sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Comércio tem dezembro pior que o esperado, mas fecha 2025 com alta de 1,6%

 

As vendas do comércio brasileiro caíram 0,4% em dezembro, após crescimento de 1% registrada em novembro, informou nesta sexta-feira, 13, o IBGE.

Apesar do resultado negativo no último mês do ano, o varejo fechou o ano de 2025 com alta de 1,6%, bem abaixo do avanço de 4,1% registrado em 2024. Em 2023 havia sido 1,7%, 2022 1,0% e 2021 1,4%.

O resultado veio abaixo do esperado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de baixa de 0,20% na comparação mensal e de avanço de 2,50% sobre um ano antes.

“O crescimento de 2025 foi razoavelmente distribuído, puxado pela farmacêutica, por móveis e eletrodomésticos e equipamentos para escritório, informática e comunicação, essa última fortemente influenciada pela forte desvalorização do dólar frente ao real, que ajudou nas vendas de produtos eletrônicos importados, como celulares e laptops”, avaliou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos. 

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos e material de construção, o volume de vendas em dezembro caiu 1,2% frente ao mês imediatamente anterior, após alta de 0,6% em novembro. Com isso, fechou 2025 acumulando variação positiva de 0,1%.

O que explica a perda de força?

A política monetária restritiva pesou sobre a economia no ano passado, embora o mercado de trabalho forte e a renda em alta tenham ajudado o desempenho das vendas varejistas. Ainda assim, os resultados do setor foram fracos durante a maior parte de 2025, com seis quedas mensais.

Segmentos mais sensíveis ao crédito, como veículos, móveis e eletrodomésticos, sentem mais os efeitos taxa Selic elevada. No mês passado, o Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros em 15%, mas indicou o início de um ciclo de cortes em março.

Destaques do ano

Sete das onze atividades pesquisadas pelo IBGE fecharam o ano no campo positivo: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,5%), Móveis e eletrodomésticos (4,5%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%), Tecidos, vestuário e calçados (1,3%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%) e Combustíveis e lubrificantes (0,6%).

Pelo lado negativo, tiveram queda em 2025: Veículos e motos, partes e peças (-2,9%), Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,3%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-0,9%) e Material de construção (-0,2%).

Perspectivas

Na véspera, o IBGE mostrou que o setor de serviços, que possui o maior peso no PIB (Produto Interno Bruto),  encerrou o ano de 2025 com avanço de 2,8%. Já a indústria, por exemplo, cresceu 0,6%. O Ministério da Fazenda projeta que o crescimento do PIB em 2025 tenha ficado em 2,3%.

Já para 2026 a perspectiva é de desaceleração ainda maior da economia.

“Mesmo com a perspectiva de cortes ao longo deste ano, os juros continuarão em patamar elevado, impactando principalmente os segmentos mais sensíveis ao crédito, como veículos, materiais de construção, móveis e eletrodomésticos. Por esse motivo, nossa projeção é de que as vendas no varejo ampliado fechem 2026 somente com uma leve alta em relação ao ano passado”, afirma Claudia Moreno, economista do C6 Bank, que projeta crescimento de 1,7% do PIB do Brasil em 2026.

Com informações da Reuters

Quaest: 2 em cada 3 dizem que não foram beneficiados pela nova isenção do IR

 

O novo teto de isenção do Imposto de Renda passou a valer em 1º de janeiro deste ano, mas 67% – ou 2 em cada 3 – dos brasileiros consultados na pesquisa feita pela Genial/Quaest afirmam que não foram beneficiados com a isenção.

Em 2026 começou a valer a nova regra da reforma do Imposto de Renda, aprovada ano passado no Congresso, que isenta o pagamento do imposto as rendas até R$ 5 mil por mês. Além disso, haverá redução progressiva da ‘mordida do Leão’ para quem ganha entre R$ 5.001 e R$ 7.350. Para quem ganha acima desse valor, até o limite de R% 50 mil  mensais, nada muda.

 

A nova regra do IR incide sobre os salários de janeiro, com impacto direto no bolso a partir do pagamento de fevereiro. No entanto, a consolidação desses valores ocorrerá apenas na Declaração de Ajuste Anual em 2027 (ano-calendário 2026).

A pesquisa realizou 2.004 entrevistas com brasileiros acima de 18 anos entre os dias 5 e 9 de fevereiro. O nível de confiança é de 95%.

Em levantamento feito em outubro, 61% dos entrevistados afirmaram que seriam beneficiados pela nova regra. Procurado para comentar a pesquisa, o Ministério da Fazenda ainda não se manifestou. O espaço segue aberto e o texto será atualizado caso haja resposta.

Quando separada por recorte regional, a pesquisa mostra que no Nordeste chega a 74% o percentual de contribuintes que responderam não terem sido beneficiados. O menor índice foi registrado no Sul, com 60%.

No recorte por renda, aquele que recebem até 2 salários mínimos (R$ 3.242) foi o grupo que teve maior percentual de respostas de que não sentiram o benefício, com 74%.

A Quaest também questionou os pesquisados se houve impacto na renda com a isenção ou menor imposto deduzido do salário. Metade dos entrevistados afirmou não ter sentido diferença. Outros 32% disseram que a renda aumentou, mas não muito. E 15% afirmaram que a renda aumentou significativamente.

 

Quem tem direito à isenção de IR?

  • Passam a ficar livres da retenção na fonte todos os cidadãos com rendimentos de até R$ 5 mil, incluindo:
  • Trabalhadores com carteira assinada (CLT);
  • Servidores públicos;
  • Aposentados e pensionistas do INSS ou regimes próprios.

Tabela do IR

A tabela tradicional do IR permanece com os mesmos valores de 2025. A Receita Federal implementou redutores adicionais e novas tabelas de dedução que devem ser aplicadas simultaneamente. Na prática, essas medidas funcionam como um abatimento extra para garantir a desoneração das faixas inferiores.

Contribuintes com mais de uma fonte de renda (como dois empregos ou salário e aluguel) devem ficar atentos. Se a soma dos rendimentos ultrapassar R$ 5 mil, o imposto deverá ser complementado na declaração anual, mesmo que as fontes isoladas sejam isentas. A regra também se aplica ao 13º salário.

Para rendimentos acima de R$ 7.350 não há alteração e o cálculo segue integralmente a tabela tradicional.

Veja como ficou a tabela do IR

Tabela de isenção e redução do IR mensal

 

Tabela mensal do Imposto de Renda em 2026
Para rendas acima de R$ 7.350

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Dólar mantém queda e é negociado na casa de R$ 5,16; Ibovespa tem leve correção

 

O dólar opera em queda ante o real nesta quinta-feira, 12, pressionado pela rotação global de carteiras em direção a emergentes e pela sinalização de gradualismo na Selic pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Às 11h40, o dólar à vista cedia 0,33% ante o real, aos R$ 5,1636 na venda. Na véspera, fechou aos R$ 5,1872.

Já o Ibovespa caí 0,30%, aos 189.136,12, após ter superado pela primeira vez na história na véspera a marca de 190 mil pontos. Veja cotações.

A relativa estabilidade da moeda americana no exterior, mesmo após o payroll forte reforçar a postura cautelosa do Federal Reserve, limita uma recuperação mais consistente da divisa norte-americana.

O índice DXY segue travado, intercalando viés de alta e viés de queda, enquanto investidores aguardam o CPI dos EUA amanhã e, hoje, dados de auxílio-desemprego (10h30) e moradias (12h).

Os juros futuros curtos e intermediários oscilam próximos dos ajustes anteriores em meio a quedas do dólar ante o real e dos dados de Serviços no país maior que a previsão mediana do mercado na margem. Os juros longos recuam, alinhados aos rendimentos dos Treasuries.

O volume de serviços caiu 0,4% em dezembro ante novembro, mais que a mediana de -0,1%, segundo o IBGE. Na comparação anual, houve alta de 3,4%, próxima à estimativa de 3,5%. Em 2025, o setor acumulou crescimento de 2,8%, em linha com o esperado.

O Tribunal de Justiça de São Paulo prevê gastar R$ 4,8 bilhões em 2026 para penduricalhos suspensos por liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino. Segundo o Estadão/Broadcast, ao menos seis rubricas não têm previsão legal. O Ministério da Previdência, liderado por Wolney Queiroz, recomendou veto parcial aos aumentos salariais dos servidores do Congresso devido à inclusão inconstitucional de gratificações nas aposentadorias, competência do presidente da República.

A Petrobras pagará no dia 20 a primeira parcela da remuneração aos acionistas referente à antecipação de 2025, integralmente em juros sobre capital próprio (JCP), no valor bruto de R$ 0,48052467 por ação, corrigido pela Selic.

Líderes de toda a União Europeia estão reunidos nesta quinta-feira à medida que o bloco de 27 nações enfrenta o antagonismo do presidente dos EUA, Donald Trump, táticas econômicas agressivas da China e ameaças híbridas da Rússia, desafios que levaram a uma reconsideração da abordagem europeia em relação à diplomacia e ao comércio.

A Restaurant Brands International (RBI), dona do Burger King, lucrou US$ 113 milhões no 4º trimestre, abaixo de um ano antes. O lucro ajustado por ação (US$ 0,96) e a receita (US$ 2,47 bilhões) superaram as estimativas. A ação subia 1,2% no pré-mercado.

Confiança do empresário industrial cai em fevereiro, mostra CNI

 

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caiu 0,3 ponto em fevereiro, passando de 48,5 pontos para 48,2 pontos, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira, 12. Com o resultado, os empresários completaram 14 meses sem confiança na economia.

Em janeiro, o Icei havia subido 0,5 ponto, aproximando-se da linha de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança.

Os dois componentes do Icei caíram em fevereiro. O Índice de Condições Atuais caiu 0,2 ponto para 43,8 pontos. Isso significa que os empresários consideram as condições da economia brasileira e dos próprios negócios piores do que há seis meses. O recuo do índice em fevereiro ocorre, sobretudo, devido a uma avaliação mais negativa dos industriais sobre o momento que as empresas atravessam, enquanto a percepção sobre a situação da economia teve alguma melhora.

O Índice de Expectativas passou de 50,7 pontos para 50,4 pontos. Ainda assim, o indicador continua acima da linha de 50 pontos, apontando perspectivas positivas dos empresários para os próximos seis meses. O movimento em fevereiro se deve à piora das expectativas dos industriais para o futuro das empresas, já que as projeções para a economia subiram.

A CNI ressaltou que o primeiro resultado negativo do ano ocorre após o Banco Central manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15,0%.

Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, argumentou que o patamar elevado das taxas de juros afeta a atividade industrial de várias formas. “Uma delas é por meio do encarecimento do crédito, tanto para empresários quanto para os consumidores. Isso desacelera a atividade econômica. Outra é por meio da formação de expectativas. Diante de uma política monetária mais apertada, os empresários tendem a projetar o enfraquecimento da economia lá na frente, impactando a projeção de demanda deles”, disse.

Esta edição do Icei ouviu 1.103 empresas – 454 pequenas, 400 médias e 249 grandes – entre os dias 2 e 6 de fevereiro de 2026.

Primeiro-ministro da China pede aplicação em escala e comercial da IA na economia

 

China anuncia visita do primeiro-ministro Li Qiang ao Brasil ... 

 

 

 

 

O primeiro-ministro da China, Li Qiang, defendeu nesta quarta-feira, 11, a ampliação do uso da inteligência artificial (IA) em diferentes setores da economia e pediu a aceleração da aplicação “em escala e comercializada” da tecnologia no país. Ao presidir uma sessão de estudo temático do Conselho de Estado, em Pequim, Li afirmou que é preciso “promover de maneira abrangente a inovação tecnológica, o desenvolvimento industrial e a aplicação capacitadora da IA”, com o objetivo de “cultivar e fortalecer novas forças produtivas” e impulsionar o crescimento de alta qualidade.

Segundo comunicado do governo chinês, o dirigente afirmou que o rápido avanço da IA “está, de forma silenciosa, porém profunda, transformando os modos de produção e de vida da humanidade”, demonstrando “forte capacidade tecnológica e potencial de capacitação”. Li destacou que, nos últimos anos, a China tem implementado a iniciativa “Inteligência Artificial +”, que impulsionou novos setores e modelos de negócios.

O premiê ressaltou que é necessário “promover avanços em toda a cadeia e sua implementação em todos os cenários”, a fim de liberar maior potencial de desenvolvimento. Ele também pediu que o país “impulsione a aplicação em escala e a comercialização” da tecnologia, além de expandir mais cenários de aplicação de alto valor.

Li defendeu ainda a consolidação da base tecnológica, com avanço em algoritmos, maior oferta de dados de alta qualidade e melhoria do desempenho de grandes modelos. Também cobrou a formação de um ecossistema industrial integrado e a coordenação de recursos como dados, computação, energia e redes.

Por fim, afirmou que é preciso “manter a coordenação entre desenvolvimento e segurança”, fortalecer a governança da IA e aperfeiçoar leis, regulamentos e diretrizes éticas para garantir bases sólidas à expansão da tecnologia no país.

Petrobras decide não exercer direito de preferência em potencial venda da Braskem

 

A Petrobras anunciou que não exercerá seus direitos de preferência e “tag along” previstos no acordo de acionistas da Braskem na potencial venda das ações da petroquímica detidas pela Novonor (ex-Odebrecht) para o Shine Fundo de Investimento em Direitos Creditórios de Responsabilidade Limitada (FIDC).

Segundo fato relevante divulgado pela Petrobras nesta quinta-feira, 12, a decisão foi tomada em reunião na véspera do conselho de administração da estatal, que autorizou a diretoria executiva a adotar as medidas necessárias à implementação da decisão.

No final de dezembro, a gestora de investimentos IG4 fechou um acordo para adquirir dívidas de cerca de R$ 20 bilhões que a Novonor tem com os bancos Itaú Unibanco, Santander, Bradesco, Banco do Brasil e BNDES, se tornando a principal acionista. Já a Petrobras detém 36,1% do capital total.

O acordo prevê a criação de dois fundos. Um deles é o Shine I Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FDIC), da gestora Vórtx Capital e assessorado pela IG4 Sol. Neste fundo ficarão os créditos que originalmente os bancos têm a receber da Nonovor.

Veja a integra do comunicado da Petrobras

A Petrobras, em continuidade ao comunicado de 15/12/2025, informa que, em reunião realizada em 11 de fevereiro de 2026, seu Conselho de Administração, tendo em vista uma potencial operação (“Transação”) envolvendo a transferência de ações da Braskem S.A. detidas pela NSP Investimentos S.A., uma subsidiária da Novonor, para o Shine I Fundo de Investimento em Direitos Creditórios de Responsabilidade Limitada (FIDC), aprovou o não exercício, pela Petrobras, dos Direitos de Preferência e Tag Along previstos no Acordo de Acionistas vigente da Braskem S.A., considerando o estágio das respectivas negociações em curso, e autorizou que a Diretoria Executiva, dentro das premissas apresentadas, adote as medidas necessárias à implementação dessa decisão.

Fatos julgados relevantes sobre o tema serão tempestivamente divulgados ao mercado, incluindo, sem se limitar, ao momento em que a Petrobras vier a receber notificação contendo os termos finais da operação.

 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Comércio Brasil-EUA despenca 25,5% em janeiro, sexto mês consecutivo de queda nas exportações

 

O comércio entre Brasil e Estados Unidos começou 2026 em queda. Dados do Monitor do Comércio Brasil–EUA, divulgado pela Amcham Brasil, mostram que as vendas brasileiras ao mercado americano somaram US$ 2,4 bilhões em janeiro, valor 25,5% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025. Trata-se do sexto mês seguido de retração nas exportações.

As compras brasileiras de produtos norte-americanos também diminuíram no período, com recuo de 10,9% na comparação anual. Como a queda das exportações foi mais acentuada, o saldo da balança bilateral ficou mais negativo para o Brasil. O déficit chegou a aproximadamente US$ 700 milhões em janeiro, mais de três vezes o observado um ano antes.

Segundo o levantamento, parte relevante da redução nas vendas externas está ligada ao desempenho dos óleos brutos de petróleo, que apresentaram queda de 39,1% frente a janeiro do ano passado. Além disso, mercadorias sujeitas a tarifas adicionais registraram retração média de 26,7%. Entre os itens atingidos por medidas vinculadas à Seção 232, a queda foi de 38,3%.

Entre os produtos que mais contribuíram para o resultado negativo estão semiacabados de ferro ou aço, sucos, químicos inorgânicos e derivados de petróleo. O impacto das tarifas sobre bens industriais aparece como um dos fatores centrais para o enfraquecimento do fluxo comercial.

“Os dados de janeiro confirmam que o início de 2026 segue marcado por pressões relevantes sobre o comércio bilateral. A combinação entre a queda das exportações brasileiras e a manutenção de tarifas elevadas, especialmente sobre bens industriais, tem aprofundado o desequilíbrio na balança comercial entre Brasil e Estados Unidos”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Ao observar apenas os itens submetidos a sobretaxas de 40% e 50%, a retração supera a média geral das exportações brasileiras para os Estados Unidos. Produtos associados à Seção 232, como cobre e siderúrgicos, também registraram queda acima do conjunto da pauta. O movimento reforça a tendência verificada nos meses anteriores e sugere que as barreiras tarifárias seguem influenciando o desempenho das trocas bilaterais.

Apesar do cenário, parte dos embarques ao mercado americano apresentou desempenho superior ao das vendas destinadas a outros países. Entre os dez principais produtos exportados aos EUA em janeiro, seis tiveram resultado relativamente melhor que o observado no restante do mundo. É o caso de café não torrado, carne bovina, aeronaves, celulose e equipamentos de engenharia.

Em sentido oposto, alguns dos itens que perderam espaço nos Estados Unidos mostraram resultado mais favorável quando direcionados a outros destinos. O dado indica mudança na distribuição geográfica das exportações brasileiras, com redirecionamento parcial da pauta para diferentes mercados.

No cenário internacional, mesmo com a ampliação do déficit comercial norte-americano em bens, o Brasil permanece entre os parceiros com os quais os Estados Unidos mantêm superávit. Essa posição se consolidou nos últimos meses, de acordo com o monitor.

“O comércio entre Brasil e Estados Unidos é sustentado por cadeias produtivas integradas, investimentos cruzados e geração de empregos nos dois países. Avançar no diálogo econômico de alto nível é essencial para restaurar previsibilidade, reduzir barreiras e criar condições para a retomada do fluxo comercial ao longo de 2026”, diz Neto, da Amcham.

O Monitor do Comércio Brasil–EUA é publicado periodicamente pela Amcham Brasil com base em estatísticas oficiais. O relatório acompanha a evolução das exportações e importações entre os dois países e detalha movimentos setoriais, além de apontar tendências que afetam a balança comercial bilateral.

 

 https://istoedinheiro.com.br/comercio-brasil-eua-amcham