sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Futuros de Wall Street tentam reação sob aperto dos Treasuries e escalada geopolítica no Oriente Médio; Bitcoin dispara 7%

 

Mercados globais ponderam o impacto de uma semana marcada pelo avanço nas taxas dos títulos soberanos norte-americanos

Os contratos futuros das bolsas de Nova York registram ganhos nesta manhã de sexta-feira (21), ensaiando uma recuperação pontual frente às perdas recentes. Os agentes financeiros mantêm o foco nos próximos passos da ofensiva de restrições econômicas anunciada pela administração Trump contra o Irã. Paralelamente, o anúncio de ampliação na recomposição de dívida pelo Tesouro dos EUA não evitou nova elevação nas taxas de juros de longo prazo. O sentimento dos investidores reflete o encerramento de um período de forte estresse no mercado de renda fixa global, catalisado por temores inflacionários, trajetória da dívida federal e fragilidade fiscal nos EUA. Nem mesmo o compromisso de dobrar o volume de aquisições de títulos longos (10 a 30 anos) conteve o movimento de alta nos yields. As atenções se voltam para o plano de ação prometido pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, com metas de ajuste orçamentário e mitigação do custo da dívida governamental. Bessent sinalizou que o montante final destinado às recompras de papéis poderá ultrapassar o patamar de US$ 4 bilhões.

Estados Unidos

O titular do Tesouro, Scott Bessent, reiterou a orientação da Casa Branca em sufocar a economia iraniana, prometendo o pacote de sanções financeiras mais rigoroso já implementado. Um pronunciamento oficial foi marcado para a próxima segunda-feira para detalhar as punições, afastando expectativas de uma trégua e de liberação irrestrita no Estreito de Ormuz.

Confira a cotação dos índices futuros:

  • Dow Jones Futuro: +0,23%

  • S&P 500 Futuro: +0,29%

  • Nasdaq Futuro: +0,44%

Europa

As praças europeias operam sem tendência definida na sessão desta sexta-feira, com bolsas e setores exibindo variações mistas desde a abertura.

  • STOXX 600: +0,29%

  • DAX (Alemanha): +0,35%

  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,26%

  • CAC 40 (França): +0,22%

  • FTSE MIB (Itália): +0,57%

Ásia-Pacífico

Os mercados asiáticos encerraram o dia com desempenhos divergentes, refletindo o fechamento negativo em Nova York no dia anterior e a escalada nas taxas dos juros americanos, somados aos riscos fiscais e tensões geopolíticas globais.

  • Shanghai SE (China): +0,04%

  • Nikkei (Japão): -0,30%

  • Hang Seng Index (Hong Kong): +1,21%

  • Nifty 50 (Índia): +0,01%

  • ASX 200 (Austrália): -0,27%

Commodities

As cotações do petróleo registram pouca variação no dia, contudo caminham para fechar a segunda semana consecutiva de valorização, impulsionadas pelo impasse diplomático entre Washington e Teerã que afeta o fornecimento no Oriente Médio. No segmento metálico, o minério de ferro encerrou com leve alta na China, sustentado pela baixa dos estoques nos terminais portuários locais, o que ajudou a mitigar a perda de margem de lucro das usinas siderúrgicas.

  • Petróleo WTI: -0,77%, cotado a US$ 86,16 o barril

  • Petróleo Brent: -0,59%, cotado a US$ 93,23 o barril

  • Minério de ferro (Bolsa de Dalian): +0,21%, a 707,50 iuanes (US$ 105,23)

Criptomoedas

  • Bitcoin (BTC): +7,02%, negociado a US$ 77.730,00 (variação acumulada em 24 horas)

 

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