Atuação:
Consultoria multidisciplinar, onde desenvolvemos trabalhos nas seguintes áreas: fusão e aquisição e internacionalização de empresas, tributária, linhas de crédito nacionais e internacionais, inclusive para as áreas culturais e políticas públicas.
Avanço dos modelos de atacarejo pressionam margens e ameaçam uma das mais tradicionais empresas do varejo alimentar brasileiro
Logo do grupo GPA (Crédito: GPA/Divulgação)
Matheus Almeidai
A recuperação extrajudicial anunciada pelo GPA
na terça-feira, 10, busca resolver uma crise já acompanhada pelos
investidores nos balanços financeiros dos últimos anos. Apenas no 4º
trimestre de 2025, foram fechadas 11 lojas do grupo. Desde 2023, 39
unidades deixaram de operar, reduzindo a rede de 767 para 728 lojas. Os
números referem-se à soma das quatro bandeiras do grupo: Extra, Mini
Extra, Pão de Açúcar e Minuto Pão de Açúcar.
A diminuição da operação é apenas parte dos problemas acumulados pela empresa. Especialistas ouvidos pela IstoÉ Dinheiro
apontam que o GPA enfrenta dificuldade para se adaptar em um cenário de
grande competitividade no setor do varejo alimentar, com a ascensão dos
atacarejos, como Atacadão, Assaí Atacadista e Grupo Mateus.
O
cenário de grande concorrência forçou uma redução de margens de lucros.
Ao mesmo tempo, a alta dos juros impulsionou o crescimento do
endividamento da empresa. O passivo apresentado para a recuperação
extrajudicial soma um total de R$ 4,5 bilhões em dívidas.
“Quando
uma companhia de varejo alimentar, que tradicionalmente trabalha com
margens apertadas, passa a carregar esse nível de alavancagem, o impacto
no fluxo de caixa se torna imediato e limita capacidade de investimento
e expansão”, afirma o CEO da MA7 Negócios, André Matos.
Na divulgação do balanço mais recente, o presidente do GPA anunciou
que a empresa tiraria o foco de sua expansão provisoriamente para focar
na melhoria das contas.
O grupo emprega 37 mil colaboradores
direitos, além de e outros 10 mil temporários e terceirizados.
Atualmente, cerca de 75% das vendas são provenientes do Estado de São
Paulo, onde estão 630 das lojas do grupo.
O tamanho atual do GPA:
Pão de Açúcar: 187 lojas
Extra Mercado: 166 lojas
Mini Extra: 155 lojas
Mini Pão de Açúcar: 222 lojas
Vale lembrar que o grupo já tinha iniciado uma reestruturação em 2021, quando encerrou a operação de hipermercados Extra com o fechamento das 100 lojas, que foram vendidas, convertidas em “Pão de Açúcar” ou fechadas em definitivo.
Plano de recuperação extrajudicial
Em fato relevante,
o GPA informou que tem apoio de mais de um terço dos seus credores para
suspender pagamentos por 90 dias enquanto estrutura um plano de
desalavancagem da empresa.
Segundo a empresa, fornecedores e funcionários não serão afetados, já que os débitos concentram-se em instituições financeiras.
Segundo o GPA, o plano de recuperação extrajudicial abrange
obrigações financeiras “sem garantia” que não constituem compromissos
correntes ou operacionais da companhia. o processo não inclui passivos
trabalhistas ou tributários e que não tem relação com discussões antigas
envolvendo a operação do Assaí.
O diretor financeiro do GPA,
Pedro Albuquerque, que assumiu o cargo na semana passada, afirmou que
parte do passivo inclui vencimentos de curto prazo. Segundo ele, cerca
de R$ 500 milhões vencem em maio, enquanto entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,3
bilhão têm vencimento previsto para julho.
No entanto, as dívidas
são apenas parte do problema da empresa. “Uma simples renegociação ou
reperfilamento de dívidas não é suficiente. Mesmo tendo sucesso nesse
plano atual, a operação do GPA precisa se tornar mais rentável, sob
risco de os problemas financeiros voltarem logo ali na frente”, comenta o
especialista em investimentos Ramiro Gomes Ferreira, sócio fundador do
Clube do Valor.
Para superar a crise de fato, a companhia precisa
encontrar formas de reposicionar suas bandeiras e recuperar
rentabilidade das lojas. “Caso contrário, o risco é apenas postergar o
problema”, adverte Matos.
Tamanho da crise
Em 2024 e 2025, a companhia direcionou mais de R$ 3,3 bilhões somente para o pagamento de despesas financeiras.
Em
2025, o faturamento do GPA chegou a R$ 20,6 bilhões, mas companhia
registrou um prejuízo líquido das operações continuadas de cerca de R$
651 milhões, encerrando o exercício com uma dívida líquida de R$ 2
bilhões, enquanto a dívida bruta total somava R$ 4 bilhões.
As ações do GPA acumulam queda de mais de 32% em 2026. Em cinco anos, a desvalorização chega a 87%.
Para
o analista da Ouro Preto Investimentos, Sidney Lima, o naufrágio da
ação indica uma deterioração da confiança dos investidores. “Isso
significa aumento do risco de diluição futura, possível alongamento
agressivo de passivos e maior incerteza sobre geração de caixa no curto
prazo”, conclui.
Além dos problemas financeiros, o GPA passou por mudanças relevantes no ano passado, com o Grupo Coelho Diniz assumindo em agosto do ano passado como principal acionista (24,6%). Outrora controlador, o francês Casino ainda detém uma fatia de 22,5%.
Em
outubro, o empresário André Coelho Diniz foi eleito presidente do
conselho de administração. Na sequência, o presidente-executivo, Marcelo
Pimentel, que estava no cargo desde 2022, renunciou. No começo de 2026,
Alexandre de Jesus Santoro foi eleito como diretor-presidente da
companhia.
No último balanço, o parecer de auditor destacou
“incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional”,
citando um capital circulante líquido consolidado negativo de R$ 1,2
bilhão, decorrente principalmente de empréstimos e financiamentos de R$
1,7 bilhão com vencimentos ao longo de 2026.
Com o pedido de
homologação do plano de recuperação judicial, a empresa terá um período
de 90 dias para avançar nas negociações com os credores, durante o qual
as obrigações com os credores afetados ficam suspensas.
“O
processo foi estruturado de modo a preservar a operação de suas lojas,
que deverão seguir funcionando normalmente. Suas operações são
saudáveis, e a Companhia está em dia com suas obrigações junto a
fornecedores, clientes e parceiros, os quais estão excluídos e não serão
afetados pelo processo de recuperação extrajudicial”, disse o GPA, em
fato relevante.
Segundo
a produtora de açúcar e etanol, controlada pelo grupo Cosan e Shell,
plano conta com a adesão expressa de credores titulares de mais de 47%
das dívidas financeiras
Tanques de combustível em terminal de distribuição da Raízen em São Paulo 20/08/2025 (Crédito: Amanda Perobelli/Reuters)
Da IstoÉ Dinheiro com Reutersi
:
A Raízen
anunciou nesta quarta-feira, 11, que protocolou um pedido de
recuperação extrajudicial, buscando reestruturar dívidas de
aproximadamente R$ 65,1 bilhões.
Segundo o fato relevante da companhia, seu plano conta com a adesão expressa de credores signatários titulares de mais de 47% das dívidas
financeiras, percentual que demonstra “apoio relevante aos esforços
para viabilizar a reestruturação das obrigações financeiras do grupo”.
A
produtora de açúcar e etanol, controlada pelo grupo Cosan e Shell,
disse que o plano não abrangerá dívidas e obrigações com seus clientes,
fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, “essenciais
para a sua operação e continuidade de suas atividades, as quais
permanecem vigentes e continuarão sendo cumpridas normalmente nos termos
dos respectivos contratos”.
A Raízen
afirmou ainda que terá um prazo de 90 dias, a contar do processamento
da recuperação extrajudicial, para obter o percentual mínimo necessário à
homologação do plano, “assegurando, assim, a vinculação de 100% dos
créditos sujeitos aos novos termos e condições de pagamento a serem
definidos”.
Entenda a crise
A Shell e a Cosan, um conglomerado industrial criado por Ometto, detêm cada uma 44% da Raízen.
A
Raízen registrou uma série de prejuízos e um aumento acentuado da
dívida líquida nos últimos trimestres, como resultado de investimentos
caros e condições climáticas adversas que afetaram negativamente as
safras, levando-a a alertar, em fevereiro, sobre uma “incerteza
significativa” quanto à sua capacidade de continuar operando.
A
dívida líquida da Raízen disparou devido a uma combinação de
investimentos pesados, clima instável e incêndios florestais, que
levaram a colheitas mais fracas e volumes de moagem mais baixos.
Segundo o fato relevante, o plano de recuperação poderá envolver, além da reestruturação das dívidas:
venda de ativos
capitalização do Grupo Raízen pelos seus acionistas
conversão de parte dos créditos sujeitos em participação acionária na companhia
a substituição de parte dos créditos por novas dívidas
reorganizações societárias, destinadas à segregação de parcela dos negócios atualmente conduzidos pelo grupo.
A
Eve Air Mobility, empresa da Embraer que desenvolve soluções de
decolagem e pouso vertical elétrico (eVTOL), firmou um acordo com a
australiana Alt Air, uma nova empresa de Mobilidade Aérea Avançada, e
com a Skyports Infrastructure (Skyports) para o desenvolvimento de
infraestrutura para as operações do eVTOL em Nova Gales do Sul e
Queensland, Austrália.
Segundo o diretor executivo da Eve Air
Mobility, Johann Bordais, a parceria vai criar um bases para um
ecossistema de eVTOL de classe mundial na Austrália. “Nova Gales do Sul e
Queensland representam uma oportunidade incrível para oferecer soluções
de mobilidade aérea urbana sustentáveis, silenciosas e eficientes que
beneficiarão moradores, empresas e visitantes internacionais,
especialmente considerando a proximidade da inauguração do Aeroporto
Internacional de Western Sydney e o cenário global dos Jogos de Brisbane
2032”, disse o executivo em comunicado.
De
acordo com a Eve, além dessas parcerias, a Alt Air aproveitará os
aeroportos existentes e outros ativos de infraestrutura aeroportuária
exclusivos em Sydney, incluindo bases operacionais no Porto de Sydney e
em Palm Beach. Com a Skyports, a Alt Air explorará novas localizações de
vertiportos para expandir a rede de futuros serviços comerciais de
eVTOL em Queensland. Este consórcio reúne os principais componentes
necessários para estabelecer um ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana
(UAM) seguro, eficiente e sustentável.
Em conjunto, a Eve, a Alt
Air e a Skyports desenvolverão um plano operacional integrado que
abrange elementos críticos do mercado emergente de aeronaves elétricas
de decolagem e pouso vertical (eVTOL) na Austrália. Isso inclui
infraestrutura de vertiportos, planejamento de rotas, integração do
espaço aéreo, operações em solo e experiência do cliente. Segundo a Eve,
a colaboração desempenhará um papel significativo no apoio aos futuros
serviços comerciais de eVTOL em ambas as regiões, incluindo um roteiro
que estabeleça operações de grande visibilidade a tempo para os Jogos
Olímpicos de Brisbane em 2032.
“Nosso
trabalho com a Eve Air Mobility e a Skyports reforça nosso compromisso
compartilhado em construir inovações significativas na aviação
australiana. Juntos, estamos projetando uma rede de eVTOL que melhorará
significativamente a conectividade e estabelecerá um padrão para a
mobilidade aérea avançada em todo o mundo”, disse Aaron Shaw, diretor
administrativo da Alt Air.
A Eve, a Alt Air e a Skyports irão
avaliar rotas prioritárias que liguem os principais centros
populacionais, distritos comerciais e polos turísticos em Sydney, no
sudeste de Queensland e regiões adjacentes. Os primeiros conceitos
incluem corredores de alta demanda, como o Aeroporto Internacional de
Western Sydney até o centro de Sydney.
“Consideramos
a Austrália um mercado-chave para o futuro da Mobilidade Aérea
Australiana (AAM) e temos desfrutado de um forte envolvimento e
entusiasmo por parte das partes interessadas em todo o país. O sudeste
de Queensland é um dos mercados mais atrativos para o lançamento da AAM
na Austrália, e os Jogos Olímpicos de Brisbane 2032 serão um forte
catalisador para viabilizar uma rede segura, eficiente e com legado, que
se estenderá muito além dos Jogos”, disse Yun-Yuan Tay, chefe da
Skyports Infrastructure para a região Ásia-Pacífico.
O
GPA, dono das redes Extra e Pão de Açúcar, anunciou um acordo de
recuperação extrajudicial para renegociar um montante de aproximadamente
R$ 4,5 bilhões em dívidas. A medida anunciada através de um fato
relevante publicado nesta terça-feira, 10, inaugura um prazo de 90 dias
para formalizar um acordo definitivo com os credores.
A
empresa afirma que o processo não envolve fornecedores, clientes ou
funcionários. As operações de todas as lojas abertas atualmente seguirá
normalmente. De forma geral, o débito contraído foi com credores
financeiros não operacionais, como instituições financeiras.
A
aprovação do plano contou com 46% do total de créditos sujeitos ao
plano, equivalente a R$ 2,1 bilhões. Trata-se de um percentual superior a
quórum mínimo legal de 1/3 estabelecido para acordos do tipo.
“A
Companhia confia que conseguirá o apoio da maioria dos créditos
sujeitos ao processo e espera chegar a uma solução estruturada que
resolva simultaneamente a liquidez de curto prazo e a sustentabilidade
financeira de longo prazo”, afirma a empresa no fato relevante.
Crise no GPA
No
seu mais recente balanço financeiro, o GPA já incluiu um alerta sobre
“incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a
continuidade operacional da companhia”. Na teleconferência sobre os
resultados, o presidente-executivo afirmou que uma mudança estrutural e
cultural era necessária, e destacou que tratava com prioridade a questão
do endividamento da companhia.
No
quarto trimestre do ano passado, o GPA registrou um prejuízo líquido
consolidado de R$ 572 milhões. O valor representou uma redução de 48,2%
em relação ao prejuízo de R$ 1,1 bilhão apurado em igual período de
2024.
“Apesar de melhora nos principais indicadores operacionais,
bem como geração positiva recorrente de caixa operacional, a companhia
continua apurando prejuízo no período”, informou no balanço.
Prejuízos recorrentes nos últimos anos provocaram uma série de mudanças no comando da empresa, com o Grupo Coelho Diniz assumindo em agosto do ano passado como principal acionista (24,6%). Outrora controlador, o francês Casino ainda detém uma fatia de 22,5%.
A
companhia nacional de petróleo da Arábia Saudita anunciou que
recomprará até US$ 3 bilhões em ações e elevou o dividendo base do
quarto trimestre, mesmo com a queda nos preços do petróleo.
A
Saudi Arabian Oil Co., conhecida como Aramco divulgou nesta terça-feira
(10) que o lucro líquido do quarto trimestre recuou para US$ 17,77
bilhões, ante US$ 22,34 bilhões no mesmo período do ano anterior. A
retração ocorreu porque o preço médio do barril de petróleo bruto caiu
para US$ 64,1, de US$ 73,1.
Apesar
da redução no lucro, a Aramco aumentou em 3,5% o dividendo trimestral,
que somará US$ 21,89 bilhões. A empresa também anunciou um dividendo
atrelado ao desempenho de cerca de US$ 220 milhões.
A Aramco acrescentou que pretende recomprar até US$ 3 bilhões em ações nos próximos 18 meses.
A Embraer
já pagou US$ 80 milhões em tarifas de exportação aos EUA. Segundo o
diretor financeiro da companhia, Antonio Carlos Garcia, as cobranças
tiveram início em abril de 2025 e foram interrompidas no mês passado.
Do
montante total, cerca de 85% estão relacionados ao segmento de aviação
executiva. A parcela restante foi referente à área de serviços e
suportes da Embraer.
Na
área de aviação executiva, as tarifas de importação totalizaram US$ 27
milhões durante o quarto trimestre de 2025, e, no acumulado do ano,
chegaram a US$ 54 milhões, informou a empresa em seu balanço.
Apesar
da interrupção das cobranças no fim de fevereiro, Garcia ressaltou que a
situação tarifária ainda gera incertezas. “Voltamos a zero, mas o que
vai acontecer daqui para frente está muito nebuloso”, disse ele, em
teleconferência na sexta-feira, 6.
Reembolso
Sobre
a possibilidade de reaver as tarifas já pagas, o presidente da Embraer,
Francisco Gomes Neto, disse que a companhia ainda estuda o próximo
passo. “Estamos acompanhando a situação para entender o que os nossos
pares vão fazer e que resultado eles vão conseguir disso para, então,
definirmos o nosso movimento.”
O executivo confirmou ainda que
todos os motores e peças de aeronaves estão isentos da tarifa de 10%
imposta pelos EUA. “Vemos com bons olhos a igualdade de condições em
nosso setor, já que a Embraer era a única fabricante a pagar tarifas
sobre exportações de aeronaves”, disse.
Pesquisa revela que carros elétricos e híbridos em circulação no País saltaram para 613.389 unidades no fim do ano passado
Volvo EX30 Ultra Twin Motor 2026 - Foto: Lucca Mendonça
Da redaçãoi
Embora
o Brasil não tenha benefícios para a compra de carros elétricos e
híbridos, o furor da novidade e a ideia de reduzir as visitas aos postos
de abastecimento são pontos que têm atraído a clientela para esse tipo
de veículo. Sem contar que, em São Paulo, modelos híbridos ou movidos a
baterias ficam isentos do rodízio municipal. Desse modo, dá para notar –
até pelo trânsito, cada vez mais absurdo – que a chegada desse tipo de
carro às ruas passa por crescimento avassalador.
Dolphin Mini raio-x – Foto: BYD/divulgação
Com base em dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), a empresa NeoCharge,
que apresenta soluções de infraestrutura para recarga de veículos
elétricos, realizou um levantamento que revela alta de 63,86% da frota
de veículos eletrificados (carros elétricos e híbridos de diferentes
tipos) em circulação no Brasil. Os dados comparam dezembro de 2024 com
dezembro de 2025. Em números, o salto foi de 374.333 unidades para
613.389 no período.
Toyota Yaris Cross Hybrid – Foto: divulgação
Híbridos são maioria
Do
total registrado em 2025, aponta a NeoCharge, 154.085 são carros
elétricos (EV), 200.244 são híbridos plug-in (PHEV) e, por fim, 259.060
correspondem aos híbridos convencionais (HEV).
Honda CR-V Advanced Hybrid – Foto: Lucca Mendonça
O
levantamento também mostra a consolidação das montadoras que lideram no
território brasileiro. A BYD – que tem o carro mais vendido do Brasil
no varejo – aparece na primeira posição, com 203.651 veículos
eletrificados em circulação. Na sequência vêm Toyota, com 130.724
unidades, e GWM, com 72.643 veículos circulando no Brasil.
E
a evidente aceleração da eletrificação da mobilidade no País só tende a
crescer. Afinal, só nos últimos meses, diversas marcas chegaram por
aqui, como Geely, Leapmotor, Jetour, Foton e tantas outras. Aliás, ainda
têm mais para chegar no futuro próximo.
Leapmotor C10 REEV – Foto: Lucca Mendonça
Regiões e modelos
A
maior cidade do Brasil tem, também, a maior frota de carros elétricos e
híbridos. São Paulo lidera o número de exemplares em circulação, com
86.681 unidades, e tem 44,15% do total do Estado – que também é o que
mais tem carros elétricos: 196.344.
BYD Yuan Pro – Foto: Lucca Mendonça
Em
relação aos modelos, o estudo aponta que o topo do ranking fica com o
Toyota Corolla Cross. O SUV que tem versões híbridas, conta com 63.557
unidades em circulação. É seguido, no entanto, pelo irmão Corolla –
lançado há seis anos -, com 45.408 emplacamentos. Quem fecha o pódio é o
híbrido plug-in BYD Song Plus, com 42.221 unidades. Os elétricos
Dolphin Mini (35.212) e Dolphin (29.699) aparecem, na sequência,
completando o top five.
Toyota Corolla GLI Hybrid – Foto: Toyota/divulgação https://motorshow.com.br/aumento-da-frota-de-carros-eletricos-e-hibridos