quinta-feira, 13 de março de 2025

GPA tem CFO alvo de processo da CVM

 


Sem moeda comum, Brasil propõe blockchain para facilitar transações entre membros do BRICS

 

Veja impacto de bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul

 

O Brasil, ao assumir a presidência rotativa do BRICS em 2024, quer usar a tecnologia blockchain com o intuito de reduzir custos e aumentar a eficiência nas trocas comerciais internacionais entre os países parceiros. 

A proposta quer criar um sistema mais acessível e ágil para o comércio exterior, sem, no entanto, provocar uma ruptura com o sistema financeiro global.

Atualmente, o BRICS, composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, expande sua atuação com novos membros como Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia. Assim, sem a unificação de moedas entre os países, transições entre os membros são dificultadas. 

A utilização do blockchain visa não só facilitar a integração entre esses países, mas também reduzir os custos elevados dos processos financeiros. 

BRICS e tendências globais 

A ideia de uma moeda comum foi discutida, mas não foi levada para frente. Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda levantou a possibilidade de substituir o dólar em transações transfronteiriças, 

Embora alguns países do BRICS tenham mostrado interesse em alternativas ao dólar em suas trocas comerciais, a liderança brasileira afirma que o objetivo é melhorar a eficiência, sem prejudicar o sistema financeiro internacional.

Em declarações recentes, autoridades brasileiras esclareceram que a proposta não busca enfraquecer o dólar. 

No entanto, como destaca o governo brasileiro, a ideia não é confrontar diretamente os Estados Unidos, especialmente após as declarações de Donald Trump sobre tarifas contra países que busquem alternativas ao dólar. 

Desafios da implementação da tecnologia blockchain

Apesar das intenções claras, a proposta conta com desafios técnicos e políticos. O Banco Central brasileiro, por exemplo, ainda enfrenta dificuldades para implementar soluções tecnológicas seguras que atendam aos requisitos de proteção de dados e privacidade. 

O Drex, uma versão digital do real que utiliza a rede blockchain, é uma das alternativas em desenvolvimento. Porém, sua implementação ainda está em fase de testes e enfrenta vários problemas em questão a segurança dos usuários.

No entanto, o assunto deve ser discutido com o encontro dos chefes estados do BRICS em julho no Rio de Janeiro.

Donatella Versace deixa diretoria criativa da marca em meio a relatos de venda

 

Donatella Versace, uma das estilistas mais conhecidas do mundo da moda, deixará o cargo de diretora criativa da marca Versace após quase três décadas na empresa fundada por seu falecido irmão Gianni.

A mudança, anunciada pelo proprietário Capri Holdings na quinta-feira, 13, ocorre em meio a relatos de que a Prada está se aproximando de um acordo para comprar a Versace da Capri, depois de concordar com um preço de quase 1,5 bilhão de euros (US$1,6 bilhão).

Dario Vitale, ex-diretor de design e imagem da Miu Miu, uma marca menor do grupo Prada, assumirá o cargo de Donatella como diretor de criação a partir de 1º de abril.

Donatella, de 69 anos, assumirá a função de embaixadora-chefe da marca Versace.

“Foi a maior honra da minha vida dar continuidade ao legado de meu irmão Gianni. Ele era o verdadeiro gênio, mas espero ter um pouco de seu espírito e tenacidade”, disse Donatella, que ajudou a manter a empresa funcionando depois que Gianni foi morto em Miami em 1997.

“Estou entusiasmada com o fato de que Dario Vitale se juntará a nós e animada para ver a Versace com novos olhos”, acrescentou.

O momento da mudança foi intrigante, com a Prada sendo vista como prestes a fechar um acordo que uniria dois dos maiores nomes da moda italiana.

“A Versace vem enfrentando dificuldades, portanto não é de surpreender que uma mudança esteja sendo feita”, disse David Swartz, analista da Morningstar.

O anúncio é o mais recente de uma série de mudanças de estilistas de alto nível no setor, que busca reconstruir seus negócios em meio à desaceleração da demanda de luxo na China e aos compradores preocupados com a inflação.

Governo apresentará proposta que amplia isenção de IR na próxima semana, diz Gleisi

 

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentará na próxima semana uma proposta que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), disse nesta quinta-feira, 13, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

Em entrevista a jornalistas após se reunir com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir a pauta econômica do governo, Gleisi também afirmou que a reforma da Previdência dos militares está entre as prioridades do Executivo.

Na campanha em que foi eleito para um terceiro mandato, Lula prometeu a isenção do imposto de renda para quem ganha salário de até R$ 5 mil mensais.

O governo tem repetidamente afirmado que as mudanças no IR serão fiscalmente neutras e compensadas com aumento da tributação para os que ganham mais.

Investimento em pessoas fortalece cultura empresarial da Cosan, além de impulsionar negócio

 

Em um mercado de trabalho dinâmico e competitivo, a retenção de talentos e o desenvolvimento de lideranças são desafios constantes para as empresas. A Cosan, um dos maiores grupos empresariais do Brasil, aposta na valorização de seus colaboradores como pilar estratégico para o crescimento sustentável. O investimento na formação de líderes e na criação de um ambiente corporativo que incentiva o aprendizado contínuo tem garantido à empresa resultados expressivos, tanto na performance de seus negócios quanto no fortalecimento da marca.

Com um portfólio que inclui empresas como Raízen, Compass, Rumo, Radar e Moove, a Cosan se destaca pelo modelo de gestão que incentiva a autonomia e a responsabilidade. A companhia adota um modelo de aprendizado on the job, no qual os profissionais evoluem enfrentando desafios reais e desenvolvem habilidades estratégicas na prática. Para a Vice-Presidente de Gente da Cosan, Claudia Falcão, esse é um dos principais diferenciais da empresa.

“A Cosan se orgulha de ter como vocação o desenvolvimento de talentos. Nossos ativos mais valiosos são as pessoas, que vivenciam nossa cultura no dia a dia e que realmente nos fortalecem e fazem a diferença”, afirma. Segundo Claudia, a cultura empreendedora do grupo se reflete no comportamento dos colaboradores, que compartilham traços como inconformismo, curiosidade e um diálogo construtivo. “Em cada líder, em cada reunião, em cada situação, você percebe essas características em comum no nosso time”, diz.

Formação de lideranças

Essa abordagem tem impacto direto na retenção de talentos. Nos últimos anos, cerca de 80% das posições de alta liderança na Cosan foram preenchidas por executivos promovidos internamente, demonstrando a efetividade do modelo de desenvolvimento interno. As possibilidades de movimentação entre as empresas do portfólio também acabam sendo um fator de atração e retenção de executivos. “Ao longo dos últimos 15 anos, ocupei seis diferentes posições, com diferentes desafios, que me motivaram a alçar voos cada vez maiores. A cultura da companhia, esse ambiente de empreendedorismo e estímulo a novas ideias, foram propulsores na minha trajetória dentro do grupo. Além disso, a qualidade das trocas e dos executivos do ecossistema Cosan acaba sendo um ambiente muito fértil para crescimento profissional.” diz Guilherme Machado, CFO da Rumo, que iniciou sua carreira no grupo em 2009 como Coordenador de Finanças na Cosan, migrou para a Rumo, passou pela Comgás e pela Compass, antes de retornar à Rumo no final de 2024.

Ana Luísa Perina é mais um exemplo de profissional que encontrou no grupo um celeiro de oportunidades. Com 13 anos de grupo, ela passou pela Moove e pela Cosan antes de assumir a Gerência Executiva de Tesouraria da Rumo. “Desde que eu integrei o grupo, identifiquei um ambiente dinâmico, repleto de desafios e projetos relevantes a serem executados. O modelo de gestão e a cultura que permeiam a Cosan e as suas investidas promovem experiências únicas, e fazem do ecossistema um terreno fértil para oportunidades”, explica Ana Luísa.
Ambiente seguro e cultura de valorização

Mais do que oferecer oportunidades de crescimento, a Cosan se preocupa em criar um ambiente corporativo onde os colaboradores se sintam valorizados e incentivados a desenvolver seu potencial. “O ambiente seguro é um ambiente que acolhe o profissional. Ele abre espaço para a inovação, para a oportunidade de fazer diferente, de aceitar as percepções de mundo, de vida e de negócios”, afirma a Vice-Presidente de Gente da Cosan, Cláudia Falcão.

A empresa investe em práticas que reforçam o respeito e a inclusão, estimulando lideranças a manter diálogos abertos e construtivos com suas equipes. Segundo Ilsa Silva, Gerente Sênior de Desenvolvimento Organizacional da Cosan, respeito é um valor colocado em ação diariamente. “Incentivar as lideranças para que tenham diálogos abertos e construtivos com seus times é uma prática diária para evoluirmos no tema”, ressalta.

Essa postura tem gerado reconhecimento no mercado. Recentemente, a Cosan avançou da 74ª para a 22ª posição no ranking das empresas mais atrativas para talentos da Merco Talento. No setor de Conglomerados, foi destacada como uma das que mais atraem e fidelizam profissionais.

Para o psicanalista e professor da Fundação Dom Cabral, Ricardo Carvalho, o desenvolvimento do autoconhecimento é essencial para que profissionais atuem com mais consciência e segurança. “É preciso criar ambientes de segurança emocional para que as pessoas possam atuar de forma mais genuína”, explica.

Marca empregadora

Para além de valores e direcionadores de negócio consistentes, é preciso que o ambiente corporativo seja favorável para fomentar o potencial de pessoas com diferentes perfis e bagagens profissionais. “O ambiente seguro é um ambiente que acolhe o profissional. Ele abre espaço para a inovação, para a oportunidade de fazer diferente, de aceitar as percepções de mundo, de vida e de negócios”, conclui.

A Gerente Sênior de Desenvolvimento Organizacional da Cosan, Ilsa Silva, explica que, na Cosan, respeito é palavra de ação. “Incentivar as lideranças para que tenham diálogos abertos e construtivos com seus times é uma prática diária para evoluirmos no tema”. A profissional, que hoje atua na Cosan, já passou também pela Rumo a está há 15 anos no grupo.

O psicanalista, sociólogo e professor da Fundação Dom Cabral, Ricardo Carvalho, defende o desenvolvimento do autoconhecimento para que profissionais possam atuar com mais consciência nos processos “É preciso criar ambientes de segurança emocional para que as pessoas possam atuar de forma mais genuína”.

Segundo Cláudia Falcão, o maior desafio é garantir que os atributos da empresa sejam percebidos na rotina de trabalho. “É muito satisfatório quando a gente ouve do time, com frequência, sobre o espaço que eles têm para trabalhar, sobre se sentirem à vontade para serem quem são, para explorarem seu potencial”, conclui.

Trump ameaça impor tarifa de 200% sobre vinho se UE não remover tarifa sobre uísque

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira, 13, que aplicará uma tarifa de 200% sobre todos os vinhos e outros produtos alcoólicos provenientes da União Europeia se o bloco não retirar sua tarifa sobre o uísque.

A Comissão Europeia disse na quarta-feira que imporá tarifas contrárias sobre 26 bilhões de euros em produtos norte-americanos a partir do próximo mês, aumentando a guerra comercial global em resposta às tarifas norte-americanas sobre aço e alumínio.

O Executivo da UE disse, no entanto, que continua aberto a negociações e que considera que tarifas mais altas não são do interesse de ninguém.

Trump aumentou a aposta em uma publicação nas redes sociais na quinta-feira.

“A União Europeia, uma das autoridades tributárias e tarifárias mais hostis e abusivas do mundo, que foi formada com o único propósito de tirar vantagem dos Estados Unidos, acaba de impor uma desagradável tarifa de 50% sobre o uísque”, escreveu Trump no Truth Social.

“Se essa tarifa não for removida imediatamente, os EUA colocarão em breve uma tarifa de 200% sobre todos os vinhos, champanhes e produtos alcoólicos provenientes da França e de outros países representados pela União Europeia. Isso será ótimo para os negócios de vinho e champanhe nos EUA.”

Os futuros das ações dos EUA caíram e as ações dos fabricantes europeus de bebidas alcoólicas caíram.

A Comissão Europeia afirmou que encerrará sua atual suspensão de tarifas sobre produtos norte-americanos em 1º de abril e que suas tarifas estarão totalmente em vigor em 13 de abril.

Camex se reúne hoje à tarde para zerar imposto de importação de alimentos

 

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) vai se reunir às 14h30 (de Brasília) desta quinta-feira, 13, para aprovar a zeragem da alíquota de imposto de importação de alimentos, como adiantou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. A medida foi anunciada na semana passada pelo governo como uma das formas de enfrentar a inflação de alimentos e vai impactar o tributo de importação cobrado sobre nove itens: milho, óleo de girassol, óleo de oliva, sardinha, biscoitos, massas alimentícias, açúcar, café e carne bovina desossada congelada.

É pela decisão da Camex que serão estabelecidas exatamente as NCMs (Nomenclatura Comum do Mercosul) dos produtos que terão o imposto de importação zerado.

As alíquotas dos itens escolhidos pelo governo variam entre 7,2%, do milho, e 32%, aplicado na sardinha, o mais alto.

O imposto de importação, embora resulte em arrecadação para o governo, tem caráter regulatório.

Mexer nas alíquotas, portanto, não demanda que o Executivo compense eventuais renúncias.

No ano passado, o Brasil importou US$ 292,52 milhões em milho, com 1.634.926 toneladas. Na outra ponta, os produtores brasileiros exportaram 39.783.168 toneladas, o que gerou US$ 8,177 bilhões de receita em vendas.

De carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, foram importados US$ 305,77 milhões, contra vendas de US$ 11,658 bilhões.

De açúcares e melaços, o Brasil comprou no ano passado US$ 81,77 milhões e exportou US$ 18,624 bilhões.