quarta-feira, 29 de julho de 2026

Grupo Coutinho reabre lojas compradas da rede Quitanda no Espírito Santo

 


Imagem destaque: Grupo Coutinho reabre lojas compradas da rede Quitanda no Espírito Santo
Créditos: Reprodução/ Folha Vitória


 O Grupo Coutinho iniciou, ontem (28), a reabertura das três unidades da antiga rede Quitanda, localizadas em Vitória (ES). As lojas serão abertas de forma escalonada ao longo da semana e passarão, gradualmente, a operar sob a bandeira Extraplus. A unidade de Mata da Praia foi a primeira a reabrir, seguida por Jardim Camburi, nesta quarta-feira (29), e Morada de Laranjeiras, que retomará o funcionamento amanhã (30). Com as novas operações, o grupo amplia sua presença na Grande Vitória e mantém a meta de alcançar 60 lojas até 2028.

Lojas migrarão para a bandeira Extraplus

 Inicialmente, as unidades continuarão operando com a marca Quitanda, mas já integradas à operação do Grupo Coutinho. A expectativa é concluir as adaptações e reinaugurar as três lojas sob a bandeira Extraplus ainda neste ano. O grupo prevê melhorias no mix de produtos, manutenção e adequações estruturais. "Estamos atentos às oportunidades de mercado, crescendo de forma sustentável e responsável, reforçando o nosso compromisso com o desenvolvimento da economia capixaba e com a geração de emprego e renda nas regiões onde atuamos", afirma Fabrício Coutinho, vice-presidente do Grupo Coutinho. 

 

 https://gironews.com/supermercado/grupo-coutinho-reabre-lojas-da-antiga-rede-quitanda-no-espirito-santo/

IPCA-15 desacelera em julho e impulsiona aposta em novo corte da Selic

A prévia da inflação oficial, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), registrou uma desaceleração significativa em julho. Com alta de apenas 0,06% no mês, o dado veio abaixo das expectativas do mercado financeiro e fortalece as apostas de um novo corte na taxa Selic pelo Banco Central. A leitura, publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), contrasta com o aumento de 0,41% observado em junho.

O que aconteceu

  • O IPCA-15 desacelera para 0,06% em julho, surpreendendo o mercado financeiro com uma leitura abaixo do esperado.
  • A inflação acumulada em 12 meses recuou para 4,52%, aproximando-se do teto da meta estabelecida pelo Banco Central.
  • O resultado reforça a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) realizará um novo corte na taxa Selic em sua próxima reunião.

Os dados divulgados pelo IBGE vieram abaixo do consenso dos economistas, que esperavam uma alta próxima de 0,20% no período. Além da desaceleração mensal, o indicador acumulado em 12 meses recuou de 4,80% para 4,52%, voltando a ficar mais próximo do limite superior da meta de inflação, de 4,5%.

Na avaliação de analistas, o desempenho reforça a percepção de que o processo de desinflação continua em curso, ainda que de forma gradual. Esse cenário é visto como um fator crucial para a tomada de decisões na política monetária.

Como a queda dos alimentos impacta a inflação?

Entre os fatores que contribuíram para o resultado de julho está a redução dos preços de alimentos, componente que vinha pressionando o índice nos últimos meses. Esta queda aliviou parte da pressão sobre o custo de vida das famílias brasileiras.

Por outro lado, itens como energia elétrica ainda exerceram influência sobre a inflação, impedindo uma desaceleração ainda maior. A combinação entre alimentos mais baratos e uma inflação mais moderada foi vista pelo mercado como um sinal positivo para a condução da política monetária.

Mercado amplia apostas em novo corte da Selic

Com um IPCA-15 abaixo das expectativas, economistas passaram a considerar mais provável que o Banco Central mantenha o ciclo de flexibilização monetária iniciado neste ano. Esta percepção aumenta a pressão sobre o Comitê de Política Monetária (Copom) para atuar.

Embora a autoridade monetária continue enfatizando cautela e a necessidade de acompanhar o comportamento da inflação de serviços, o novo dado reduz parte da pressão sobre o Copom e fortalece a expectativa de um novo corte na Selic nas próximas reuniões. A expectativa é que o ritmo de queda da taxa básica de juros possa ser mantido.

Quais os próximos desafios para a política monetária?

Apesar do alívio, especialistas destacam que ainda é cedo para concluir que a inflação está totalmente controlada. Questões como o cenário fiscal, o comportamento do câmbio, a atividade econômica e os preços administrados continuam no radar do Banco Central e podem influenciar as próximas decisões sobre juros.

Ainda assim, o resultado de julho representa um importante sinal de desaceleração dos preços e tende a influenciar as projeções para inflação, juros, Bolsa e mercado de renda fixa nas próximas semanas. Acompanhar a evolução desses indicadores será fundamental.

Principais números do IPCA-15 de julho

IndicadorResultado
IPCA-15 de julho0,06%
IPCA-15 de junho0,41%
Acumulado no ano3,51%
Acumulado em 12 meses4,52%

A divulgação do IPCA-15 é acompanhada de perto pelo mercado financeiro por ser considerada uma prévia da inflação oficial e um dos principais indicadores utilizados pelo Banco Central para calibrar a política monetária. O comportamento do índice costuma influenciar diretamente as expectativas para a taxa Selic, o crédito, os investimentos e o desempenho dos ativos brasileiros.

 

 https://istoedinheiro.com.br/ipca-15-desacelera-julho-corte-selic

Investimento direto no Brasil avança 33% e supera expectativas

 

Os investimentos estrangeiros diretos no Brasil registraram um forte avanço no primeiro semestre de 2026, superando as expectativas do mercado. Dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Banco Central (BC) revelam que o país recebeu US$ 46,986 bilhões em Investimento Direto no País (IDP) entre janeiro e junho, um aumento de cerca de 33% em relação ao mesmo período do ano passado, com o mês de junho impulsionando o resultado.

O que aconteceu

  • O Investimento Direto no País (IDP) no Brasil cresceu 33% no primeiro semestre de 2026, totalizando US$ 46,986 bilhões.
  • Apenas em junho, o ingresso de capital estrangeiro atingiu US$ 9,075 bilhões, um valor significativamente acima da projeção de US$ 5 bilhões do mercado.
  • O Banco Central revisou para cima sua expectativa para o IDP em 2026, de US$ 70 bilhões para US$ 75 bilhões, sinalizando otimismo.

O principal destaque do período foi o resultado de junho. O ingresso líquido de US$ 9,075 bilhões superou com folga a estimativa de analistas consultados pela Reuters, que esperavam cerca de US$ 5 bilhões. No mesmo mês de 2025, o fluxo havia sido de US$ 3,068 bilhões, evidenciando uma aceleração significativa na entrada de capital estrangeiro.

Com isso, o acumulado do primeiro semestre atingiu quase US$ 47 bilhões, consolidando um dos melhores desempenhos recentes para o investimento produtivo no país.

Como as exportações fortalecem a entrada de capital?

Segundo o Banco Central, parte desse desempenho está relacionada ao bom momento das exportações brasileiras. O aumento das receitas com vendas externas tornou empresas instaladas no Brasil mais atrativas para investidores internacionais.

O cenário foi favorecido pelos preços elevados do petróleo no mercado internacional e pelo desempenho das exportações de commodities como soja e carne bovina, que contribuíram para fortalecer o setor externo da economia brasileira.

Banco Central eleva projeção para o ano

Diante da melhora do cenário, o Banco Central revisou recentemente sua estimativa para o Investimento Direto no País (IDP) em 2026.

A previsão passou de US$ 70 bilhões para US$ 75 bilhões, refletindo a expectativa de continuidade da entrada de recursos destinados à expansão de empresas, abertura de novas operações e projetos produtivos no Brasil.

Mesmo com a revisão para cima, a estimativa ainda permanece ligeiramente abaixo dos US$ 78 bilhões registrados ao longo de 2025.

Déficit em conta corrente também melhora

Além do crescimento do investimento direto, o Banco Central informou que o déficit em transações correntes apresentou redução em junho.

O saldo negativo ficou em US$ 2,330 bilhões, abaixo dos US$ 5,177 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado e também inferior às expectativas do mercado. A melhora foi sustentada pelo desempenho da balança comercial, que registrou superávit de US$ 8,830 bilhões em junho.

O que é o investimento direto no país (IDP)?

O Investimento Direto no País (IDP) representa os recursos aplicados por empresas e investidores estrangeiros em ativos produtivos no Brasil, como abertura de fábricas, aquisição de empresas, ampliação de operações e novos projetos de longo prazo.

Diferentemente dos investimentos financeiros de curto prazo, esse tipo de capital costuma ser visto como um indicador da confiança dos investidores na economia brasileira e em seu potencial de crescimento.

Principais números do investimento estrangeiro

IndicadorResultado
Investimento direto em junhoUS$ 9,075 bilhões
Projeção do mercadoUS$ 5,0 bilhões
Acumulado do 1º semestreUS$ 46,986 bilhões
Crescimento sobre 202533%
Projeção do BC para 2026US$ 75 bilhões

O avanço do investimento direto reforça a percepção de que o Brasil continua atraindo capital produtivo, especialmente em um contexto de exportações aquecidas e melhora dos indicadores externos. Para o mercado, esse fluxo tende a favorecer a atividade econômica, ampliar a capacidade de investimento das empresas e contribuir para o crescimento do país ao longo de 2026.

 

terça-feira, 28 de julho de 2026

Giovani Baggio: o futuro da indústria é agora

 

Economista-chefe da Fiergs avalia como automação, inteligência artificial, mão de obra e transição energética podem redesenhar a economia gaúcha 
 
Giovani Baggio falou em entrevista ao Cenários de AMANHÃ que a discussão sobre a jornada de trabalho deve ser precedida por um avanço significativo na produtividade para não gerar efeitos negativos

 

Economista-chefe da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) desde 2023, Giovani Baggio construiu sua trajetória dentro da entidade ao longo da última década. Nesta entrevista, concedida ao Cenários de AMANHÃ, Baggio destacou que o desenvolvimento do Rio Grande do Sul passa pela superação de desafios demográficos e pela necessidade de aumentar a produtividade, impulsionada por investimentos em tecnologia e um ambiente de negócios mais estável e com acesso facilitado ao crédito, entre outros temas. O economista aborda, ainda, a necessidade de adaptação tecnológica, a exploração de novas oportunidades em setores como energia renovável e terras raras, a superação dos impactos de desastres naturais e a melhoria do ambiente de negócios para impulsionar a indústria gaúcha e brasileira em um cenário global em constante transformação.


Veja abaixo o videocast na íntegra.
 
 

 
 
 
 
 

Sobre o Cenários de AMANHÃ

 
Os 18 episódios que compõem o hub de conteúdos do Cenários de AMANHÃ estão disponíveis neste link. A série de entrevistas Cenários de AMANHÃ tem contribuição essencial no documento "Rio Grande: a Reinvenção do Futuro", que reúne os conteúdos do projeto em formatos impresso e digital, com análises, dados oficiais e insights.

O projeto Cenários de AMANHÃ, iniciado em 1986, busca compreender como o estado, por meio de suas políticas públicas, lideranças, setores produtivos e soluções inovadoras, está construindo os alicerces de um futuro mais resiliente, competitivo e sustentável.

Brasil lidera redução no uso de dinheiro em espécie na América Latina

 

Movimento é atribuído à larga adoção do Pix no país 
 
 
Peru, Colômbia e México apresentam os maiores índices de utilização de dinheiro físico na América Latina

 

Os consumidores latino-americanos recorrem ao dinheiro físico com maior frequência que a média mundial. Em 2025, esse meio de pagamento respondeu por 23% do valor movimentado nos pontos de venda (PDVs) da região, contra 14% no globo. O Brasil, porém, é o país da América Latina onde seu uso é menos expressivo, com participação de 12%, conforme revela a 11ª edição do Global Payments Report 2026, da Salesforce.

O crescente abandono do uso do dinheiro físico é atrelado ao Pix. No Brasil, o Pix se consolidou como o meio de pagamento instantâneo mais popular, elevando a fatia das transferências conta a conta para 42% no e-commerce e 34% no valor transacionado em pontos de venda em 2025. Na Argentina, o sistema Transferencias 3.0 segue ampliando a adoção de tansações conta a conta, que já representa 15% das vendas online e 10% do faturamento nos PDVs. A Colômbia trilhou caminho semelhante em 2025, quando seu banco central lançou o sistema de pagamentos em tempo real Bre-B.

Os países que seguem o Brasil na redução do uso de cédulas são Chile, com 16% dos valores movimentados, e a Argentina, 17%. Já Peru (30%), Colômbia (32%) e México (40%) registram índices mais altos de emprego de dinheiro em papel e moeda. O levantamento aponta ainda que a América Latina lidera a modalidade de pagamento na entrega no comércio eletrônico, com destaque para o México, onde essa prática atinge 6% das transações – o maior percentual do mundo.

Carteiras digitais e apps de pagamento em ascensão
As carteiras digitais são hoje o principal método de pagamento globalmente, respondendo por 56% do valor transacionado no e-commerce e 33% do valor transacionado nos PDVs em 2025. O uso de carteiras eletrônicas na América Latina continua aquém da média global, com 23% de participação no valor transacionado no e-commerce em 2025, frente a 56% no mundo. Nos PDVs, a presença é de 16%, enquanto a média internacional é de 33%.

Todavia, esse panorama está em transformação, com projeções de crescimento para as carteiras digitais em toda a região. O Mercado Pago, braço financeiro do maior marketplace da América Latina, é um dos aplicativos de pagamento mais populares nos mercados onde atua. O PayPal também mantém atuação relevante, assim como soluções locais, a exemplo da Nequi, na Colômbia, e da Yape, no Peru. O relatório prevê que o uso de apps de pagamento em lojas cresça 135% mais rápido do que o crescimento dos PDVs globalmente.

 

 https://amanha.com.br/categoria/comportamento/brasil-lidera-queda-no-uso-de-dinheiro-em-especie-na-america-latina

Madesa investe R$ 51 milhões em novo centro de distribuição

 

Os próximos investimentos ainda estão em definição e deverão ocorrer de forma gradual, acompanhando a entrada da empresa em novos mercados e o crescimento das vendas fora do país

 


A fabricante gaúcha de móveis Madesa, que faturou mais de R$ 1 bilhão em 2025, investiu R$ 51 milhões na construção de um novo centro de distribuição de 31 mil metros quadrados. A estrutura aumentou a capacidade operacional e logística da companhia para atender tanto o mercado brasileiro quanto sua expansão internacional. Com sede e parque fabril em Bom Princípio, a Madesa vende atualmente para mais de dez países e pretende elevar de cerca de 20% para 40% a participação das operações internacionais em seu faturamento nos próximos anos. América do Norte e América Latina estão entre as regiões consideradas estratégicas para esse avanço.

Os próximos investimentos ainda estão em definição e deverão ocorrer de forma gradual, acompanhando a entrada da empresa em novos mercados e o crescimento das vendas fora do país. "O novo centro de distribuição amplia nossa capacidade de atendimento e prepara a operação para uma nova etapa de crescimento. Essa estrutura também fortalece nossa estratégia de expansão internacional, que exige escala e eficiência logística", afirma Pedro Cini, CEO da Madesa.

A nova estrutura fortalece uma operação que integra indústria, tecnologia, comércio eletrônico e logística, modelo que sustentou o crescimento da companhia e contribuiu para que a Madesa ultrapassasse R$ 1 bilhão em faturamento no ano passado. A Madesa já comercializa seus produtos em países como Estados Unidos, Canadá, México, Colômbia e Índia. A estratégia combina parceiros locais, marketplaces e lojas virtuais próprias, de acordo com as particularidades de cada região.

A expansão internacional ocorre após uma transformação no modelo de negócios da companhia. A Madesa deixou de concentrar sua atuação no varejo tradicional e passou a operar de forma quase integralmente digital, com venda direta ao consumidor. Nesse processo, a fabricante ampliou o portfólio para mais de 6 mil itens. A empresa também vem investindo em inteligência artificial, eficiência operacional e aprimoramento da experiência do cliente.

 

 https://amanha.com.br/categoria/empresa/madesa-investe-r-51-milhoes-em-novo-centro-de-distribuicao


Saiba quais produtos brasileiros estão isentos da tarifa de 12,5% dos EUA

 

Café, petróleo, gás natural, fertilizantes, madeira, suco de laranja e derivados de açaí estão na lista 
 
 
Insumos industriais, minerais, resíduos metálicos e produtos utilizados pelas cadeias de tecnologia e farmacêutica também ficaram de fora da nova taxação

 

 

Os Estados Unidos divulgaram uma lista com 471 produtos brasileiros que ficarão isentos da nova sobretaxa de 12,5% imposta sob a alegação de falhas no combate ao trabalho forçado. A relação publicada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e reúne exceções distribuídas em 20 grandes categorias de produtos.

A lista de exceções contempla produtos considerados estratégicos para o comércio entre Brasil e Estados Unidos e também insumos utilizados pela indústria americana. Entre os principais itens isentos estão: café; petróleo e derivados; gás natural; fertilizantes; madeira e produtos de madeira; suco de laranja; derivados de açaí; defensivos agrícolas; couros e peles; ferro-gusa; resíduos e sucata de alumínio; equipamentos para fabricação de semicondutores; determinados medicamentos e ingredientes farmacêuticos; obras de arte, antiguidades e itens de coleção. Também ficaram de fora diversos insumos industriais, minerais, resíduos metálicos e produtos utilizados pelas cadeias de tecnologia e farmacêutica. 

A nova tarifa entrou em vigor na madrugada desta sexta-feira (24) e, para os produtos que não foram incluídos na lista de exceções, foi somada à sobretaxa de 25% aplicada pelos EUA desde quarta-feira (22), elevando a tributação total para 37,5% em parte das exportações brasileiras. No total 80,7% das exportações brasileiras ao país foram impactadas pela nova medida, o equivalente a US$ 10,8 bilhões e 3.985 produtos.

Com ABR

 

 https://amanha.com.br/categoria/sul-for-export/saiba-quais-produtos-brasileiros-estao-isentos-da-tarifa-de-12-5-dos-eua