sexta-feira, 15 de maio de 2026

Soja tem previsão de novo recorde na série histórica

 

Em abril a região Sul apresentou recuo de 0,4% na produção de grãos 
 
 
Paraná e Rio Grande do Sul seguem entre os maiores produtores do país

 

 

A estimativa em abril da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2026 atingiu 348,7 milhões de toneladas, com previsão de novo recorde da série histórica para a produção da soja no ano. O resultado é 0,7% maior que o de 2025 (346,1 milhões de toneladas). Em relação a março do ano passado, houve aumento de 334.277 toneladas (0,1%). Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado hoje (14) pelo IBGE.

O arroz, o milho e a soja, que são os três principais produtos deste grupo, representaram 92,7% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, a soja teve um aumento de 4,8% na estimativa da produção (174,1 milhões de toneladas), seguida pelo sorgo, com 1,0%. As quedas foram no algodão herbáceo (em caroço) de -8,9%; no arroz em casca com -10,6%; no milho com -2,5%; no feijão de -4,6%; e no trigo de -6,8%. 

Já na área a ser colhida, houve aumentos de 1,2% na da soja; de 3,4% na do milho e de 8,5% no sorgo, ocorrendo declínios de 4,3% na do algodão herbáceo (em caroço); de 10,4% na do arroz em casca; e de 3,8% na do feijão. "O milho tem produção estimada em 138,2 milhões de toneladas, com queda de 2,5% em relação ao recorde do ano passado, ainda que as condições da segunda safra sejam boas e o resultado final dependa da colheita, podendo surpreender. Algumas culturas apresentam recuo, como feijão (2,9 milhões de toneladas), arroz e algodão, este último com estimativa de 9 milhões de toneladas, alta mensal de 3,4%, mas queda de 8,9% no ano, reflexo dos preços mais baixos e da redução de área plantada", comentou Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura da pesquisa.

A região que liderou o volume de produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi a Centro-Oeste com 174,5 milhões de toneladas (50,0%). Em seguida, Sul, com 92,1 milhões de toneladas (26,4%); Sudeste, com 30,6 milhões de toneladas (8,8%); Nordeste, com 29,9 milhões de toneladas (8,6%); e Norte, com 21,5 milhões de toneladas (6,2%). A região Sul liderou a estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas anual, com 6,8%. Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção as regiões Nordeste (2,1%) e a Sudeste (0,4%). A Centro-Oeste apresentou estabilidade (0,0%), enquanto a Norte (-0,4%) e a Sul (-0,4%) apresentaram declínios. O Mato Grosso segue como o maior produtor nacional de grãos entre as unidades da federação, com 30,9%, seguido pelo Paraná (13,5%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,5% do total.

 

 https://amanha.com.br/categoria/brasil/soja-tem-previsao-de-novo-recorde-na-serie-historica

Compromisso com a formação integral

 


No Colégio Anchieta, a alfabetização se sustenta na pedagogia inaciana, que convida a contextualizar, refletir, agir e avaliar — formando sujeitos críticos, conscientes e comprometidos com os demais

Consumo de drinks prontos em bares de SP cresce 34% e o de cerveja cai 6%, mostra Zig

 

Dados da plataforma Zig mostram avanço dos RTDs no primeiro trimestre, apesar de queda geral nos pedidos de bebidas

O consumo de drinks prontos enlatados ou RTDs (ready to drink, ou pronto para beber, em tradução livre) cresceu 34,5% no primeiro trimestre de 2026, em relação ao mesmo período de 2025. Por outro lado, o consumo de cerveja decaiu 6,2%, no mesmo período de referência. Essa mudança no comportamento do consumidor foi capturada pela plataforma de pagamentos Zig.

A comparação considerou 435 estabelecimentos no estado de São Paulo, entre bares, restaurantes e casas noturnas. Os dados apontam ainda uma queda de 5,7% no número de pedidos de bebidas alcoólicas, maior do que a redução de 2,7%.

Em números absolutos, os pedidos de RTDs cresceram de 166.853 unidades para 224.596, um crescimento de 57.743. Ao mesmo tempo, houve um recuo de 156.004 nos pedidos de cerveja, que saíram de 2.503.101 para 2.347.097.

Diretor de Growth e Marketing da Zig, Carlos Galdino aponta que a redução de pedidos está inserida em um contexto mais amplo. “É difícil apontar uma causa com certeza, porém nós sabemos que o país está batendo recordes de endividamento”, diz, acrescentando que o mercado de entretenimento é o primeiro a sofrer com cortes de gastos feitos pela população.

Apesar da variação percentual negativa, a cerveja segue a bebida alcoólica preferida em SP. Em seguida aparece o gim (330.050), a cachaça (271.125), os RTDs (224.596) e, por fim, a vodka (210.446).

Entre as cervejas, a Heineken segue a preferida, com 1,03 milhões de pedidos no 1º trimestre de 2026, seguida pela Brahma (428 Mil) e a Original (391 Mil).

O estudo não apresenta um ranking das RTDs. Alguns nomes populares no mercado do segmento incluem as marcas Skol Beats, da Ambev; Sminorf Ice, da Diageo; Amstel Vibes, da Heineken; e opções de negócios menores locais como os mineiros Xeque Mate e Mascate e o carioca Mate Shine.

As mudanças no mercado para além da cerveja

Pesquisa de 2025 do CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool) indicou que 64% dos brasileiros declararam não consumir álcool. O número representa um crescimento em relação aos 55% registrados dois anos antes.

“Essa mudança não é por acaso. A galera, principalmente os mais novos da Geração Z, está trocando a balada pesada pelo foco na saúde, no sono e na academia”, afirma o professor professor Flávio Bizarrias, da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).

“No fim das contas, a cerveja parou de ser a escolha automática em todo churrasco e passou a dividir espaço com a água, o suco e as versões zero.”

O professor aponta que, com os celulares sempre a postos para agravar, as “bebedeiras” perderam espaço em novas formas de socialização que priorizam autocontrole, além de cuidados com a saúde e com o corpo.

+O que a indústria da cerveja está fazendo para que ninguém ‘peça a saideira’

A geração Z é hoje a segunda que mais consome nos bares monitorados pelo estudo, com 34,1% dos pedidos. Em primeiro lugar aparecem os Millennials, com 48,2%. Geração X (15,5%) e Boomers (2,2%) completam o quadro.

O avanço dos RTDs

Já o fortalecimento dos drinks prontos aparece em um contexto de busca por maior praticidade e conveniência. Além disso, seu consumo foi impulsionado pela crise do metanol no ano passado, que levou parte do público a trocar os drinks preparados pela casa pelas opções prontas.

“É um movimento que já seria natural ao mercado, mas que foi muito acelerado porque RTDs era o que dava para consumir sem receio por toda a cadeia produtiva que ele tem”, explica Galdino.



quinta-feira, 14 de maio de 2026

BNDES, Finep e Embrapii somam R$ 10,5 bi em aprovações para projetos de IA

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) já aprovaram conjuntamente um apoio de R$ 10,5 bilhões para projetos de inteligência artificial (IA) entre janeiro de 2023 e fevereiro de 2026.

Quase metade desse volume foi aprovada pelo BNDES, cerca de R$ 5,1 bilhões, sendo R$ 4,1 bilhões em crédito e R$ 947 milhões em equity.

Tesouro Reserva é lançado para clientes do BB e deve ser ampliado para outros bancos

 Lançamento do Tesouro Reserva, na Arena B3. Foto: Dus Hamanaka/B3

O Tesouro Nacional, a B3 e o Banco do Brasil lançaram em conjunto nesta segunda-feira, 11, o Tesouro Reserva, novo título público do Tesouro Direto voltado para a reserva de emergência. Inicialmente, o investimento está disponível apenas para os mais de 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil.

“O título está restrito à plataforma do Banco do Brasil, que foi o parceiro que nos ajudou a desenvolver o produto. É uma nova plataforma, uma evolução do que nós temos, mas na prática ele é exatamente igual ao investimento dos outros títulos”, afirmou Daniel Leal, secretário do Tesouro Nacional.

De acordo com Leal, outros bancos e financeiras estão desenvolvendo suas próprias plataformas para oferecer o Tesouro Reserva aos seus clientes.

Ele não revelou, no entanto, o número de instituições e nem estabeleceu uma data para outros lançamentos.

“Nós sempre estamos em conversa com todos os parceiros do Tesouro Direto, todas as corretoras ou bancos, para que eles entrem na plataforma. Eles já demonstraram interesse, mas ainda têm que fazer a parte do desenvolvimento, então isso aí demora um tempinho”, afirmou Leal.

Funcionalidades inéditas

O Tesouro Reserva traz algumas funcionalidades inéditas buscando ampliar o acesso dos brasileiros ao mercado formal de investimentos.

Ele oferece rendimento 100% atrelado à taxa básica de juros (Selic), negociação 24 horas por dia e 7 dias por semana, valor mínimo de R$ 1,00 e sem marcação a mercado.

Dólar abaixo de R$ 5 é novo normal? Entenda o que esperar para o câmbio e fatores de risco

 

O dólar fechou a semana a R$ 4,89 e segue testando o suporte psicológico de R$ 5. O mercado aponta como fatores de risco, no entanto, o cenário eleitoral – tanto as eleições de meio de mandato dos EUA quanto as eleições presidenciais no Brasil – e o rumo da política de juros no Brasil.

O diferencial de juros entre o Brasil e os EUA é um dos principais fatores que ajudam a explicar o fluxo de dólares para o país e o câmbio atual. Embora o Brasil não tenha um motivo singular e específico para atrair capital estrangeiro, o cenário global aumentou o apetite ao risco dos investidores, canalizando aportes para mercados emergentes – e então funcionando como uma pressão baixista para a cotação do dólar.

Veja abaixo a trajetória do câmbio nos últimos meses:

Cotação do dólar nos últimos 12 meses mostra desaceleração contínua com baixa substancial entre abril e maio de 2026 – Gráfico: Reuters

O que explica o câmbio desvalorizado

O conflito no Oriente Médio se mostrou um catalisador positivo, dada a posição confortável do país como exportador líquido de petróleo. Embora o conflito em si ainda seja permeado por incertezas, o mercado já projeta impactos substanciais na balança comercial.

A exemplo disso, o BTG Pactual elevou a expectativa de superávit comercial para US$ 90 bilhões, ante US$ 75 bilhões da projeção anterior. Assim como a questão dos juros, é um fator que é mais causa do que consequência do câmbio desvalorizado.

Em abril, o Brasil já alcançou o maior volume de exportações da sua história, com US$ 34,148 bilhões, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O balanço da pasta mostra que o crescimento do superávit foi impulsionado por um incremento de 14,3% no valor exportado pelo Brasil, mais do que o dobro do crescimento de 6,2% no valor das importações.

Ou seja, o cenário se mantém positivo para o real ante o dólar, embora o médio prazo possa mostrar uma depreciação adicional ao longo do ano, especialmente à medida que o risco eleitoral e a volatilidade global se intensificarem.

Eleição no Brasil fará preço no dólar?

Isso, dado que o mercado enxerga as eleições domésticas como um fator de aumento de volatilidade, e não de preço. Os impactos na moeda vindos de Brasília só devem se formar em 2027, à medida que o próximo mandatário faça suas sinalizações acerca da política fiscal.

Até lá, as falas de Dario Durigan e Lula ou as sinalizações de Flávio Bolsonaro sobre seu eventual governo devem causar solavancos na moeda, mas não funcionar como um vetor direcional de preço.

“Devemos ter mais oscilação, porque no momento [o dólar] está bem comportado, desde o fim do ano passado varia em bandas bem estreitas, e isso vai alargar com as eleições, até mesmo os demais ativos como DI, bolsa. O Brasil não melhorou seus fundamentos nesses quatro anos de governo, e a parte fiscal segue bem preocupante. Fomos beneficiados pelo fluxo, com um gringo mais otimista com o Brasil até mesmo do que os alocadores locais”, comenta Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

“O discurso [do vencedor] após as eleições é mais importante do que as eleições em si”, completa, explicando que acenos em direção a um ajuste fiscal e sobre a pauta de indexações devem ser fatores positivos.

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno, vê um câmbio podendo encerrar em R$ 5,40 por conta da possível pressão altista causada pelas eleições. Entretanto, a casa projeta que a moeda se mantenha na faixa dos R$ 5 pelo segundo e terceiro trimestre deste ano.

“A nossa expectativa é de um cenário mais benigno para a taxa de câmbio no curto prazo. Teremos uma volatilidade extra por questões eleitorais e questões domésticas, por definições sobre a agenda econômica, questões fiscais, quem será vitorioso; será uma eleição muito apertada. Essa volatilidade extra deve levar o câmbio a ficar um pouco acima do que nós estamos enxergando hoje”, explica.

E se democratas vencerem eleições em Novembro?

Desde o liberation day o dólar perdeu força globalmente. A política comercial de Donald Trump fez o país perder protagonismo e, desde então, a moeda americana nunca se recompôs.

O DXY, índice que mensura a força do dólar contra uma cesta de moedas, operava na casa dos 110 ao fim de 2024, caindo para 98 ao longo do primeiro trimestre do ano seguinte, e para 96 nas semanas subsequentes. Desde então a cotação fica lateralizada, sem sinais de recuperação. Atualmente o DXY opera em 98.

Entretanto, um revés para Trump pode mudar parcialmente o cenário e mexer na dinâmica de preços. Em novembro os EUA terão eleições de meio de mandato e há chances de uma vitória relevante dos democratas – o que implicaria em uma limitação imediata das ações de Trump, que passaria a governar sem uma base ampla no parlamento.

“O Trump minou diversos alicerces do dólar dos EUA, tanto com políticas de tarifas quanto com a sua política externa; vimos o que aconteceu com a Groenlândia, o Canadá, as críticas a outros países membros da Otan. Com isso, vimos a fraqueza do dólar não só vindo das políticas comerciais, mas de um desalinhamento de um modo geral”, comenta Shahini, da Nomad.

“Se tivermos umas midterms com vitória democrata, a governabilidade do Trump fica bastante comprometida. Ficará muito mais difícil governar o país, e esse espaço para ações unilaterais se torna bem limitado, e então podemos ver algum fortalecimento do dólar”, completa o especialista.

- Gráfico: Race to the WH
Com modelo data-driven que roda 10.000 simulações da eleição a cada atualização, projeção da Race to the WH leva em conta histórico eleitoral de cada distrito, pesquisas, arrecadação e outros dados; informações são atualizadas diariamente – Gráfico: Race to the WH

Fluxo cambial segue no radar

Como fator benéfico para o real ante o dólar, o fluxo de capital segue sendo um catalisador positivo, e o mercado ainda enxerga espaço para que esse cenário se perpetue ao longo dos próximos meses.

Um relatório do BTG Pactual que reúne dados registrados pelo Banco Central (BC) mostra que na quarta semana de abril (20–24) houve uma entrada líquida de US$ 9,2 bilhões, sendo US$ 7,7 bilhões pela conta financeira e US$ 1,5 bilhão pelo segmento comercial.

Segundo o próprio BTG, trata-se do maior ingresso semanal de dólares (financeiro + comercial) já registrado no país.

“O segmento financeiro surpreendeu positivamente, mais do que compensando todas as saídas de dólares observadas no início do mês”, dizem os especialistas do BTG.

– Gráfico: BTG Pactual

O investidor estrangeiro também atingiu um patamar histórico de participação na bolsa brasileira, representando 61,2% dos negócios totais da B3 no acumulado de 2026 até 16 de abril, sendo a primeira vez que esse percentual supera 60%.

Em termos de volume financeiro, foram R$ 26,4 bilhões injetados em janeiro, R$ 15,3 bilhões em fevereiro e R$ 11,9 bilhões em março – sendo que só o mês de janeiro superou todo o fluxo estrangeiro de 2025.

No total, até 15 de abril, o estrangeiro alocou R$ 67,7 bilhões na bolsa, e o volume diário de negócios saltou 51% ante o ano anterior.

O que esperar?

Segundo o último boletim Focus do Banco Central, a previsão do mercado para a cotação do dólar está em R$ 5,25 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.

A visão é de que o dólar permaneça pressionado por fundamentos estruturais, mas ainda sem tendência definida de curto prazo.

O Itaú projeta um dólar a R$ 5,15 ao final deste ano, em uma revisão de cenário que fora atualizada com uma resolução do conflito Irã/EUA/Israel para o fim de maio (antes era fim de abril), o que implica prêmio geopolítico persistente e petróleo em US$ 85 por barril como média para este ano (ante US$ 75 anteriormente).

A visão da casa é que o bloqueio do Estreito de Ormuz pelos EUA como instrumento de pressão econômica sobre o Irã é o principal mecanismo de transmissão para os preços de energia globais.

Assim, o time de pesquisa macroeconômica do banco espera um crescimento de 2,5% do PIB no primeiro trimestre e vê o mercado de trabalho fazendo um piso, com o desemprego recuando de 4,4% em fevereiro para 4,3% em março.

“O equilíbrio atual é instável e o caminho para normalização do fluxo de navios no Oriente Médio é tortuoso, implicando em preços de petróleo mais elevados”, diz o Itaú.

Sobre política monetária, de olho em um núcleo do PCE estimado em 3,2% ao ano para março, o Itaú não enxerga cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) neste ano. Aliás, a casa ainda destaca que a confirmação do nome de Kevin Warsh como novo presidente do Fed não deve alterar a função de reação do BC americano.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

BNDES aprova R$ 49,8 milhões para Agrária aumentar capacidade de produção de malte no PR

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou ter aprovado um financiamento de R$ 49,8 milhões para a cooperativa agroindustrial Agrária. Os recursos serão destinados a um projeto para aumentar em cerca de 25% a capacidade de produção de malte, atualmente em 360 mil toneladas por ano, na unidade de Guarapuava, no Paraná.

O crédito tem como origem o Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) e o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA).

“O projeto apoiado pelo BNDES vai aumentar a eficiência e reduzir as perdas do processo de produção de malte, além de contribuir com a melhoria na pureza dos grãos. Uma agroindústria mais eficiente e competitiva é o objetivo da política industrial do governo do presidente Lula e vai trazer impactos positivos para a economia local, como acontecerá em Guarapuava”, declarou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota distribuída à imprensa.

O apoio de R$ 38,9 milhões via Prodecoop será destinado à implantação de uma torre de maceração e germinação de cevada com capacidade de produzir até 80 mil toneladas de malte por ano, construída com estruturas pré-fabricadas e metálicas, “incentivando a cadeia de bens de capital e de serviço nacional”, informou o banco de fomento.

Os demais R$ 10,9 milhões, via PCA, apoiarão a modernização do processo de armazenagem da maltaria, com a implantação de um novo sistema de transferência de cevada e de trigo.

“Haverá uma correia transportadora com um volume de processamento de 1,5 mil toneladas por dia que irá alimentar a nova torre de maceração, promovendo um aumento de receita anual estimada pela Agrária em R$ 350 milhões. Serão instaladas também máquinas de limpeza e sistema de despoeiramento, melhorando a qualidade e a pureza dos grãos”, enumerou o BNDES.

A implantação do projeto tem duração prevista de dois anos. Segundo o BNDES, a maltaria da Agrária atende cerca de 30% do mercado brasileiro de cerveja.