segunda-feira, 13 de abril de 2026

Alemanha planeja pacote de 1,6 bilhão de euros para aliviar preços dos combustíveis

 

 

O governo de coalizão da Alemanha concordou com medidas de alívio nos preços dos combustíveis para consumidores e empresas no valor de 1,6 bilhão de euros (US$1,9 bilhão), encerrando uma disputa sobre como responder ao aumento do preço do petróleo desencadeado pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

O imposto sobre o diesel e a gasolina será cortado em cerca de 0,17 euros por litro durante dois meses, disseram o partido conservador CDU e seus parceiros de coalizão de centro-esquerda SPD nesta segunda-feira, 13.

A guerra do Irã causou a maior interrupção já registrada no fornecimento global de energia, com planos para um bloqueio dos Estados Unidos aos portos e áreas costeiras iranianas, o que elevou ainda mais os preços do petróleo.

“Essa guerra é a verdadeira causa dos problemas que estamos enfrentando também em nosso próprio país”, disse o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, em uma entrevista coletiva.

Ele disse que a coalizão está fazendo todo o possível para amortecer o impacto do conflito, que foi suspenso por um frágil cessar-fogo, e pediu às empresas petrolíferas que repassassem o corte de impostos integralmente.

“Esperamos que o setor de petróleo repasse essas medidas de alívio direta e integralmente aos consumidores”, disse Merz.

Economistas e grupos do setor estavam céticos.

Marcel Fratzscher, do instituto de pesquisa econômica DIW Berlin, disse que uma grande parte da redução de impostos poderia “acabar nas contas bancárias das empresas de petróleo” e criticou as medidas por não incentivarem a economia de combustível.

As operadoras de postos de combustíveis da Alemanha também manifestaram essa preocupação, pedindo ao governo que imponha controles de preços às grandes empresas petrolíferas, caso contrário há o risco de essas companhias aumentarem os preços para embolsar parte do benefício.

“O governo precisa ser duro com as grandes companhias de petróleo”, disse um porta-voz ao jornal Rheinische Post.

A coalizão governista também concordou em permitir que as empresas paguem um bônus de alívio de 1.000 euros por funcionário, isento de impostos sobre a folha de pagamento e contribuições para a previdência social.

Mercado passa a ver inflação acima do teto da meta em 2026

 

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 13, pelo Banco Central (BC) traz a projeção para o IPCA – a inflação oficial do país – acima da meta para o final de 2026 pela primeira vez no ano, a 4,71% ao ano. O centro da meta oficial para a inflação é de 3%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Na semana anterior a projeção era de 4,36%. Antes do início da guerra, os analistas projetavam inflação abaixo de 4% neste ano.

Na sexta-feira, 10, o IBGE divulgou o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de março com salto de 0,88% no mês, ante taxa de 0,70% registrada em fevereiro. Com isso, em 12 meses, o índice saltou para 4,14%, acima dos 3,81% observados nos 12 meses imediatamente anterior, quando o IPCA ficou abaixo de 4% pela primeira vez na janela de um ano desde maio de 2024.

A inflação de março foi a mais alta desde fevereiro de 2025, quando havia subido 1,31%. Considerando apenas meses de março, a taxa foi a mais elevada desde 2022, quando foi de 1,62%.

A projeção para 2027 volta para abaixo da meta, a 3,91% ao ano, mas ainda fora do centro.

inflação

Juros e PIB seguem na mesmo patamar, dólar recua

Para a Selic, o mercado mantém a projeção de que o ano termina com o patar dos juros a 12,50%, ainda que tenha elevado a inflação. O mercado também mantém o PIB com alta de 1,85% no ano. Para 2027, a perspectiva para o PIB segue em alta de 1,8%.

Já o dólar, a projeção é de que feche o ano a R$ 5,37, ante R$ 5,40 na semana anterior e há um mês. Em 2027 fica a R$ 5,40, ante R$ 5,45 no relatório anterior. Na última semana, a moeda dos Estados Unidos, encerrou com queda acumulada de 2,9%, cotado a R$ 5,01, menor cotação em dois anos. No ano, a divisa registra queda de 8,72%.

O Focus é um boletim semanal produzido pelo Banco Central a partir de informações levantadas com agentes no mercado e traz a perspectiva para inflação (IPCA), juros (Selic), dólar e PIB.


sexta-feira, 10 de abril de 2026

Vibra diz que vai aderir ao programa de subvenção ao diesel em abril

 

A Vibra Energia, maior distribuidora de combustíveis do país, efetuará sua habilitação no programa de subvenção do governo federal ao diesel em abril, informou a companhia em nota nesta quinta-feira.

A companhia disse ainda que analisa os detalhes técnicos e segue em diálogo com governo e com a reguladora ANP, “com intuito de esclarecer e ajustar pontos importantes para que, em outro momento, a subvenção possa ser solicitada em plena conformidade com seus pilares de governança e eficiência logística”.

A Vibra também afirmou reiterar seu apoio a medidas que busquem a previsibilidade do mercado nacional, visando minimizar impactos para o consumidor final e para os setores produtivos do país.


Com 15° recorde no ano, Ibovespa lidera desempenho entre bolsas; veja ranking

 

O mercado financeiro brasileiro apresenta um desempenho de destaque no cenário internacional neste início de ano. De acordo com um levantamento exclusivo da Elos Ayta, o Ibovespa consolidou-se como o índice de maior rentabilidade acumulada até o dia 9 de abril de 2026, quando os retornos são convertidos para o dólar. A valorização da bolsa brasileira atinge 31,12%, superando com folga outros mercados emergentes e desenvolvidos. O índice encerrou esta quinta-feira batendo recorde de fechamento pela 15ª vez esse ano, atingindo 195.129,25 pontos.

O levantamento aponta que o Brasil não está sozinho no otimismo latino-americano: o índice Sp/Bvl General Peru aparece na segunda posição global, com 23,56% de retorno, seguido pelo IPyC México (13,38%) e o Msci Colcap Colômbia (11,81%).

 

 

Esse movimento foi amplamente influenciado pelo agravamento das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã, que elevou a aversão ao risco global e provocou uma reprecificação relevante dos ativos internacionais. O aumento da incerteza impactou especialmente os mercados desenvolvidos, mais sensíveis a fluxos globais e expectativas macroeconômicas.

Enquanto a América Latina e partes da Europa — com destaque para o PSI Portugal (14,78%) — registram ganhos robustos, as maiores economias do mundo operam no campo negativo ou com variações marginais. Nos Estados Unidos, o Dow Jones apresenta estabilidade com apenas 0,25% de alta, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq recuam -0,30% e -1,81%, respectivamente.

A situação é ainda mais delicada para a economia chinesa. O índice Ftse China 50 registra a pior performance do ranking, com queda de -2,93% em dólares.

Os índices Nikkei 225 do Japão (9,52%) e FTSE 100 da Inglaterra (6,77%) mostram resiliência em 2026 até agora. Contudo, o DAX Alemanha segue a tendência de retração com queda de -2,79%, evidenciando as dificuldades industriais enfrentadas pela maior economia do bloco europeu neste semestre.

 

Dólar se aproxima dos R$ 5 em sintonia com o exterior; Ibovespa supera os 197 mil pontos

 

O dólar aprofundou a queda ante o real nesta manhã de sexta-feira, 10, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, com os investidores globais voltando a demonstrar otimismo em relação ao cessar-fogo entre EUA e Irã.

Às 11h15, o dólar à vista cedia 0,79%, aos R$ 5,0172 na venda. Já o Ibovespa subia 1,16%, aos 197.391,88, renovando recorde máxima histórica. Veja cotações.

Na quinta-feira, o dólar à vista encerrou com baixa de 0,80%, aos R$5,0626, o menor valor de fechamento desde abril de 2024, impactado pelo cessar fogo no Oriente Médio e a expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz ao tráfego de petroleiros. Já o Ibovespa bateu recorde de fechamento pela 15ª vez esse ano, atingindo 195.129,25 pontos.

Ainda que a maioria dos navios em circulação por Ormuz ainda seja ligada ao Irã, com a área ainda fechada para outras bandeiras, as negociações para normalização seguem em curso. Representantes de EUA e Irã terão as primeiras conversas de paz no Paquistão, a partir de sábado.

Neste cenário, o dólar sustenta baixas ante uma cesta de divisas fortes nesta manhã de sexta-feira, além de recuar ante divisas de emergentes como o real, o peso chileno e o peso mexicano.

“A redução da aversão ao risco com expectativa de cessar-fogo e recuo do DXY (índice do dólar) para abaixo de 100 provocaram alta do real nos últimos dias, que se aproximou da maior cotação do ano”, destacou o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em análise a clientes.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que em março o IPCA subiu 0,88% em relação a fevereiro, acima da taxa de 0,77% projetada por economistas ouvidos pela Reuters. Nos 12 meses até março, o IPCA avançou 4,14%, também acima dos 4,00% projetados.

O IPCA de março acima do projetado pelo mercado fez as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) de curto prazo subirem nesta manhã, com o índice reforçando as apostas de que o Banco Central cortará a Selic em apenas 25 pontos-base no fim do mês, e não em 50 pontos-base. Atualmente a Selic está em 14,75% ao ano.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos — cuja taxa hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% — vinha sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses.

Petróleo caminha para maior perda semanal em 10 meses

Os preços do petróleo caminhavam para suas maiores quedas semanais desde junho passado, embora permaneçam em patamares elevados, perto de US$ 100 por barril em meio às restrições de fluxo pelo Estreito de Ormuz.

Os futuros do petróleo Brent operavam em leve baixa de 0,11%, a US$ 95,79 por barril, por volta das 11h20 (horário de Brasília). Já os futuros do WTI subiam 0,07%, para US$ 97,94.

Ambos os contratos perderam cerca de 12% esta semana depois que o Irã e os EUA concordaram na terça-feira com um cessar-fogo de duas semanas mediado pelo Paquistão.

 

 https://istoedinheiro.com.br/dolar-se-aproxima-dos-r-5-ibovespa-supera-197-mil-pontos

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Em dia de pane, aeroporto de Congonhas comemora 90 anos com festa e R$ 2 bi do BNDES

 

Em meio à pane no Aeroporto de Congonhas na manhã desta quinta-feira, 9, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) festejava os 90 anos do aeroporto – a serem completados no próximo domingo, 12 -, e o financiamento de R$ 2 bilhões aprovados pelo banco para a administradora Aena, destinados a obras de ampliação, modernização e manutenção de um dos mais estratégicos aeroportos do País.

Segundo fontes que participaram do evento, a pane não chegou a afetar a festa, já que foi rapidamente solucionada.

Em dezembro do ano passado, o banco havia aprovado apoio no valor total de R$ 4,64 bilhões para a Aena realizar obras em 11 aeroportos do País. O apoio do BNDES incluiu R$ 4,24 bilhões com a subscrição de debêntures e financiamento via linha Finem de R$ 400 milhões.

Do valor total, R$ 2 bilhões foram destinados ao Aeroporto de Congonhas. “O apoio aumentará a capacidade, contribuindo com todo o sistema aéreo nacional dado que o aeroporto é um dos principais hubs do País. Em 2025, recebeu mais de 24 milhões de passageiros”, informou o BNDES.


Aeroporto de Congonhas – Crédito: Divulgação/Ministério da Infraestrutura

Novo terminal está previsto para 2028

As obras incluem a construção de um novo terminal de passageiros até 2028, com ampliação da área atual, de 45 mil m² para 105 mil m². As melhorias já em andamento incluem ampliação da área de inspeção de segurança, modernização de banheiros, ampliação da área comercial de 10 mil m² para mais de 20 mil m², para lojas e restaurantes, 19 novas pontes de embarque, aumento de 30 para 37 posições de estacionamento e melhor circulação das aeronaves, com 215 mil m² de pátio de manobra.

“Vamos alavancar esses 11 aeroportos com mais de R$ 9 bilhões de investimentos, mais gente podendo acessar o transporte aeroviário, chegar cedo em casa, produzir mais, ter acesso ao lazer e integrar este País continental”, afirmou no evento o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Segundo ele, a área útil de Congonhas será dobrada, com 19 novos fingers (passarelas cobertas). “E pode fazer finger para a Embraer caber, porque agora a Gol vai comprar Embraer, a Latam já está comprando, a Azul compra. O BNDES financiou a exportação de 169 aviões de Embraer para o mundo, é a empresa que mais se valorizou na bolsa, e ela precisa ter espaço aqui em Congonhas também”, afirmou Mercadante.

O diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, reiterou que o novo aeroporto de Congonhas será entregue em junho de 2028. “Será ainda mais eficiente, mais confortável e mais bonito, impressionante como São Paulo”, disse durante a comemoração.

O financiamento para a Aena foi modelado pelo BNDES como um project finance non recourse, em que o pagamento é feito com o fluxo de receitas do projeto.

“Por meio de um mecanismo financeiro inovador estruturado pelo BNDES, após a conclusão das obras, a Aena poderá refinanciar a dívida em condições potencialmente melhores, com a mudança no custo financeiro (repricing). Esse mecanismo, ao mesmo tempo que permite potencial redução do custo da dívida, elimina totalmente o chamado risco de rolagem e garante o funding de longo prazo do projeto, beneficiando o projeto, os usuários e os investidores”, informou o banco.

Portaria institui Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária de Origem

 

São Paulo, 9 – Portaria publicada hoje pelo Ministério da Agricultura e Pecuária institui o Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária de Origem (Sinfito), que atualiza regras já existentes sobre certificação e controle do trânsito de vegetais no Brasil.

“O objetivo é aprimorar o controle da sanidade dos produtos vegetais, ampliando a segurança na produção e no transporte, com regras mais claras e simplificadas para produtores, responsáveis técnicos e órgãos de fiscalização”, disse a pasta em nota.

Conforme o Ministério, entre as principais mudanças está a simplificação das exigências para o trânsito de vegetais, que passa a considerar apenas a origem do produto, sem a necessidade de comparação entre unidades da federação de origem e destino. “A norma também incentiva o uso de sistemas informatizados, aprimora a rastreabilidade dos produtos e reforça os mecanismos de fiscalização e transparência. O texto foi construído ao longo de vários anos, em diálogo com os estados e o setor produtivo, incorporando contribuições recebidas nesse período.”