terça-feira, 8 de setembro de 2026

Trump causa crise diplomática ao mostrar mapa com “Groenlândia dos EUA”

 

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou uma crise diplomática ao publicar em sua rede social Truth um mapa que exibia a Islândia, a Groenlândia, o México, o Canadá e outras nações sob a bandeira norte-americana. Em resposta, a ministra das Relações Exteriores da Islândia, Thorgerdur Gunnarsdottir, convocou o embaixador dos EUA, Billy Long, para um repreendimento formal, classificando a ação como “completamente inadequada”. O incidente reacende o debate sobre o interesse dos EUA em territórios nórdicos, especialmente a Groenlândia, que recentemente recebeu um expressivo investimento da União Europeia.

O que aconteceu

  • O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, posta um mapa em sua rede social Truth, mostrando a Groenlândia e outros países sob a bandeira americana.
  • A ministra das Relações Exteriores da Islândia, Thorgerdur Gunnarsdottir, convoca o embaixador dos Estados Unidos, Billy Long, para manifestar desaprovação.
  • A publicação de Trump acontece horas após a Comissão Europeia anunciar um investimento de € 200 milhões para a Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca.

Segundo informações da emissora local RUV, Gunnarsdottir expressou claramente a Long o descontentamento islandês com a atitude do ex-presidente. O mapa em questão mostrava, além dos EUA, Canadá, Groenlândia, México, América e Caribe, a Islândia, todos cobertos pelo símbolo dos Estados Unidos, gerando mal-estar diplomático.

A controvérsia surge em um momento em que a atenção global se volta para a Groenlândia. A publicação de Trump foi feita pouco depois da Comissão Europeia anunciar um robusto investimento de € 200 milhões destinado ao território. Em declarações anteriores, o republicano já havia expressado publicamente o desejo de que os EUA deveriam adquirir a Groenlândia, hoje uma região semiautônoma da Dinamarca.

Por que a Groenlândia é um ponto de discórdia internacional?

O anúncio da Comissão Europeia, feito pela presidente Ursula von der Leyen, reforça o apoio da União Europeia aos governos da Groenlândia e da Dinamarca. Ambos os entes rejeitaram veementemente a campanha de Trump para a aquisição da maior ilha do mundo, demonstrando um alinhamento com a soberania do território.

Os recursos europeus serão prioritariamente direcionados para setores estratégicos, como a exploração de minerais essenciais, o aprimoramento das comunicações via satélite e o desenvolvimento de projetos de energia renovável. Este investimento visa fortalecer a infraestrutura e a autonomia econômica da Groenlândia diante das pressões geopolíticas.

 

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Qualcomm e Amazon fecham acordo por “chips de IA” para data centers

 

A Qualcomm, maior fabricante de processadores para smartphones do mundo, e a Amazon.com anunciaram nesta terça-feira um acordo estratégico para o fornecimento de chips para data centers. A parceria abrangerá múltiplas gerações de produtos, com a Amazon recebendo o direito de adquirir até US$ 4 bilhões em ações da Qualcomm. Este movimento visa fortalecer a infraestrutura de inteligência artificial da Amazon Web Services (AWS) e diversificar os negócios da Qualcomm. Da IstoÉ.

O que aconteceu

  • Qualcomm e Amazon fecham parceria para o desenvolvimento de chips personalizados para a infraestrutura de inteligência artificial da AWS.
  • A Amazon terá o direito de adquirir até US$ 4 bilhões em ações da Qualcomm, atrelado a encomendas de chips que podem chegar a US$ 60 bilhões.
  • O acordo reforça a estratégia da Qualcomm de expandir sua atuação no lucrativo mercado de data centers, reduzindo a dependência de smartphones.

A colaboração envolverá o desenvolvimento de chips personalizados para dar suporte à infraestrutura de inteligência artificial da Amazon Web Services (AWS), informou a Qualcomm em comunicado. As empresas trabalharão em componentes voltados tanto para a execução de serviços de IA quanto para a conexão entre diferentes partes dos sistemas computacionais.

Pelos termos do acordo, a Qualcomm concedeu à Amazon um warrant que permite a compra de até 25 milhões de ações da companhia a US$ 161,26 cada. O direito de aquisição será liberado em etapas, vinculadas a encomendas de chips feitas pela Amazon que podem chegar a US$ 60 bilhões ao longo da próxima década.

As ações da Qualcomm chegaram a subir 8,7% em Nova York, para US$ 183,49, registrando o maior avanço intradiário desde 25 de junho. Já os papéis da Amazon recuavam menos de 1%.

Estratégia da Qualcomm para diversificação

A conquista da Amazon como cliente fortalece o movimento da Qualcomm para ganhar espaço no lucrativo mercado de componentes para data centers voltados à inteligência artificial. Sob o comando do CEO Cristiano Amon, a empresa busca reduzir sua dependência do setor de smartphones, que enfrenta desaceleração, e impulsionar o crescimento em áreas como data centers, automóveis e computadores pessoais. Essa estratégia reflete um compromisso com a valorização do acionista, à medida que a empresa também eleva dividendo e adiciona US$ 20 bi a programa de recompra.

A Qualcomm segue duas estratégias em sua iniciativa para data centers: vender seus próprios componentes e ajudar grandes clientes a projetar e fabricar seus próprios chips. A Amazon já é uma das companhias mais avançadas nesse modelo, com projetos internos de processadores, redes e chips de IA.

Qual é o papel de outras gigantes na corrida por chips de IA?

A Qualcomm já havia anunciado anteriormente que a Meta Platforms e a Humain, da Arábia Saudita, também serão clientes de seus chips para data centers.

A expansão acelerada da infraestrutura global de inteligência artificial tem sido marcada por acordos que vão além da simples compra e venda de componentes. Empresas como Nvidia e AMD passaram a investir em clientes ou oferecer participações acionárias como parte das negociações.

Segundo essas companhias, a estratégia ajuda a acelerar a adoção das tecnologias e cria incentivos para relacionamentos de longo prazo. Críticos, porém, argumentam que esses acordos podem representar uma forma de financiamento cruzado que gera demanda artificial.

Amazon e seus projetos próprios de IA

A Amazon e outras gigantes da computação em nuvem têm desenvolvido alternativas próprias às populares GPUs da Nvidia.

Lançado em 2020, o acelerador de IA Trainium, da Amazon, já conquistou clientes de destaque como OpenAI, Anthropic e Uber, que acessam a tecnologia por meio da AWS. Em abril, a empresa afirmou que o chip já acumulava mais de US$ 225 bilhões em compromissos de receita.

A Amazon utiliza há anos warrants para adquirir participações em fornecedores estratégicos, buscando capturar parte do valor gerado por seus investimentos. A empresa já adotou a mesma estratégia com companhias aéreas de carga e fabricantes de caminhões e vans que atendem sua operação logística.

 

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Trump ameaça “parar de negociar” se Fed não reduzir juros

 

Nesta sexta-feira, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou interromper o comércio com nações que mantêm déficit com os EUA caso o Federal Reserve (Fed) não reduza as taxas de juros. A declaração surge em um momento de pressão contínua do republicano sobre a autoridade monetária, que mantém juros considerados elevados para o cenário econômico atual.

O que aconteceu

  • Donald Trump ameaça cortar relações comerciais com países que têm déficit com os Estados Unidos.
  • A condição imposta por Trump é a redução da taxa de juros pelo Federal Reserve.
  • A declaração foi feita após o Escritório de Estatísticas do Trabalho divulgar que a criação de empregos em agosto nos EUA superou as expectativas.

A exigência de Trump reflete sua crítica de longa data à política monetária do Fed, que ele considera prejudicial à competitividade norte-americana. “A taxa de juros alta coloca os EUA em uma desvantagem muito injusta, e eu não vou permitir que isso aconteça!”, disse o político, que tem cobrado repetidamente do Fed a diminuição dos juros básicos.

Por que Trump pressiona o Federal Reserve?

A pressão se intensificou após o Escritório de Estatísticas do Trabalho informar que a criação de empregos em agosto nos EUA foi mais robusta do que o previsto. Tal cenário, ao invés de aliviar, levou operadores a aumentar as apostas em um novo aumento dos juros pelo Fed ainda neste mês, contrariando a visão de Trump.

Em uma postagem no Truth Social, Trump foi taxativo: “Devemos ter a TAXA MAIS BAIXA de qualquer país do mundo… REDUZAM OS JUROS OU VOU PARAR DE NEGOCIAR COM PAÍSES COM OS QUAIS TEMOS DÉFICIT”. A fala sublinha a abordagem agressiva do ex-presidente em política econômica e suas implicações para as negociações comerciais globais.

 

 

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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Produção industrial cresce 0,20% em julho, mas fica abaixo do esperado

 

Na comparação anual, o setor encolheu 0,5% e ficou abaixo do esperado pelos analistas.

A produção industrial brasileira voltou a crescer em julho após dois meses consecutivos em queda, mas iniciou o terceiro trimestre com ritmo abaixo do esperado. O avanço registrado foi de 0,20% ante o mês anterior, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No confronto com igual período do ano anterior, o setor recuou 0,50%. O número ficou aquém da pesquisa da Reuters com analistas, onde se projetava expansão de 0,60% na margem e estabilidade na base anual, gerando dúvidas sobre a força da atividade fabril no período.

 

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Fragmentação de dados na IA pressiona governança das empresas em 2026

 

Centralização de sistemas e supervisão humana passam a ser condição para conter desperdício operacional.

A aceleração das ferramentas de inteligência artificial nas companhias recolocou a centralização de sistemas no centro das decisões corporativas. De acordo com executivos reunidos no podcast É Mais que Tech, parceria da Senior Sistemas com o Conexão InfoMoney, o fracionamento de bancos de dados limita a precisão dos modelos automatizados em meio ao avanço de agentes autônomos.

A integração das arquiteturas tecnológicas nas grandes corporações, retornou ao topo das prioridades pela forma como esses algoritmos operam. “O que vemos hoje é que, quanto mais você coloca agentes de inteligência artificial trabalhando e interpretando informações, mais a fragmentação da informação passa a ser um problema grave”, afirma Eduardo Carone, CEO da Atlas Governance.

A multiplicação de informações desconectadas provocou o superpovoamento de dados no ambiente corporativo, cenário que exige arquitetura voltada ao negócio e diretrizes rígidas de controle de acesso. Taiolor Morais, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Senior Sistemas, ressalta que o volume isolado não traz respostas eficientes. “O excesso de dados, muitas vezes, não responde a muita coisa; os dados precisam se transformar em informação”, aponta o executivo. Ele acrescenta que governança, gestão de acessos e privacidade são pré-requisitos para estruturar esses ativos.

Paralelamente, o uso não autorizado de ferramentas externas por colaboradores, conhecido como “Shadow AI”, elevou os riscos de segurança da informação nas empresas. O movimento exige manutenção da responsabilidade direta das lideranças, impedindo que a automação substitua o julgamento nos conselhos de administração.

Carone adverte para a banalização da tecnologia na confecção de relatórios corporativos. “Hoje existe a ‘linguiça artificial’: criam-se apresentações de 200 slides no PowerPoint com ferramentas como Claude e Designer”, observa. Para o executivo, o processo consome recursos operacionais sem gerar ganho real. “A pessoa que deveria ler também não lê e joga na IA para resumir. Gastam-se tokens de inteligência artificial de ambos os lados para, no fim do dia, não ter resultado nenhum”, alerta.

A resposta operacional passa pelo conceito de “human-in-the-loop”, garantindo a supervisão de profissionais nas etapas decisórias. À medida que essas ferramentas evoluem de sistemas de perguntas para agentes autônomos executores de rotinas, o mercado passa a tratar a tecnologia com protocolos semelhantes aos de contratação de pessoal. “Quando você constrói um agente, deve tratá-lo como uma pessoa: ele precisa de um job description, de um onboarding, de cursos e treinamentos”, explica Carone.

Essa transição reformula atribuições em setores técnicos, reduzindo o tempo alocado em tarefas repetitivas de programação, gerando um redirecionamento da mão de obra para a estratégia do negócio. Morais pontua que o desenvolvedor passa a atuar no design e no capital intelectual, cabendo às companhias mensurar o retorno real desses investimentos frente ao custo de governança.

 

 

Pix ganha regra antifraude em setembro; veja o que muda

 

Mudança no Mecanismo Especial de Devolução busca mitigar perdas de comerciantes afetados por fraudes de estorno.

A alteração nas regras antifraude do Pix amplia de 30 para 80 dias o prazo para a contestação de estornos de transferências. A medida do Banco Central passa a vigorar nesta terça-feira (1º), aumentando em quase três vezes a janela de defesa para os recebedores da moeda digital, gerando maior tempo de reação para estabelecimentos atingidos.

O ajuste no Mecanismo Especial de Devolução (MED) busca cobrir uma brecha explorada em golpes contra o comércio. A modalidade de fraude ocorria quando criminosos alegavam envios incorretos do Pix para solicitar o reembolso direto; após reaverem os valores com a vítima, os golpistas acionavam o MED alegando fraude e recebiam um segundo estorno da instituição financeira.

O MED opera como o protocolo exclusivo do arranjo Pix para viabilizar o ressarcimento após notificação do usuário. A partir do registro na instituição de origem, que pode ser feito em até 80 dias após a transação ou da recepção da devolução, o banco efetua o bloqueio preventivo dos saldos na conta do recebedor. A análise do caso ocorre em até 7 dias, resultando na liberação dos recursos caso a fraude seja descartada ou na devolução ao solicitante em até 96 horas.

Caso o saldo do infror seja insuficiente, o banco do recebedor executa bloqueios sucessivos por até 90 dias a contar da transação original para reaver o montante. No novo arranjo da autoridade monetária, onde se estabeleceu também a cobertura para falhas operacionais como duplicidade de envios, o estorno decorrente de erros sistêmicos é concluído em até 24 horas.

 

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terça-feira, 1 de setembro de 2026

MDIC prorroga prazo do drawback para afetados por tarifas dos EUA

 

Portaria estipula regras para prorrogar em 12 meses a suspensão de tributos do setor exportador.

Empresas com vendas externas prejudicadas pelas sobretaxas norte-americanas já podem solicitar a extensão por até 12 meses nos prazos do drawback suspensão. A regulamentação da Medida Provisória nº 1.386/2026 foi publicada pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, gerando um alívio regulatório para o setor exportador.

A Portaria Secex nº 536 estabeleceu os critérios para enquadrar os atos concessórios no benefício emergencial. O regime é voltado exclusivamente aos contratos cujo cumprimento de embarque foi afetado por tarifas adicionais dos Estados Unidos e que já tenham passado por prorrogação ordinária do Departamento de Operações de Comércio Exterior. Além dessa exigência, a vigência final do ato precisa estar fixada entre 22 de julho e 31 de dezembro de 2026, mantendo o processo ativo no sistema. O novo prazo de um ano começa a contar logo após o encerramento da vigência ordinária atual.

Para conseguir o diferimento, a empresa precisa demonstrar que possuía compromisso de exportação, em 25 de agosto de 2026, referente a produtos não isentos das alíquotas adicionais norte-americanas. Essas barreiras baseiam-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 dos EUA e nos memorandos da Casa Branca assinados em julho de 2026. A comprovação exige a apresentação de documentos comerciais com data prévia a 25 de agosto, como contratos, propostas, ofertas ou registros de negociação comercial. Esses papéis devem identificar claramente o item, o comprador nos EUA e o exportador brasileiro, sendo aceito o envio de arquivos em inglês sem tradução.

As novas diretrizes contemplam fabricantes-intermediários e vendas indiretas à medida em que a sobretaxa restringe o acesso ao mercado externo. No caso das indústrias que fornecem insumos para quem fabrica o produto final, a intenção comercial pode ser comprovada pela empresa exportadora do bem acabado. Essa relação precisa ser atestada por contrato prévio a 25 de agosto de 2026 ou por nota fiscal de venda do componente. Para embarques feitos por trading companies, a comprovação do interesse de compra norte-americano também pode partir da própria comercial exportadora.

O pedido de extensão deve ser encaminhado diretamente ao Decex no módulo de Anexação Eletrônica do Siscomex via ofício. A empresa precisa listar os atos concessórios e os itens de exportação afetados, anexando os comprovantes comerciais e de intermediação necessários. A norma já entrou em vigor, detalhando o funcionamento de um regime que desonerou US$ 72,8 bilhões em embarques no ano passado — o equivalente a 20,9% das exportações brasileiras de 2025. O instrumento atendeu 1.791 empresas no período e agora serve de amortecedor contra as proteções tarifárias de Washington.

Fonte: Agência Gov

 

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