sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Petrobras encerra 2025 com produção acima das metas do plano de negócios 2025-29

 

A Petrobras encerrou 2025 com produção acima das metas estabelecidas em seu Plano de Negócios 2025-2029, impulsionada pelo avanço do pré-sal e por ganhos de eficiência operacional. A produção de óleo alcançou 2,40 milhões de barris por dia (bpd), superando em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.

Já a produção total de óleo e gás natural atingiu 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), 2,8 pontos porcentuais acima do teto da meta e também registrando crescimento de 11% na comparação anual. A produção comercial de óleo e gás somou 2,62 milhões de boed, superando em 0,9 ponto porcentual o limite superior do guidance.

Além de superar as projeções, a companhia informou que bateu recordes anuais históricos de produção de óleo, produção comercial e produção total, ao longo de seus mais de 70 anos de atuação. No pré-sal, a Petrobras registrou novos recordes, com produção total própria de 2,45 milhões de boed e produção operada de 3,70 milhões de boed. A região respondeu por 82% da produção total da empresa em 2025.

O desempenho foi impulsionado, entre outros fatores, pela entrada em operação de duas novas plataformas no pré-sal da Bacia de Santos: o FPSO Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, e o FPSO Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, destaca também a Petrobrás em comunicado divulgado há pouco.

No mesmo período, o FPSO Marechal Duque de Caxias, também em Mero, atingiu seu pico de produção, enquanto o FPSO Almirante Tamandaré alcançou recorde ao registrar produção média de cerca de 240 mil bpd nos meses de novembro e dezembro, tornando-se a plataforma de maior produção do país.

A companhia também avançou no ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria, no campo de Jubarte, e Anita Garibaldi e Anna Nery, nos campos de Marlim e Voador. Segundo a Petrobras, o aumento significativo da eficiência operacional das unidades foi determinante para a superação das metas.

Outro destaque do ano foi o campo de Búzios, que atingiu a marca de 1 milhão de barris de óleo por dia de produção operada com apenas seis plataformas, evidenciando a elevada produtividade dos poços. A sétima unidade do campo, a plataforma P-78, entrou em operação em 31 de dezembro e deve sustentar a trajetória de crescimento da produção nos próximos anos.

Em nota, a Petrobras afirma ainda que os resultados refletem o “esforço integrado” de sua força de trabalho para ampliar a produção, mantendo o compromisso com a segurança operacional, o respeito ao meio ambiente, a confiabilidade dos ativos e a atenção às pessoas, pontua.

Exportação brasileira de frutas bate recorde pelo terceiro ano consecutivo em 2025

 Fora da caixinha: 15 frutas exóticas que você não sabia que amava -  Gastronomia Carioca

As exportações brasileiras de frutas alcançaram US$ 1,45 bilhão em 2025, um novo recorde histórico pelo terceiro ano consecutivo, com crescimento de 12% em valor e 19,6% em volume em relação ao ano anterior. As informações são da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

Segundo a entidade, o resultado consolida a fruticultura como um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio nacional e reforça as perspectivas positivas para 2026, especialmente diante do avanço do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE), cujos efeitos vão se refletir na competitividade dos produtos brasileiros no exterior. No curto prazo, a uva terá a sua tarifa zerada, melhorando a competitividade dessa fruta no mercado internacional já que os principais concorrentes do Brasil já não pagam tarifas para ingressar nos países da UE, explicou a Abrafrutas em comunicado.

Conforme a entidade, o desempenho expressivo do ano passado é resultado direto do trabalho do fruticultor-exportador brasileiro que, mesmo diante de um cenário desafiador em 2025, marcado por incertezas no comércio internacional, aumento de tarifas e custos logísticos elevados, manteve a produção, investiu em qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade, e continuou entregando frutas com padrão internacional.

Algumas frutas se destacaram nas exportações brasileiras ao longo do ano, como:

– manga: Mesmo com uma pequena retração no valor exportado, com impacto da taxação para o mercado norte-americano, a manga manteve a liderança entre as frutas brasileiras exportadas em 2025. O produto somou US$ 335 milhões, com queda de 4% em valor, mas registrou crescimento expressivo de 12,59% em volume, totalizando cerca de 280 mil toneladas embarcadas ao longo do ano;

– melão: US$ 231 milhões, aumento de 24,9%; – limão e lima: US$ 199 milhões, alta de 1,5%;

– uva: A exemplo da manga, a uva também registrou leve retração em valor, mas manteve posição de destaque entre as frutas mais exportadas pelo Brasil em 2025. As exportações somaram US$ 158 milhões, com queda de 0,13% em valor e crescimento de 5,62% em volume, o que corresponde ao embarque de aproximadamente 62 mil toneladas para o mercado internacional;

– melancia: US$ 115 milhões, alta de 57,1%.

Segundo o presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho, com a consolidação dos resultados de 2025 e o avanço do acordo Mercosul-União Europeia, a expectativa do setor é de um novo ciclo de crescimento.

As reduções tarifárias previstas no acordo serão implementadas de forma gradual para a maioria das frutas exportadas. A uva, como dito anteriormente, terá tarifa zerada imediatamente após a entrada em vigor, enquanto produtos como melancia, melão e limão passarão por um período de transição de 7 a 10 anos, com redução escalonada até a eliminação total das tarifas.

Keurig Dr Pepper lança oferta pública de aquisição das ações da JDE Peets

 

A Keurig Dr Pepper, dos Estados Unidos, lançou na quinta-feira, 15, uma oferta pública de aquisição de todas as ações ordinárias emitidas e em circulação da holandesa JDE Peets, disseram em comunicado conjunto a Keurig, a JDE Peets e a entidade Kodiak BidCo. A proposta prevê pagamento em dinheiro de 31,85 euros por ação. O acordo para a compra da JDE Peet’s pela Keurig, por US$ 18 bilhões, tinha sido anunciado em agosto do ano passado. A empresa holandesa é dona da marca de café Pilão no Brasil.

Após a aquisição, a Keurig planeja se dividir em duas empresas independentes de capital aberto listadas nos Estados Unidos: uma focada em café e a outra em bebidas refrescantes, incluindo Dr Pepper, 7UP, Snapple e bebidas energéticas como Bloom e Ghost.

De acordo com o comunicado, o conselho de administração da JDE Peets declarou apoio integral e recomendou por unanimidade que todos os acionistas aceitem a oferta. A Acorn Holdings e todos os membros do conselho da companhia – que, em conjunto, representam aproximadamente 69% das ações emitidas e em circulação da JDE Peets – assumiram compromisso de aderir à operação.

O período de adesão à oferta vai de 16 de janeiro a 27 de março.

A proposta está condicionada a um nível mínimo de aceitação de 95% das ações.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Ibovespa e dólar operam perto da estabilidade após IBC-Br superar expectativas

 

O Ibovespa oscilava pouco nos primeiros negócios desta sexta-feira, marcada pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista, um dia após renovar máximas históricas e flertar com 166 mil pontos pela primeira vez. Já o dólar opera em leve alta, em linha com o observado no exterior, enquanto os investidores avaliam os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) para novembro, divulgado na abertura do mercado.

Às 10h17, o dólar à vista subia 0,07%, aos R$ 5,374 na venda. Já o Ibovespa avançava 0,04%, negociado aos 165.710,44 pontos.

Prévia do PIB acima das expectativas

Sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), o IBC-Br registrou alta de 0,7% em novembro na comparação com o mês anterior, segundo dados dessazonalizados divulgados pelo BC mais cedo. O número ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,3%. Na base anual, o IBC-Br teve alta de 1,2%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 2,4%.

Ainda no plano doméstico, os agentes monitoram a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se encontra com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira à tarde.

Dólar cai também no exterior

No exterior, moedas pares do real, como o peso chileno e o peso mexicano seguem tendência similar à divisa brasileira. Às 9h55, O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,07%, a 99,271.

Investidores aguardam dados da economia americana e comentários de dirigentes do Federal Reserve, que acontecem ao longo do dia, e também seguem atentos ao noticiário geopolítico.

Na quinta-feira, o dólar fechou cotado a R$5,3684, em queda de 0,61%.

Depois de prêmios, O Agente Secreto está em mais salas de cinema

 

A conquista de dois prêmios no Globo de Ouro, no último domingo (11), provocou a ampliação da presença de O Agente Secreto nas salas de cinemas do Brasil. O diretor Kleber Mendonça Filho comemorou a medida nas redes sociais

“O Agente Secreto está em 320 salas de cinema no Brasil desde essa quinta-feira [15], efeito direto dos dois Globos de Ouro. O filme voltou a fazer 20 mil espectadores por dia, estava fazendo cerca de 5 mil. 11ª semana em cartaz, 3º mês de lançamento. Vi vídeo do Cinema São Luiz em Fortaleza lotado ontem. Grato!”, disse ele.

O longa-metragem protagonizado por Wagner Moura estava em exibição em cerca de 137 salas. Mais de 1,2 milhão de espectadores já assistiram ao filme.

O Agente Secreto conquistou dois troféus do Globo de Ouro na semana passada, de Melhor Filme em Língua não Inglesa e de Melhor Ator de Drama, para Wagner Moura.

O filme está pré-indicado ao Oscar e nesta semana os votantes da Academia de Cinema de Hollywood escolhem as produções que vão competir pela estatueta. A expectativa é que O Agente Secreto entre nas categorias de Melhor Filme Internacional, Melhor Direção de Elenco e Melhor Ator.

A lista com os indicados será divulgada no dia 22 de janeiro.

Atividade econômica do Brasil cresce 0,7% em novembro; no ano, agro puxa avanço de 2,4%

 

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), considerado pelo mercado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, encerrou o mês de novembro do ano passado em alta. O indicador subiu 0,7% em comparação ao desempenho de outubro de 2025, considerando dados dessazonalizados pelo Banco Central.

O desempenho foi puxado pelos setores industrial e de serviços, que cresceram 0,8% e 0,6%, respectivamente em novembro em comparação a outubro. Já a atividade agropecuária encolheu 0,3%, enquanto o indicador de impostos sobre os produtos avançou 1,1%.

"Esse resultado, em conjunto com o dado de inflação divulgado na semana passada, praticamente elimina a possibilidade de um corte da Selic em janeiro. Ainda assim, acreditamos que as condições para o início da flexibilização da política monetária estão dadas, o que deve ocorrer a partir da reunião de março”, disse André Valério, economista sênior do Inter.

Em comparação a novembro de 2024, a atividade econômica do Brasil cresceu 1,2%, levando em conta dados não dessazonalizados. Nessa comparação, as produções agrícola e pecuária foram as grandes responsáveis pelo crescimento da economia, com avanço de 3,6%, seguidas pelo setor de serviços, que cresceu 2%.

Em novembro de 2025 a atividade industrial caiu 0,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Foi o mesmo percentual de queda registrado pelo indicador de impostos sobre os produtos.

Com o resultado de novembro, a prévia do PIB brasileira indica um crescimento de 2,4% na economia brasileira no acumulado de 11 meses de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior. A atividade agropecuária tem sido a grande responsável pelo desempenho, acumulando um crescimento de 13,4% em 11 meses.

Já o setor de serviços acumula até novembro do ano passado um crescimento de 2%, seguido pela atividade industrial que tem um avanço de 1,3% em 11 meses.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

China prorroga isenção de impostos a estrangeiros no mercado de títulos até 2027

 Bandeira da China – Wikipédia, a enciclopédia livre

A China anunciou a prorrogação da isenção de impostos para investidores estrangeiros no mercado doméstico de títulos, em uma medida que busca reforçar a atratividade financeira do país em meio a um cenário global de maior volatilidade. Segundo documento da China, o governo decidiu “continuar a isentar instituições estrangeiras do pagamento de imposto de renda corporativo e de imposto sobre valor agregado sobre a renda de juros obtida com títulos no mercado chinês”.

O texto oficial informa que a política terá vigência de 1º de janeiro de 2026 a 31 de dezembro de 2027, conforme comunicado conjunto do Ministério das Finanças e da Administração Estatal de Impostos.

De acordo com o documento, a decisão tem como objetivo promover ainda mais a abertura do mercado de títulos do país, sinalizando compromisso com a integração financeira internacional.

A iniciativa ocorre em um momento em que os fluxos globais de capitais seguem sensíveis à credibilidade das políticas econômicas. Dados divulgados em dezembro pelo Instituto de Finanças Internacionais (IIF) mostram que, apesar de uma recuperação liderada por títulos de dívida de economias emergentes, a China apresentou saída líquida de US$ 5,5 bilhões em títulos de dívida no período analisado.

Para o IIF, “conforme a incerteza global persiste, os fluxos provavelmente ficarão mais sensíveis à credibilidade de políticas, condições de financiamento e dinâmicas de emissão de dívida, reforçando a diferenciação entre mercados”.