sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

BC da Índia corta juro básico para 5,25% para impulsionar economia

 Central bank india: 1,5 mil imagens, fotos e ilustrações stock livres de  direitos | Shutterstock

O banco central da Índia cortou sua taxa básica de juros, interrompendo uma sequência de duas reuniões sem mudanças, uma vez que a inflação em queda criou espaço para dar mais apoio à economia contra riscos tarifários. O Banco da Reserva da Índia (RBI, pela sigla em inglês) votou unanimemente nesta sexta-feira, 5, pela redução de sua taxa de recompra em 25 pontos-base, de 5,50% para 5,25%. O RBI também decidiu manter sua postura de política monetária neutra.

“O equilíbrio entre crescimento e inflação, especialmente a perspectiva benigna de inflação tanto no índice geral quanto no núcleo, continua a fornecer espaço para apoiar o impulso de crescimento”, disse o presidente do RBI, Sanjay Malhotra.

A maioria dos economistas consultados pelo The Wall Street Journal esperava que o RBI retomasse o afrouxamento, apesar de a economia da Índia ter superado as expectativas no último trimestre.

Isso se deve em grande parte ao fato de que, enquanto muitos países fecharam acordos comerciais com o governo Trump, a Índia ainda não conseguiu chegar a um acerto com os EUA. Trata-se de uma situação que coloca a terceira maior economia da Ásia em desvantagem, visto que seus exportadores enfrentam pesadas tarifas de 50% – bem acima das impostas a outros países.

“O crescimento, embora permaneça resiliente, deve suavizar um pouco”, disse Malhotra.

“As incertezas externas continuam a representar riscos de queda para a perspectiva, ao passo que a conclusão rápida de várias negociações comerciais e de investimento em andamento apresenta potencial de alta”, afirmou Malhotra. As exportações de serviços provavelmente permanecerão fortes, mas as exportações de mercadorias enfrentam alguns obstáculos, acrescentou.

No âmbito doméstico, o RBI espera que fatores como a inflação benigna e o impacto contínuo da racionalização do imposto sobre bens e serviços apoiem a atividade econômica.

O RBI elevou sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto real para este ano fiscal, que termina em março, para 7,3%, de 6,8% anteriormente. Também reduziu sua previsão de inflação ao consumidor para o ano, de 2,6% para 2%.

Se o impacto das tarifas dos EUA prejudicar o crescimento de forma significativa, o RBI poderá ser obrigado a agir novamente, segundo analistas.

A rupia, que tem atingido novas mínimas em relação ao dólar em parte devido a preocupações tarifárias, operava em 89,87 por dólar logo após a decisão. Nesta semana, a rupia cruzou o nível psicologicamente importante de 90 por dólar.

O RBI anunciou também que comprará títulos no valor de 1 trilhão de rupias, o equivalente a US$ 11,13 bilhões, e realizará uma operação de swap de três anos, no valor de US$ 5 bilhões, este mês para injetar liquidez duradoura no sistema.

O RBI poderá voltar a cortar o juro básico em 25 pontos-base em fevereiro, visto que a inflação deve permanecer contida e o crescimento deve esfriar no curto prazo à medida em meio aos efeitos das tarifas dos EUA, avalia a Capital Economics.

“Embora a inflação deva subir ao longo do próximo ano, à medida que os efeitos de base se tornem menos favoráveis, achamos que um retorno à meta é improvável antes do final de 2026, a menos que ocorra um choque de oferta agrícola”, diz a consultoria britânica, em nota a clientes. Fonte: Dow Jones Newswires.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Com compra da Warner, Netflix leva ‘DC Comics’, ‘Harry Potter’ e outras franquias; veja lista

 

Caso se concretize o processo de compra da Warner Bros Discovery pela Netflix, a gigante do streaming se tornará um dos maiores conglomerados de mídia do mundo. Com mais de 100 anos de história, a Warner reúne canais de televisão, estúdios de cinema, plataformas de streaming, e algumas das franquias mais bem sucedidas nas telonas atualmente.

Com um grande número de franquias em seu portfólio, a empresa fatura ainda com vídeo games e licenciamentos, para além de desdobrar personagens famosos em múltiplas séries e filmes. Confira a seguir alguns dos títulos e produções mais famosas do estúdio.

DC Comics

Uma das primeiras e mais bem-sucedidas fusões da Warner ocorreu em 1969, com a DC Comics, editora de quadrinhos responsável por equipes de super-heróis como a Liga da Justiça, Esquadrão Suicida e Watchmen, entre outros.

Nos últimos anos, a empresa intensificou os lançamentos de filmes relacionados ao universo da DC, alcançando grande sucesso com títulos como Coringa (2019), Aquaman (2018) e a trilogia de Batman dirigida por Christopher Nolan.

Harry Potter

Foi a Warner Bros quem levou ao cinema a série de livros sobre o Hogwarts, e produziu desdobramentos com a série de filmes “Animais Fantásticos e Onde Habitam”. Atualmente, a empresa trabalha na criação de uma série que seria transmitida pela plataforma HBO.

Looney Tunes e desenhos clássicos

A turma de Pernalonga — com personagens como Patolino, Frajolae Piu Piu, Papa Léguas e Coiote, entre outros — surgiu de uma série de curta-metragens produzida pela Warner Bros entre os anos de 1930 e 1969. A franquia até hoe apresenta frequentes lançamentos de séries para televisão, filmes e vídeo games.

Outras produções da Warner incluem Tom e Jerry, a turma do Scooby-Doo e as séries animadas com personagens de Lego.

Filmes clássicos

Outra aquisição de peso incluída na Warner Bros são clássicos do cinema de diferentes décadas, como Casablanca (1942), Juventude Transviada (1955), 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968), O Exorcista (1973), Amadeus (1984), Um Sonho de Liberdade (1994), A Origem (2010) e Barbie (2023).

Ao todo, a empresa venceu mais de 100 Oscars. Em 2025, ela fez história ao se tornar o primeiro estúdio com sete filmes consecutivos a estrear com bilheterias superiores a US$ 40 milhões nos Estados Unidos.

Séries da HBO também são da Warner

Para além dos sucessos no cinema, a Warner é proprietária dos canais HBO e de todas as suas produções originais, que incluem algumas das séries mais bem sucedidas da história como os clássicos The Sopranos, Sex And The City, Friends, e sucessos mais recentes como Game of Thrones, White Lotus, Euphoria e Succession.

Dólar cai nos primeiros negócios da manhã por aposta em corte de juros nos EUA

 

O dólar operava na primeira hora da manhã desta sexta-feira, 5, em leve baixa no mercado à vista e ampliava perdas de 0,91% acumuladas nas últimas três sessões, pressionado pela expectativa de novo corte de 25 pontos-base dos juros nos Estados Unidos na próxima semana, o que também fortalece outras divisas emergentes, além do real. Na abertura dos negócios, a moeda norte-americana apresentou queda de 0,19%, a R$ 5,3005.

Com a agenda interna vazia, os investidores aguardam, nos EUA, o índice de preços de gastos com consumo pessoal, o PCE, a medida de inflação preferida do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), mesmo atrasado pelo shutdown, que será divulgado às 12h. O dado poderá reforçar a expectativa de flexibilização monetária pelo Federal Reserve.

No Brasil, o índice de preços ao produtor (IPP) caiu 0,48% em outubro, após recuo de 0,24% em setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) trouxe variação positiva de 0,01% em novembro, após queda de 0,03% em outubro, e ficou abaixo do piso do intervalo das projeções, que iam de 0,09% a 0,49%.

O Ministério de Minas e Energia propôs cortar 33% do orçamento do Programa Luz Para Todos em 2026, reduzindo-o para R$ 2,63 bilhões. A proposta fica em consulta pública até 22 de dezembro.

No exterior, a China divulgou hoje dois comunicados oficiais que reforçam o estreitamento da cooperação com a França nos campos de energia nuclear, agricultura e alimentos, divulgados durante a visita de Estado do presidente francês, Emmanuel Macron, ao país.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que a Rússia seguirá fornecendo petróleo à Índia sem interrupções, apesar das sanções dos EUA.

Itaú ganha R$ 162 bi em valor de mercado no ano e deixa Petrobras para trás na bolsa brasileira

 

Refletindo a performance dos últimos pregões, o Itaú firmou seu lugar no posto de empresa com maior valor de mercado na bolsa de valores brasileira, a B3, deixando a Petrobras para trás, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria.

No fim de novembro, o banco apareceu no fechamento do dia 28 com R$ 426,9 bilhões, cifra que ultrapassou os R$ 421,5 bilhões da petroleira. A partir daí, a distância se manteve e acabou aumentando nos dias seguintes.

Em 4 de dezembro, o Itaú já somava R$ 443,1 bilhões. A estatal do setor de energia, no mesmo dia, estava em R$ 432,9 bilhões, o que abriu uma diferença de R$ 10,1 bilhões e firmou o banco na primeira colocação.

 

Itaú; valor de mercado

 

O avanço não surgiu de um único salto. Em 2025, houve duas sequências de pregões em que o banco ficou à frente: entre 29 de outubro e 4 de novembro, e entre 28 de novembro e 4 de dezembro. Esse segundo intervalo marcou o momento em que a mudança ganhou força.

Os números acumulados mostram caminhos distintos entre as duas companhias. A Petrobras registrou perda de R$ 57,4 bilhões até 4 de dezembro, impacto de oscilações do setor e de fatores ligados ao ambiente econômico e político. Já o Itaú adicionou R$ 161,9 bilhões ao seu valor, apoiado no desempenho consistente de suas operações.

A Elos Ayta Consultoria observa que o comportamento dos investidores ajuda a entender essa virada.

“A dinâmica capturada no gráfico mostra que o banco se beneficia de um fluxo crescente de capital em direção aos setores associados a maior resiliência, consistência de resultado e menor dependência de fatores exógenos, como commodities e regulações. Em momentos de incerteza, o mercado tende a reprecificar ativos com maior estabilidade de geração de caixa, o que ajuda a explicar o avanço do setor financeiro e, de forma emblemática, do Itaú Unibanco”, diz a casa.

União Europeia aprova novo adiamento de lei antidesmatamento

 

Em meio à pressão da indústria e de parceiros comerciais, lei que barra venda no bloco de produtos oriundos de áreas desmatadas só deverá entrar em vigor no final de 2026 – dois anos depois do previsto.A presidência do Conselho da União Europeia (UE) e representantes do Parlamento Europeu chegaram nesta quinta-feira (05/12) a um acordo político provisório para revisar e adiar novamente a entrada em vigor da lei contra o desmatamento , que proíbe a venda no bloco europeu de produtos cultivados em áreas que foram devastadas depois de dezembro de 2020.

O objetivo é simplificar a implementação das regras existentes e adiar sua aplicação para permitir que operadores, comerciantes e autoridades se preparem adequadamente, disseram em comunicado. O novo adiamento prevê que a lei só entre em vigor no final de 2026. Para micro e pequenas empresas, a regra só será aplicada em meados de 2027.

Além disso, serão introduzidas medidas adicionais de simplificação, com foco na redução da burocracia. Pelo acordo, apenas as empresas que colocarem um produto no mercado da UE pela primeira vez serão obrigadas a apresentar uma declaração de diligência. Varejistas e empresas situadas mais abaixo na cadeia de suprimentos ficam isentos dessa obrigação.

Micro e pequenas empresas apresentarão ainda apenas uma declaração simplificada única e receberão um identificador de declaração, que será suficiente para fins de rastreabilidade.

O novo adiamento ocorre após pressão do setor industrial e de parceiros comerciais da UE. Anteriormente, a lei foi criticada pelos Estados Unidos, Brasil e Indonésia.

A lei da União Europeia para cadeias de suprimentos livres de desmatamento proíbe a venda de produtos cultivados em áreas que foram desmatadas depois de dezembro de 2020. As regulamentações afetam carne bovina, couro, cacau, café , óleo de palma, soja, madeira e borracha, incluindo derivados como chocolate e móveis.

Ela estava originalmente programada para entrar em vigor em 30 de novembro de 2024 e, pouco antes disso, já havia sido adiada em um ano.

Reações

A lei visa acabar com os 10% do desmatamento global alimentado pelo consumo de produtos importados pela UE, mas é uma parte muito contestada da agenda verde europeia.

A eurodeputada alemão Anna Cavazzini, do Partido Verde, estima que o novo adiamento levará à destruição de centenas de milhares de hectares adicionais de floresta. Ela destaca que a Amazônia está à beira de um ponto de não retorno e que as crises climática e de biodiversidade continuam se intensificando.

Já o eurodeputado alemão Markus Ferber, do conservador Grupo do Partido Popular Europeu, aprovou a mudança e disse que a lei em sua forma original era um “monstro burocrático”.

O acordo alcançado nesta quinta também tirou do escopo da lei determinados produtos impressos, como livros e jornais, afirmando que há um risco limitado de desmatamento associado a esses itens. Essa alteração beneficia, principalmente, indústria de papel e celulose dos EUA.

A mudança ainda precisa ser aprovada formalmente pelo Parlamento Europeu e pelos Estados-membros da UE.

O que diz a lei

O objetivo da regulamentação é combater o desmatamento dentro da União Europeia e também em outras regiões do planeta. De acordo com a legislação, produtos só podem ser vendidos na UE se nenhuma floresta tiver sido desmatada para sua produção após dezembro de 2020. A lei foi elaborada e negociada em 2023.

Empresas que queiram vender seus produtos na UE – incluindo soja, carne bovina e óleo de palma – terão que comprovar que eles não provêm de terras recentemente desmatadas. Para isso deverão usar dados de geolocalização nos países produtores, combinados com fotos de satélite, e transmitir essas informações a Bruxelas.

Muitas empresas e também governos da UE criticaram tanto as exigências como os custos para cumprir com as regras de rastreabilidade. Diversos setores econômicos, incluindo o alimentício e as editoras de jornais, também criticaram a proposta de lei pela falta de tempo para se preparar. Vários países-membros da UE pressionaram pela revisão ou adiamento da legislação, incluindo Itália, Áustria e Alemanha.

Pressão de parceiros comerciais

No ano passado, em meio à pressão de parceiros comerciais como o Brasil, a Indonésia, os Estados Unidos, a Austrália, a Nova Zelândia e o Canadá, a Comissão Europeia já havia concordado com uma extensão inicial de pouco mais de um ano, até o fim de dezembro de 2025, para que as regulamentações começassem a ser aplicadas a grandes empresas, e até junho de 2026 para pequenas empresas.

Os países-membros e o Parlamento Europeu aceitaram essa primeira extensão, que foi amplamente criticada pela esquerda e por ambientalistas. O regulamento também foi criticado pelos Estados Unidos , que fechou um acordo comercial com a UE no fim de julho com amplas concessões ao governo do presidente Donald Trump .

Numa declaração comercial conjunta no fim de agosto, a Comissão Europeia prometeu abordar as preocupações dos produtores e exportadores dos EUA relacionadas à lei antidesmatamento “para evitar impactos indevidos no comércio EUA-UE”.

PT vê ofensiva para sabotar governo, critica Tarcísio e quer criação de Ministério da Segurança

 A volta com tudo de José Dirceu - PlatôBR

A cúpula do PT avalia que o Centrão se aliou à extrema direita no Congresso para sabotar o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vê o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) como principal interlocutor do projeto “privatista”. Para o partido, Tarcísio está “transformando São Paulo em laboratório da redução radical do papel do Estado, da entrega de bens públicos e de enfrentamento ideológico ao governo federal”.

O diagnóstico consta de uma proposta de resolução política que começará a ser discutida pela Executiva petista nesta sexta-feira, 5, e passará pelo crivo do Diretório Nacional em sua última reunião do ano, no sábado, em Brasília. O texto preliminar, obtido pelo Estadão, foi produzido pela corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), a tendência de Lula, e ainda pode sofrer mudanças.

Mesmo sem citar o apelido “Centrão”, a proposta de resolução política se refere ao grupo quando aborda a crise dos últimos dias entre o Palácio do Planalto e o Congresso. “A relação entre o Executivo e o Legislativo vive momentos tensos, marcada por contradições profundas e por uma instabilidade produzida deliberadamente pelos setores da extrema direita e conservadores que controlam o Congresso”, diz o documento. Uma emenda sugerida como complemento a esse trecho afirma, ainda, que tais setores “se apropriam do orçamento do Executivo com extorsão e esvaziam o presidencialismo”.

O PT menciona, em seguida, como as atribuições de Lula vêm sendo pouco a pouco desidratadas. “A cena de 26 e 27 de novembro simboliza essa crise: em um dia comemorávamos a sanção da isenção do Imposto de Renda (para quem ganha até R$ 5 mil), uma conquista histórica para milhões de trabalhadores e trabalhadoras e, no dia seguinte, amargávamos a derrota com a derrubada dos vetos presidenciais no chamado ‘PL da Devastação’, aprovado à revelia do diálogo federativo, da ciência e da proteção ambiental”, destaca o texto.

O embate do Palácio do Planalto com o Congresso atingiu o ápice depois que Lula indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão irritou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que queria a nomeação do colega Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

No documento, o PT também assinala que a disputa por cadeiras do Senado, em 2026, deve ser tratada como prioridade, “uma vez que sua composição será determinante para a aprovação de reformas estratégicas”. Para superar a atual correlação de forças desfavorável no Congresso, o comando do partido sustenta que todos precisam sair a campo, “particularmente o presidente Lula e seus ministros”, com o objetivo de conquistar votos e aumentar a bancada petista.

Embora não diga que Tarcísio será o principal adversário de Lula em 2026, o texto do PT não deixa dúvidas sobre isso. A primeira versão afirma que Tarcísio aparece como “principal interlocutor do projeto neoliberal e privatista, de inspiração fascista”. Diz, ainda, que ele está entre os governadores que “vêm atuando para sabotar políticas do governo Lula, criando obstáculos à ação federativa em áreas estratégicas como segurança pública, infraestrutura, educação e políticas sociais”.

Diante de um cenário eleitoral em que o PT se prepara para enfrentar “tentativas de desestabilização e manipulação digital de larga escala”, além de avanço do crime organizado, a defesa da criação de um ministério exclusivo para a segurança pública volta à tona. “O Brasil precisa de um Ministério da Segurança Pública e de uma política nacional articulada, com foco em inteligência, combate aos paraísos financeiros do crime organizado, e proteção das comunidades”, constata um dos trechos da proposta de resolução.

Desde o início do governo, em 2023, o Ministério da Justiça também inclui a segurança pública. Pesquisas indicam, no entanto, que o tema é hoje a principal preocupação dos eleitores e agora o PT admite que o assunto se tornou “uma questão nacional incontornável”.

Ao participar de audiência da Comissão Especial da Câmara, nesta terça-feira, 2, Tarcísio disse que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança proposta pelo governo Lula é “cosmética” e defendeu a redução da maioridade penal.

A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na avaliação do PT, “recoloca a direita em xeque” e “abre disputas internas por hegemonia”. O partido observa, porém, que apesar da crise, o bolsonarismo “segue articulado”, mobilizando “setores importantes da política nacional”.

Ainda nesta sexta-feira, o PT promoverá um ato de lançamento de seu 8º Congresso Nacional, que será realizado de 23 a 26 de abril de 2026 com a tarefa de discutir diretrizes do partido e tática eleitoral.

Como mostrou o Estadão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu vai coordenar o novo programa do PT, que também tratará do período pós-Lula. O documento servirá de base para a plataforma eleitoral do presidente, que terá bandeiras como justiça tributária, fim da jornada de trabalho 6 por 1 e tarifa zero.

Marca colombiana de café Juan Valdez inaugura primeira loja no Brasil no interior de São Paulo

 

A Juan Valdez, principal marca de café colombiano, inaugurou na quinta-feira, 4, sua primeira loja no Brasil, no Ribeirão Shopping, em Ribeirão Preto.

Localizada a 325 quilômetros da capital paulista, a escolha de Ribeirão Preto para a estreia da marca é estratégica. Em nota a companhia disse que “a cidade apresenta um ecossistema empreendedor relevante e um público sofisticado, apaixonado e conectado à cultura do café”.

“A inauguração da nossa primeira loja Juan Valdez no Brasil é um momento extremamente emocionante para todos nós, pois representa o reconhecimento da experiência colombiana numa das regiões cafeeiras mais exigentes e apaixonadas do mundo”, comentou Camila Escobar, CEO da Juan Valdez. “Este marco não só nos permite continuar a levar o legado de mais de 550.000 famílias produtoras de café a todos os cantos do mundo”.

A primeira loja física da marca no Brasil foi projetada para refletir a essência da marca, proporcionando um ambiente acolhedor, sofisticado e imersivo. Os clientes encontrarão o portfólio completo de cafés especiais 100% colombianos, blends exclusivos desenvolvidos por especialistas em café da Juan Valdez, além de métodos de preparo que exaltam as nuances de cada grão. O público brasileiro também terá acesso a linhas especiais da marca, como a Mulheres Cafeicultoras, além de microlotes especiais, como o Bourbon Rosa, e edições de luxo, como o Geisha. Além dos cafés, o cardápio contará com de doces e snacks.

“Mais do que trazer o café colombiano de excelência, estamos apresentando uma marca premium que convida as pessoas a desfrutarem momentos especiais, com autenticidade e uma experiência única. Queremos reunir e aproximar os brasileiros por meio do nosso sabor inconfundível”, destaca Patrick Galletto, diretor geral da marca Juan Valdez no Brasil.

A companhia atualmente conta com mais de 650 lojas em 20 países e presença em mais de 15 mil pontos de venda no varejo em 34 mercados. A meta é alcançar mais de 100 lojas no Brasil até 2028.