Atuação:
Consultoria multidisciplinar, onde desenvolvemos trabalhos nas seguintes áreas: fusão e aquisição e internacionalização de empresas, tributária, linhas de crédito nacionais e internacionais, inclusive para as áreas culturais e políticas públicas.
Unidade na região metropolitana de Curitiba é operada pela DHL Supply Chain
Redação
O centro de distribuição no Paraná é o sétimo em operação em diferentes regiões do Brasil
A
produtora de celulose Suzano inaugurou em Campina Grande do Sul, na
Região metropolitana de Curitiba, seu primeiro centro de distribuição de
bens de consumo no Sul. O espaço tem capacidade de armazenamento de
mais de 2 mil toneladas de produtos de higiene, entre outros itens que
compõem a unidade de negócios de Bens de Consumo da companhia. O valor
do investimento não foi divulgado. A chegada ao Sul reforça a estratégia
da Suzano de ampliar acesso ao mercado direto e indireto do Sul. "A
nossa unidade de bens de consumo tem menos de dez anos de história e
hoje já lidera nas regiões Sudeste, Norte e Nordeste. Avançar no Sul,
com nosso primeiro centro de distribuição dedicado à região, é um passo
natural e estratégico. Sabemos que os clientes locais valorizam
qualidade e nível de serviço, e estamos prontos para elevar esse padrão e
ampliar a competitividade desse mercado", afirma Bruno Addesso, diretor
comercial da unidade de bens de consumo da Suzano.
O
empreendimento será operado em parceria com a DHL Supply Chain, líder
global em armazenagem e distribuição. As instalações têm mais de 9 mil
metros quadrados de área total e capacidade de expedição de 200
toneladas por dia. O novo endereço, com capacidade instalada de 340 mil
toneladas anuais no setor de papel tissue, se soma aos outros seis
centros de distribuição em operação em diferentes regiões do Brasil e
que atendem a unidade de Bens de Consumo da Suzano. Ele será abastecido
com produtos fabricados principalmente em Mogi das Cruzes (SP), além das
unidades de Aracruz e Cachoeiro de Itapemirim (ES) e Mucuri (BA).
As mães são o ponto central da
nova campanha da margarina Doriana, marca que soube dialogar com todos
os tipos de famílias brasileiras ao longo de sua trajetória
Comercial
Quem
não guarda na memória o pão quentinho com margarina no lanche da escola
ou o bolo preparado pela mãe para um aniversário em casa? É a partir
dessas lembranças, marcadas por cuidado e afeto, que a Doriana lança sua
nova campanha, colocando as "Mães Corujas" como protagonistas.
A
proposta reforça o papel da marca nos pequenos gestos do dia a dia,
momentos simples que conectam diferentes tipos de família e rotinas. Ao
trazer a figura materna como elo comum, Doriana busca dialogar com a
diversidade dos lares brasileiros, mantendo sua essência afetiva.
"A
mãe é um ponto de conexão entre as diferentes configurações de família,
e é com ela que a marca estabelece esse diálogo", afirma Tannia Fukuda
Bruno, diretora de marketing da Seara. "A marca entende que a rotina
está cada vez mais acelerada, especialmente para mulheres que conciliam
múltiplas responsabilidades. Por isso, investe em soluções práticas e
versáteis, que facilitam o preparo sem abrir mão do sabor e do cuidado",
completa.
Com mais de 50 anos de história, Doriana reforça esse
posicionamento também no produto. A versão cremosa ganha nova receita,
com adição de leite da fazenda e um processo de dupla batida, que eleva o
padrão de cremosidade, qualidade e sabor. A embalagem também foi
atualizada para destacar esses atributos no ponto de venda.
O
reconhecimento pelo carinho adotado ao longo dos anos, resultou na
liderança da Doriana na estreia da categoria Manteiga/Margarina no Top
of Mind RS, a pesquisa de lembrança de marca pioneira no Brasil. A marca
é também a mais citada pelos consumidores em todas as faixas etárias e
tem uma forte presença na memória de 30% da população no interior do
estado. "Seguimos aprofundando nossa relação com os momentos que
constroem a vida em família. É na rotina, no café da manhã, no lanche da
tarde, nas refeições do dia a dia, que nascem as memórias mais
duradouras", conclui a executiva.
Setor contribui para atender à demanda global por madeira
Marisa Valério
Silvicultura brasileira ocupa papel estratégico para atender a sociedade
A
sociedade consome produtos provenientes de florestas todos os dias, e a
presença da madeira pode ser constatada em produtos como papéis,
embalagens, móveis, pisos, cápsulas de medicamentos e até na
alimentação. Por isso, a demanda global por madeira, que já alcança
cerca de 1,6 bilhão de metros cúbicos por ano, pode dobrar até 2050,
conforme estimativas da Embrapa Florestas. Diante desse cenário, a
origem da madeira faz toda a diferença e a silvicultura comercial ocupa
papel estratégico para atender à sociedade e, ao mesmo tempo, reduzir a
pressão sobre as florestas nativas.
Dados do Sistema
Nacional de Informações Florestais (SNIF) mostram que o Brasil produziu
quase 200 milhões de metros cúbicos de toras para fins industriais em
2024. Desse total, cerca de 94% vieram de florestas plantadas, que por
sua vez ocupam apenas 1,4% do território nacional. "Os dados derrubam um
mito persistente de que as florestas plantadas prejudicam as florestas
naturais. A verdade é que, historicamente, o cultivo de pinus e
eucalipto se consolidou principalmente sobre áreas anteriormente
degradadas e que por condições de relevo foram preteridas por outras
culturas", aponta Ailson Loper, diretor executivo da Associação
Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas) e professor do
departamento de economia e extensão rural da Universidade Federal do
Paraná (UFPR).
Outro fator é que além de restringir a derrubada de
mata nativa, a legislação atual exige que os produtores da Região Sul
destinem, no mínimo, 20% da área da propriedade a reservas legais e
áreas de preservação permanente. De acordo com a Indústria Brasileira de
Árvores (Ibá), o país possui 10,5 milhões de hectares de árvores
plantadas e cerca de 7 milhões de hectares de florestas nativas
conservadas. Na prática, para cada hectare de floresta plantada, as
empresas brasileiras possuem, em média, 0,7 hectare de vegetação nativa
sendo cuidada.
"No Paraná, considerando a conservação de áreas
realizada pelas empresas associadas à APRE, a proporção é ainda maior.
Para cada hectare produtivo, há aproximadamente outro hectare destinado à
conservação", afirma Loper. No Paraná, as empresas associadas possuem
cerca de 564 mil hectares em áreas protegidas. O estudo setorial da
APRE, atualizado a cada dois anos, mostra que a silvicultura paranaense
mantém áreas de conservação equivalentes ou superiores às áreas de
plantio, conciliando conservação e produção sustentável.
As
florestas plantadas entregam resultados concretos. Elas não são apenas
fonte de matéria-prima, mas agregam diversos benefícios, como redução da
pressão sobre florestas nativas, fixação e estoque de carbono, recurso
renovável com ciclo contínuo de plantio e colheita, formação de
corredores ecológicos, geração de 2,6 milhões de empregos diretos e
indiretos no Brasil, e desenvolvimento de comunidades locais. Segundo
Loper, é preciso exigir conservação, produtividade e responsabilidade
ambiental. "As florestas plantadas mostram que essas três demandas podem
coexistir ao produzir em áreas manejadas, com controle técnico e
compromisso ambiental. Os dados indicam que este é o caminho mais
racional para o presente e para as próximas gerações", menciona.
"A
Experiência Laboral 2026 no Brasil" ouviu 2,5 mil profissionais em todo
o país. Executivos da empresas dizem que a expectativa do trabalhador
mudou e que as empresas deveriam olhar mais para esses aspectos
Trabalho presencial (Crédito: Freepik)
Matheus Almeidai
Pesquisa da WeWork divulgada
nesta quarta-feira, 6, confirma uma mudança no mercado de trabalho
brasileiro: 63% dos trabalhadores já estão atuando totalmente de forma
presencial. O percentual de pessoas que escolheriam trabalhar nesse
formato, no entanto, é menor. Do total dos entrevistados, 42% dizem que
adotariam o trabalho presencial. Os demais apontam que optariam por
modelos híbridos ou remotos. A pesquisa “A Experiência Laboral 2026 no
Brasil” ouviu 2,5 mil profissionais em todo o país.
Para
79% dos entrevistados, comparecer presencialmente ao escritório é uma
obrigação imposta. O tempo de deslocamento (65%) e o aumento dos gastos
pessoais (53%) foram os principais problemas apontados. Já as principais
queixas sobre o ambiente corporativo são as áreas barulhentas (57%) e a
falta de zonas de descanso (53%).
Profissionais querem melhor experiência no presencial
O
estudo mostra que a satisfação dos profissionais aumenta em 96% dos
casos quando há uma mudança para um escritório maior. Para 50% dos
entrevistados, espaços amplos e itens básicos como acessibilidade a café
e lanches são essenciais.
Beatriz Kawakami, executiva do WeWork Brazil, aconselha as empresas a buscarem adaptação nesta nova demanda de trabalho.
“Eu
preciso, no escritório, no presencial, oferecer algo que traga um valor
maior ou igual do que essa pessoa tem no modelo flexível ou no home
office”, diz Kawakami.
O que faz diferença
“Se
você vai ao escritório, fica sentado em um canto com o computador e
passa o dia fazendo vídeo chamadas, você pode fazer isso em casa. Então,
a experiência deste espaço para o colaborador tem que ser diferente”,
acrescenta o VP do WeWork Latam, Claudio Hidalgo.
Além
disso, quando possível, é aconselhável oferecer autonomia aos
funcionários. Para 93% dos entrevistados, o equilíbrio entre vida
profissional e pessoal é fundamental. Para 64% das pessoas, a opção de
mudar de emprego por uma melhor qualidade de vida, mesmo que o salário
fosse menor, é algo desejável.
Após a maternidade, profissionais reduzem candidaturas e desaceleram o crescimento profissional
- (Crédito: Agência Brasil)
Da IstoÉ Dinheiroi
Uma
pesquisa do Infojobs mostra que 25% das mães deixaram de se candidatar a
novas oportunidades após a maternidade. Outras 13% afirmam ter
desacelerado a carreira.
Os
números ajudam a dar nome a um fenômeno que já é conhecido na prática: o
chamado “teto materno”, onde as mulheres que são mães acabam tendo uma
trajetória ascendente muito curta dentro da empresa.
Para Patricia Suzuki, Diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora do
Infojobs, o processo começa na percepção de risco. “A mulher passa a
recalibrar suas escolhas porque entende que o mercado pode não assimilar
determinados movimentos. Isso acontece antes mesmo de qualquer resposta
formal”, explica.
A
especialista aponta que uma forma de enfrentar esse cenário é criar
políticas claras de progressão interna, programas de mentoria para mães e
processos seletivos internos com incentivo ativo à candidatura feminina
após a licença-maternidade.
“Empresas,
por sua vez, nem sempre identificam o problema. A ausência de
candidatas pode ser interpretada como falta de interesse, quando, na
verdade, reflete um ambiente pouco acolhedor”, revela. Nesse ponto,
benefícios concretos fazem diferença direta, como auxílio-creche,
subsídio para babá, horários flexíveis, retorno gradual após a licença e
apoio psicológico para mães no período de transição.
A
expectativa de que a mulher seja a principal responsável pelo cuidado
influencia nas escolhas das empresas e limita possibilidades. Por isso,
boas práticas também incluem licença parental ampliada para ambos os
responsáveis e incentivo ao compartilhamento das responsabilidades
familiares.
Para
Patrícia, teto materno se sustenta na cultura e nas percepções. E,
justamente por isso, segue sendo uma das barreiras mais difíceis de
romper. “Quando a empresa transforma apoio em estrutura e benefício
real, ela reduz esse impacto e amplia o potencial de crescimento dessas
profissionais”, conclui.
Os chamados drinks prontos para beber, os Ready to Drink,
estão mexendo com o mercado de bebidas alcoólicas no Brasil e no mundo.
De acordo com dados da Euromonitor, esse mercado cresceu 4,5% entre
2023 e 2024. Já pesquisa da Associação Brasileira da Indústria da
Cerveja (CervBrasil) aponta que o consumo de cerveja no Brasil em 2025 caiu 5%.
Os
novos hábitos de consumo estão fazendo com que marcas consolidadas no
mercado abram os olhos para esse movimento, com produtos inovadores de
olho na geração Z.
“Esse
mercado explode por combinar conveniência com experiências premium em
um pacote pronto para consumo. Fatores chave incluem o estilo de vida
urbano acelerado com as pessoas querendo bebidas prontas, sem precisar
misturar ou abrir garrafas. Há também a busca por moderação: RTDs
oferecem porções controladas, com sabores inovadores como coquetéis
prontos ou cervejas aromatizadas”, afirma a professora de pesquisa e
comportamento do consumidor da ESPM e sócia da Markka Consultoria,
Karine Karam.
Ela destaca que fados
da Nielsen apontam para um crescimento de 30 a 50% ao ano deste mercado
no Brasil, impulsionado por millennials e Gen Z, que priorizam novidades
e apelos de sustentabilidade.
É preciso ter em conta, contudo, que esse mercado ainda representa uma fração do cervejeiro.
Der acordos com dados da Diageo, os drinks prontos para tomar
representam somente 1,8% do mercado alcoólico brasileiro. Em outros
países eles já superam os 10% do consumo de álcool. Segundo a
Euromonitor, o mercado de Ready to Drink produziu 178,4 milhões de
litros no Brasil em 2024 contra 14,7 bilhões de litros de cerveja.
A categoria em dados
Segundo
dados da Euromonitor a produção de bebidas prontas para beber foi de
178,9 milhões de litros no Brasil em 2024. A expectativa é que ela
chegue a 228,6 milhões de litros em 2029
O
crescimento da categoria no Brasil entre 2019 e 2024 foi de 32,4%
contra 16,8% do mercado cervejeiro. Ou seja, praticamente o dobro
No
carnaval de 2026, a venda desse tipo de bebida em bares e festas
cresceu 94% contra 60% das cervejas, de acordo com a Zig. Os RTDs
passaram de 12% das compras feitas por homens e 20% das feitas por
mulheres para 23% das masculinas e 32% das femininas em um ano.
‘Troca de roupa’ e busca dos jovens
Marcas tradicionais apostam em nova roupagem Foto: Divulgação
Veio
de Minas Gerais, em 2015, a novidade que fez muitas companhias
tradicionais do setor perderem espaço e olharem para esse mercado. A Xeque Mate apostou em uma construção de marca forte e rapidamente se tornou a queridinha dos jovens.
Em
2025, a empresa afirma que bateu seu recorde de vendas, com cerca de 9
milhões de litros, crescimento de 26% em relação ao ano anterior. O
faturamento entre dezembro de 2024 a fevereiro de 2025 superou R$ 50
milhões.
Já que boa parte
desse crescimento vem da geração Z, pessoas nascidas à partir de 1997,
companhias tradicionais precisam correr atrás do prejuízo para não
ficarem datadas. Além dos novos produtos e sabores, as novas embalagens
são também uma preocupação.
A CRS, responsável pela marca Cereser e líder
na produção de sidras, espera que com o lançamento das long necks possa
ter um incremento no mercado de sidra, que tem uma produção anual
estimada em 18 milhões de litros da bebida, e quer aproveitar esse novo mercado para ter maior recorrência na venda, ainda concentrada nas festas de final de ano.
“Nosso
foco é destravar os outros 11 meses do ano, transformando a sidra em
uma escolha recorrente. É nessa mudança cultural que está o grande
potencial de crescimento sustentável do faturamento”, diz Bruno Cardoso
de Faria, diretor comercial da CRS Brands.
Já a Chandon,
conhecida no mercado de espumantes, também resolveu sair da zona de
conforto, apostando em uma versão pronta dos Spritz. A bebida que é uma
mistura do espumante com bitter de laranja e especiarias é a jogada da
tradicional marca para colocar seus produtos em outros momentos de
consumo, como brunchs, encontros ao ar livre, praias, piscinas, eventos
esportivos e festas sunset.
“O
spritz representa um momento, e nossa estratégia é estar presente
nesses encontros de forma consistente e relevante ao longo do verão”,
afirma Gabriela Pontes, Brand Manager da Chandon Brasil. Em seu segundo ano no mercado brasileiro, o produto representa 5% do volume total de vendas da Chandon.
A
presença forte nas redes sociais é outro termômetro desse mercado.
Recentemente o influenciador Thiago ‘Toguro’ viralizou nas redes com os
novos rótulos das bebidas da Mansão Maromba, famosas pelo meme ‘sabor energético’.
Na Ambev, que registrou queda de 4,5% nas vendas de cerveja em 2025, a Skol Beats é principal aposta no mercado RTDs. A companhia não informa, porém, números desta categoria.
Diageo repagina Smirnoff Ice
Uma das pioneiras no mercado de drinks prontos para beber, a Smirnoff Ice
chegou ao mercado nacional em 2000. Apesar de ainda ser a marca mais
forte do mercado, de acordo com pesquisa da Kantar, a Diageo recolocou o
produto no centro da estratégia de sua expansão nesse mercado.
No
período de 18 meses foram lançados três novos sabores da bebida e em
fevereiro a fábrica da companhia, na cidade de Itaitinga (CE), recebeu
uma ampliação para produzir até 8 milhões de litros de Smirnoff Ice até
2027. Nesse mercado de RTDs a companhia também trabalha com Tanqueray e
Johnnie Walker.
“A
categoria é a maior fonte de crescimento da Diageo atualmente e há um
espaço para avançar ainda mais. Isso porque, no Brasil as bebidas
prontas representam 1,8% do total de mercado de álcool, mas em outros
mercados como a América do Norte os ready to drink chegam a
10,7%. O bom momento de Smirnoff Ice foi fundamental para a operação
brasileira da Diageo crescer 6,5% no segundo semestre de 2025 e a
previsão é que Smirnoff Ice e a categoria de RTD sigam puxando o
crescimento da Diageo nos próximos anos”, afirma Guilherme Martins, VP
de Marketing e Inovação da Diageo.
Em abril a região Sul apresentou recuo de 0,4% na produção de grãos
Redação
Paraná e Rio Grande do Sul seguem entre os maiores produtores do país
A
estimativa em abril da safra nacional de cereais, leguminosas e
oleaginosas para 2026 atingiu 348,7 milhões de toneladas, com previsão
de novo recorde da série histórica para a produção da soja no ano. O
resultado é 0,7% maior que o de 2025 (346,1 milhões de toneladas). Em
relação a março do ano passado, houve aumento de 334.277 toneladas
(0,1%). Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola
(LSPA), divulgado hoje (14) pelo IBGE.
O arroz, o milho e a
soja, que são os três principais produtos deste grupo, representaram
92,7% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser
colhida. Em relação ao ano anterior, a soja teve um aumento de 4,8% na
estimativa da produção (174,1 milhões de toneladas), seguida pelo sorgo,
com 1,0%. As quedas foram no algodão herbáceo (em caroço) de -8,9%; no
arroz em casca com -10,6%; no milho com -2,5%; no feijão de -4,6%; e no
trigo de -6,8%.
Já na área a ser colhida, houve aumentos de 1,2%
na da soja; de 3,4% na do milho e de 8,5% no sorgo, ocorrendo declínios
de 4,3% na do algodão herbáceo (em caroço); de 10,4% na do arroz em
casca; e de 3,8% na do feijão. "O milho tem produção estimada em 138,2
milhões de toneladas, com queda de 2,5% em relação ao recorde do ano
passado, ainda que as condições da segunda safra sejam boas e o
resultado final dependa da colheita, podendo surpreender. Algumas
culturas apresentam recuo, como feijão (2,9 milhões de toneladas), arroz
e algodão, este último com estimativa de 9 milhões de toneladas, alta
mensal de 3,4%, mas queda de 8,9% no ano, reflexo dos preços mais baixos
e da redução de área plantada", comentou Carlos Alfredo Guedes, gerente
de Agricultura da pesquisa.
A região que liderou o volume de
produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi a Centro-Oeste com
174,5 milhões de toneladas (50,0%). Em seguida, Sul, com 92,1 milhões de
toneladas (26,4%); Sudeste, com 30,6 milhões de toneladas (8,8%);
Nordeste, com 29,9 milhões de toneladas (8,6%); e Norte, com 21,5
milhões de toneladas (6,2%). A região Sul liderou a estimativa da
produção de cereais, leguminosas e oleaginosas anual, com 6,8%. Quanto à
variação mensal, apresentaram crescimentos na produção as regiões
Nordeste (2,1%) e a Sudeste (0,4%). A Centro-Oeste apresentou
estabilidade (0,0%), enquanto a Norte (-0,4%) e a Sul (-0,4%)
apresentaram declínios. O Mato Grosso segue como o maior produtor
nacional de grãos entre as unidades da federação, com 30,9%, seguido
pelo Paraná (13,5%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,7%), Mato
Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram
79,5% do total.