quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

BC tem ganho de R$ 42,534 bilhões com swap cambial em janeiro

 

Após registrar perda de R$ 18,302 bilhões com sua posição em swap cambial pelo critério de caixa em dezembro de 2025, o Banco Central (BC) registra um resultado positivo de R$ 42,534 bilhões com esses contratos em janeiro.

Pelo conceito de competência, houve ganho de R$ 28,755 bilhões. O resultado pelo critério de competência inclui ganhos e perdas ocorridos no mês, independentemente da data de liquidação financeira. A liquidação financeira desse resultado (caixa) ocorre no dia seguinte, em D+1.

Com a rentabilidade na administração das reservas internacionais, houve perda de R$ 71,206 bilhões em janeiro. Entram no cálculo ganhos e prejuízos com a correção cambial, a marcação a mercado e os juros.

Já o resultado líquido das reservas, que é a rentabilidade menos o custo de captação, ficou negativo em R$ 84,113 bilhões no mês. O resultado das operações cambiais, por sua vez, mostrou perda de R$ 55,358 bilhões no período.

O BC sempre destaca que, tanto em relação às operações de swap cambial quanto à administração das reservas internacionais, não visa ao lucro, mas fornecer hedge ao mercado em tempos de volatilidade e manter um colchão de liquidez para momentos de crise.

Para presidente da Abrasce, bets estão tirando dinheiro do consumo e dos shoppings

 



Tesouro Direto vai lançar título que permitirá resgate 24 horas por dia; entenda

 

O Tesouro Nacional prepara o lançamento de um novo título público voltado a ampliar o acesso de pessoas físicas ao mercado de renda fixa. A novidade, prevista para março, faz parte de uma reformulação mais ampla do Tesouro Direto e terá como principal característica a possibilidade de compra e resgate a qualquer hora do dia, todos os dias da semana. A iniciativa se conecta à criação de uma plataforma que funcionará em regime contínuo, com liquidação financeira por meio do Pix.

O novo papel recebeu o nome de Tesouro Reserva e será atrelado à taxa Selic. O objetivo é oferecer um instrumento simples, com funcionamento semelhante ao Tesouro Selic tradicional, mas adaptado a um ambiente de negociação permanente.

A proposta inclui permitir aplicações a partir de valores reduzidos, com resgates imediatos e sem variações de preço no momento da venda antecipada.

A criação do Tesouro Reserva ocorre em um contexto de expansão do Tesouro Direto. O programa encerrou 2025 com mais de 3,4 milhões de investidores ativos e um estoque superior a R$ 213 bilhões em títulos públicos distribuídos entre pessoas físicas.

Ao longo do ano, o volume de vendas superou R$ 89 bilhões, o maior já registrado na série histórica.

Como funcionará o Tesouro Reserva

O Tesouro Reserva será um título com vencimento de três anos, mas com a possibilidade de resgate a qualquer momento, sem a aplicação de deságio. Diferentemente de outros papéis do Tesouro Direto, ele não estará sujeito à chamada marcação a mercado, mecanismo que ajusta o preço do título diariamente conforme as condições do mercado.

Na prática, isso significa que o investidor poderá resgatar o valor aplicado acrescido da remuneração acumulada pela Selic, independentemente do momento do resgate. Algo semelhante ao que é oferecido hoje pelo CDI com liquidez diária dos bancos.

O valor unitário do título do Tesouro Reserva será de R$ 10, mas o sistema permitirá aplicações fracionadas a partir de R$ 1. Esse formato busca facilitar a entrada de investidores que realizam aportes de pequeno valor, perfil que já representa uma parcela relevante das operações do programa.

Em dezembro de 2025, mais da metade das aplicações realizadas no Tesouro Direto teve valor de até R$ 1 mil.

Antes do lançamento ao público em geral, o Tesouro Reserva está sendo testado por um grupo restrito de clientes de uma instituição financeira pública.

A fase piloto serve para avaliar o funcionamento da nova infraestrutura tecnológica e os fluxos de compra e venda em tempo real.

Contatada pela IstoÉ Dinheiro, a B3 informou que a estimativa é de que o produto seja disponibilizado já na primeira semana de março.

“O título surge como uma alternativa para atender a uma demanda específica de investidores que buscam aplicações simples, estáveis e sem risco de perda financeira. A inovação conta com a parceria do Banco do Brasil. Atualmente, está em fase de testes com um grupo seleto de clientes e, a partir da primeira semana de março, estará disponível para todos os correntistas do banco”, explicou a B3.

Plataforma 24×7 e liquidação via Pix

O lançamento do novo título está diretamente ligado à primeira fase do Tesouro Direto 24×7, uma plataforma que permitirá negociar títulos públicos fora do horário comercial e também aos fins de semana.

Hoje, as operações de compra e venda estão concentradas nos dias úteis, com janelas específicas para negociação e liquidação.

Com a nova estrutura, as transações passarão a ocorrer de forma contínua, apoiadas em uma arquitetura baseada em APIs e em sistemas de mensageria em tempo real.

A liquidação financeira será feita por Pix, o que reduz o tempo entre a ordem de compra ou venda e a efetiva transferência de recursos. O investidor poderá comprar ou resgatar títulos a qualquer momento, inclusive à noite, em feriados ou aos domingos.

Na etapa inicial, o Tesouro Reserva será o principal título disponível nesse ambiente contínuo.

Relação com o Tesouro Selic tradicional

Embora o Tesouro Reserva seja indexado à Selic, ele não substitui o Tesouro Selic já existente. O título tradicional continuará disponível no Tesouro Direto, com negociações nos horários habituais e sujeito às regras atuais de marcação a mercado em casos específicos.

A nova modalidade funciona como um complemento, voltado a um público que busca liquidez imediata e flexibilidade de horários.

Os dados mais recentes do programa mostram que os títulos atrelados à taxa Selic são os mais demandados pelos investidores. Em dezembro de 2025, eles responderam por mais da metade do volume total de vendas e por quase 70% dos resgates antecipados.

Esse comportamento indica que uma parcela significativa dos participantes do Tesouro Direto utiliza esses papéis como reserva de liquidez ou alternativa a produtos bancários de curto prazo.

Expansão da base de investidores do Tesouro Nacional

Em 2025, mais de 3,2 milhões de novos cadastros foram realizados no Tesouro Direto, levando o total de inscritos a ultrapassar 34 milhões. Nem todos esses cadastrados mantêm aplicações ativas, o que indica espaço para crescimento no número de investidores efetivos.

A possibilidade de investir valores baixos, aliada à negociação em qualquer horário, busca reduzir barreiras de entrada. Com o modelo 24×7, o Tesouro Nacional pretende alcançar pessoas que realizam suas operações financeiras principalmente por meio do celular, em horários alternativos.

Além disso, a ausência de oscilação de preço no resgate pode facilitar o entendimento do funcionamento do título, especialmente para quem está começando a investir. A previsibilidade do valor a ser recebido tende a reduzir dúvidas comuns sobre perdas temporárias associadas à marcação a mercado.

Impactos no mercado de renda fixa

O lançamento do Tesouro Reserva ocorre em um momento de forte participação do investidor pessoa física no mercado de títulos públicos. O estoque do Tesouro Direto cresceu quase 36% em relação a dezembro de 2024, com destaque para os papéis indexados à inflação e à Selic.

A distribuição do estoque mostra uma concentração relevante em títulos com vencimento superior a cinco anos, mas também uma presença significativa de aplicações de curto e médio prazo.

A introdução de um título com liquidez imediata e negociação contínua pode alterar a dinâmica de alocação de parte desses recursos. Investidores que hoje utilizam produtos bancários de liquidez diária, como contas remuneradas ou fundos de curto prazo, podem migrar para o Tesouro Reserva, dependendo das condições oferecidas pelas instituições intermediárias.

Do ponto de vista do Tesouro Nacional, a iniciativa também representa um avanço na modernização da relação com o investidor pessoa física. A adoção de tecnologias de pagamento instantâneo e de sistemas em tempo real aproxima o Tesouro Direto de práticas já consolidadas em outros segmentos do sistema financeiro.

Eli Lilly surpreende e Novo Nordisk tem mistura em balanços marcados por Mounjaro e Ozempic

 

A Eli Lilly divulgou resultados trimestrais acima das projeções do mercado, ressaltando a força contínua de Mounjaro e Zepbound, tratamentos para diabetes tipo 2 e controle crônico de peso, apesar do avanço da concorrência e do desenvolvimento de novas formas de administração. A companhia anunciou lucro ajustado de US$ 7,54 por ação no quarto trimestre, superando a estimativa de US$ 6,91, segundo a FactSet.

A receita somou US$ 19,3 bilhões, também acima do consenso de US$ 17,9 bilhões, com alta anual de 43%. A companhia ainda destacou que o desempenho foi impulsionado pelo crescimento de volumes de seus medicamentos de maior sucesso.

Para 2026, a Lilly projetou receita entre US$ 80 bilhões e US$ 83 bilhões, acima das expectativas do mercado, e lucro ajustado entre US$ 33,50 e US$ 35 por ação, igualmente superior ao consenso.

Já a Novo Nordisk apresentou um quadro misto. No quarto trimestre, o lucro por ação registrado foi de 6,04 coroas dinamarquesas (US$ 0,96), acima do consenso da FactSet, de 5,85 coroas (US$ 0,93). O lucro líquido caiu 4,7%, para 26,89 bilhões de coroas dinamarquesas (US$ 4,25 bilhões), enquanto a receita recuou 7,6%, para 79,14 bilhões de coroas (US$ 12,52 bilhões), ainda assim acima da projeção de 76,91 bilhões de coroas (US$ 12,17 bilhões).

As vendas de Wegovy cresceram 17% na comparação anual, para 21,86 bilhões de coroas (US$ 3,45 bilhões), superando as estimativas, e as de Ozempic avançaram 1%, para 31,83 bilhões de coroas (US$ 5,03 bilhões), também acima do esperado.

Para 2026, porém, a companhia projetou queda de 5% a 13% nas vendas e no lucro operacional ajustado a taxas constantes, abaixo do que investidores antecipavam. A empresa citou pressão de preços após acordo com o governo dos EUA para reduzir valores de medicamentos contra obesidade, além do aumento da concorrência e de desafios regulatórios.

Como destaque, a Novo Nordisk apontou a boa recepção inicial da versão oral do Wegovy nos EUA, embora reconheça que o impacto financeiro ainda levará tempo para se consolidar.

*Com informações da Dow Jones Newswires

Com fusão entre SpaceX e xAI, Elon Musk se torna primeiro bilionário a valer US$ 800 bi

 

O empresário Elon Musk deu mais um passo nesta quarta-feira, 4, no caminho rumo a se tornar o primeiro trilionário do mundo. Segundo a revista Forbes, a fortuna do empresário ultrapassou a marca de US$ 800 bilhões. É a primeira vez que alguém acumula um patrimônio deste tamanho na história.

O enriquecimento foi impulsionado por uma operação envolvendo duas empresas de Musk. Na terça-feira, 3, a SpaceX adquiriu a startup de inteligência artificial xAI em um negócio recorde , que impulsiono o valor de mercado de ambas para US$ 1 trilhão e US$ 250 bi respectivamente. De acordo com os cálculos da Forbes, a participação de Musk na nova empresa fundida chegou a 43%, o que equivale a US$ 542 bilhões

A nova SpaceX tornou-se assim o negócio mais valioso de Musk. O patrimônio do empresário também é composto por uma fatia de 12% na Tesla, o que equivale a US$ 178 bilhões (R$ 943,4 bilhões). Somam-se a esse valor as opções de compra de ações da fabricante (US$ 124 bi).

A fortuna de Musk pode crescer ainda mais já que, em novembro, a Tesla aprovou um novo pacote de remuneração que poderá pagar R$ 1 trilhão em ações adicionais ao CEO caso a empresa bata metas como crescimento de oito vezes nos últimos 10 anos.

O enriquecimento rápido de Elon Musk

A conquista impressiona ainda mais pois acontece na esteira de outros marcos históricos de riqueza batidos por Musk alcançados, inclusive outros três nos últimos cinco meses. Musk já foi:

  • Em setembro de 2021, a terceira pessoa a acumular US$ 200 bilhões (após Jeff Bezos, da Amazon, e Frenchman Bernard Arnault, da LVMH);
  • Em novembro de 2021, o primeiro a bater a marca de US$ 300 bilhões;
  • Em dezembro de 2024, o primeiro a alcançar os US$ 400 bilhões;
  • Em outubro de 2025, chegou a US$ 500 bilhões.
  • Em dezembro de 2025, o primeiro a bater US$ 600 bi e, dias depois, os US$ 700 bi.

Veja os homens mais ricos do mundo hoje, segundo a Forbes

#NomeFortunaSetor/IndústriaIdadePaís
1Elon MuskUS$ 852,5 biTesla, SpaceX54Estados Unidos
2Larry PageUS$ 277,9 biGoogle52Estados Unidos
3Sergey BrinUS$ 256,3 biGoogle52Estados Unidos
4Jeff BezosUS$ 249,3 biAmazon62Estados Unidos
5Mark ZuckerbergUS$ 237 biFacebook41Estados Unidos
6Larry EllisonUS$ 199,9 biOracle81Estados Unidos
7Bernard Arnault e famíliaUS$ 163 biLVMH76França
8Jensen HuangUS$ 156,6 biSemicondutores62Estados Unidos
9Warren BuffettUS$ 146 biBerkshire Hathaway95Estados Unidos
10Amancio OrtegaUS$ 145,9 biZara89Espanha

Lar Cooperativa fatura R$ 23,2 bi em 2025 e projeta R$ 26,4 bi para 2026

 

São Paulo, 4 – A Lar Cooperativa Agroindustrial, com sede em Medianeira (PR), encerrou o exercício de 2025 com receita líquida de R$ 23,207 bilhões, crescimento de 14,4% em relação aos R$ 20,284 bilhões registrados em 2024. O desempenho marca a retomada da trajetória de expansão após o recuo de 6,9% observado no faturamento do ano anterior. O resultado financeiro líquido somou R$ 983,45 milhões, avanço de 6,6% frente aos R$ 922,3 milhões de 2024.

As sobras líquidas totalizaram R$ 101,3 milhões em 2025, crescimento de 0,9% ante os R$ 100,4 milhões do exercício anterior. A geração de impostos acompanhou a alta, totalizando R$ 1,538 bilhão, incremento de 12,1% na comparação anual. Os valores serão submetidos à aprovação dos cooperados em assembleia.

De acordo com a cooperativa, o avanço ocorreu apesar de fatores adversos ao longo do ano. Na mensagem da administração, o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, afirmou que 2025 foi “um dos melhores anos da cooperativa”, mesmo diante da “frustração parcial da lavoura de soja no sul de Mato Grosso do Sul” e da ocorrência do “primeiro foco de influenza aviária em maio de 2025”.

A composição da receita líquida mostrou predominância do segmento de Alimentos, responsável por 41,45% do total, seguido por Grãos (36,75%), Insumos (15,05%), Suinocultura (3,54%) e Varejo (1,63%). A avicultura consolidou-se como principal motor do faturamento após ultrapassar os grãos no exercício anterior.

No campo operacional, a recepção de milho superou as metas, atingindo 3,709 milhões de toneladas, crescimento de 22,5% em relação às 3,028 milhões de toneladas recebidas em 2024, desempenho atribuído à boa condução da segunda safra no Paraná. A recepção de soja somou 3,050 milhões de toneladas, alta de 8,7% na comparação anual, ainda que tenha alcançado 95% do volume planejado, em função de impactos climáticos.

As exportações diretas totalizaram US$ 932,06 milhões, avanço de 10,3% frente aos US$ 844,87 milhões registrados no ano anterior. A cooperativa embarcou produtos para 71 países em 2025, operando em 168 portos nos últimos três anos, segundo o relatório.

A estratégia de industrialização avançou com a entrada em operação da terceira unidade de esmagamento de soja em Marechal Cândido Rondon (PR), ampliando a segurança no abastecimento das cadeias de proteína. A produção de farelo de soja alcançou 1,028 milhão de toneladas, enquanto o biodiesel somou 47.156 metros cúbicos, com pico mensal de 7.500 m? em dezembro.

Na pecuária, a produção de pintainhos atingiu 305,8 milhões de cabeças, aumento de 9,6%, enquanto o abate de aves somou 372,9 milhões de cabeças, crescimento de 3,5%. A suinocultura manteve estabilidade, com 1,08 milhão de cabeças abatidas. A cooperativa consolidou a atuação em três proteínas – frango, suíno e peixe – após ingressar na piscicultura com a aquisição de uma unidade de abate em São Miguel do Iguaçu (PR), que processou 2,52 milhões de peixes no ano de estreia. “A geração de caixa consistente tem permitido a Lar continuar investindo”, afirmou Rodrigues no balanço.

Para sustentar a expansão, a Lar executou R$ 1,379 bilhão em investimentos ao longo do ano. Os aportes incluíram a aquisição e construção de dez novas unidades de recepção de grãos, a incorporação de 19 lojas da rede Syngenta mais duas próprias, a ampliação da frota de 1.373 para 1,6 mil veículos e o aumento da capacidade estática de armazenagem em 204 mil toneladas.

A base social da cooperativa cresceu 9,9% em 2025, encerrando o ano com 15.555 associados, ante 14.156 em 2024. O quadro de funcionários avançou 2,1%, passando de 24.390 para 24.939 profissionais. A Lar mantém perfil majoritariamente composto por pequenos produtores, com 46,5% dos cooperados em propriedades de até 20 hectares.

Para 2026, a cooperativa projeta faturamento bruto recorde de R$ 26,419 bilhões. A avicultura deve permanecer como principal motor do negócio, com participação estimada de 40,70% (R$ 10,759 bilhões). As projeções indicam ainda participação da soja (17,80%), insumos (16,10%), unidade industrial de soja (9,90%), milho (8,20%) e suinocultura (2,90%).

WEG anuncia nova fábrica em SC com financiamento de R$ 280 milhões do BNDES

 

A brasileira WEG irá construir uma fábrica de baterias em Itajaí (SC). O início das operações tá previsto para o segundo semestre de 2027, com a geração de 90 novos postos de trabalho. Para erguer a nova unidade, a empresa catarinense irá investir R$ 280 milhões, recursos que serão financiados com recursos de linhas de crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A nova fábrica vai ampliar a capacidade de produção da WEG nos chamados sistemas BESS — sistemas de armazenamento de energia em baterias — para até 2 GWh ao ano. A nova capacidade equivalente a 400 sistemas de 5 MWh e contará com um alto nível de automação, incluindo linhas automáticas e semiautomáticas de montagem, além do uso de robôs móveis autônomos para movimentações internas.

Em comunicado ao mercado, a WEG disse que a nova fábrica vai abrigar um laboratório dedicado a testes, desenvolvimento e qualificação de produtos. O novo laboratório será responsável por aprimorar processos, garantir controle de qualidade e acelerar a criação de novas soluções. “A infraestrutura incluirá ainda uma subestação de energia para simulação de condições reais de operação”, diz a nota da WEG .

Os sistemas de armazenamento de energia em bateria são essenciais para a estabilidade das redes elétricas, especialmente com o avanço das fontes renováveis, como a solar e a eólica. Eles permitem armazenar energia em períodos de baixa demanda e liberá-la quando necessário, contribuindo para a confiabilidade do sistema e reduzindo riscos de interrupção.

Fábrica da WEG em Santa Catarina
Fábrica da WEG em Santa Catarina (Foto: Divulgação)

“Com esse passo, a WEG amplia a sua oferta de soluções de alto valor agregado, desenvolvidas e fabricadas no Brasil, e contribui para o avanço da segurança energética e resiliência do nosso grid. Trata-se de um investimento alinhado com o objetivo estratégico de posicionar a WEG e o Brasil de forma mais competitiva no cenário global de transição energética, mitigando riscos e fortalecendo a presença nacional nesse segmento em expansão”, explica o presidente da WEG, Alberto Kuba.

Chamada Pública

O Projeto anunciado pela WEB é o primeiro contratado no âmbito da Chamada Pública para Seleção de Planos de Negócio para Investimentos na Transformação de Minerais Estratégicos para Transição Energética e Descarbonização. O plano é uma ação conjunta entre o BNDES e o Finep.

“Este projeto tem importância estratégica para o Brasil. É mais um passo importante na agenda de descarbonização, ao contribuir para reforçar a segurança energética, ampliar a resiliência da rede elétrica e a expansão das fontes renováveis”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

 

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