
Força do campo: o primeiro fundo da Olímpia, de Grubisich, levantará R$ 1 bilhão para investimentos em empresas do agronegócio a partir de 2019
Alta da safra de soja e café sustenta o resultado, enquanto o consumo das famílias recua.
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou 0,5% no segundo trimestre de 2026 na comparação com os três primeiros meses do ano. O crescimento de 2,8% na Agropecuária impulsionou o resultado, enquanto o setor de Serviços subiu 0,2% e a Indústria variou 0,1%.
Em valores absolutos, a produção nacional somou R$ 3,4 trilhões de abril a junho. De acordo com o IBGE, R$ 2,9 trilhões correspondem ao Valor Adicionado e R$ 487,9 bilhões aos Impostos Líquidos de Subsídios. A taxa de investimento desacelerou para 16,1% do PIB, ante 16,6% no mesmo período de 2025, enquanto a taxa de poupança avançou para 16,6%.
Na margem trimestral, a Formação Bruta de Capital Fixo subiu 1,2% e o Consumo do Governo cresceu 0,4%. O Consumo das Famílias recuou 0,4% no período. No comércio externo, as exportações caíram 0,8%, ao passo que as importações avançaram 1,8%, gerando uma contribuição negativa do setor externo no período.
Frente ao segundo trimestre de 2025, o PIB teve expansão de 2,0%, com alta de 6,8% na Agropecuária, 1,5% na Indústria e 1,5% nos Serviços. No campo, o resultado reflete o ganho de produtividade nas safras de soja (5,3%) e café (15,1%), que compensaram as retratações no arroz (-11,3%) e algodão (-6,7%), à medida em que o milho ficou estável e a pecuária manteve bom desempenho.
Na indústria, o avanço anual de 1,5% ocorreu pela expansão de 12,0% nas Indústrias Extrativas, impulsionada pelo petróleo e gás, e de 1,0% na Construção. Por outro lado, houve recuo nas Indústrias de Transformação (-0,9%) e em Eletricidade e gás (-0,5%). No recorte trimestral, a atividade extrativa subiu 3,4%, enquanto a transformação (-0,4%), construção (-0,4%) e utilidades públicas (-1,1%) registraram quedas.
Nos serviços, a alta de 1,5% ante 2025 contou com avanço em Informação e comunicação (8,4%), Atividades imobiliárias (2,2%), Transportes (1,2%), Outros serviços (1,1%), Serviços financeiros (1,0%), Comércio (0,9%) e Administração pública (0,9%). Na variação contra o primeiro trimestre, sobressaíram Informação e comunicação (2,1%) e Transportes (1,1%), enquanto serviços financeiros (-0,3%) e administração pública (-0,4%) encolheram.
Na ótica da despesa em relação a 2025, o Consumo do Governo cresceu 3,1%, a Formação Bruta de Capital Fixo subiu 1,4% — puxada pela compra externa de bens de capital e softwares — e o Consumo das Famílias variou 0,5%. As exportações avançaram 3,8%, com destaque para minérios e agropecuária, enquanto as importações subiram 5,5%, impulsionadas por automóveis e produtos elétricos.
No acumulado de quatro trimestres encerrados em junho de 2026, a economia acumula alta de 1,9%. O desempenho é sustentado pela Agropecuária (6,2%), Serviços (1,7%) e Indústria (1,4%), com destaque para as Indústrias Extrativas (12,2%) e queda na Transformação (-1,1%). O Consumo do Governo subiu 2,8% e o das Famílias cresceu 0,9%, enquanto os investimentos recuaram 0,2%.
No primeiro semestre de 2026, o crescimento registrado foi de 1,9% ante o mesmo período de 2025. O setor agropecuário subiu 3,6%, os serviços avançaram 1,8% e a indústria teve alta de 1,6%. Os investimentos mantiveram estabilidade (0,0%), apontando para um ritmo de atividade moderado na segunda metade do ano.
— Fonte: Agência Gov
https://istoedinheiro.com.br/pib-brasileiro-cresce-0-5-segundo-trimestre
Nenhum comentário:
Postar um comentário