terça-feira, 31 de março de 2026

Unanimidade em torno da proposta de subsidiar o diesel está próxima, diz Durigan

 

 

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira, 31, que os Estados estão próximos de alcançar unanimidade para adesão à proposta do governo federal de conceder uma subvenção a importadores de diesel com o objetivo de bancar o custo do ICMS sobre o produto.

Em reunião ministerial comandada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, Durigan afirmou que o governo adotará novas ações para mitigar os impactos da guerra no Irã. “A gente vai seguir adotando medidas como o presidente tem nos pedido, para que, à medida que essa guerra evolua e traga efeitos injustos, a gente tenha respostas”, afirmou.

Durigan também disse que o governo brasileiro fará ainda neste ano emissões de títulos públicos nos mercados europeu e chinês.

Entenda proposta para baratear o diesel

Após a rejeição de uma proposta indicial para que os estados zerassem o ICMS sobre o óleo diesel, o ministro da Fazenda anunciou na terça-feira, 24, uma sugestão alternativa. O modelo em discussão atualmente estabeleceria uma subvenção de R$ 1,20 por litro importado, ficando metade a cargo dos estados e a outra, sob responsabilidade da União.

Dario Durigan já disse que recebeu do presidente  Lula a missão de garantir que “o preço que a guerra (no Irã) vai impor ao mundo e ao Brasil não chegue às famílias” brasileiras. Entre as últimas ações do governo para conter a alta estão as alíquotas zeradas de Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a importação de combustíveis.

O governo tem estudado ações para mitigar os efeitos da guerra deflagrada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que elevou preços internacionais do petróleo.

Em seu discurso nesta terça-feira, Durigan disse que a população muitas vezes não tem a percepção do ganho econômico observado no país e ressaltou que o governo tem o “compromisso de ajudar as pessoas” em áreas como endividamento das famílias e redução de impactos da guerra no Oriente Médio.

 

 

Unilever e McCormick negociam fusão de US$ 60 bilhões; ações caem

 

A Unilever está em fase de negociações avançadas para realizar uma fusão do negócio de alimentos com a McCormick, companhia que fabrica especiarias. A informação foi divulgada pela companhia nesta terça-feira, 31.

O acordo em potencial entre Unilever e McCormick poderia criar uma empresa de US$ 60 bilhões.

Se concretizada, a transação seria estruturada como um chamado Reverse Morris Trust (RMT), que oferece benefícios fiscais. A Unilever cindiria a divisão de alimentos e, em seguida, a fundiria com a proprietária do molho picante Cholula, sendo que a Unilever e seus acionistas deveriam manter uma participação de 65% na entidade resultante, informou a Unilever.

Analistas do Barclays avaliaram o negócio de alimentos da Unilever entre 28 bilhões de euros (US$ 32,10 bilhões) e 31 bilhões de euros, incluindo dívidas. Esse valor, somado à capitalização de mercado da McCormick, de US$ 14,2 bilhões, e ao que a Unilever indicou ser um componente em dinheiro de US$ 15,7 bilhões, poderia elevar o valor da nova empresa resultante da fusão a mais de US$ 60 bilhões.

O acordo em potencial marca a maior aposta do presidente-executivo Fernando Fernandez desde que assumiu o comando em março de 2025 e ocorre depois que ele concluiu a cisão, no ano passado, do negócio de sorvetes de vários bilhões de euros da Unilever, que abriga a Ben & Jerry’s e a Magnum.

“Há lógica em uma venda do negócio de alimentos, cujos volumes foram reduzidos nos últimos anos”, disse Harsharan Mann, gerente de portfólio da Aviva Investors, acionista da Unilever, em comentários enviados à Reuters. O modelo da RMT é “sensato” dadas as questões tributárias, disse ele.

“Pares globais como a Procter & Gamble usaram com sucesso essa estrutura em anos anteriores para vendas de negócios não essenciais em uma estrutura livre de impostos”.

As ações da Unilever apresentam queda de 3% na bolsa de Londres durante o início das negociações desta terça-feira, 31. Já as ações da McCormick recuavam cerca de 8% às 10h30 (horário de Brasília) na Bolsa de Nova York (NYSE).

 

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CPI do Crime Organizado aprova nova audiência para ouvir Campos Neto

 

 

 A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou nesta terça-feira, 31, um novo requerimento para ouvir o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. A data da audiência ainda não foi definida.

O depoimento de Campos Neto estava marcado para esta terça, mas ele não compareceu, após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça converter a convocação em convite – o que retira a obrigação da presença.

Em novo requerimento, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que Campos Neto precisa dar explicações sobre a atuação da autarquia na fiscalização do Master.

 

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Ibovespa opera em alta com Oriente Médio e petróleo sob holofote; dólar recua

 

 

 

A Bolsa brasileira opera em alta nesta terça-feira, 31, último pregão do mês, acompanhando praças acionárias no exterior, em meio a noticiário no sentido de potencial arrefecimento na guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Às 11h10, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,87%, a 185.921,69 pontos. No acumulado no mês, entretanto, o índice ainda acumulava perdas de mais de 1%.

Já o dólar caía 0,76%, cotado a R$ 5,229 na venda, com investidores no Brasil também operando para determinar a Ptax de fim de mês. Veja cotações.

Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

No exterior, o petróleo tinha leve queda, com o Brent sendo negociado ao redor de US$ 107 o barril.

O fechamento efetivo do Estreito de Ormuz pelo Irã, um ponto de estrangulamento para cerca de um quinto dos suprimentos globais de petróleo e gás, fez com que os preços do petróleo subissem mais de 50% este mês, o maior salto mensal nos dados da LSEG desde 1988, superando os ganhos obtidos durante a Guerra do Golfo de 1990.

 

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segunda-feira, 30 de março de 2026

Justiça argentina freia parcialmente reforma trabalhista de Milei, após pedidos de sindicatos

 

 

Em derrota para o presidente da Argentina, Javier Milei, a Justiça do país suspendeu provisoriamente, nesta segunda-feira, 30, a aplicação de mais de 80 artigos da nova lei trabalhista que buscavam reduzir custos de trabalho e limitar o poder dos sindicatos.

O juiz trabalhista Raúl Horacio Ojeda acatou parcialmente medida cautelar da Confederação Geral do Trabalho (CGT), principal central sindical, contra a reforma aprovada pelo Congresso em 27 de fevereiro.

“Há direitos humanos em jogo, com possíveis responsabilidades patrimoniais e institucionais. Milhões de contratos vigentes aguardam definições sobre a aplicação da lei e segurança jurídica quanto ao seu conteúdo”, afirmou Ojeda, em decisão à qual a AP teve acesso.

Segundo o magistrado, a medida cautelar deve trazer maior segurança jurídica ao permitir a aplicação da norma apenas após o teste de constitucionalidade e convencionalidade solicitado pela CGT. A decisão vale até o julgamento do mérito e pode ser contestada pelo governo.

Milei considera a reforma, que altera uma legislação com mais de meio século, essencial para atrair investimento estrangeiro, elevar a produtividade e gerar empregos em um país onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade. Sindicatos, que barraram tentativas anteriores de reforma, afirmam que as mudanças são inconstitucionais por afetarem direitos adquiridos.

O juiz Ojeda suspendeu a nova base de cálculo das indenizações, tradicionalmente elevadas, que excluía pagamentos não mensais como o décimo terceiro, férias e horas extras. Também suspendeu o chamado Fundo de Assistência Trabalhista, criado para que os empregadores financiem futuras demissões com uma contribuição entre 1% e 3%, dependendo da empresa, sobre os salários.

A decisão incluiu ainda artigos que buscavam limitar o poder dos sindicatos, como aqueles que ampliavam a classificação de atividades essenciais – o que obrigaria os sindicatos a manter serviços mínimos em caso de greve -, restringiam a realização de assembleias e endureciam as sanções contra a atuação sindical.

O governo argentino não se pronunciou sobre a decisão de Ojeda. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

 

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Grupo Heineken expande produção da Praya e projeta crescimento de 57% em 2026

 

O Grupo Heineken iniciou uma nova fase de expansão para a Praya, marca de perfil leve e sem glúten pertencente ao seu portfólio premium. Desde dezembro, a produção foi internalizada na unidade de Jacareí (SP), movimento que visa conferir escala nacional ao rótulo e otimizar a logística de distribuição. A expectativa da companhia é que a produção da Praya cresça 57% em 2026.

A internalização da produção, iniciada no final de 2025, permitiu à companhia ampliar a capacidade produtiva e focar em mercados estratégicos. Antes concentrada no Sul e Sudeste, a Praya chega agora ao varejo de mais nove estados: Pará, Maranhão, Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Piauí, Ceará e Pernambuco.

A aposta no segmento premium ocorre em um cenário de retração para o setor. Dados da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) indicam que as vendas de cerveja no país recuaram 5% em 2025. No âmbito global, a Heineken registrou queda de 1,2% no volume de vendas, resultando no desligamento de mais de 5 mil colaboradores.

“A expansão da Praya reflete uma leitura clara de mercado: o consumidor brasileiro está diversificando suas escolhas e abrindo espaço para novas propostas dentro da categoria”, disse Rafael Rizzi, diretor da Heineken Spin.

A marca integra a Heineken Spin, unidade de negócios voltada a estratégias de sustentabilidade e novos modelos de consumo. A entrada da gigante holandesa nesse nicho ocorreu após a sociedade com a Better Drinks, detentora de marcas como Mamba Water e Bear Mate.

Além da expansão geográfica, a Praya aposta em nova identidade visual, destacando o selo “sem glúten” para atrair consumidores que buscam produtos adaptados a novos estilos de vida.

 

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Multas de free flow não serão suspensas até termino da análise pela Conjur, diz ministério

 

 

O Ministério dos Transportes afirmou nesta segunda-feira, 30, que as multas relacionadas ao sistema de pedágio eletrônico (free flow) não estão suspensas no momento. Segundo a pasta, a medida só entraria em vigor depois da emissão de parecer da Consultoria Jurídica (Conjur) e eventual publicação do ato normativo no Diário Oficial da União.

“A possibilidade de interrupção das penalidades relacionadas ao sistema de pedágio eletrônico integra a proposta que, atualmente, está em análise pela Conjur, para emissão de parecer. Até a conclusão desse processo e eventual publicação de ato normativo, não há decisão vigente que determine a suspensão das multas”, afirmou o ministério ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Nos últimos dias tem ganhado força as informações de que o governo federal planeja suspender cerca de 3 milhões de multas de trânsito emitidas em decorrência de evasão de free flow em rodovias federais e estaduais. O entendimento de integrantes do Executivo é que as multas são “abusivas” e favorecem as empresas que administram as rotas.

No domingo, 29, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), confirmou a informação por meio de seu perfil no X.

Os pedágios free flow são um sistema de cobrança automática em rodovias que elimina as praças físicas tradicionais. Em vez de parar o carro para pagar, o veículo passa por uma estrutura com sensores e câmeras que identificam a placa ou um dispositivo de cobrança eletrônica (tag). O valor do pedágio é cobrado depois, de forma automática.

A penalidade por evasão de pedágio no Brasil custa R$ 195,23, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), e é considerada uma infração grave. Além do valor financeiro, o condutor recebe 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O sistema já opera em alguns trechos de rodovias brasileiras, principalmente em projetos recentes de concessão. Entre os principais exemplos estão a BR-101 (Rio-Santos), que foi o projeto piloto, e a BR-116, entre São Paulo e Rio de Janeiro. Em âmbito estadual, há pórticos em vias como a SP-333 e a SP-99, além de rodovias no Rio Grande do Sul, como a ERS-122.