
Recorde de turistas internacionais: resultado representa um crescimento de 37,1% em relação a 2024, ano que, até então, detinha o recorde, com cerca de 6,7 milhões (Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil)
As atividades turísticas no Brasil registraram crescimento de 2,7% em julho de 2026, recuperando parcialmente a queda de 4,0% observada entre maio e junho do mesmo ano. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), indicam que o setor ainda busca o patamar de seu ápice histórico, alcançado em dezembro de 2024.
O que aconteceu
- As atividades turísticas no Brasil registraram crescimento de 2,7% em julho de 2026, conforme dados do IBGE.
- O setor encontra-se 9,4% acima do nível de fevereiro de 2020, mas 3,8% abaixo do pico histórico de dezembro de 2024.
- Na comparação anual, o volume de atividades turísticas recuou 2,6% em julho, marcando o quinto resultado negativo consecutivo.
Apesar da alta mensal, o segmento de turismo opera 3,8% abaixo do ápice de sua série histórica, registrado em dezembro de 2024. Contudo, o patamar atual se mantém 9,4% acima dos níveis pré-pandemia, em fevereiro de 2020, sinalizando uma recuperação que ainda não se consolidou plenamente.
Como o turismo se comportou nas regiões?
Regionalmente, o movimento de expansão mensal foi acompanhado por 11 dos 17 locais pesquisados pelo IBGE. São Paulo liderou as contribuições positivas, com um avanço de 3,5%, seguido por Bahia (8,6%), Paraná (6,7%) e Minas Gerais (2,8%).
Em contrapartida, alguns estados registraram resultados negativos no período. O Ceará apresentou retração de 1,8%, enquanto Pernambuco apontou uma queda de 1,1%, figurando entre os principais recuos no mês de julho de 2026.
Setor turístico piora em comparação anual?
Na comparação com julho do ano anterior, o volume de atividades turísticas no Brasil registrou uma retração de 2,6%, configurando o quinto resultado negativo consecutivo para o setor. Essa queda foi impulsionada, principalmente, pela redução na receita de empresas de transporte aéreo de passageiros e do segmento hoteleiro.
Analisando os dados regionais, dez das dezessete unidades da federação investigadas mostraram declínio nos serviços voltados ao turismo. Os destaques negativos foram São Paulo (-3,5%), Pernambuco (-13,7%), Ceará (-13,7%), Paraná (-5,3%), Pará (-15,1%) e Distrito Federal (-6,5%). Em contrapartida, Bahia (18,6%), Rio de Janeiro (2,8%) e Minas Gerais (1,8%) exerceram os principais impactos positivos na comparação anual.
Qual o balanço do acumulado no ano?
No acumulado de janeiro a julho de 2026, o conjunto de atividades turísticas no país apresentou uma retração de 1,0% em relação ao mesmo período do ano passado. Essa queda foi predominantemente influenciada pela menor receita de empresas de transporte aéreo de passageiros e de hotéis, setores-chave para o desempenho turístico.
Regionalmente, 11 dos 17 locais investigados também registraram taxas negativas no acumulado do ano. As maiores perdas foram observadas em São Paulo (-1,3%), Minas Gerais (-4,0%), Pernambuco (-7,9%), Paraná (-5,3%) e Ceará (-8,6%). Em contraste, o Rio de Janeiro (5,0%) liderou os ganhos no turismo, seguido por Bahia (5,9%), Espírito Santo (2,3%) e Rio Grande do Sul (0,7%), demonstrando resiliência em algumas regiões.
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