sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Riot anuncia compra definitiva de terreno e primeiro contrato de locação de data center com AMD

 

A Riot Platforms, líder da indústria impulsionada por Bitcoin no desenvolvimento de data centers em larga escala e aplicações de mineração de bitcoin, anunciou a aquisição plena de 200 acres de terra em Rockdale por US$$ 96 milhões e a assinatura de um contrato de locação e serviços de centro de dados com a Advanced Micro Devices (AMD), segundo nota publicada nesta sexta-feira, 16.

A compra do local foi integralmente financiada pela venda de aproximadamente 1,08 mil bitcoins do balanço da Riot, adicionando o local ao portfólio de oportunidades de desenvolvimento de data centers da empresa.

Já a locação pela AMD inclui uma implantação inicial de 25 megawatts (MW) de capacidade crítica de carga de TI a ser entregue em fases a partir de janeiro e concluindo em maio deste ano, com potencial para expansão adicional de até um total de 200 MW de capacidade crítica de carga de TI.

De acordo com o texto, o contrato com a AMD tem um prazo inicial de dez anos e espera-se que gere aproximadamente US$ 311 milhões em receita contratual. Também estão incluídas três opções de extensão de cinco anos que, se totalmente exercidas, podem elevar a receita contratual total esperada para aproximadamente US$ 1 bilhão.

Por volta das 14 horas (de Brasília), a ação da Riot Platforms saltava 11,90% e a da AMD tinha alta de 1,77%, em Nova York.

Novo Nordisk aprova dose mais alta do Wegovy no Reino Unido e amplia expectativa de vendas

 Foto: Camille Bas-Wohlert / AFPTV / Novo Nordisk / AFP

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) aprovou uma dose de até 7,2 miligramas por semana do Wegovy, medicamento para perda de peso da Novo Nordisk, em documento oficial publicado nesta sexta-feira. Segundo o texto, a dose deve ser administrada em três injeções separadas de 2,4 miligramas e aplica-se somente para pacientes com índice de massa corporal (IMC) de pelo menos 30.

Antes da mudança, a dose máxima por semana aprovada era de 2,4 miligramas, e a farmacêutica dinamarquesa busca regulamentação semelhante nos EUA e na União Europeia (UE), com decisão dos reguladores europeus prevista ainda para o primeiro trimestre deste ano.

A mudança no Reino Unido ocorre pouco depois de a Novo Nordisk ter começado a vender seu comprimido Wegovy nos EUA, com o medicamento está amplamente disponível em dezenas de milhares de farmácias e provedores de telemedicina para compras. A empresa ainda aguarda a aprovação regulatória do comprimido na UE e no Reino Unido.

Dados divulgados nesta sexta-feira mostraram que o comprimido gerou 4.289 novas prescrições na semana passada, um “início promissor”, segundo analistas da SEB. Os números são baseados em pacientes com planos de saúde e não incluem prescrições diretas ao paciente, em que os pacientes pagam pelo medicamento do próprio bolso.

Em comparação, a injeção para perda de peso Zepbound, da rival americana Eli Lilly, recebeu cerca de 3.100 prescrições em sua primeira semana no mercado, segundo o analista David Risinger, da Leerink Partners, em um relatório. Na segunda semana, esse número chegou a 8 mil.

Analistas do banco Berenberg esperam que os compridos Wegovy, da Novo Nordisk, vendam em torno de US$ 1 bilhão este ano, e destacam que a farmacêutica dinamarquesa precisa maximizar sua vantagem inicial sobre a concorrente americana Eli Lilly e apresentar um forte crescimento nas vendas em 2026. O cenário base do banco prevê vendas de US$ 2 bilhões para o Wegovy em 2027, mas um cenário otimista poderia sustentar vendas em torno de US$ 6 bilhões.

*Com informações da Dow Jones Newswires.

Maioria das Bolsas da Europa fecha em queda, com preocupações sobre Groenlândia e Fed

 

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em queda nesta sexta-feira, 16, e tiveram resultados divergentes na semana, conforme investidores ponderam ameaças dos EUA de uma possível aquisição da Groenlândia, que pertence à Dinamarca, ainda que as tensões forneçam suporte aos papéis de defesa. O mercado segue também monitorando desdobramentos da independência do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,04%, a 10.235,29 pontos, e subiu cerca de 1% na semana, após renovar máxima histórica. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,30%, a 25.276,28 pontos. Em Paris, o CAC 40 caiu 0,65%, a 8.258,94 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,43%, a 8.639,05 pontos. Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 0,18%, a 17.674,40 pontos. O FTSE MIB caiu 0,11% em Milão, a 45.799,69 pontos. As cotações são preliminares.

Na manhã desta sexta, o enviado norte-americano para a Groenlândia, Jeff Landry, mencionou que estão acontecendo “discussões sérias” para um acordo sobre a ilha e que o presidente dos EUA, Donald Trump, deseja reforçar a Doutrina Monroe na região. Para a gestora Bernstein, as ambições do republicano podem desencadear encomendas para fabricantes de armamento europeus.

Com isso, a britânica BAE Systems avançou 1,62%, as francesas Dassault Aviation e Thales subiram 1,88% e 2,31%, respectivamente, e a italiana Leonardo teve alta de 1,48%, em melhores posições para captar possíveis encomendas de membros europeus da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da Dinamarca.

Dentre outros destaques, importantes papéis no setor de semicondutores, como as holandesas ASML e ASM International, estenderam ganhos, ainda em repercussão ao balanço da TSMC, e avançaram 1,46% e 1,27%, na mesma ordem.

Ainda no mercado acionário, o banco de investimentos Keefe, Bruyette & Woods avaliou que os resultados dos bancos americanos são um “bom presságio” para os seus pares europeus, com destaque para o UBS e para o Barclays. No entanto, as ações do credor suíço caiu, enquanto a do britânico teve alta perto de 0,7%.

No radar, Trump afirmou no período da tarde que “talvez não queira” a saída de Kevin Hassett da Casa Branca, ao comentar o processo de escolha para o substituto de Jerome Powell como presidente do Fed. Embora não tenham descartado completamente a ideia, os comentários do republicano foram suficientes para impulsionar o ex-diretor do BC Kevin Warsh nas apostas dos mercados, o que pesou sobre ações dos dois lados do Atlântico.

*Com informações da Dow Jones Newswires.

Petrobras encerra 2025 com produção acima das metas do plano de negócios 2025-29

 

A Petrobras encerrou 2025 com produção acima das metas estabelecidas em seu Plano de Negócios 2025-2029, impulsionada pelo avanço do pré-sal e por ganhos de eficiência operacional. A produção de óleo alcançou 2,40 milhões de barris por dia (bpd), superando em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.

Já a produção total de óleo e gás natural atingiu 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), 2,8 pontos porcentuais acima do teto da meta e também registrando crescimento de 11% na comparação anual. A produção comercial de óleo e gás somou 2,62 milhões de boed, superando em 0,9 ponto porcentual o limite superior do guidance.

Além de superar as projeções, a companhia informou que bateu recordes anuais históricos de produção de óleo, produção comercial e produção total, ao longo de seus mais de 70 anos de atuação. No pré-sal, a Petrobras registrou novos recordes, com produção total própria de 2,45 milhões de boed e produção operada de 3,70 milhões de boed. A região respondeu por 82% da produção total da empresa em 2025.

O desempenho foi impulsionado, entre outros fatores, pela entrada em operação de duas novas plataformas no pré-sal da Bacia de Santos: o FPSO Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, e o FPSO Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, destaca também a Petrobrás em comunicado divulgado há pouco.

No mesmo período, o FPSO Marechal Duque de Caxias, também em Mero, atingiu seu pico de produção, enquanto o FPSO Almirante Tamandaré alcançou recorde ao registrar produção média de cerca de 240 mil bpd nos meses de novembro e dezembro, tornando-se a plataforma de maior produção do país.

A companhia também avançou no ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria, no campo de Jubarte, e Anita Garibaldi e Anna Nery, nos campos de Marlim e Voador. Segundo a Petrobras, o aumento significativo da eficiência operacional das unidades foi determinante para a superação das metas.

Outro destaque do ano foi o campo de Búzios, que atingiu a marca de 1 milhão de barris de óleo por dia de produção operada com apenas seis plataformas, evidenciando a elevada produtividade dos poços. A sétima unidade do campo, a plataforma P-78, entrou em operação em 31 de dezembro e deve sustentar a trajetória de crescimento da produção nos próximos anos.

Em nota, a Petrobras afirma ainda que os resultados refletem o “esforço integrado” de sua força de trabalho para ampliar a produção, mantendo o compromisso com a segurança operacional, o respeito ao meio ambiente, a confiabilidade dos ativos e a atenção às pessoas, pontua.

Exportação brasileira de frutas bate recorde pelo terceiro ano consecutivo em 2025

 Fora da caixinha: 15 frutas exóticas que você não sabia que amava -  Gastronomia Carioca

As exportações brasileiras de frutas alcançaram US$ 1,45 bilhão em 2025, um novo recorde histórico pelo terceiro ano consecutivo, com crescimento de 12% em valor e 19,6% em volume em relação ao ano anterior. As informações são da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

Segundo a entidade, o resultado consolida a fruticultura como um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio nacional e reforça as perspectivas positivas para 2026, especialmente diante do avanço do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE), cujos efeitos vão se refletir na competitividade dos produtos brasileiros no exterior. No curto prazo, a uva terá a sua tarifa zerada, melhorando a competitividade dessa fruta no mercado internacional já que os principais concorrentes do Brasil já não pagam tarifas para ingressar nos países da UE, explicou a Abrafrutas em comunicado.

Conforme a entidade, o desempenho expressivo do ano passado é resultado direto do trabalho do fruticultor-exportador brasileiro que, mesmo diante de um cenário desafiador em 2025, marcado por incertezas no comércio internacional, aumento de tarifas e custos logísticos elevados, manteve a produção, investiu em qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade, e continuou entregando frutas com padrão internacional.

Algumas frutas se destacaram nas exportações brasileiras ao longo do ano, como:

– manga: Mesmo com uma pequena retração no valor exportado, com impacto da taxação para o mercado norte-americano, a manga manteve a liderança entre as frutas brasileiras exportadas em 2025. O produto somou US$ 335 milhões, com queda de 4% em valor, mas registrou crescimento expressivo de 12,59% em volume, totalizando cerca de 280 mil toneladas embarcadas ao longo do ano;

– melão: US$ 231 milhões, aumento de 24,9%; – limão e lima: US$ 199 milhões, alta de 1,5%;

– uva: A exemplo da manga, a uva também registrou leve retração em valor, mas manteve posição de destaque entre as frutas mais exportadas pelo Brasil em 2025. As exportações somaram US$ 158 milhões, com queda de 0,13% em valor e crescimento de 5,62% em volume, o que corresponde ao embarque de aproximadamente 62 mil toneladas para o mercado internacional;

– melancia: US$ 115 milhões, alta de 57,1%.

Segundo o presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho, com a consolidação dos resultados de 2025 e o avanço do acordo Mercosul-União Europeia, a expectativa do setor é de um novo ciclo de crescimento.

As reduções tarifárias previstas no acordo serão implementadas de forma gradual para a maioria das frutas exportadas. A uva, como dito anteriormente, terá tarifa zerada imediatamente após a entrada em vigor, enquanto produtos como melancia, melão e limão passarão por um período de transição de 7 a 10 anos, com redução escalonada até a eliminação total das tarifas.

Keurig Dr Pepper lança oferta pública de aquisição das ações da JDE Peets

 

A Keurig Dr Pepper, dos Estados Unidos, lançou na quinta-feira, 15, uma oferta pública de aquisição de todas as ações ordinárias emitidas e em circulação da holandesa JDE Peets, disseram em comunicado conjunto a Keurig, a JDE Peets e a entidade Kodiak BidCo. A proposta prevê pagamento em dinheiro de 31,85 euros por ação. O acordo para a compra da JDE Peet’s pela Keurig, por US$ 18 bilhões, tinha sido anunciado em agosto do ano passado. A empresa holandesa é dona da marca de café Pilão no Brasil.

Após a aquisição, a Keurig planeja se dividir em duas empresas independentes de capital aberto listadas nos Estados Unidos: uma focada em café e a outra em bebidas refrescantes, incluindo Dr Pepper, 7UP, Snapple e bebidas energéticas como Bloom e Ghost.

De acordo com o comunicado, o conselho de administração da JDE Peets declarou apoio integral e recomendou por unanimidade que todos os acionistas aceitem a oferta. A Acorn Holdings e todos os membros do conselho da companhia – que, em conjunto, representam aproximadamente 69% das ações emitidas e em circulação da JDE Peets – assumiram compromisso de aderir à operação.

O período de adesão à oferta vai de 16 de janeiro a 27 de março.

A proposta está condicionada a um nível mínimo de aceitação de 95% das ações.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Ibovespa e dólar operam perto da estabilidade após IBC-Br superar expectativas

 

O Ibovespa oscilava pouco nos primeiros negócios desta sexta-feira, marcada pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista, um dia após renovar máximas históricas e flertar com 166 mil pontos pela primeira vez. Já o dólar opera em leve alta, em linha com o observado no exterior, enquanto os investidores avaliam os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) para novembro, divulgado na abertura do mercado.

Às 10h17, o dólar à vista subia 0,07%, aos R$ 5,374 na venda. Já o Ibovespa avançava 0,04%, negociado aos 165.710,44 pontos.

Prévia do PIB acima das expectativas

Sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), o IBC-Br registrou alta de 0,7% em novembro na comparação com o mês anterior, segundo dados dessazonalizados divulgados pelo BC mais cedo. O número ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,3%. Na base anual, o IBC-Br teve alta de 1,2%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 2,4%.

Ainda no plano doméstico, os agentes monitoram a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se encontra com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira à tarde.

Dólar cai também no exterior

No exterior, moedas pares do real, como o peso chileno e o peso mexicano seguem tendência similar à divisa brasileira. Às 9h55, O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,07%, a 99,271.

Investidores aguardam dados da economia americana e comentários de dirigentes do Federal Reserve, que acontecem ao longo do dia, e também seguem atentos ao noticiário geopolítico.

Na quinta-feira, o dólar fechou cotado a R$5,3684, em queda de 0,61%.