quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Enel diz que apagão em SP afetou 4,4 milhões de clientes, o dobro do divulgado anteriormente

 

A Enel, concessionária dos serviços de energia da cidade de São Paulo, afirmou que o apagão em 10 de dezembro prejudicou 4,4 milhões de clientes na capital naquele dia. O número equivale ao dobro do que havia sido divulgado pela própria empresa no ano passado.

Os dados foram relatados pela própria Enel à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

À época, a empresa afirmava que o apagão atingiu 2,2 milhões de clientes sem luz na quarta, após a chegada de um ciclone ao Estado de São Paulo. Segundo a concessionária, os 2,2 milhões de consumidores afetados correspondem ao pico de clientes desligados simultaneamente e não ao volume acumulado ao longo do apagão.

“Foram 12 horas seguidas de fortes ventos e, na medida em que a empresa reconectava clientes desligados, outros eram impactados sucessivamente com a força do vendaval. O número acumulado de clientes desligados ao longo do dia 10 foi significativamente maior, apurado em análise posterior ao evento climático”, diz a empresa (veja a nota na íntegra abaixo).

Clientes afetados

A correspondência encaminhada pela Enel a Aneel, documento à qual o Estadão teve acesso, foi registrada no dia 19 de dezembro.

“A consolidação dos dados contidos em ambos os arquivos permitem à Aneel alcançar o total de aproximadamente 4,4 milhões de clientes interrompidos no dia 10/12/2025, assegurando a correta representação do impacto do evento e a adequada segregação dos tipos de atendimento realizados”, afirma a empresa.

Ainda de acordo com o documento, os sistemas da rede reconectaram automaticamente 1,1 milhão de clientes naquele dia. Outros 3,2 milhões tiveram fornecimento restabelecido por meio da atuação de equipes em campo.

Informações do documento apontam ainda um reduzido número de atendimentos na madrugada do dia 11, quando muitos clientes ainda sofriam o impacto do apagão. Sobre os dados, a Enel afirma que “a quantidade de equipes se concentrou principalmente durante o dia, dada a natureza do evento e para que fosse amplificada a produtividade das equipes”.

Governo e Prefeitura de SP pedem caducidade do contrato

A velocidade dos ventos que causaram o apagão chegou a 98 km/h, o que nunca havia sido aferido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) desde o início das medições, em 1963. O fenômeno climático provocou transtornos em cascata na cidade. A cidade chegou a ter milhões de imóveis sem energia, afetando milhões de habitantes em variadas regiões.

Em dezembro, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o governador de SP, e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) anunciaram o pedido de caducidade do contrato com a Enel.

A solicitação foi feita para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que disse que vai usar um processo já aberto em 2024 para acelerar a análise. O processo envolve o diagnóstico das falhas e direito de defesa da concessionária. Após o anúncio, a Enel disse estar disposta a enterrar a fiação e defende sua atuação em SP.

Veja a nota da Enel na íntegra:

A Enel São Paulo esclarece que, após consolidação dos dados preliminares, identificou que o número de clientes afetados pelo ciclone extratropical que atingiu a área de concessão no dia 10 de dezembro foi de 4,4 milhões de clientes, o que corresponde à soma de unidades afetadas ao longo de mais de 12 horas seguidas de fortes ventos.

À medida em que a empresa reconectava clientes desligados, outros eram impactados sucessivamente com a força do vendaval. A informação foi apurada pela própria companhia pós-evento climático. A distribuidora destaca que o volume de 2,2 milhões de clientes atingidos – divulgado durante a operação de restabelecimento de energia – corresponde ao pico de instalações interrompidas simultaneamente.

O acumulado de desligamentos é apurado posteriormente, pois inclui até a análise de sistemas de automação, que registraram e religaram unidades de forma imediata, sem a intervenção de equipes em campo. Os dados foram enviados pela distribuidora à Aneel em 19 de dezembro e são auditados pela agência. A Enel reforça que os números divulgados em tempo real no mapa de energia de seu site mostram os clientes interrompidos no momento.

O fluxo das ocorrências de operação no período do ciclone e a atuação das equipes da companhia seguiram dentro de um padrão normal para eventos desse porte, com as equipes em campo atuando conforme o Plano de Atendimento a emergências da companhia. Todos os dados sobre o impacto do ciclone e sobre as ações da empresa foram fornecidos à Aneel e serão auditados pela agência.

Produção industrial opera acima do nível pré-pandemia em 10 dos 15 locais, revela IBGE

 

A produção industrial operava em novembro em nível superior ao de fevereiro de 2020, no pré-pandemia de covid-19, em 10 dos 15 locais pesquisados, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os parques industriais que superaram o pré-covid foram Mato Grosso (27,2% acima do nível pré-pandemia), Minas Gerais (20,3% acima), Rio de Janeiro (14,8% acima), Goiás (12,0% acima), Espírito Santo (11,7% acima), Amazonas (11,2% acima), Santa Catarina (10,9%), Paraná (7,8% acima), Pernambuco (4,9% acima) e Rio Grande do Sul (4,0%).

Na média nacional, a indústria brasileira operava em patamar 2,4% acima do pré-crise sanitária.

Os locais com nível de produção aquém do pré-covid foram São Paulo (-2,8%), Pará (-8,1%), Ceará (-10,6%), Nordeste (-15,8%) e Bahia (-18,6%).

Banco Master: PF bloqueia R$ 5,7 bilhões e apreende carros de luxo, dinheiro e arma;

 

 BRB e Banco Master ainda estão definindo escopo da aquisição ...

 

A Polícia Federal apreendeu, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, que mira suspeitas envolvendo o banco Master, diversos carros de luxo, relógios, dinheiro e uma arma. Também foi determinado o sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

Um dos alvos de busca e apreensão, pela segunda vez, é o banqueiro Daniel Vorcaro. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

A defesa de Vorcaro afirmou que não teve acesso aos motivos dessa segunda fase da operação e, por isso, não pode se manifestar.

Com base nas informações levantadas, a PF obteve o bloqueio de R$ 5,7 bilhões dos alvos dessa operação. A suspeita de investigação é que esse valor foi desviado da contabilidade do Master, por meio de operações com os fundos, para o patrimônio pessoal de Vorcaro e pessoas ligadas a ele.

O empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, foi preso quando tentava embarcar para os Emirados Árabes Unidos. A irmã do banqueiro também está entre os alvos.

Segundo a PF, a prisão de Fabiano foi realizada para impedir que ele saísse do país e deve ter duração de apenas um dia, com o objetivo de adotar outras medidas para evitar a fuga.

O foco dessa nova fase é aprofundar as suspeitas de gestão fraudulenta do banco Master. A PF apura se o banco usava fundos de investimento da Faria Lima para realizar operações financeiras fraudulentas. Por causa disso, também estão na mira dessa segunda fase esses fundos e empresários envolvidos com eles, como Nelson Tanure.

Tanure havia sido denunciado pelo Ministério Público Federal no final do ano passado sob acusação do uso de informações privilegiadas no mercado financeiro. Na ocasião, sua defesa até mesmo pediu que o caso fosse enviado ao STF por envolver uma corretora ligada ao Master.

Mercado opera de olho no Irã, dados dos EUA, balança da China e operação da PF

 

A quarta-feira (14) tem diferentes fatos no radar dos investidores, tanto no mercado doméstico quando no exterior. No Brasil, a Polícia Federal realiza, nesta manhã, a segunda fase da operação que investiga o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. As autoridades apuram prática de crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Em paralelo, investidores aguardam novidades sobre a liquidação do banco e sobre o ressarcimento do Fungo Garantidor de Créditos (FGC) aos credores.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou também dados sobre a atividade da indústria. A produção industrial teve variação nula em novembro de 2025, na comparação com outubro. Mesmo assim, 8 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE tiveram resultados positivos. Na comparação com novembro de 2024, o setor industrial recuou 1,2%, com resultados negativos em 9 dos 18 locais pesquisados.

No exterior, as tensões entre EUA e Irã seguem concentrando as atenções – e ampliando a cautela. Ontem, o presidente americano, Donald Trump, enviou mensagem aos manifestantes iranianos dizendo que “ajuda está a caminho”, o que levantou questões sobre uma possível intervenção no país persa. Como resultado, os futuros de petróleo ampliam a alta vista no pregão de ontem.

Além disso, o mercado americano repercute o início da temporada de balanços. Hoje pela manhã, grandes instituições financeiras como Bank of America, Wells Fargo e Citi divulgam seus resultados. Ontem, o JP Morgan reportou lucro abaixo do esperado.

Ainda nos Estados Unidos, a quarta-feira traz a divulgação do índice de inflação ao produtor (PPI), além de vendas no varejo e o Livro Bege do Fed.

Na China, a balança comercial registrou superávit recorde de US$ 1,2 trilhão em 2025. As exportações subiram 5,5% na comparação com o ano anterior (em dólares), acima do que o mercado esperava, indicando resiliência dos embarques chineses mesmo com a imposição de tarifas de importação pelos Estados Unidos.

Relembre o fechamento do mercado ontem

Com as tensões geopolíticas no radar, o Ibovespa B3 fechou o dia com baixa de 0,72%, aos 161.973,05 pontos. O foco principal da cautela generalizada esteve no conflito interno no Irã, que vem crescendo, e principalmente nas falas do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, sobre uma possível interferência nas questões locais do país no Oriente Médio.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Executiva argentina assume o comando da Merck no Brasil

 

A Merck Brasil anunciou nesta segunda-feira, 12, María Sol Quibel como a nova líder da empresa no país. Com mais de 20 anos de experiência na indústria farmacêutica, a executiva ingressou na empresa em 2015 e recentemente ocupou os cargos de Vice-Presidente Global de Excelência e Inovação Empresarial e Chefe do Escritório do CEO de Healthcare na sede da empresa em Darmstadt, Alemanha. No Brasil ela atuará como Gerente-Geral do grupo e Diretora Executiva da divisão de Healthcare.

A mudança organizacional integra a reorganização da liderança regional. Arnaud Coelho, no cargo de presidente do Brasil desde 2021, passa a ocupar a vice-presidência regional de Healthcare da América Latina, enquanto Rogier Janssens, que liderava a região desde 2022, assume como vice-presidente da divisão de Life Science na China. A movimentação reforça o compromisso da Merck Brasil em desenvolver e promover talentos internos, com o propósito de ajudar a criar, melhorar e prolongar vidas.

A executiva tem formação em Administração pela Universidade de Buenos Aires, e MBA em Administração de empresas, na Universidade de San Andrés. Antes de ocupar seu último posto na Alemanha, a executiva já foi Gerente-Geral da Merck Argentina e Diretora Executiva de Healthcare para o Cone Sul.

Banco Master: 55 dias após liquidação, FGC ainda não tem data para pagar CDBs; entenda o que falta

 

A liquidação do Banco Master foi decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, e, passados 55 dias desde então, os credores do banco ainda não sabem quando vão receber o pagamento pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Segundo informações disponibilizadas pelo FGC, o maior intervalo entre a liquidação de uma instituição e os pagamentos foi de 3 anos, oito meses e três dias, do BFI (Banco de Financiamento Internacional), com liquidação decretada em 17 de abril de 1996 e pagamentos feitos no final de dezembro de 1999.

 

Banco Master
(fonte: FGC)

 

Os reembolsos começam somente após o administrador nomeado pelo Banco Central para assumir a gestão da instituição durante o período de liquidação elaborar e fechar uma lista detalhada de credores e respectivos valores a receber.

Essa lista é enviada ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Assim que o FGC recebe os dados, o credor é habilitado no aplicativo (ver mais abaixo) para finalizar a solicitação, assinar o termo, e o pagamento costuma ocorrer em até dois dias úteis após essa etapa.

O BC nomeou a empresa EFB Regimes Especiais e Empresas como a liquidante do Banco Master. O responsável técnico da empresa é Eduardo Felix Bianchini.

TCU cobra Banco Central

Ao decretar a liquidação do Master, o Banco Central alegou a grave “crise de liquidez e o comprometimento” significativo da situação econômico-financeira do banco, dentre outros achados.

Em dezembro, uma mês pós a decretação, o ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), entrou com um pedido para que o BC justificasse a liquidação do banco, que classificou como “medida extrema”, em até 72 horas. Em 29 de dezembro passado, o Tribunal confirmou que o BC entregou uma resposta, conforme despacho.

Já neste mês de janeiro, Jhonatan de Jesus determinou uma inspeção in loco no BC “com a máxima urgência”. Após repercussão, ele voltou atrás e encaminhou a discussão para o plenário da Corte de Contas, que terá a primeira sessão colegiada geral, marcada para 21 de janeiro.

Nesta segunda-feira, 12, após se reunir com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e a diretoria da autarquia, o presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Vital do Rêgo, disse que a inspeção pelo TCU será feita com interlocução entre os dois órgãos.

“A inspeção vai ser feita porque o Banco Central pediu essa inspeção, para lhe dar garantias jurídicas, segurança jurídica”, disse. “O Banco Central quer o selo de qualidade do TCU.”

Vital do Rêgo, afirmou ter sido informado pelo Banco Central em reunião nesta segunda-feira, 12, que a autarquia considera “muito importante” que o órgão faça inspeção na autoridade monetária sobre a liquidação do Banco Master.

FGC cobre até R$ 250 mil

O Fundo Garantidor de Créditos reembolsará os investidores até o limite segurado, que é de R$ 250 mil por CPF investidor. Valores acima desse limite entram na massa falida e são pagos após processo judicial, que pode se arrastar por anos.

Os pagamentos a serem feitos pelo FGC incluem os CDB (Certificado de Depósito Bancário) do Master, um dos principais pontos sensíveis do banco, que emitia esses títulos de crédito com promessa de retorno bem acima das taxas praticadas no mercado, consideradas até mesmo ‘irreais’ pelos analistas.

Em comunicado, o FGC, cuja principal fonte de recursos são as contribuições periódicas das instituições financeiras associadas, disse que o pagamento da garantia será feito após o envio da base pelo liquidante indicado pelo Banco Central.

“Todos os créditos enquadrados em nosso regulamento terão o processo de pagamento iniciado tão logo o levantamento dos dados dos credores seja concluído e disponibilizado ao FGC”, diz o comunicado do Fundo Garantidor.

FGC estima pagar R$ 41 bi a 1,6 milhão de clientes

A liquidação do Master deve levar à maior operação de resgate do FGC, que precisará honrar mais de R$ 40 bilhões em depósitos.

O FGC estimou nesta terça-feira em R$ 41 bilhões o valor das garantias a serem pagas aos credores do Banco Master. Esse será o maior resgate feito pelo Fundo. Até então, o posto era ocupado pelo Banco Bamerindus, que levou a um total de R$ 3,7 bilhões em resgate em 1997, o equivalente a R$ 19,6 bilhões se corrigidos pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo).

Em número de clientes, o maior resgate segue sendo para o Bamerindus, com mais de 3,9 milhões de clientes pagos na época. No caso do Master, o FGC estima que são 1,6 milhão de clientes a serem reembolsados. Em seguida está o Banorte, com 146,5 mil clientes na época da insolvência, em maio de 1996.

O FGC disse ainda ter, até setembro, patrimônio de R$ 160 bilhões, dos quais R$ 122 bilhões eram recursos líquidos em caixa para o exercício de sua atividade.

+ Entenda como será calculado o valor e rendimentos do resgate no FGC

Solicitação de pagamento ao FGC

O FGC possui um aplicativo para quando ocorre a liquidação de uma instituição financeira associada e o pedido deve ser feito por meio do app, que está disponível nas versões iOS e Android. Após o processo de solicitação, o valor é recebido em conta bancária de mesma titularidade.

No aplicativo do FGC, é possível conferir as instituições em regime especial decretado pelo Banco Central e se já é possível solicitar o pagamento de garantia, além de receber notificações para acompanhar o seu pedido.

Etapa 1 – Baixe o app e faça seu cadastro

Etapa 2 – Solicite o pagamento de garantia

Após o FGC receber a base da instituição liquidada com informações dos valores da garantia, o credor recebe uma notificação para seguir com as demais etapas pelo aplicativo.

Pagamento a Pessoas Jurídicas (PJ)

Para empresas credoras, o representante da empresa deve solicitar a garantia do FGC pelo Portal do Investidor. Depois do preenchimento das informações, enviaremos um e-mail com os passos necessários. O pagamento é feito por transferência para uma conta-corrente ou poupança, de mesmo CNPJ, em nome da empresa.

Clique aqui para acessar o documento do FGC com perguntas e respostas sobre as garantias e os reembolsos.

São garantidos pelo FGC os seguintes créditos:

  • Depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio, que compreendem os valores depositados em conta corrente;
  • Depósitos de poupança;
  • Depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado, que também podem ser conhecidos como CDB (Certificado de Depósito Bancário) ou RDB (Recibo de Depósito Bancário);
  • Depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos referentes à prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares;
  • Letras de Câmbio e Letras Hipotecárias, também chamadas de LCs e LHs;
  • Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio, conhecidas como LCIs e LCAs;
  • Letras de Crédito do Desenvolvimento, conhecidas como LCDs;
  • Operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos, após 8 de março de 2012, por empresa ligada.

Intervenção e liquidação

A intervenção e a liquidação extrajudicial são determinadas pelo BC para interromper o funcionamento de um banco, corretora ou fintech e promover a retirada daquela empresa, de forma organizada, do sistema financeiro nacional. Essa decisão costuma ser tomada quando o BC constata que não é possível recuperar a saúde financeira de uma instituição – no jargão de mercado, uma insolvência irrecuperável – ou quando forem cometidas graves infrações às leis.

Também foram liquidadas a corretora e o banco de investimentos que pertenciam à instituição. Somente o Will Bank, uma fintech pertencente ao grupo, não foi alvo da autoridade monetária, diante do interesse de investidores estrangeiros em comprar a empresa.

Presidente do TCU diz que BC concordou com inspeção em caso Master para ter ‘selo de qualidade’

 

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, afirmou ter sido informado pelo Banco Central em reunião nesta segunda-feira, 12, que a autarquia considera “muito importante” que o órgão faça inspeção na autoridade monetária sobre a liquidação do Banco Master.

Em entrevista a jornalistas após se reunir com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e a diretoria da autarquia, Rêgo disse que a inspeção pelo TCU será feita com interlocução entre os dois órgãos.

“A inspeção vai ser feita porque o Banco Central pediu essa inspeção, para lhe dar garantias jurídicas, segurança jurídica”, disse. “O Banco Central quer o selo de qualidade do TCU.”

“É um processo normal, eu não vejo nada de anormal em uma fiscalização que o TCU faça.”

Na semana passada, o ministro do TCU Jhonatan de Jesus aceitou um recurso do BC e suspendeu a inspeção que havia determinado na autarquia para examinar documentação relacionada à liquidação do Master.

Na ocasião, o relator do processo no TCU decidiu remeter a decisão ao plenário do tribunal, que tem sessão plenária marcada para 21 de janeiro.

Após a agenda desta segunda com o BC, Rêgo disse que o TCU fará uma reunião de plenário na próxima semana, mas ponderou que o andamento do tema até lá poderá afastar a necessidade de uma decisão colegiada sobre o caso.

O presidente da corte de contas acrescentou que a fiscalização incluirá o acesso do TCU a documentos do Master, mas respeitando os limites impostos pelas regras de sigilo.

Na entrevista, ele reafirmou que o TCU não tem competência para decidir por uma reversão da liquidação bancária.