quinta-feira, 9 de março de 2023

Eneva planeja investir R$ 11 bi até 2030 com foco em gás e geração termelétrica

Eneva mira leilões de energia e desinvestimentos da Petrobras em 2021 -  Época Negócios | Empresa

 

 

A empresa de gás e geração de energia elétrica Eneva planeja investir R$ 11 bilhões até 2030 nos atuais e novos negócios. O anúncio foi feito na quarta-feira, 8, durante o Eneva Day, evento fechado a investidores. Entre os objetivos, informou a empresa, estão diversificar ainda mais o portfólio, ampliar o acesso ao mercado livre de energia e gás natural, e expandir a geração de suas usinas térmicas e de energia renovável (solar e eólica onshore).

Ao mesmo tempo, a empresa seguirá trabalhando nos próximos anos para reduzir a dependência das receitas advindas dos despachos de energia comandados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o que significa ampliar as receitas fixas. Essas receitas estão atreladas a ativos que ficam a disposição para garantir segurança energética ao País, sem necessariamente serem utilizados

A previsão, com aquisições e novos projetos, é de uma receita fixa bruta contratada de R$ 10,3 bilhões em 2027, três vezes maior que a de R$ 3,9 bilhões, registrada em 2022.

Metas

No dia dedicado ao investidor, a empresa anunciou metas estratégicas. A primeira delas é estender o ciclo de vida dos ativos da companhia e replicar do Maranhão para outras regiões o modelo de negócios reservoir-to-wire (R2W), em que a produção de gás é contígua às termelétricas.

Em seguida, a Eneva mira maximizar reservas e prover soluções integradas aos clientes da região Norte do país, uma expansão do projeto Azulão, cujo gás é liquefeito para alimentar o sistema isolado de Roraima. Já no Nordeste, onde a empresa consolidou presença com a compra de duas termelétricas (Termofortaleza e Celse), a ideia é desenvolver hubs de gás, que podem chegar até o Norte.

Outro objetivo é desenvolver novos modelos de negócios, como a oferta individual de gás e geração de energia para grandes clientes, a exemplo de Vale e Suzano, que fecharam com a companhia em 2022. Por fim, a Eneva planeja ampliar o portfólio em renováveis e promover tecnologias de baixo carbono, nos quais frente em que planeja investir R$ 500 milhões até 2030.

Alavancagem

Em paralelo à consolidação e destinação das recentes aquisições e desenvolvimento de projetos, a Eneva pontua que vai trabalhar para reduzir a alavancagem e abrir espaço no balanço a fim de empreender “novas janelas de crescimento”, o que pode vir por meio de sociedades com outros agentes do setor.

No Eneva Day, a empresa destacou os avanços obtidos em 2022: ampliou a capacidade contratada para 6,3 GW (+4,1 GW) nos últimos cinco anos. Já a reserva de gás provada e provável (2P) chegou a 47,5 bilhões de m? avançou (+28,7 bilhões de m?) no mesmo intervalo de tempo.


Mercadante garante que BNDES não será omisso no caso Americanas


Mercadante garante que BNDES não será omisso no caso Americanas

Novo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante


RIO DE JANEIRO (Reuters) – O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, garantiu nesta quinta-feira que a instituição “jamais” será omissa no caso Americanas, e disse que já conversou com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) sobre a crise na varejista.

Mercadante acrescentou que está discutindo um conjunto de medidas para enfrentar aversão ao risco e problemas de crédito, e disse que é preciso fortalecer o varejo e a economia do país como um todo.

“Fomos incluídos na Febraban e estamos discutindo um conjunto de medidas para enfrentar um pouco essa aversão ao risco e alguns problemas localizados de crédito. E fortalecer o varejo e a economia de forma geral”, disse Mercadante em evento no Rio de Janeiro.

Questionado, ele acrescentou que o BNDES “jamais” seria passivo ou omisso no caso Americanas, que pediu recuperação judicial após revelação de um rombo contábil.

Em fevereiro, Mercadante disse que o BNDES não colocaria dinheiro na Americanas, mas que poderia oferecer crédito aos fornecedores da varejista. Na ocasião, ele citou potenciais conversas com a Febraban e o Ministério da Fazenda.(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Texto de André Romani; Edição de Pedro Fonseca)

 

 Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Texto de André Romani; Edição de Pedro Fonseca)

Investimento de R$ 20 milhões: Novelis inaugura centro de tecnologia em SJC

 


Investimento de R$ 20 milhões: Novelis inaugura centro de tecnologia em SJC
(Foto: Reprodução/PMSJC) 20 milhões 20 milhões 20 milhões 20 milhões

A Novelis, líder na produção de alumínio plano laminado e a maior recicladora do metal do mundo, inaugurou nesta quarta-feira (8), em São José dos Campos, um centro de soluções ao cliente, com investimento de cerca de R$ 20 milhões. 

A unidade funcionará no condomínio Century Industrial, no bairro Chácaras Reunidas, em uma área de 3 mil metros quadrados ─ divididos entre escritórios, salas de reunião e treinamento, além de modernos laboratórios.

O centro inaugurado na cidade é o primeiro da Novelis na América do Sul. Segundo a empresa, a unidade será um polo de inovação com foco no desenvolvimento de soluções que visam o fortalecimento das estratégias de sustentabilidade.

De acordo com o presidente da Novelis na região, Francisco Pires, a escolha por São José deu-se em função de fatores como a excelente infraestrutura, o reconhecimento como polo de inovação e a localização geográfica favorável para atendimento aos clientes.

Além de autoridades municipais, a inauguração teve a presença de líderes globais da Novelis, como o vice-presidente sênior e diretor de tecnologia, Philippe Meyer, da cônsul geral da Índia no Brasil, Manisha Swami, e de Marilia Garcez, representante da Invest SP, agência de promoção de investimentos do Governo do Estado.

Suporte

No centro de soluções ao cliente, as empresas do setor poderão contar com suporte no design de novas latas de alumínio​, redução de pegada de carbono, desenvolvimento de ferramental, avaliação técnica de revestimentos​, apoio às unidades fabris para monitoramento de processos e análises técnicas laboratoriais, entre outros serviços.

Multinacional

Parte do Grupo Aditya Birla, um conglomerado multinacional sediado em Mumbai, na Índia, a Novelis opera em nove países, com aproximadamente 15 mil profissionais e receita de US$ 12,2 bilhões referente ao ano fiscal de 2021. A empresa fornece chapas e folhas de alumínio premium para os mercados de transporte, embalagens, construção civil e eletrônicos na América do Norte e do Sul, Europa e Ásia.

No Brasil, a companhia possui atividades de laminação de alumínio em Pindamonhangaba e Santo André. A operação local envolve cerca de 1.600 profissionais.

Em 2021, a Novelis finalizou investimentos de R$ 750 milhões para ampliar a capacidade de produção de chapas de alumínio para 680 mil toneladas ano e a de reciclagem para 490 mil toneladas/ano. A empresa mantém 14 centros de coleta de sucata espalhados pelo país.

*informações, PMSJC

terça-feira, 7 de março de 2023

Santander Brasil acerta venda de 40% da Webmotors à Carsales por R$1,24 bi

 


Santander Brasil acerta venda de 40% da Webmotors à Carsales por R$1,24 bi

Logo do Santander no Rio de Janeiro


Por Fabrício de Castro e André Romani

SÃO PAULO (Reuters) – O Santander Brasil informou nesta terça-feira que fechou acordo para vender 40% de participação no capital da Webmotors para a Carsales, por 1,24 bilhão de reais, ou aproximadamente 353 milhões de dólares australianos.

Com a participação adicional adquirida pela Carsales, a empresa passará a deter 70% da Webmotors, marketplace digital de automóveis com atuação no Brasil. O Santander Brasil fica com 30%, além da exclusividade comercial.

A operação, conforme o Santander Brasil, será acompanhada por um aumento de capital de 500 milhões de dólares australianos na Carsales.

Na prática, o Santander continuará a ser, conforme nota distribuída pelo banco, parceiro nas operações de crédito, seguros e soluções financeiras para transações feitas na plataforma.

“Nós acreditamos que o novo formato do acordo nos permitirá ampliar ainda mais o volume de financiamento de carros realizados pelo portal e nos dará acesso a inovações tecnológicas que certamente resultarão desta parceria”, disse Angel Santodomingo, CFO do Santander Brasil, em nota.

“Ao mesmo tempo, potencializará ainda mais o desenvolvimento da Webmotors em todas as suas ofertas e gestão, devido à sua proximidade com uma companhia que é o melhor parceiro internacional que poderíamos ter neste segmento.”

Conforme o Santander, a Webmotors gerou 353 milhões de reais em receitas e 145 milhões de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) nos 12 meses até dezembro de 2022.

A Carsales é um marketplace com atuação em países como Austrália, Estados Unidos e Coreia do Sul, além da América Latina.


Americanas eleva proposta a credores com aporte de R$10 bi, mas não chega a acordo


Americanas eleva proposta a credores com aporte de R$10 bi, mas não chega a acordo

Unidade das Lojas Americanas, em Brasília


Por Andre Romani

SÃO PAULO (Reuters) – A Americanas apresentou uma nova proposta a credores financeiros, agora com um aporte maior em dinheiro por seus acionistas de referência, da ordem de 10 bilhões de reais, mas não houve acordo até o momento, informou a varejista nesta terça-feira.

Em meados de fevereiro, a Americanas propôs uma injeção de capital em dinheiro de 7 bilhões de reais com suporte dos acionistas Jorge Paulo Lemann, Carlos Sicupira e Marcel Telles. A oferta, na ocasião, também foi rejeitada.

A Americanas disse nesta terça-feira que foram realizadas novas reuniões com credores financeiros nos últimos dois dias.

Ambos os valores propostos pela empresa incluem financiamento de 2 bilhões de reais já aportado.

Além do aumento de capital, a proposta de fevereiro ainda incluía a conversão de dívidas financeiras de cerca de 18 bilhões de reais, parte em capital e parte em dívida subordinada, e, adicionalmente, uma recompra de dívida de 12 bilhões de reais.

A Americanas indicou no fato relevante desta terça-feira que esses termos foram mantidos, à medida que disse que a nova oferta teve “estrutura similar” à anterior.

A Americanas negocia com credores uma saída financeira, após entrar em recuperação judicial com dívidas que superam os 40 bilhões de reais, na esteira da revelação de um rombo contábil de cerca de 20 bilhões de reais no início deste ano.

 

CGU abre investigação preliminar sobre entrada de joias doadas a governo Bolsonaro


Órgão explicou que iniciativa se dá porque há autoridades supostamente envolvidas no caso, assim como servidores públicos federais


technip CGU
Crédito: Ascom/MTFC

A Controladoria-Geral da União (CGU) informou nesta terça-feira (7/3) que decidiu abrir uma Investigação Preliminar Sumária (IPS) para coletar elementos e analisar fatos recentemente divulgados pela imprensa sobre os presentes que teriam sido doados pelo governo da Arábia Saudita à família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A IPS é procedimento investigativo de caráter preparatório e não punitivo.

O órgão explicou que a iniciativa se dá porque há autoridades supostamente envolvidas no caso, assim como servidores públicos de mais de um órgão federal. A CGU chama atenção para a complexidade da apuração e diz que a medida tem amparo no art. 4º, inciso VIII, do Decreto nº 5.480/2005 (que dispõe sobre o Sistema de Correição do Poder Executivo Federal).

O que é IPS

Procedimento investigativo de caráter preparatório e não punitivo, a IPS pode resultar em três pontos: arquivamento (em caso de ausência de indícios do cometimento de infração administrativa pelo servidor público federal);
a instauração de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), para responsabilização dos servidores possivelmente envolvidos; ou a celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), caso se entenda que a infração tem menor potencial ofensivo.

Informações e documentos produzidos no curso da investigação são de acesso restrito até o arquivamento do processo ou a publicação do TAC ou do julgamento do PAD decorrente da Investigação Preliminar Sumária. É o que consta, ressaltou a CGU nos termos da Lei de Acesso à Informação e de sua regulamentação.

Entenda o caso das joias

A Receita Federal reteve joias avaliadas em R$ 16,5 milhões que estavam na mochila de um assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, quando ele desembarcou no Aeroporto de Guarulhos, vindo da Arábia Saudita, em 26 de outubro de 2021. O caso foi revelado pelo jornal “O Estado de S.Paulo”. No conjunto de peças valiosas, havia colar, um par de brincos, anel e relógio. O veículo mostrou ainda que houve ao menos oito tentativas, envolvendo três ministérios que foram acionados, para tentar reaver as joias apreendidas.

Ao jornal “Folha de S.Paulo”, Bento Albuquerque disse que as joias seriam presentes do governo saudita a Jair Bolsonaro e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e que iriam compor o acervo histórico da Presidência. À reportagem, o ex-ministro afirmou ser praxe a troca de presentes em eventos internacionais, mas que Bolsonaro e Michelle não compareceram, e a comitiva trouxe as caixas dadas como presente pelo governo saudita.

No Instagram, a ex-primeira-dama negou ser a destinatária do presente: “Quer dizer que ‘eu tenho tudo isso’ e não estava sabendo? Meu Deus! Vocês vão longe mesmo hein?! Estou rindo da falta de cabimento dessa impressa [sic] vexatória”.

 

 https://www.jota.info/executivo/cgu-abre-investigacao-preliminar-sobre-entrada-de-joias-doadas-pela-arabia-saudita-07032023?utm_campaign=jota_info__ultimas_noticias__destaques__07032023&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

 

GM interrompe demissões em São José dos Campos, diz sindicato

General Motors mostra nova logo e terá 30 novos carros ...

 

 

A General Motors (GM) interrompeu as demissões na fábrica de São José dos Campos, no interior paulista, após protesto dos trabalhadores, que cruzaram os braços por uma hora e meia na entrada do turno da manhã. Segundo comunicado do sindicato dos metalúrgicos da região, a montadora se comprometeu a não demitir até o dia 19 de abril, quando uma nova reunião entre as partes será realizada.

O acordo foi fechado após três horas de negociações entre a GM e o sindicato.

A empresa prometeu também avaliar o cancelamento das demissões de 30 funcionários, conforme número atualizado, anunciadas desde a sexta-feira, 3.

O sindicato diz que as demissões foram feitas sem negociação prévia. Na reunião desta terça-feira, os representantes da montadora justificaram os cortes à necessidade de readequar a produção da fábrica, onde são montados os modelos S10 e Trailblazer.

Além das demissões, a GM vai dar férias coletivas na fábrica entre 27 de março e 13 de abril, período no qual a produção dos veículos estará suspensa. 

Em São José dos Campos, onde também produz motores e transmissões, a GM emprega aproximadamente 4 mil funcionários.

Procurada, a montadora não se manifestou até o fechamento deste texto sobre os ajustes na fábrica do interior paulista.