quinta-feira, 16 de abril de 2026

Ativos da Enel em SP no valor de quase US$ 4 bi estão em risco em concessão, dizem auditores

 

 

A Enel pode perder sua concessão de distribuição de energia em São Paulo, colocando em risco ativos financeiros e intangíveis no valor de 3,34 bilhões de euros (US$ 3,9 bilhões) e 595 milhões de euros em ágio, disseram auditores no relatório anual do grupo italiano.

A demonstração financeira da Enel para 2025 fornece uma “visão verdadeira e justa” da posição financeira da empresa italiana de serviços públicos, disse a empresa de auditoria KPMG no relatório anual recentemente publicado.

No entanto, a KPMG acrescentou que a recuperabilidade de ativos e ágio da Enel relacionados à concessão na maior cidade do Brasil e sua possível renovação foi uma questão fundamental na auditoria das contas do grupo de energia.

A Aneel, agência reguladora de energia elétrica do Brasil, decidiu no início deste mês dar andamento a um processo de caducidade que poderia, em última instância, levar à rescisão da concessão de distribuição de energia elétrica detida por uma unidade local da Enel em São Paulo, impedindo a renovação automática de seu contrato, que expira em 2028.

Em meio a escalada de riscos para que a Enel deixe a grande São Paulo, a companhia nega qualquer negociação ou discussão em andamento sobre uma eventual troca de controle da distribuidora e tem reafirmado o interesse na renovação da concessão.

Brasil retornará ao Top 10 das maiores economias em 2026, aponta FMI; veja ranking

 

Com a atualização das projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional) para as economias dos países, o Brasil volta ao grupo das 10 maiores economias do mundo, aponta levantamento feito pela Austin Ratings para a IstoÉ Dinheiro.

O FMI elevou a perspectiva de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil este ano. Em seu relatório Perspectiva Econômica Global, o FMI passou a ver uma expansão de 1,9% do PIB do Brasil em 2026, 0,3 ponto percentual acima da projeção feita em janeiro, mas o mesmo ritmo estimado pelo Fundo em outubro do ano passado.

Assim, o Brasil alcança a 10ª posição entre as maiores economias da mundo, com PIB estimado em US$ 2,6 trilhões. Para 2027, a Austin projeta o país na 9ª posição. Em 2025, o Brasil ficou na 11ª posição.

O topo do tanking é ocupado por Estados Unidos, China e Alemanha, tanto na projeção para 2026 como para 2027, dando continuidade ao registrado em 2025.

RANKING DAS 15 MAIORES ECONOMIAS DO MUNDO EM 2025, 2026 E 2027

economias

Entre os fatores que favorecem a movimentação do Brasil para cima nesse ranking estão o câmbio e o desempenho menor dos outros países como o Canadá. “O real se valorizou. Isso também ajuda a ter um impacto no PIB em dólar. Muito provavelmente o paíse vai ter um PIB crescendo em termos nominais em dólares”, diz o economista-chefe da Austin, Alex Agostini.

A projeção para o crescimento da economia canadense é de 1,5%. “Olhando a fotografia de hoje, o Brasil teria um desempenho um pouco melhor do que os demais países”, afirma Agostini. “Como o Brasil estava muito próximo do décimo lugar, isso já ajuda a subir um pouco mais”.

Perpectiva do FMI para o Brasil

Mesmo com a revisão para cima do PIB brasileiro para 2026, o desempenho fica abaixo do avanço de 2,3% do PIB que o Brasil registrou em 2025, que foi o pior desde 2020, segundo dados do IBGE.

Para 2027, entretanto, o FMI reduziu a perspectiva de crescimento do Brasil frente ao estimado em janeiro em 0,3 ponto percentual, a 2%.

“A guerra deve ter um pequeno efeito positivo em 2026, já que o país é exportador de energia, impulsionando o crescimento em cerca de 0,2 ponto percentual”, apontou o FMI.

“Reservas internacionais adequadas, baixa dependência de dívida em moeda estrangeira, grande colchão de liquidez do governo e uma taxa de câmbio flexível devem ajudar o país a absorver o choque”, acrescentou.

A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã fechou o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, e vem elevando os preços do combustível e provocando preocupações com a inflação.

 

 

 

 

 

Projeções do governo e dos analistas brasileiros

A perspectiva do FMI para a economia brasileira é melhor do que a do Banco Central, mas fica abaixo do cenário visto pelo Ministério da Fazenda.

Em março, o Banco Central projetou um crescimento econômico de 1,6%, apontando incerteza mais elevada no cálculo diante da guerra no Oriente Médio. Já o Ministério da Fazenda previu uma expansão de 2,3% para o PIB de 2026.

O mercado, segundo a pesquisa Focus mais recente, estima que a economia crescerá 1,85% neste ano. O corte refletiu uma perspectiva de desaceleração da demanda global, com custos mais altos de insumos (incluindo fertilizantes) e condições financeiras mais apertadas, segundo o Fundo.

As perspectivas do FMI para o Brasil neste ano e no próximo ficaram abaixo das projeções para a América Latina e Caribe, cujas expectativas de crescimento são de respectivamente 2,3% e 2,7%.

As contas do Fundo para a economia brasileira também são piores do que as das Economias de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento, das quais o Brasil faz parte, que o Fundo projetou em 3,9% e 4,2%.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 para 2027

 

 

O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 estima que o salário mínimo será de R$ 1.717 no ano que vem, um aumento de 5,92% em relação ao patamar atual, de R$ 1.621.

De acordo com o PLDO 2027, a previsão é de que o salário mínimo seja de R$ 1.812, em 2028, chegando a R$ 1.913, em 2029. Para 2030, a projeção é de R$ 2.020.

Desde 2023, o mínimo é reajustado por uma fórmula que prevê a correção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado no período de 12 meses até novembro mais o crescimento do PIB de dois anos antes.

Mas, no final de 2024, o governo aprovou uma nova regra que limita o crescimento além da inflação ao ritmo de expansão para despesas previsto pelo arcabouço fiscal, que é de 0,6% a 2,5%, e que valerá entre 2025 e 2030.

Como o PIB de 2024 foi de 3,4%, o avanço do mínimo seguirá o limite do arcabouço, de 2,5%.

A grade de parâmetros macroeconômicos do PLDO ainda prevê o Produto Interno Bruto (PIB) de 2027 em 2,56%, alta de 0,23 ponto percentual em relação a 2026, de 2,33%.

O documento inclui a previsão de alta do PIB de 2,56%, em 2028, de 2,59%, em 20289 e de 2,66%, em 2030.

(em atualização)

 

 https://istoedinheiro.com.br/salario-minimo-1-717-para-2027

Minha Casa, Minha Vida recebe R$ 20 bi do Fundo Social e terá 3 milhões de unidades em 2026

 

 

O governo federal anunciou nesta quarta-feira, 15, a ampliação dos recursos do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em R$ 20 bilhões, que sairão do Fundo Social. Com isso, o orçamento total anual para o programa habitacional sobe para R$ 45 bilhões. O volume total de recursos do fundo na habitação desde 2025 alcança R$ 60 bilhões.

Segundo o Ministério das Cidades, com o aporte, sobe em 1 milhão o número de unidades habitacionais até o final deste ano pelo MCMV, totalizando três milhões. O programa habitacional alcançou, com um ano de antecedência, a marca de 2 milhões de moradias contratadas.

 “Vamos contratar três milhões de casas até o final deste ano. Prometemos dois, vamos chegar a três. E vamos melhorar a renda das pessoas para que possam ter uma casa um pouco melhor”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o anúncio de um pacote de medidas estratégicas para o setor habitacional, nesta quarta-feira, 15 de abril, em Brasília. 

O Minha Casa, Minha Vida conta também com recursos do FGTS e do Orçamento Geral da União. Os novos recursos terão como prioridade o financiamento da Faixa 3 do programa, que é voltada para famílias com renda mensal entre R$ 5 mil e R$ 9,6 mil. Desde 2025, quando passou a ser uma fonte adicional de recursos para o Minha Casa, Minha Vida, o Fundo Social tem desempenhado papel estratégico no financiamento habitacional.

O ministro das Cidades, Vladimir Lima, disse que o país atingiu menor patamar do déficit habitacional da história do país, de 7,4%.

 

  

O Minha Casa, Minha Vida

Faixa 1: atende famílias com renda de até R$ 3.200;

Faixa 2: renda de R$ 3.200,01 a R$ 5.000;

Faixa 3: renda de R$ 5.000,01 a R$ 9.600;

Classe Média: renda de até R$ 13 mil.

Valor das Unidades

Além da renda, o teto do valor das unidades habitacionais (UH) foi reajustado para acompanhar o mercado.

Faixa 3: o limite subiu para R$ 400 mil (+14%).

Classe Média: o valor máximo financiável saltou de R$ 500 mil para R$ 600 mil (+20%).

Programa Reforma Casa Brasil com juros reduzidos

O Ministério das Cidades também anunciou melhorias no Reforma Casa Brasil, programa voltado à qualificação de moradias já existentes, que passa a atender com recursos do Fundo Social famílias com renda de até R$ 13 mil. Entre as medidas, destaca-se a redução das taxas de juros para 0,99% para famílias até este limite de renda.

O programa também amplia o prazo de pagamento dessas famílias de 60 para 72 meses e eleva o valor máximo financiável para elas de R$ 30 mil para R$ 50 mil, possibilitando intervenções mais estruturais nas residências.

 

 https://istoedinheiro.com.br/minha-casa-minha-vida-r-20-bi-fundo-social

Para FMI, Brasil está ‘relativamente bem posicionado’ para enfrentar a turbulência global

 

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse que o Brasil está “relativamente bem posicionado” para enfrentar a turbulência global devido à guerra no Oriente Médio. No entanto, ela cobrou esforços para fortalecer as finanças públicas domésticas e a continuidade de reformas.

Georgieva se reuniu na terça-feira, 14, com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, às margens das reuniões de Primavera do organismo, que acontecem em Washington, nos Estados Unidos.

Segundo ela, foi uma “boa reunião”. “O Brasil está relativamente bem posicionado para enfrentar a turbulência global”, escreveu a diretora-geral do FMI, em seu perfil no X, nesta quarta-feira, 15.

O FMI melhorou a projeção para o desempenho da economia brasileira neste ano ao incluir em seus cálculos um pequeno efeito positivo da guerra no Oriente Médio, já que o país é exportador líquido de petróleo. O organismo espera que a economia brasileira cresça 1,9% em 2026, aumento de 0,3 ponto porcentual em relação à atualização feita em janeiro.

Apesar disso, o FMI demonstrou maior ceticismo em relação às contas públicas brasileiras. O organismo prevê a dívida pública brasileira no patamar de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027, no primeiro ano do próximo governo.

Se o FMI estiver certo, a dívida pública brasileira alcançará 100% do PIB antes mesmo da economia mundial como um todo. O Fundo espera que a dívida pública global alcance a 100% do PIB até 2029, um ano antes da previsão do organismo feita há um ano.

“Os esforços para fortalecer as finanças públicas são bem-vindos, e a continuidade das reformas aumentaria ainda mais a resiliência”, avaliou Geoergieva.

BBC anuncia corte de até 2 mil funcionários

 

A BBC anunciou, nesta quarta-feira (15), que irá cortar entre 1.800 e 2.000 postos de trabalho nos próximos dois anos, o que equivale a cerca de 10% do seu quadro de funcionários, na maior onda de demissões do grupo audiovisual em 15 anos.

A emissora havia anunciado, em fevereiro, a intenção de reduzir seus custos em 10%, sem revelar o impacto disso na instituição britânica, que atravessa um período complicado após a demissão de seu diretor-geral e o processo por difamação movido por Donald Trump pela divulgação de uma montagem enganosa sobre o presidente americano.

“Precisamos economizar 500 milhões de libras [cerca de 3,2 bilhões de reais] adicionais de nossos custos operacionais anuais totais de 5 bilhões de libras [cerca de 32,4 bilhões de reais] nos próximos dois anos, com a maior parte destas novas economias previstas para 2027/28”, anunciou a emissora em um comunicado.

“Inevitavelmente, estes planos também implicarão uma redução do número de empregos na BBC. Prevemos que o número total de postos de trabalho será reduzido entre 1.800 e 2.000”, acrescentou o grupo.

Estes cortes de postos são anunciados pouco antes da chegada do novo diretor-geral da BBC, Matt Brittin, ex-executivo do Google, que assumirá as suas funções em 18 de maio.

A BBC anunciou, em 12 de fevereiro, que queria reduzir seus custos em 10% como resposta a “importantes pressões financeiras”.

As dificuldades da renomada emissora britânica se agravaram porque menos pessoas optam por pagar a assinatura anual, obrigatória para todos os domicílios do Reino Unido que assistem a canais de televisão ao vivo.

“Como sabem, a BBC enfrenta grandes pressões financeiras, às quais devemos responder com rapidez. Em poucas palavras, a diferença entre nossos cortes e nossas receitas está aumentando”, destacou a emissora nesta quarta-feira em seu comunicado.

“A inflação na produção continua muito alta, nossas receitas de concessões e comerciais estão sob pressão e a economia mundial continua instável”, acrescentou.

– Assinaturas anuais –

A BBC depende, em grande parte, das assinaturas anuais, que atualmente são de 174,50 libras esterlinas (cerca de 1.200 reais).

A emissora arrecadou 3,8 bilhões de libras (cerca de 24,4 bilhões de reais) de mais de 23 milhões de assinaturas entre 2024 e 2025, mas 3,6 milhões de domicílios declararam não precisar delas, segundo um relatório recente de uma comissão parlamentar.

Durante o mesmo período, foram perdidas mais de 1,1 bilhão de libras (aproximadamente 7 bilhões de reais) em assinaturas.

A BBC também lida com as mudanças no consumo de mídia, como o streaming e os serviços sob demanda.

Os cortes ocorrem em um contexto de polêmicas por um caso vinculado ao presidente americano.

Trump acusa a BBC de ter divulgado uma montagem enganosa de um discurso seu de 6 de janeiro de 2021, no qual parece incitar explicitamente seus seguidores a atacar o Capitólio em Washington. Ele apresentou uma ação por difamação na Flórida e exigiu 10 bilhões de dólares (cerca de 50 bilhões de reais) da BBC.

Um juiz marcou a data do julgamento para fevereiro de 2027.

O caso provocou a demissão de seu diretor-geral, Tim Davie, e da chefe da BBC News, Deborah Turness.

Dona da Gucci registra melhora nas tendências de vendas, mas queda no resultado nominal

 

A Kering, empresa de artigos de luxo que reúne a Gucci e outras marcas de alto padrão, divulgou tendências de vendas melhores no início do ano, antes do lançamento de um novo plano destinado a dar novo impulso ao grupo. O gigante com sede em Paris informou na terça-feira, 14, que registrou receita de 3,57 bilhões de euros no primeiro trimestre, estável em base comparável e a taxas de câmbio constantes em relação ao mesmo período do ano passado.

Em termos nominais, a receita caiu 6% na comparação anual. Ambas as taxas mostraram melhora em relação ao quarto trimestre do ano passado.

O resultado veio em geral em linha com as projeções de analistas, de 3,59 bilhões de euros, segundo pesquisa da Visible Alpha.

A principal marca do grupo, a Gucci, registrou vendas trimestrais de 1,35 bilhão de euros. O valor foi 14% menor do que um ano antes em termos nominais, mas melhor do que a queda de 16% registrada no trimestre anterior.

Embora a empresa tenha apontado um ambiente geopolítico e macroeconômico incerto, seu objetivo permanece o de voltar a crescer e melhorar as margens.

A Kering planeja realizar um “capital markets day” na quinta-feira, 16,, quando deverá detalhar sua nova estratégia. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado