sexta-feira, 24 de abril de 2026

13º antecipado do INSS começa a ser pago e injetará R$ 78,2 bi na economia; veja calendário

 

Os pagamentos de abril e da 1ª parcela do 13º para aposentados e pensionistas do INSS começam nesta sexta-feira, 24.

Recebe hoje quem tem o cartão benefício do INSS com o final 1. O calendário de pagamentos é organizado conforme o dígito final antes do hífen. Se, por exemplo, o número do benefício for 0104-7, o dígito final a ser considerado é o 4.

A primeira parcela será paga entre os dias 24 de abril e 8 de maio, enquanto a segunda ocorrerá de 25 de maio a 8 de junho. Veja mais abaixo o calendário.

Injeção de R$ 78,2 bi na economia

Cerca de 35,2 milhões de benefícios serão pagos antecipadamente nos meses de abril e maio.

“A antecipação transferirá aos beneficiários cerca de R$ 39 bilhões como pagamento da primeira parcela (abril) e cerca de R$ 39 bilhões com a segunda parcela (maio), totalizando R$ 78,2 bilhões injetados na economia”, informou o INSS.

Confira o calendário 

Existem dois calendários, conforme o valor do benefício. Quem recebe até um salário mínimo, deve observar o calendário de cima na imagem abaixo, cujos pagamentos iniciam em 24 de abril.

Já quem recebe valores superiores deve observar o segundo calendário da imagem, com pagamentos do próximo ano iniciando em 4 de maio.

Como saber meu número de cadastro no INSS

É possível conferir seu número de cadastro no cartão do INSS. Também é possível através do site oficial (neste link) ou no aplicativo Meu INSS, disponível para download em dispositivos Android e iOS. Nas plataformas digitais, selecione a opção “extrato de pagamento” para ver seu número.

Outra opção é através da central telefônica 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.

Quem vai receber e quem não tem direito ao 13º

Têm direito ao 13º os segurados do INSS que, em 2026, receberam benefícios como aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, salário-maternidade e auxílio-reclusão.

Já os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e da Renda Mensal Vitalícia não recebem o abono anual.

 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Conglomerado C6 lidera ranking do BC de reclamações contra bancos do 1º trimestre

 










O conglomerado Bradesco ficou em segundo lugar, com 5.398 reclamações procedentes e um índice de 48,92.




Cientistas testam spray nasal contra envelhecimento cerebral

 

 

 

Duas doses surtiram efeito em camundongos. Casos de demência aumentam globalmente e deverão quase triplicar no Brasil até 2050.Durante anos, o declínio do cérebro foi encarado como consequência inevitável da passagem do tempo. Ele não ocorre de forma abrupta, mas avança gradualmente, associado a processos inflamatórios que afetam regiões-chave como o hipocampo e acabam corroendo a memória, o aprendizado e a capacidade de adaptação.

Em suas formas mais avançadas, esse mesmo processo está ligado a doenças como o Alzheimer. Os cientistas chamam isso de neuroinflamação. E, até pouco tempo atrás, ela parecia irreversível.

Mas, agora, pesquisadores da Universidade Texas A&M propõem um possível remédio. O envelhecimento cerebral poderia ser parcialmente reversível, ao menos em modelos experimentais. E a ferramenta não é complexa — sem recorrer a procedimentos invasivos nem a tratamentos prolongados —, mas sim um simples spray nasal.

A equipe, liderada pelo pesquisador Ashok Shetty, junto com Madhu Leelavathi Narayana e Maheedhar Kodali, desenvolveu um aerossol baseado em vesículas extracelulares, minúsculas partículas biológicas derivadas de células-tronco que atuam como veículos de comunicação e transporte entre as células do organismo.

Sua carga são microRNAs, moléculas capazes de regular processos genéticos e de sinalização no cérebro que, segundo Narayana, “atuam como reguladores principais” de múltiplas vias celulares. Os resultados foram publicados na revista Journal of Extracellular Vesicles.

Inibindo sistemas inflamatórios

Aplicadas pelo nariz, as vesículas extracelulares conseguem contornar parcialmente a barreira hematoencefálica — que funciona como mecanismo de proteção do cérebro — e facilitar sua chegada a regiões cerebrais, onde são absorvidas por células imunológicas residentes.

Uma vez ali, os microRNAs atuam modulando ou inibindo sistemas conhecidos por alimentar a inflamação crônica no cérebro envelhecido.

Com duas doses, o tratamento foi associado à redução significativa da inflamação cerebral, à melhora no funcionamento das mitocôndrias — responsáveis pela produção de energia celular — e ao fortalecimento do desempenho da memória.

Além disso, as mudanças foram observadas em um período relativamente curto e se mantiveram por um longo tempo após o tratamento. “Estamos devolvendo aos neurônios a sua centelha”, afirmou Narayana.

Faltam testes em humanos

Os testes comportamentais foram realizados em camundongos de laboratório de 18 meses — aproximadamente equivalentes a um ser humano de 60 anos, segundo o estudo —, nos quais os achados foram confirmados. Ainda assim, os resultados precisam ser validados em humanos.

Os animais tratados apresentaram uma melhora clara: mostraram maior capacidade de se orientar no ambiente, reconhecer estímulos familiares e responder com mais agilidade a situações novas em comparação com o grupo de controle.

Além disso, os efeitos foram observados igualmente em machos e fêmeas, algo pouco comum na pesquisa biomédica.

Demência é desafio global

Segundo a Alzheimer’s Disease International, cerca de 69,2 milhões de pessoas no mundo vivem com demência. O número pode chegar a 82 milhões em 2030 e a 152 milhões em 2050.

Na América Latina, os casos passariam de 6,41 milhões em 2020 para 20,55 milhões em 2050. Já na Europa, o salto seria de 12,71 milhões para 21,64 milhões no mesmo período.

Segundo a Federação Brasileira das Federações de Alzheimer, o Brasil tem hoje mais de 2 milhões de pessoas vivendo com demências, e a projeção é que o número salte para 5,5 milhões até 2050. O diagnóstico, entretanto, é um desafio, com estimados oito a cada 10 casos sem reconhecimento formal.

“Nosso objetivo é um envelhecimento cerebral satisfatório: manter as pessoas ativas, alertas e conectadas. Não apenas viver mais tempo, mas viver de forma mais inteligente e saudável”, resumiu Shetty.

A equipe solicitou uma patente nos Estados Unidos e se prepara para avançar rumo a ensaios clínicos em humanos.

 

 

Cade aprova aquisição de 100% da GIP Medicina Diagnóstica pelo Fleury

 

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição da totalidade das ações do capital social e votante da GIP Medicina Diagnóstica pelo Grupo Fleury. O despacho com a decisão foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 23.

A GIP atua nos segmentos de laboratórios clínicos, medicina ambulatorial, diagnóstica e terapêutica, além de serviços de vacinação e imunização, com foco na saúde da mulher. A empresa opera 12 unidades de atendimento na cidade de São Paulo sob a marca “FEMME – Laboratório da Mulher”.

Quando o negócio foi anunciado, em novembro do ano passado, o Fleury informou que o valor da empresa (enterprise value) é de R$ 207,5 milhões – montante sujeito a ajustes e retenções, incluindo a dedução da dívida líquida da GIP apurada na data de fechamento da transação. Em 2024, a receita bruta da GIP atingiu R$ 286,6 milhões.

Consumo nos lares brasileiros sobe 3,2% em março ante igual mês de 2025, revela Abras

 

 

 Consumo nos lares brasileiros fecha 2025 em alta de 3,7 ...

 

 Estadão Conteúdoi

O consumo nos lares brasileiros cresceu 3,2% em março na comparação com igual mês do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O indicador avançou 6,21% ante fevereiro e encerrou o primeiro trimestre com alta acumulada de 1,92%.

O desempenho foi influenciado pela antecipação de compras para a Páscoa, celebrada no início de abril, além do efeito-calendário de fevereiro, mês com menor número de dias. Parte relevante do consumo ficou concentrada na última semana de março.

 O avanço ocorreu em um contexto de maior disponibilidade de renda, com a liberação de recursos como Bolsa Família, PIS/Pasep, restituições do Imposto de Renda e pagamentos do INSS.

“Mesmo em um cenário favorável para a renda das famílias, o setor mantém foco em competitividade de preços, eficiência operacional e planejamento, diante de eventuais pressões logísticas e de custos no ambiente internacional”, afirmou o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, em coletiva.

 

Abrasmercado

O Abrasmercado, indicador que acompanha a variação de preços da cesta de 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 2,20% em março, a mais intensa do primeiro trimestre.

Nos meses anteriores, as variações foram de +0,47% em fevereiro e -0,16% em janeiro.

Com o resultado, o valor médio da cesta passou de R$ 802,88 para R$ 820,54 no mês.

Acordo Mercosul-UE tem potencial de aumentar exportações brasileiras em 13%, diz Alckmin

 

 

O governo brasileiro espera ver um aumento de 13% nas exportações do país quando o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia estiver totalmente em prática em 2038, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin, às vésperas da entrada em vigor parcial do tratado.

“A degravação é gradual, mas você tem aí perto de 5 mil produtos que a partir do dia 1º de maio estão zerados o imposto, então você vai ter aí um impacto importante”, disse Alckmin na quarta-feira em entrevista com agências internacionais de notícias.


Para o setor industrial brasileiro especificamente, o ganho nas exportações deve chegar a 26% com o acordo, acrescentou o vice-presidente.

A entrada em vigor em 1º de maio ainda é provisória, já que alguns países, como a França, questionaram o acordo no Tribunal de Justiça europeu. Ainda assim, a retirada gradual de tarifas entre os países da UE e do Mercosul começa imediatamente e deve se completar em até 12 anos.

De acordo com o vice-presidente — que participou das negociações como ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio até deixar o cargo este mês — setores como frutas, açúcar, carne bovina e de frango e alguns tipos de maquinário podem ter impactos imediatos.

Alckmin lembrou, no entanto, que também devem aumentar as importações brasileiras.

Hoje, o comércio entre Brasil e UE — segundo maior parceiro comercial do país atrás da China — chega a US$100 bilhões, com um ligeiro superávit europeu, de aproximadamente US$ 500 milhões.

Impacto de US$ 1 bi já no primeiro ano

Uma conta feita pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex) aponta para um incremento de até US$ 1 bilhão na balança comercial brasileira já no primeiro ano de vigência do acordo.

Além disso, um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que as reduções de tarifas e as cotas de exportação podem trazer um aumento de 0,46% no Produto Interno Bruto brasileiro entre 2024 e 2040, o equivalente a mais US$9,3 bilhões.

Apesar do otimismo com o acordo, a adoção de salvaguardas rígidas pelos europeus, que preveem a suspensão das importações se houver um aumento de 5% acima da média dos últimos três anos, irritou o setor agrícola brasileiro e levou o Brasil a aprovar medidas semelhantes.

“A salvaguarda vale para os dois lados. Então, se tiver um pico de importação, tanto o Mercosul quanto os países da União Europeia podem pedir uma suspensão temporária. É um acordo equilibrado”, afirmou Alckmin.     

Desde 2013 sem assinar acordos comerciais, o Mercosul deu um salto nas negociações nos últimos anos, fechando acordos também com Cingapura e o bloco europeu Efta (Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia).

Segundo o vice-presidente, ainda é possível que até o fim deste ano sejam assinados novos acordos com Emirados Árabes Unidos e Canadá.

Além disso, o próprio Mercosul pode crescer. Além da Bolívia, que está em processo de adesão às regras do bloco, a Colômbia demonstrou interesse em participar. E a Venezuela, que está suspensa atualmente, pode voltar, disse o vice-presidente.

“A Venezuela está suspensa do Mercosul, mas à medida que está vivendo outro momento agora, isso será rediscutido”, afirmou.

Negociações com os EUA

Enquanto festeja o início do acordo com a UE, o governo brasileiro continua tentando negociar avanços com os Estados Unidos. Apesar da maior parte das tarifas norte-americanas terem caído com uma decisão da Suprema Corte norte-americana, os setores de aço e alumínio e cobre continuam com tarifas de 50%, aplicadas ao mundo todo, e de 25% no setor de automóveis e autopeças.

Além disso, o Brasil está sob duas investigações dentro da seção 301 da lei de comércio norte-americana. Uma delas, que envolve várias dezenas de países, trata de uso de trabalho escravo; a outra, apenas sobre o Brasil, inclui investigações sobre o Pix, desmatamento e ambiente digital de negócios. Ambas podem ser usadas pelos EUA para retomar com tarifas de 50%. Na semana passada, uma comitiva brasileira esteve nos EUA para negociações sobre as investigações.

“Nós prestamos todos os esclarecimentos. E, se precisar, faremos outros”, disse Alckmin, sem entrar em detalhes sobre as reuniões em Washington.

“A boa química que foi estabelecida entre o presidente Lula e o presidente Trump nós defendemos que continue. A gente pode ter muita parceria na área tarifária, tem espaço na área tarifária e não tarifária”, afirmou.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Robôs movidos por IA dão esperança e novas perspectivas à indústria alemã

 

 

 Um robô humanoide de olhos azuis abre cuidadosamente uma caixa e coloca uma ferramenta dentro dela, enquanto uma multidão de visitantes observa a demonstração das capacidades da “inteligência artificial física” em uma importante feira industrial na Alemanha.

Desenvolvido pela startup alemã Agile Robots, é um dos numerosos robôs que exibem suas capacidades no evento, uma nova esperança para impulsionar as fábricas alemãs que há anos enfrentam dificuldades.

Integrar esta tecnologia aos processos industriais, área em que a Europa já tem ampla experiência, é considerado um caminho fundamental para que o continente possa se equiparar aos Estados Unidos e à China na corrida pela inteligência artificial.

Estes robôs potencializados por IA permitem “resolver problemas industriais”, afirma à AFP Rory Sexton, diretor‑executivo da Agile Robots, em entrevista.

A partir do próximo ano, a empresa planeja começar a equipar fábricas alemãs, sobretudo no setor automobilístico, acrescenta.

A IA aplicada a tarefas físicas do mundo real, chamada IA física, é um dos temas centrais deste ano em Hannover, na mais importante feira mundial de tecnologia industrial, que reúne mais de 3.000 expositores.

O chanceler Friedrich Merz visitou o estande da Agile Robots, onde conversou com Zhaopeng Chen, fundador chinês da startup sediada em Munique.

Em um discurso na feira, ele expressou seu apoio aos esforços para incentivar os fabricantes alemães, muitos dos quais ainda dependem de técnicas tradicionais, a ampliar o uso da IA.

Segundo Merz, a IA deveria estar “integrada aos setores‑chave de nossa indústria e especialmente às pequenas e médias empresas”, base da economia alemã, para criar “valor agregado industrial e empregos de alta qualidade”.

– Valor agregado –

Mas, como em muitos outros setores, os fabricantes alemães estão tentando recuperar o atraso em relação à China no quesito fabricação de robôs humanoides.

Merz testemunhou os avanços chineses neste campo durante uma visita ao país em fevereiro, quando viu demonstrações de robôs produzidos internamente praticando kung fu e boxe.

O fabricante destes robôs, a Unitree, e outras empresas chinesas também marcaram forte presença na feira de Hannover, como já haviam feito em anos anteriores.

Ainda assim, Sexton, da Agile Robots, insiste que “em breve poderemos fazer o que a (Unitree) está fazendo”, minimizando as chamativas demonstrações públicas.

Em vez de dança ou artes marciais, a Agile Robots concentra-se em “tarefas de valor agregado para a indústria”, como a fiação eletrônica em carros ou a montagem de telefones, explica.

Ele destaca que a Alemanha oferece um “ecossistema de fornecedores” e uma “experiência muito sólida em engenharia mecânica e automação”, ambos fatores-chave na corrida pela IA.

As empresas também têm expectativas positivas em relação aos avanços tecnológicos. Ao todo, 58% das companhias industriais entrevistadas pela associação digital alemã Bitkom acreditam que os robôs humanoides poderiam ajudar a cobrir a escassez de mão de obra qualificada.

O país também dispõe de grandes volumes de dados industriais provenientes de suas fábricas, segundo Antonio Krüger, diretor do Centro Alemão de Pesquisa em Inteligência Artificial (DFKI).

“Isso é algo que possuímos em um nível de qualidade muito superior ao dos Estados Unidos ou da China”, afirma ele à AFP.

Mas os críticos apontam que o uso destes dados continua muitas vezes fragmentado e isolado em excesso, sem uma estratégia global que os integre de forma coerente.

Nem todos em Hannover estão convencidos de que a IA seja a solução para os problemas dos fabricantes alemães, que há muito tempo enfrentam dificuldades como os altos custos de energia e uma demanda fraca.

Jochen Heinz, executivo do fabricante alemão de máquinas industriais SW Machines, adverte que a IA por vezes pode cometer erros, por exemplo dando instruções enganosas para reparos ou afirmando incorretamente ter detectado falhas.