta segunda-feira, 30, que a “gordura” gerada pelo nível alto da Selic no passado permitiu à autoridade monetária iniciar o processo de calibragem no nível do juro básico. Segundo Galípolo, a avaliação do BC é a de que, mesmo com novos fatos no cenário global, como a recente guerra no Oriente Médio, esse processo de calibragem tende a seguir.

“O que nós estamos comunicando o tempo todo, é o que foi entendido aqui: essa gordura que foi acumulada com uma posição mais conservadora ao longo das últimas reuniões de Copom, permitiu, mesmo diante de novos fatos – e esses novos fatos não alteraram a circunstância como um todo, do ponto de vista da transmissão da política monetária e das incertezas que se tem sobre os efeitos de um choque de oferta com petróleo – para que a gente alterasse a nossa trajetória (de corte na Selic)”, disse Galípolo, durante participação no Macro Day do J. Safra, em São Paulo. “Então a gente decidiu seguir com a nossa trajetória e iniciar o ciclo de calibragem da política monetária”, reforçou.

Neste cenário, o presidente do BC usou novamente a metáfora de que a autoridade monetária é mais um transatlântico do que um jet-ski e, por isso, não faz movimentos bruscos ou extremados.

Galípolo ainda pontuou que a própria governança do BC ajuda no processo de não se tomar posições extremadas. “É por isso que tem um ciclo tão longo do ponto de exposição das apresentações, é por isso que é um colegiado”, disse Galípolo.

Balanço de riscos

No mesmo evento, o presidente do Banco Central disse que, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), foi discutido uma possível mudança no balanço de riscos para a inflação doméstica, dado os últimos acontecimentos geopolíticos, como a guerra no Oriente Médio. Ele pontuou, contudo, que a avaliação final, inclusive com base em choques recentes, foi a de que era preciso aguardar mais 45 dias, até o próximo encontro do colegiado, antes de fazer qualquer alteração mais significativa desses riscos.

“O fato do Banco Central ter aguardado, incorporado gradativamente, parece ter se mostrado mais interessante do ponto de vista de não amplificar e reverberar uma volatilidade que poderia ser gerada. Estamos aprendendo e entendendo como é que vão ser os impactos, mas primeiro momento a nossa visão é essa, crescimento para baixo, inflação para cima”, detalhou Galípolo.

Ainda em relação ao impacto do conflito no Oriente Médio para o Brasil, o presidente do BC pontuou que, em tese, o País pode se beneficiar, por ser um exportador líquido de petróleo.

Outro benefício, acrescentou Galípolo, é o fato do diferencial de juros estar a favor do Brasil hoje, dado o nível já bastante contracionista da taxa Selic.

“Comparativamente a outros bancos centrais que estão mais próximos a uma taxa de juros neutra, acho que também nos coloca em uma posição mais favorável quando comparado com os pares. Era melhor que a gente não tivesse nenhum tipo de conflito, nenhum tipo de impacto como esse, mas estamos só comparando o relativo a partir do impacto”, frisou o banqueiro central.

Produtividade

Galípolo disse ainda que a discussão sobre a produtividade do trabalho no Brasil é uma das mais importantes que precisam ser feitas no País hoje. “O Brasil vem há algum tempo crescendo em um modelo que basicamente tem um estímulo pelo lado da demanda, seja por causa do crédito, seja por causa de ganhos reais da remuneração acima da produtividade, inclusive da população inativa. Com isso, você consegue explicar a maior parte do crescimento, muito mais porque você está utilizando mais força de trabalho, mais mão de obra, do que efetivamente houve qualquer tipo de ganho de produtividade”, explicou.

Para Galípolo é preciso refletir sobre quais políticas podem transformar o País e torná-lo mais atraente para o recebimento de investimentos, o que, ao fim, também irá significar ganho de produtividade.

“Esse é o tema talvez mais relevante e que explica boa parte da dificuldade, tanto na política fiscal, quanto na política monetária”, reforçou o banqueiro central. “Se você ficar produzindo pressões de demanda que decorrem dos dois vetores que eu comentei estímulo à demanda e ganho de renda acima da produtividade, provavelmente você vai chegar num ponto em que terá que subir juros para tentar conter e devolver a inflação para o lugar dela”.

Nesse cenário, o presidente do BC lembrou que o Brasil não foi muito exitoso em se integrar às cadeias de valor global nos últimos anos. Essa situação, pontuou Galípolo, fez com que em momentos recentes, como a adoção de política tarifária agressiva nos Estados Unidos, o Brasil também passasse a ser visto como uma nação que sofreria menos com esses choque





BNDES aprova R$ 411,4 mi para a Suzano ampliar modernização de suas fábricas e executar PD&I

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 411,4 milhões para a Suzano, com recursos do programa BNDES Mais Inovação, voltados à modernização de unidades industriais e ao plano de pesquisa, desenvolvimento, inovação (PD&I) e digitalização da empresa.

Do total do financiamento, R$ 280 milhões serão destinados à compra de máquinas e equipamentos com tecnologia de internet das coisas, além de sistemas de controle e monitoramento remoto, e R$ 131,4 milhões irão para projetos de pesquisa e desenvolvimento com foco em inovação tecnológica.

Com custo financeiro atrelado à TR (Taxa Referencial), o crédito prevê também a aquisição de bens de informática e automação para ampliar a conectividade nas operações. Segundo o banco, o projeto está alinhado às metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, com efeitos em trabalho e crescimento econômico, indústria e inovação e redução de desigualdades.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o apoio tem papel na modernização e expansão da indústria brasileira de base tecnológica e na geração de empregos.

“Os projetos apoiados buscam elevar a produtividade, a sustentabilidade e a competitividade da empresa, em um setor de grande potencial exportador, em linha com as diretrizes da Nova Indústria Brasil, a política industrial do governo do presidente Lula”, disse Mercadante em nota.

De acordo com o vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Suzano, Marcos Assumpção, os investimentos devem reforçar a competitividade, especialmente nas operações florestais.

“Esses novos investimentos ampliarão a competitividade das nossas operações, sobretudo florestais, permitindo que a Suzano se mantenha entre as empresas de menor custo de produção de celulose do mundo”, afirmou o executivo, citando o objetivo de sustentar resultados em diferentes cenários de preços.

A empresa informou que seu plano de PD&I reúne 49 iniciativas em produtos e processos industriais e florestais, distribuídas entre projetos de genética, manejo, papel e bens de consumo, celulose e gestão da inovação, conduzidos em unidades de vários Estados. As ações incluem colaboração com universidades e parcerias com instituições como Embrapa, Senai e Embrapii.

No final de 2025, o BNDES já havia aprovado para a Suzano outro financiamento, de R$ 451,7 milhões, para modernização, revitalização de estruturas e ampliação de armazenagem nas unidades industriais da companhia, com recursos do Finem e do Fundo Clima. Líder mundial em celulose, a Suzano informou ter capacidade anual de 13,4 milhões de toneladas do produto e 2 milhões de toneladas de papel, com operações globais e exportações para mais de 100 países.

Mercado passa a projetar inflação mais alta em 2026, 2027 e 2028; veja números do Focus

 

 

Com o prolongamento da guerra no Oriente Médio, o mercado financeiro passou a projetar inflação mais alta nos próximos três ano,

Segundo o boletim Focus do Banco Central divulgado nesta segunda-feira, 30, a previsão para o IPCA ao final de 2026 subiu de 4,17% para 4,31%. Para 2027, passou de 3,80% para 3,84%. Já a expectativa para 2028 subiu de 3,52% para 3,57%. Antes do início da guerra, os analistas projetavam inflação abaixo de 4% neste ano.

O centro da meta oficial para a inflação é de 3%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A expectativa do BC é que o IPCA feche o ano em 3,9%.  Veja detalhamento.

Projeções atualizadas do Boletim Focus
Projeções atualizadas do Boletim Focus (Crédito:Reprodução/Instagram)

Corte menos da Selic em abril

O Focus apontou que os economistas passaram a ver uma redução de apenas 0,25 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, em abril, para 14,50%. Na semana anterior, as estimativas apontavam para uma redução de 0,50 ponto percentual, para 14,25% ao ano.

Em sua última reunião, neste mês, o Copom optou por um corte de 0,25 ponto na Selic, para 14,75% ao ano, citando cautela à frente em meio à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Apesar disso, os especialistas consultados não alteraram as estimativas para a Selic, mantendo-as as projeções de que a taxa básica fechará o ano em 12,5% e caindo a 10,5% ao fim de 2027.

PIB e dólar

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento para 2026 subiu de 1,82% para 1,85%. Para 2027 foi mantida a projeção de alta de 1,80%.

Para a cotação do dólar, foram mantidas as previsões de câmbio a R$ 5,40 para o fim de 2026 e a R$ 5,45 ao  fim de 2027.

Crédito e inadimplência

Em outro relatório divulgado nesta segunda, o BC mostrou que as concessões de empréstimos no Brasil caíram 6,5% em fevereiro na comparação com o mês anterior, com o estoque total de crédito avançando 0,4% no período, a R$7,146 trilhões.

No mês, a inadimplência no segmento de recursos livres ficou em 5,5%, contra 5,3% em janeiro.

Já os juros cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre ficaram em 48,6%, um aumento de 0,8 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Com informações da Reuters

sexta-feira, 27 de março de 2026

Abrafrigo: exportação de carne bovina em fevereiro cresce 40%, a US$ 1,45 bi

 

 Abrafrigo ataca concentração no setor de frigoríficos no Brasil

 

 

 

 

São Paulo, 27 – As exportações brasileiras de carne bovina mantiveram ritmo forte em fevereiro e consolidaram um início de ano robusto para o setor. A receita cambial somou US$ 1,449 bilhão no mês, alta de 39,57% ante igual período de 2025, com embarques de 279,26 mil toneladas, avanço de 28,64%, segundo dados da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

No acumulado do primeiro bimestre, as vendas externas, considerando carnes in natura e industrializadas, além de miudezas e subprodutos, alcançaram US$ 2,865 bilhões, crescimento de 39% em relação ao mesmo período de 2025. O volume embarcado somou 557,24 mil toneladas, alta de 22%.

 A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, com receitas de US$ 1,221 bilhão no bimestre (+36%) e embarques de 223,7 mil toneladas (+21,7%). Ainda assim, houve redução da participação chinesa no total exportado, para 42,6%, ante 43,4% um ano antes, refletindo maior diversificação dos embarques. Os preços médios das vendas de carne in natura ao país asiático subiram 12%, para US$ 5.461 por tonelada.

Os Estados Unidos seguiram como segundo principal mercado, com forte expansão das compras. As exportações de carne in natura cresceram 97,3% em valor no bimestre, para US$ 379 milhões, enquanto o volume avançou 60%, para 63,08 mil toneladas. Considerando todos os produtos, as vendas ao país somaram US$ 448,7 milhões (+56,8%). Os preços médios subiram 23,4%, para US$ 6.015 por tonelada.