
Corretor de câmbio mostra notas de dólares em Peshawar, Paquistão
Redução da vantagem do governo em pesquisas induz ajuste no dólar à vista.
O dólar à vista opera em queda de 0,56% nesta segunda-feira (31), cotado a R$ 5,18 na venda. O movimento reflete a reação do mercado financeiro a novos levantamentos eleitorais que mostram compressão na vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva frente ao senador Flávio Bolsonaro no segundo turno do pleito de outubro.
O pregão coincide com a formação da taxa Ptax de encerramento de mês, onde agentes operam para direcionar a cotação de acordo com o interesse de suas posições no mercado futuro. O indicador, calculado pelo Banco Central com base nas transações do mercado à vista, baliza a liquidação dos contratos derivativos.
Na B3, o contrato de dólar futuro com vencimento em setembro registrava recuo de 0,40%, negociado aos mesmos R$ 5,18.
De acordo com a pesquisa BTG/Nexus, Lula soma 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 33%. Na simulação de segundo turno, a distância entre ambos encolheu para um ponto percentual, com o petista marcando 46% contra 45% do adversário, configurando empate técnico no limite da margem de erro.
A sondagem AtlasIntel/Bloomberg mostrou trajetória semelhante ao registrar queda na diferença entre os dois candidatos de 6,3 para 4,5 pontos percentuais na disputa final, reduzindo a vantagem do atual governo em relação ao levantamento divulgado em julho. O placar aponta 47,1% para o presidente e 42,6% para o senador do PL, enquanto no primeiro turno os percentuais ficam em 43,4% e 33,7%, respectivamente.
A disputa pela Ptax mantém a volatilidade na primeira metade dos negócios, deixando a trajetória da moeda dependente dos desdobramentos da corrida eleitoral.
https://istoedinheiro.com.br/cambio-fica-mais-sujeito-a-risco-de-volatilidade-com-aperto-eleitoral
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