quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Acciona vence licitação de R$ 2,1 bi para construir trecho rodoviário em São Paulo

 

A Prefeitura de São Paulo adjudicou à Acciona o contrato para a construção de um trecho rodoviário de quase cinco quilômetros no sul de São Paulo por cerca de R$ 2,1 bilhões, anunciou a empresa espanhola nesta quinta-feira, 15.

O contrato envolve a construção de três faixas em cada sentido para conectar a Avenida Jornalista Roberto Marinho à Rodovia dos Imigrantes.

“A extensão da Avenida Roberto Marinho, projetada para melhorar a conectividade com a Rodovia dos Imigrantes, é um projeto de mobilidade fundamental para o sul de São Paulo, com o objetivo de reduzir o congestionamento do tráfego e melhorar o acesso a uma das principais rodovias do Brasil”, disse.

A obra também prevê a construção de três viadutos e dois túneis, bem como uma ciclovia.

O projeto consiste ainda em obras de drenagem para desviar um canal de águas pluviais existente e o desenvolvimento de um parque paisagístico com áreas recreativas.

As ações da Acciona subiam 0,3% no pregão de quinta-feira na bolsa espanhola.

Relembre trajetória da Reag e como investigações criminais derrubaram a empresa

 

Antes de ter sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira, 15, a gestora de investimentos CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. já foi a Reag, que ingressou na bolsa de valores brasileira em 2021, com grande festa de seus fundadores.

A empresa iniciou sua operação há mais de uma década, em 2012. Apresentou então um crescimento vertiginoso, chegando a se apresentar como a maior gestora independente do país – ou seja, a maior que não está atrelada a nenhum banco ou instituição financeira – com uma cifra de R$ 299 bilhões sob gestão.

Em seu portfólio, a empresa anunciava diversos ativos financeiros, como fundos multimercado, de crédito estruturado, private equity e gestão de fortunas. Ao longo dos anos, buscou ainda crescer através de aquisições. Comprou diversas empresas, como as gestoras Quasar, Empírica, Hieron e Berkana.

Outra aquisição importante foi a Getninjas, através da qual a Reag fez um IPO reverso – sistema de entrada na bolsa de valores através da aquisição de outra empresa que já tem suas ações negociadas no mercado financeiro.

Investigações criminais levaram Reag à crise

A situação da financeira começou a se complicar em agosto de 2025, quando a empresa foi envolvida na megaoperação Carbono Oculto. Cerca de 1,4 mil agentes de vários órgãos públicos cumpriram diversos mandados de busca e apreensão, um deles, na sede da Reag, no bairro Jardim América, em São Paulo (SP).

A operação mirava um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Esse esquema, segundo as investigações, incluiria a participação de fundos de investimento e fintechs, que usariam suas operações para lavar o dinheiro do crime organizado. Os postos teriam ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

No momento da operação, a Reag informava um total de 625 fundos administrados com R$ 238 bilhões de patrimônio líquido, sendo 579 fundos ativos com R$ 204 bilhões. A entrada na polícia em suas sedes, no entanto, fez suas ações derreteram 15,7% em um único dia e passou a dificultar seus negócios.

Crise de reputação

Com a imagem abalada, a Reag passou a se desfazer de ativos. No dia 10 de setembro, fechou acordo para vender a Empírica Holding para a Smart Hub Participações. O memorando previa que a empresa receberia R$ 25 milhões divididos em seis parcelas.

Simultaneamente, a B100, holding da Planner Corretora, anunciou um protocolo de intenções para comprar a Ciabrasf, naquele momento a maior provedora independente de serviços fiduciários do Brasil e pertencente à Reag.

A empresa vendeu ainda sua fatia na SteelCorp, empresa do ramo de construção civil – mais especificamente de Light Steel Frame (LSF), segmento da construção industrializada. O valor da operação não foi divulgado.

simultaneamente, está fechando a venda da Companhia Brasileira de Serviços Financeiros S.A. (Ciabrasf) para a B100, holding da Planner Corretora.

Novas acusações e liquidação

Nova operação da Polícia Federal, a Compliance Zero, que busca investigar irregularidades relacionadas ao Banco Master, levou novamente as autoridades à porta da Reag. Desta vez, o sócio fundador do grupo, João Carlos Mansur, foi alvo de um dos 42 mandatos de busca e apreensão.

Nesta quinta-feira, 15, dia seguinte a operação, o Banco Central (BC) determinou a liquidação da a CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, uma das empresas que surgiram após o desdobramento da antiga holding Reag.

BC decreta liquidação das financeiras CBSF, antiga Reag, e Advanced Corretora

 

O Banco Central (BC) determinou na manhã desta quinta-feira, 15, a liquidação de duas empresas financeiras: a CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., antiga Reag Investimentos, e da Advanced Corretora de Câmbio Ltda.

Com a liquidação, as atividades das empresas ficam imediatamente paralisadas e seus ativos congelados. Agora, seus ativos serão vendidos para ressarcimento de credores e de possíveis danos ao próprio Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Segundo o Banco Central, a Reag representava menos de 0,001% do SFN. Já as operações da Advanced Corretora de Câmbio representaram 0,081% do volume financeiro e 0,14% da quantidade de operações de câmbio.

Reag foi alvo da operação da Polícia Federal

Em agosto de 2023, a então Reag Investimentos foi alvo da Operação Carbono Zero da Polícia Federal (PF). O inquérito apontou indícios de que a empresa estaria envolvida em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro do crime organizado com o uso de postos de gasolina.

O nome da empresa voltou ao noticiário policial na quarta–feira, 14. O sócio-fundador do grupo Reag, João Carlos Mansur, foi alvo de um dos 42 mandatos de busca e apreensão da Operação Compliance Zero, que busca apurar a prática dos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais. Trata-se da mesma operação que busca investigar irregularidades relacionadas ao Banco Master, que também teve sua liquidação decretada.

Segundo o BC, a decisão de encerrar as atividades da CBSF, ex-Reag, ocorre devido a identificação de “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN”. O órgão já havia reportado ao Ministério Público Federal transações atípicas e rápidas realizadas por fundos da instituição, financiadas por um empréstimo oriundo do Banco Master.

Para comandar a liquidação, Galípolo escolheu a APS Serviços Especializados. À frente do trabalho estará Antonio Pereira de Souza, técnico veterano que já coordenou processos de grande porte, como o do Banco Bamerindus.

Situação financeira motiva fim da Advanced Corretora de Câmbio

Em relação a outra instituição liquidada nesta manhã, o BC afirma que “foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da corretora, bem como por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN”. O processo não tem relação com a liquidação da Reag.

(*com informações do Estadão Conteúdo e Reuters)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Gás Verde projeta expandir abastecimento com biometano a partir de programa global da LOréal

 

Expandir e fortalecer a rede de abastecimento com biometano é o que a Gás Verde projeta a partir da participação no programa global de aceleração de inovação sustentável do Grupo LOréal. A empresa, que é a maior produtora de biometano na América Latina, é a única da região escolhida para participar do LAcceleratOR e, potencialmente, ter suas soluções implementadas em todas as operações internacionais da gigante francesa do setor de cosméticos.

A proposta da Gás Verde de produzir biometano para substituir combustíveis fósseis em processos industriais e de transporte foi selecionada dentro do eixo circularidade do programa internacional de inovação. Com um investimento previsto de 100 milhões de euros ao longo de cinco anos, o LAcceleratOR é realizado em parceria com o Instituto de Liderança em Sustentabilidade da Universidade de Cambridge (CISL) e foca em soluções sustentáveis escaláveis para desafios do clima, natureza e circularidade.

A empresa entra agora numa fase de mentoria, com foco na viabilidade de projetos-piloto. Eles terão acesso aos recursos globais da L’Oréal para lançar projetos-piloto de 6 a 9 meses e, potencialmente, ter suas soluções adotadas pelo Grupo LOréal.

O CEO da Gás Verde, Marcel Jorand, destaca que a participação na LAcceleratOR permitirá a expansão e o fortalecimento da rede de abastecimento com biometano. “Isso nos aproxima da descarbonização das operações logísticas no país. Ter esse parceiro nessa jornada reforça a convicção de que estamos no caminho certo.”

Além do projeto brasileiro, iniciativas dos Estados Unidos, França, Bélgica, Reino Unido, Suécia, Estônia e Japão foram selecionadas em um universo de mil candidatas de 101 países.

A Gás Verde fornece biometano para descarbonização de grandes clientes, como Ternium, Ambev, Vesuvius, Haleon, Henkel, Nestlé, Saint-Gobain e LOréal. Está presente em seis estados brasileiros, com 12 plantas de energia elétrica a biogás e biometano, e produz em média 160 mil metros cúbicos (m³) ao dia de biometano. A empresa pretende atingir 650 mil m³/dia até 2028 com a conversão das térmicas a biogás para plantas de biometano.

Visto americano: suspensão afeta viagens turísticas de brasileiros? Veja perguntas e respostas

 Foto para visto americano: Requisitos 2025

 

 

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira, 14, que está suspensa a emissão de vistos de imigrante para 75 países, incluindo o Brasil.

Segundo informações divulgadas pela Fox News Digital e confirmadas depois em publicação feita pela secretária de imprensa, Karoline Leavitt, no X, a suspensão terá início na próxima quarta-feira, 21, e seguirá por tempo indeterminado.

A medida foi anunciada de forma pouco clara e deixou dúvidas. Veja abaixo perguntas e respostas sobre o assunto:

Por que o Departamento de Estado suspendeu a emissão de vistos? 

Segundo o órgão, a medida busca garantir que os novos imigrantes “não extrairão riqueza do povo americano”.

“O Departamento de Estado suspenderá o processamento de vistos de imigrantes de 75 países cujos migrantes recebem assistência social do povo americano em taxas inaceitáveis. A suspensão permanecerá em vigor até que os EUA possam garantir que os novos imigrantes não extrairão riqueza do povo americano”, afirmou o órgão em publicação no X.

Quais vistos serão suspensos?

A publicação do Departamento de Estado informou que está suspensa a emissão de vistos de imigrante. Procurada, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil não especificou se a medida se aplica a todos os vistos ou se há alguma exceção.

De acordo com o site do Departamento de Estado, os EUA têm duas categorias de vistos:

Não imigrante: destinada a viagens temporárias, como atletas em competições, visitantes a negócios e estudantes.

imigrante: é emitido para quem deseja residir permanentemente nos EUA, como quem se casa com um cidadão ou uma cidadã americanos ou trabalha de forma permanente no país.

Tenho uma viagem para os Estados Unidos, serei prejudicado?

A medida anunciada suspende somente a emissão de novos vistos de imigrantes. Brasileiros que tenham a intenção de fazer uma viagem a turismo ou visitar familiares e amigos nos Estados Unidos precisam tirar o visto B2, que está enquadrado na modalidade de vistos não imigrante.

Quais países serão afetados pela medida?

A medida foi confirmada primeiro pela secretária de imprensa Karoline Leavitt no X, que publicou o link de um artigo da Fox News que anunciava a suspensão. A emissora não divulgou a lista completa de países afetados, mas afirmou que, além do Brasil, Somália, Rússia, Afeganistão, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia e Iêmen também estão na lista.

“A suspensão afeta dezenas de países – incluindo Somália, Haiti, Irã e Eritreia – cujos imigrantes muitas vezes se tornam um encargo público para os Estados Unidos após a chegada. Estamos trabalhando para garantir que a generosidade do povo americano não seja mais abusada. O governo Trump sempre colocará os Estados Unidos em primeiro lugar”, afirmou o departamento de Estado no X.

Um memorando do Departamento de Estado, ao qual a Fox News teve acesso, orienta os funcionários consulares a recusarem vistos de acordo com a legislação vigente, enquanto a pasta reavalia os procedimentos de triagem e verificação.

Quando começa a suspensão?

Segundo a emissora, a suspensão terá início na próxima quarta-feira, 21, e seguirá por tempo indeterminado.

Enel diz que apagão em SP afetou 4,4 milhões de clientes, o dobro do divulgado anteriormente

 

A Enel, concessionária dos serviços de energia da cidade de São Paulo, afirmou que o apagão em 10 de dezembro prejudicou 4,4 milhões de clientes na capital naquele dia. O número equivale ao dobro do que havia sido divulgado pela própria empresa no ano passado.

Os dados foram relatados pela própria Enel à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

À época, a empresa afirmava que o apagão atingiu 2,2 milhões de clientes sem luz na quarta, após a chegada de um ciclone ao Estado de São Paulo. Segundo a concessionária, os 2,2 milhões de consumidores afetados correspondem ao pico de clientes desligados simultaneamente e não ao volume acumulado ao longo do apagão.

“Foram 12 horas seguidas de fortes ventos e, na medida em que a empresa reconectava clientes desligados, outros eram impactados sucessivamente com a força do vendaval. O número acumulado de clientes desligados ao longo do dia 10 foi significativamente maior, apurado em análise posterior ao evento climático”, diz a empresa (veja a nota na íntegra abaixo).

Clientes afetados

A correspondência encaminhada pela Enel a Aneel, documento à qual o Estadão teve acesso, foi registrada no dia 19 de dezembro.

“A consolidação dos dados contidos em ambos os arquivos permitem à Aneel alcançar o total de aproximadamente 4,4 milhões de clientes interrompidos no dia 10/12/2025, assegurando a correta representação do impacto do evento e a adequada segregação dos tipos de atendimento realizados”, afirma a empresa.

Ainda de acordo com o documento, os sistemas da rede reconectaram automaticamente 1,1 milhão de clientes naquele dia. Outros 3,2 milhões tiveram fornecimento restabelecido por meio da atuação de equipes em campo.

Informações do documento apontam ainda um reduzido número de atendimentos na madrugada do dia 11, quando muitos clientes ainda sofriam o impacto do apagão. Sobre os dados, a Enel afirma que “a quantidade de equipes se concentrou principalmente durante o dia, dada a natureza do evento e para que fosse amplificada a produtividade das equipes”.

Governo e Prefeitura de SP pedem caducidade do contrato

A velocidade dos ventos que causaram o apagão chegou a 98 km/h, o que nunca havia sido aferido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) desde o início das medições, em 1963. O fenômeno climático provocou transtornos em cascata na cidade. A cidade chegou a ter milhões de imóveis sem energia, afetando milhões de habitantes em variadas regiões.

Em dezembro, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o governador de SP, e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) anunciaram o pedido de caducidade do contrato com a Enel.

A solicitação foi feita para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que disse que vai usar um processo já aberto em 2024 para acelerar a análise. O processo envolve o diagnóstico das falhas e direito de defesa da concessionária. Após o anúncio, a Enel disse estar disposta a enterrar a fiação e defende sua atuação em SP.

Veja a nota da Enel na íntegra:

A Enel São Paulo esclarece que, após consolidação dos dados preliminares, identificou que o número de clientes afetados pelo ciclone extratropical que atingiu a área de concessão no dia 10 de dezembro foi de 4,4 milhões de clientes, o que corresponde à soma de unidades afetadas ao longo de mais de 12 horas seguidas de fortes ventos.

À medida em que a empresa reconectava clientes desligados, outros eram impactados sucessivamente com a força do vendaval. A informação foi apurada pela própria companhia pós-evento climático. A distribuidora destaca que o volume de 2,2 milhões de clientes atingidos – divulgado durante a operação de restabelecimento de energia – corresponde ao pico de instalações interrompidas simultaneamente.

O acumulado de desligamentos é apurado posteriormente, pois inclui até a análise de sistemas de automação, que registraram e religaram unidades de forma imediata, sem a intervenção de equipes em campo. Os dados foram enviados pela distribuidora à Aneel em 19 de dezembro e são auditados pela agência. A Enel reforça que os números divulgados em tempo real no mapa de energia de seu site mostram os clientes interrompidos no momento.

O fluxo das ocorrências de operação no período do ciclone e a atuação das equipes da companhia seguiram dentro de um padrão normal para eventos desse porte, com as equipes em campo atuando conforme o Plano de Atendimento a emergências da companhia. Todos os dados sobre o impacto do ciclone e sobre as ações da empresa foram fornecidos à Aneel e serão auditados pela agência.

Produção industrial opera acima do nível pré-pandemia em 10 dos 15 locais, revela IBGE

 

A produção industrial operava em novembro em nível superior ao de fevereiro de 2020, no pré-pandemia de covid-19, em 10 dos 15 locais pesquisados, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os parques industriais que superaram o pré-covid foram Mato Grosso (27,2% acima do nível pré-pandemia), Minas Gerais (20,3% acima), Rio de Janeiro (14,8% acima), Goiás (12,0% acima), Espírito Santo (11,7% acima), Amazonas (11,2% acima), Santa Catarina (10,9%), Paraná (7,8% acima), Pernambuco (4,9% acima) e Rio Grande do Sul (4,0%).

Na média nacional, a indústria brasileira operava em patamar 2,4% acima do pré-crise sanitária.

Os locais com nível de produção aquém do pré-covid foram São Paulo (-2,8%), Pará (-8,1%), Ceará (-10,6%), Nordeste (-15,8%) e Bahia (-18,6%).