segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Na contramão de países desenvolvidos, confiança do consumidor no Brasil sobe em janeiro, mostra Ipsos

 

Conforme dados do Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Ipsos, no mês de janeiro o Brasil ficou entre os países mais otimistas do levantamento, com 55,1 pontos – em um movimento que acompanha parte das economias emergentes e contrasta com a trajetória observada em alguns países desenvolvidos.

A alta foi sustentada por uma melhora no subíndice de emprego.

Rafael Lindemeyer, Líder do Cluster de Experiência da Ipsos, comenta que o índice mostra que o Brasil inicia o ano seguindo com a trajetória ascendente do segundo semestre de 2025.

“Analisando a série histórica mais longa, o indicador é 4 pontos superior a janeiro de 2025 e chega a patamar similar ao primeiro trimestre de 2024. Com esse avanço, o Brasil passa a ocupar a sexta posição entre os países mais otimistas do levantamento global, ficando à frente de economias como México e Estados Unidos e assumindo a liderança em confiança do consumidor nas Américas”, afirma.

“O avanço é sustentado pela melhora expressiva no subíndice de emprego, que sugere um início de ano marcado por maior percepção de estabilidade no mercado de trabalho e por uma leitura mais positiva em relação às condições futuras da economia”, completa.

O levantamento considera entrevistas em 30 países e mede a percepção dos consumidores sobre a situação atual, expectativas, investimentos e mercado de trabalho. No recorte brasileiro, o subíndice de empregos aparece como um dos principais vetores do aumento da confiança, refletindo uma leitura mais favorável sobre oportunidades de trabalho e estabilidade de renda no curto e médio prazos.

Confiança do consumidor no Brasil avança no cenário global

Em janeiro de 2026, o índice geral de confiança do consumidor no Brasil ficou acima da média global, posicionando o país entre aqueles com desempenho positivo no período.

O avanço de quatro pontos em relação a janeiro de 2025 coloca o Brasil ao lado de países como Chile, Israel e Coreia do Sul, que também registraram variações relevantes no ano .

A média global, considerando os 30 países analisados, permaneceu próxima de 50 pontos, enquanto o Brasil superou esse patamar. Na América Latina, o resultado brasileiro se destaca em um contexto regional marcado por trajetórias distintas. Enquanto Chile e Peru apresentaram crescimento, Argentina registrou recuo no mesmo intervalo.

Segundo a metodologia da Ipsos, índices acima de 50 indicam predominância de percepções positivas entre os consumidores, enquanto leituras abaixo desse nível sugerem maior cautela.

O desempenho brasileiro, assim, sinaliza um ambiente em que a visão sobre a economia doméstica tende a ser mais construtiva do que a média observada em diversos mercados.

Subíndice de empregos ganha relevância

Entre os componentes analisados, o subíndice de empregos aparece como elemento central para explicar o aumento da confiança no Brasil. No recorte global, o índice de empregos também mostrou crescimento ao longo de 2025, atingindo em janeiro de 2026 um dos níveis mais altos da série recente entre os países monitorados de forma contínua desde 2010 .

No caso brasileiro, a leitura sugere que os consumidores avaliam de forma mais favorável a disponibilidade de postos de trabalho e a possibilidade de manutenção do emprego. Essa percepção influencia diretamente decisões de consumo e planejamento financeiro das famílias, além de ter impacto indireto sobre investimentos e crédito.

O relatório mostra que, historicamente, movimentos de recuperação no subíndice de empregos costumam anteceder avanços em outros componentes da confiança, como expectativas e situação atual. Esse padrão ajuda a explicar por que o dado referente ao mercado de trabalho tem sido acompanhado com atenção por analistas e formuladores de políticas.

Comparação regional e internacional

Na comparação com outras regiões, a América Latina apresentou trajetória de recuperação gradual ao longo de 2025. O índice regional avançou de forma moderada, com o Brasil figurando entre os países que contribuíram para esse movimento .

Na Ásia-Pacífico, países como Índia, Indonésia e Malásia registraram níveis elevados de confiança, enquanto economias como Japão e Coreia do Sul mostraram maior volatilidade ao longo do período.

Já na Europa, os dados apontam para estabilidade em alguns mercados e retração em outros, como França e Alemanha, o que manteve a média regional em patamar inferior ao observado em economias emergentes.

Nos Estados Unidos e no Canadá, o índice de confiança apresentou variações mais contidas, refletindo um ambiente de consumo marcado por ajustes monetários e discussões sobre inflação e crescimento. Nesse contexto, o avanço brasileiro chama atenção por ocorrer em meio a um cenário global heterogêneo.

“No cenário internacional, os movimentos seguem heterogêneos. Nos Estados Unidos, o índice de confiança permanece em patamar acima da neutralidade, com 53,8 pontos, apoiado por ganhos relevantes nos subíndices de emprego e expectativas, apesar de um ambiente ainda pressionado pelo custo de vida. Já a Argentina segue com níveis de confiança mais frágeis, refletindo um ambiente econômico ainda marcado por elevada incerteza e volatilidade”, analisa Lindemeyer.

Tendência histórica do índice brasileiro

A série histórica do índice de confiança do consumidor no Brasil, iniciada em 2010, mostra ciclos de alta e baixa associados a mudanças no ambiente econômico interno e externo.

O dado de janeiro de 2026 posiciona o país em um nível intermediário dentro dessa trajetória, distante dos picos observados em determinados períodos, mas acima de momentos de retração mais intensa registrados na última década .

A leitura atual sugere uma fase de transição, em que a confiança se apoia mais fortemente na avaliação do mercado de trabalho do que em outros fatores, como investimento ou situação corrente. Esse padrão indica que o consumidor tende a reagir de forma gradual a mudanças estruturais, priorizando sinais relacionados à renda e ao emprego.

Impactos para consumo e atividade econômica

O aumento da confiança do consumidor costuma estar associado a maior disposição para o consumo, ainda que esse efeito não ocorra de forma imediata. No caso brasileiro, a melhora no subíndice de empregos pode favorecer decisões relacionadas a compras de bens duráveis e contratação de serviços, desde que outros fatores, como crédito e renda disponível, acompanhem essa dinâmica.

Economistas costumam utilizar o índice de confiança como indicador antecedente da atividade econômica. Embora não substitua dados objetivos, como produção ou emprego formal, o levantamento oferece uma leitura sobre expectativas e comportamento das famílias, que influenciam o ritmo da economia.

O relatório da Ipsos destaca que, globalmente, o índice de expectativas também apresentou crescimento ao longo de 2025, ainda que em ritmo inferior ao observado no componente de empregos. Essa combinação sugere um ambiente em que os consumidores enxergam melhora gradual, mas mantêm cautela em relação a decisões de prazo mais longo.

Leitura para 2026

A entrada de 2026 com avanço na confiança do consumidor e melhora no subíndice de empregos reforça a visão de que o Brasil inicia o ano em posição mais favorável do que em períodos recentes. O dado não elimina desafios estruturais, mas indica uma percepção mais estável por parte das famílias em relação ao mercado de trabalho.

Para formuladores de políticas públicas e agentes econômicos, o resultado funciona como sinal de monitoramento. A manutenção dessa trajetória dependerá de fatores como evolução do emprego, renda, inflação e condições financeiras.

Ainda assim, o levantamento sugere que o consumidor brasileiro começa o ano com uma leitura mais construtiva sobre o futuro imediato.

 

 https://istoedinheiro.com.br/confianca-do-consumidor-ipsos-jan26

Mercado volta a reduzir expectativa para inflação em 2026 e já aposta em alta de 3,99%

 

A expectativa dos especialistas consultados pelo Banco Central para a alta da inflação medida pelo IPCA em 2026 caiu 0,01 ponto percentual, para 3,99%, mostra a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, 2.

Para 2027, a projeção do mercado para a inflação permanece em 3,80% ao final do ano, ainda longe do centro da meta. O centro da meta oficial a ser perseguida pelo Banco Central é de 3%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Selic e PIB

Os analistas no Focus seguem vendo o início dos cortes da taxa de juros em março, com uma redução de 0,5 ponto percentual na Selic, atualmente em 15%. Também não houve mudanças nas expectativas de que a taxa básica terminará 2026 em 12,25% e 2027 a 10,50%.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas de crescimento permaneceram em 1,80% tanto para 2026 quanto para 2027.


Dólar

Para o câmbio, a projeção para o final de 2026 permaneceu estável pela 16ª semana consecutiva, em R$ 5,50. Já para 2027, os analistas fizeram um pequeno ajuste, elevando em 0,01 ponto percentual para como o câmbio deve estar ao final do próximo ano, para R$ 5,50.

Em janeiro, a moeda americana acumulou uma queda de aproximados 5,5%. O percentual é quase metade da desvalorização observada no ano todo de 2025. No ano passado, diante do real, a moeda americana perdeu 12,2%, e encerrou 2025 a R$ 5,47.

No mês passado, o real apresentou a segunda maior valorização frente ao dólar em ranking elaborado pela consultoria Elos Ayta com 28 países, considerando o fechamento até quinta-feira da semana passada, 29. Entre as 28 moedas monitoradas pelo levantamento, 22 tiveram valorização frente à moeda americana.

 

 https://istoedinheiro.com.br/mercado-expectativa-inflacao-em-2026-399

Grupo Fictor pede recuperação judicial com dívida de R$ 4 bilhões e culpa crise do Banco Master

 

A holding Grupo Fictor protocolou um pedido de recuperação judicial (RJ) no domingo, 1º, e apontou a crise do banco Master como causa da sua atual situação. Em novembro de 2025, um dia antes do Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição financeira de Daniel Vorcaro, o Fictor havia anunciado uma proposta de compra do Master.

“Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, explica nota enviada pelo grupo à IstoÉ Dinheiro.

Segundo informações divulgadas pelo próprio Fictor, o valor de sua dívida chega a R$ 4 bilhões. O grupo teria iniciado sua reestruturação antes de pedir a RJ, demitindo parte de seus funcionários e reduzindo sua estrutura física. “O Grupo teve a preocupação, porém, de fazer esse movimento antes do pedido de recuperação judicial para proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o recebimento das indenizações trabalhistas”, diz a empresa.

O grupo também protocolou um pedido de tutela de urgência para que execuções de dívidas e bloqueios de bens sejam imediatamente impedidos e permaneçam bloqueados durante um período de 180 dias, enquanto a Justiça analisa o processo de recuperação. O objetivo seria reduzir “o risco de corridas individuais que pressionem ainda mais a liquidez e prejudiquem uma solução coletiva e equânime”. O advogado responsável pelo caso é Carlos Deneszczuk, do escritório DASA Advogados.

Fundada em 2007, a holding Fictor reúne em seu portfólio negócios no ramo de energia, infraestrutura, soluções de pagamento e alimentos. Seu principal ativo é a Fictor Alimentos S.A., que atua no ramo de carne refrigerada, com fábricas em Minas Gerais e Rio de Janeiro gerando cerca de 3,5 mil empregos diretos e 10 mil indiretos. No final de 2024, a empresa passou a ter ações negociadas na bolsa de valores através de um IPO reverso.

IPO reverso da Fictor Alimentos
IPO reverso da Fictor Alimentos (Crédito:Reprodução)

Relembre a operação entre Fictor e Master

Em 17 de novembro de 2026, na véspera do decreto de liquidação extrajudicial do Master, a Fictor Holding Financeira acertou a aquisição do Banco Master S.A. em conjunto com um consórcio formado por investidores dos Emirados Árabes Unidos. A operação incluiria um aporte imediato de R$ 3 bilhões destinado ao fortalecimento da estrutura de capital do banco, e não contemplaria o Will Bank e o Banco Master de Investimentos.

O motivo para a liquidação, segundo o Banco Central, foi uma grave crise de liquidez. O Master detinha então 0,57% dos ativos totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

As dificuldades contábeis, no entanto, eram apenas parte dos problemas do Master. As investigações seguem em andamento, porém apontam diversos crimes e fraudes, que incluem esquema de pirâmide, uso de empresas de fachada e carteiras fictícias para simular capacidade de pagar credores.

 

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Gleisi chama Tarcísio de ‘cara de pau’ por fala sobre ‘crise moral’ após visita a Bolsonaro

 

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), rebateu nesta sexta-feira, 30, a declaração do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que afirmou que o País vive uma “crise moral” após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na quinta-feira, 29.

“É muita cara de pau de Tarcísio Freitas sair da Papuda falando em ‘crise moral’”, escreveu a ministra.

Gleisi afirmou que o maior financiador individual das campanhas de Tarcísio e do ex-presidente foi Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal (PF) no âmbito da operação Compliance Zero.

Segundo ela, a “crise fiscal” mencionada pelo governador foi herdada do governo Bolsonaro, que, afirmou, deixou um rombo de R$ 255 bilhões nas contas públicas.

Tarcísio esteve com Bolsonaro nesta quinta-feira, em Brasília, onde o ex-presidente cumpre pena na Papudinha. Ao deixar o local, o governador afirmou que apoiará a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República nas eleições deste ano e voltou a dizer que pretende disputar a reeleição ao governo de São Paulo.

A manifestação de Gleisi fez referência a declarações dadas por Tarcísio após a visita. Na ocasião, o governador afirmou que o Brasil enfrenta uma “crise fiscal” e uma “crise moral” e defendeu a necessidade de apresentar uma alternativa política ao País, alinhada ao projeto liderado por Bolsonaro e por seu grupo político.

“A gente está vendo a situação do país, para onde o Brasil está caminhando, o Brasil tem uma crise fiscal contratada e hoje enfrenta uma crise moral e nós temos que dar resposta, por isso precisamos de uma alternativa e nós vamos proporcionar essa alternativa como time, eu faço parte desse time, nós estamos agregados a isso desde a visão que o próprio presidente tem”, declarou Tarcísio ao sair do presídio.

Dona da Havaianas, Alpargatas elege João Moreira Salles como presidente do conselho

 

A Alpargatas, dona da marca Havaianas, elegeu, na quarta-feira, 28, João Moreira Salles como novo presidente do conselho de administração da empresa, em substituição de Pedro Moreira Salles.

Em ata da reunião do conselho, a empresa informou que a renúncia está relacionada com as atividades acadêmicas que Pedro Moreira Salles desenvolverá como professor adjunto na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, ao longo de 2026.

Secretário-geral da ONU alerta para ‘colapso financeiro iminente’ da entidade

O secretário-geral da ONU informou aos Estados-membros que a organização corre o risco de um “colapso financeiro iminente”, citando taxas não pagas e uma regra orçamentária que obriga o órgão global a devolver o dinheiro não gasto, de acordo com uma carta vista pela Reuters nesta sexta-feira, 30.

Antonio Guterres tem falado repetidamente sobre o agravamento da crise de liquidez da organização, mas este é seu aviso mais severo até o momento, e surge em um momento em que seu principal contribuinte, os Estados Unidos, está se afastando do multilateralismo em várias frentes.

“A crise está se aprofundando, ameaçando a execução dos programas e causando risco de colapso financeiro. E a situação se deteriorará ainda mais no futuro próximo”, afirmou Guterres em uma carta aos Estados-membros datada de 28 de janeiro.

Os EUA cortaram o financiamento voluntário às agências da ONU e se recusaram a fazer pagamentos obrigatórios aos seus orçamentos regulares e de manutenção da paz.

O presidente dos EUA, Donald Trump, descreveu a ONU como tendo “grande potencial”, mas disse que ela não está cumprindo esse papel e lançou um Conselho da Paz que alguns temem que possa minar o órgão internacional.

Fundada em 1945, a ONU tem 193 Estados-membros e trabalha para manter a paz e a segurança internacionais, promover os direitos humanos, fomentar o desenvolvimento social e econômico e coordenar a ajuda humanitária.

Em sua carta, Guterres disse que “as decisões de não honrar as contribuições que financiam uma parte significativa do orçamento regular aprovado foram agora formalmente anunciadas”.

Ele não disse a qual Estado ou Estados se referia, e um porta-voz da ONU não estava disponível para comentar imediatamente.

‘Ciclo Kafkiano’

De acordo com as regras da ONU, as contribuições dependem do tamanho da economia de cada Estado-membro. Os EUA respondem por 22% do orçamento principal, seguidos pela China, com 20%.

Mas, no final de 2025, havia um recorde de US$ 1,57 bilhão em dívidas pendentes, disse Guterres, sem nomear os países.

“Ou todos os Estados-membros honram suas obrigações de pagar integralmente e em dia, ou os Estados-membros devem reformular fundamentalmente nossas regras financeiras para evitar um colapso financeiro iminente”, disse ele.

Guterres lançou no ano passado uma força-tarefa de reforma, conhecida como UN80, que busca cortar custos e melhorar a eficiência. Para esse fim, os Estados concordaram em cortar o orçamento de 2026 em cerca de 7%, para US$ 3,45 bilhões.

Ainda assim, Guterres alertou na carta que a organização poderia ficar sem dinheiro até julho.

Um dos problemas é uma regra agora considerada antiquada, segundo a qual o órgão global tem que creditar de volta centenas de milhões de dólares em contribuições não gastas aos Estados a cada ano.

“Em outras palavras, estamos presos em um ciclo kafkiano que exige a devolução de dinheiro que não existe”, disse Guterres, referindo-se ao autor Franz Kafka, que escreveu sobre processos burocráticos opressivos.


Motta: Foi equivocada a declaração da Simone Tebet de que o Congresso sequestra orçamento

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, fez uma declaração “equivocada” ao dizer que parte do Orçamento “foi sequestrada” pelo Congresso Nacional. A reação ocorreu em postagem na rede social X, nesta sexta-feira, 30.

Motta se refere às declarações dadas por Tebet em um evento promovido pelo Insper, em São Paulo, mais cedo. Na ocasião, ela disse que “parte das despesas do Orçamento que é livre foi confiscada, foi sequestrada por um Congresso cada vez mais dependente do Orçamento brasileiro muitas vezes eleitoral”.

Na internet, Motta defendeu a prerrogativa dos parlamentares de decidir sobre a alocação dos recursos. “Nenhuma instituição que integra o regime democrático ‘sequestra’ o orçamento. O Congresso exerce uma prerrogativa constitucional: debater, emendar e decidir sobre a alocação dos recursos públicos. Isso não é desvio, é equilíbrio entre os Poderes”, escreveu o presidente da Câmara.

O parlamentar prosseguiu: “Foi equivocada a declaração da ministra Simone Tebet de que o Congresso sequestra parte do orçamento. As emendas parlamentares dão voz aos Estados, aos municípios e às prioridades reais da população”.

O deputado acrescentou: “Divergências fazem parte da democracia, mas é preciso cuidado com palavras que deslegitimam o papel do Parlamento”.