quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Após janeiro glorioso, Ibovespa começa o mês no vermelho com bancos e WEG em queda

 

Após renovas máximas no pregão anterior, o Ibovespa opera no vermelho nesta quarta-feira, 4, durante a abertura. O principal índice da bolsa de valores recua 1% aos 183.812,14 pontos às 11h30.

Dentre as pressões negativas, a WEG e as ações de bancos se destacam como os grandes detratores do índice no intradia. WEG recua 3,7%, enquanto Itaú e Bradesco caem cerca de 2%.

Apesar disso, a alta é relativamente é espalhada, com a grande dos papéis da carteira do índice operando no vermelho. Das 60 ações com maior peso na carteira do Ibovespa, somente a Vale opera no campo positivo, com alta de 0,5%, apesar da queda do minério de ferro em Dalian a US$ 112,64.

No caso dos bancos, o Santander abriu a temporada de balanços, divulgado seu resultado antes da abertura do pregão de hoje. O mercado reage com queda de 1,45% nos papéis às 11h30. Nos primeiros minutos de pregão, as units SANB11 chegaram a cair 2,75%.

O banco anotou lucro líquido gerencial de R$4,086 bilhões para o quarto trimestre de 2025, um crescimento de 6% ante igual etapa do ano anterior. A última linha do balanço ficou levemente acima do esperado pelo consenso Bloomberg, que mirava R$ 4,066 bilhões.

A margem financeira bruta do banco caiu 4% para R$15,33 bilhões, refletindo o impacto do aumento da taxa de juros, enquanto a margem com clientes cresceu 6,6% e alcançou R$16,82 bilhões.

O retorno sobre o patrimônio médio (ROAE) do banco ficou em 17,6% no quarto trimestre, queda de 0,1 ponto percentual em comparação com o quarto trimestre de 2024 e estável em relação ao terceiro trimestre de 2025.

Já o índice de inadimplência acima dos 90 dias foi de 3,7%, comparado com 3,2% no ano anterior e 3,4% no terceiro trimestre.

Desta forma, o banco dá uma noção ao mercado de como devem ser os próximos resultados dos bancos. O Itaú divulgará seu resultado trimestral ao fim do pregão.

“O Santander reportou um 4T25 sólido, em linha com nossas estimativas, encerrando o ano com lucro líquido de R$4,1 bilhões e ROAE de 17,6%, praticamente estável no comparativo trimestral”, diz a XP sobre o resultado.

“A qualidade de ativos seguiu sob controle, apesar de pressões pontuais em cartões de crédito de baixa renda e em SMEs, permitindo melhora no custo do risco, o que resultou em uma expansão maior da NII ajustada ao risco (+6,3% T/T). As receitas de fees apresentaram crescimento sólido, beneficiadas pela sazonalidade do 4T e reforçando a diversificação das receitas. No geral, os resultados reforçam um ROE acima do custo de capital, hoje bem estabelecido nesse patamar, sugerindo que ganhos adicionais devem depender mais da normalização das margens e das condições macroeconômicas do que de novas melhorias de balanço ou de custos”, completa a casa.

WEG anuncia nova fábrica em SC

Acerca da WEG, a companhia anunciou mais cedo que irá construir uma fábrica de baterias em Itajaí (SC) – ou seja, o mercado reagiu negativamente à novidade.

O início das operações tá previsto para o segundo semestre de 2027, com a geração de 90 novos postos de trabalho. Para erguer a nova unidade, a empresa catarinense irá investir R$ 280 milhões, recursos que serão financiados com recursos de linhas de crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A nova fábrica vai ampliar a capacidade de produção da WEG nos chamados sistemas BESS — sistemas de armazenamento de energia em baterias — para até 2 GWh ao ano.

A nova capacidade equivalente a 400 sistemas de 5 MWh e contará com um alto nível de automação, incluindo linhas automáticas e semiautomáticas de montagem, além do uso de robôs móveis autônomos para movimentações internas.

Em comunicado ao mercado, a WEG disse que a nova fábrica vai abrigar um laboratório dedicado a testes, desenvolvimento e qualificação de produtos. O novo laboratório será responsável por aprimorar processos, garantir controle de qualidade e acelerar a criação de novas soluções. “A infraestrutura incluirá ainda uma subestação de energia para simulação de condições reais de operação”, diz a nota da WEG .

Wall Street abre sem sinal único e ADM derrete

Com minutos de pregão, as bolsas dos EUA operam sem sinal único, com a Nasadq recuando isolada no dia:

  • Dow Jones: +0,6%
  • S&P 500: +0,1%
  • Nasdaq: -0,2%

O cenário é fruto de um mercado que segue pressionando papéis de tecnologia – os mais relevantes na carteira da Nasdaq e do S&P. A AMD recua mais de 12% por conta dos seus resultados que frustraram o mercado.

O dólar sobe 0,04% a R$ 5,2415.

Ibovespa renovou máxima na véspera

No pregão anterior, o Ibovespa retomou a trilha de renovação de recordes históricos, atingindo pela primeira vez a marca de 187 mil pontos na máxima do dia, e encerrando em novo pico para fechamento, aos 185.674,43 pontos, em alta de 1,58% na sessão.

Oscilou entre os 182.815,55, na mínima correspondente à abertura, e os 187.333,83 pontos, no melhor momento. O giro financeiro foi a R$ 36,5 bilhões. Na semana e no mês, o Ibovespa agrega 2,38%. No ano, sobe 15,24%.

O pregão é, em partes, um retrato do mês de janeiro, que registrou uma entrada massiva de capital estrangeiro. A bolsa de valores brasileira fechou o mês com fluxo recorde de investimentos, da cifra de R$ 26,31 bilhões – patamar que superou os R$ 25,47 bilhões aportados no ano de 2025 inteiro.

Com isso, a bolsa teve o melhor desempenho para um mês de janeiro em cerca de duas décadas e a terceira maior alta mensal desde 2010, superada apenas por março de 2016 e novembro de 2020.

Além da injeção de capital externo, a Ata do Copom também embalou a valorização dos ativos, com sinalizações da autoridade monetária sobre a convergência da inflação à meta – o que acena para uma postura mais dovish no futuro.

“O Copom reconheceu a melhora do cenário externo e o processo de desaceleração da inflação corrente, o que abre espaço para o início do ciclo de flexibilização monetária. Ainda assim, diante de um ambiente marcado por incertezas, especialmente relacionadas aos efeitos fiscais na demanda, o Comitê tende a adotar uma postura cautelosa nos cortes de juros”, diz Rafaela Vitoria, economista-chefe do Inter.

“Nossa expectativa é de que o ciclo comece com uma redução de 50 pontos-base, ritmo que deve ser mantido no cenário atual. Uma aceleração no ritmo de cortes poderia ocorrer caso a atividade econômica apresente desaceleração mais intensa e/ou o câmbio siga em trajetória de apreciação. Mantemos a projeção de Selic em 12,50% ao final do ano”, completa.

Com informações da Reuters e do Estadão Conteúdo

 

 https://istoedinheiro.com.br/ibovespa-cai-040226

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Produção da Petrobras em dezembro cresce 7,6% e atinge 3,218 milhões de boed, diz ANP

 

A produção de petróleo e gás natural da Petrobras subiu 7,6% em dezembro do ano passado na comparação com novembro, para 3,218 milhões de barris de óleo equivalente (boed), segundo boletim da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgado nesta segunda-feira, 2.

Se levado em conta apenas o petróleo, a produção da estatal cresceu 7,2%, para 2,459 milhões de barris por dia (bpd).

Já a produção de gás natural cresceu 8,8%, para 120,6 milhões de metros cúbicos diários, dentro do esforço da companhia de aumentar a oferta do insumo no País.

2025

Na média do ano do País – onde a Petrobras responde por quase 90% da produção -, o total de petróleo e gás natural extraído cresceu 12,7% contra 2023, último recorde, para 4,897 milhões de boed.

Somente em petróleo, a produção média foi de 3,770 milhões de bpd e de gás, 179 milhões de m3/d.

O pré-sal respondeu por 79,63% do total produzido em 2025, ou 3,9 milhões de boed.

Já em dezembro, a produção nacional ficou em 5,237 milhões de boed, sendo 4,015 milhões de bpd de petróleo e 194,3 milhões de m3/d de gás natural.

Desempenho e finanças da pequena indústria pioraram em 2025, diz CNI

 

O desempenho e as finanças das indústrias de pequeno porte – que representam 94,2% das empresas industriais do País – caíram em 2025 em relação a 2024, segundo o Panorama da Pequena Indústria (PPI), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira, 2.

A pesquisa mostra que o índice de desempenho das indústrias de pequeno porte registrou média de 45,5 pontos no quarto trimestre do ano passado, ante média de 46,8 pontos no mesmo recorte do ano anterior.

Embora o índice que mede a situação financeira das pequenas indústrias tenha subido 0,5 ponto na passagem do terceiro para o quarto trimestre de 2025, o indicador fechou o ano abaixo do patamar registrado no fim de 2024, apontando piora das finanças dessas empresas.

“No ano passado, a indústria experimentou um cenário muito mais negativo e preocupante do que em 2024. Em 2024, houve um forte aumento da demanda por bens industriais e o setor mostrou um forte crescimento, algo que não se repetiu em 2025”, avaliou o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

Carga tributária, qualificação e juros

Os empresários das pequenas indústrias apontaram três principais problemas enfrentados pelo setor: a alta carga tributária, a falta ou alto custo de trabalhador qualificado e as taxas de juros elevadas.

A carga tributária foi apontada como o principal problema, assinalada por 42,7% dos empresários da indústria de transformação e por 44,7% dos industriais da construção. “A elevada carga tributária tira competitividade das empresas, tanto na hora de exportar quanto na hora de competir com importados. Soma-se a isso a complexidade do nosso sistema tributário, que amplia esse problema”, pontuou Marcelo Azevedo.

Em segundo lugar do ranking de principais problemas da pequena indústria de transformação, aparece a falta ou alto custo de trabalhador qualificado, com 29,2%; no caso da pequena indústria da construção, é a falta ou alto custo de mão de obra não qualificada que ocupa a segunda posição do ranking, com 30,9%.

As taxas de juros elevadas aparecem em terceiro lugar na lista das preocupações para ambos os segmentos, com 27,6% e 30,9% das assinalações.

Metodologia

 Para calcular o índice de desempenho, a CNI considera três variáveis: produção, utilização do parque industrial e número de empregados. Já o índice de situação financeira leva em conta a avaliação dos empresários sobre margem de lucro operacional, condições financeiras e facilidade de acesso ao crédito. Ambos vão de 0 a 100 pontos e, quanto maior o resultado, melhor o desempenho ou a situação financeira no período.

O Panorama da Pequena Indústria (PPI) é uma publicação trimestral feita a partir dos resultados da Sondagem Industrial, Sondagem Indústria da Construção e Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei).

Ministério Público pede bloqueio de R$ 1 bi da Vale após vazamento de mina em MG

 

A Vale disse na noite de domingo, 1, que o Ministério Público Federal pediu à Justiça a adoção de medidas liminares, incluindo o bloqueio patrimonial no valor de R$ 1 bilhão, após o extravasamento ocorrido na madrugada de domingo passado, na mina de Fábrica em Ouro Preto, Minas Gerais. Conforme comunicado ao mercado, o MPF apresentou uma tutela cautelar antecedente sob argumento de prevenir o agravamento de supostos danos ambientais.

Autoridades do governo do estado de Minas Gerais informaram na quinta-feira que, além da água, os rejeitos da operação de mineração de minério de ferro da Vale em Fábrica atingiram o rio Maranhão. Os transbordamentos foram causados pelas fortes chuvas ocorridas no dia e na semana anteriores ao incidente, disseram as autoridades.

A mineradora disse que apresentará sua defesa dentro do prazo legal. Na sexta-feira, o governo de Minas Gerais ampliou para R$ 3,3 milhões a multa contra a Vale por danos ambientais causados pelo extravasamento, um valor que já considera “reincidência da mineradora em situação semelhante” ocorrida em agosto de 2023, em Brumadinho.

Estimativa no Focus do BC para o dólar no fim de 2026 segue em R$ 5,50

 

A mediana das previsões do mercado financeiro no relatório Focus do Banco Central para a cotação do dólar no fim de 2026 permaneceu em R$ 5,50 pela 16ª semana consecutiva. A projeção para a moeda no fim de 2027 oscilou de R$ 5,51 para R$ 5,50. Há um mês, era de R$ 5,50.

Para o fim de 2028, se manteve em R$ 5,52, pela 5ª semana consecutiva. Para 2029, passou de R$ 5,58 para R$ 5,57. Há um mês, era de R$ 5,56.

A moeda americana fechou 2025 cotada em R$ 5,4840, com perda acumulada de 11,18% frente ao real. A apreciação da divisa brasileira foi motivada pelo enfraquecimento global do dólar e pela atratividade das operações de carry trade, na esteira do forte ciclo de aperto monetário conduzido pelo Banco Central, que levou a Selic a 15% ao ano.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Fictor, que tentou comprar o Banco Master, pede recuperação judicial

 

O Grupo Fictor, que ganhou os holofotes em novembro do ano passado ao aparecer em uma operação de compra do Banco Master um dia antes de o banco ser liquidado, protocolou no domingo, 1º de fevereiro, junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), pedido de recuperação judicial. Entraram no pedido de proteção contra credores para a Fictor Holding e Fictor Invest. O valor total da dívida é de R$ 4 bilhões.

Segundo comunicado do Fictor, o grupo pretende quitar todas as dívidas sem deságio. Isso significa que a empresa não planeja negociar abatimento nos valores, mas apenas o prazo do recebimento.

“A medida busca criar um ambiente de negociação estruturada e com tratamento isonômico, que possa garantir a continuidade das atividades de forma sustentável”, escreve a empresa.

O grupo buscou, no pedido, a suspensão e o bloqueio de dívidas por um prazo de 180 dias para a holding e a Fictor Invest. As demais subsidiárias não entraram no pedido e devem continuar operando normalmente.

Com capital aberto, a Fictor Alimentos teve prejuízo de R$ 620 mil no primeiro trimestre. Antes do pedido de recuperação judicial, o grupo, conhecido por ter sua marca estampada na camisa do Palmeiras, afirmou ter faturado R$ 3,5 bilhões em 2024.

No comunicado, o grupo atribuiu suas dificuldades à liquidação do Banco Master. Segundo o Fictor, com o anúncio do Banco Central (BC) um dia após sua oferta pela instituição, “a reputação do grupo foi atingida por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”.

Com a crise, o grupo diz ter feito um plano de reestruturação tanto de sua estrutura física quanto no número de funcionários. Mas afirma ter feito esse movimento antes da recuperação judicial para preservar os direitos dos trabalhadores.

TJ-SP determinou bloqueio antes da recuperação judicial

Mesmo com essa reorganização dos negócios, as dificuldades financeiras aumentaram. Na semana passada, a desembargadora Maria Lúcia Pizzotti, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), havia determinado o bloqueio cautelar de R$ 150 milhões da Fictor.

A decisão da magistrada, integrante da 30.ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP, determinou o bloqueio dos ativos financeiros da empresa para preservar uma garantia em dinheiro, no valor de R$ 150 milhões, prevista em contrato de uma operação de cartões de crédito empresariais. A medida foi tomada após a apresentação de um recurso, revertendo um entendimento anterior que havia negado o bloqueio.

Desde o início do ano, a Fictor passou a enfrentar diversas ações judiciais movidas por investidores que afirmam não ter recebido a rentabilidade mensal fixa prometida pela empresa. De acordo com os processos, após solicitarem o resgate dos valores investidos, os investidores não receberam os recursos dentro do prazo contratual, diante de sucessivas justificativas e atrasos por parte da companhia.

Além da decisão da desembargadora Pizzotti, outro despacho judicial já havia determinado, em 26 de janeiro, o bloqueio de R$ 7,3 milhões da Fictor. Nesse caso, a Justiça apontou a existência de risco concreto de prejuízo aos credores.

A decisão afirma que, “no que se refere ao perigo de dano, os autores relatam atrasos reiterados na restituição da quantia investida (resgate), ausência de resposta às notificações extrajudiciais e notícias de instabilidade financeira do grupo econômico Fictor, ora requerido, circunstâncias que, em conjunto, revelam risco concreto de frustração da futura satisfação do crédito”.

Outras decisões de constrição patrimonial contra a empresa também indicam indícios de irregularidades na estrutura de captação de recursos e o risco de inadimplemento generalizado.

Fundado em 2007, o Grupo Fictor tem atuação na indústria de alimentos (proteína animal), energia, infraestrutura/ imobiliário e soluções de pagamento.

De acordo com o advogado Carlos Deneszczuk, do escritório Dasa Advogados, que coordena o pedido de recuperação judicial, os ativos operacionais seguem funcionando e a base produtiva permanece relevante, apesar da pressão de curto prazo.

A principal subsidiária industrial do grupo, a Fictor Alimentos S.A., reúne unidades em Minas Gerais e Rio de Janeiro e sustenta uma cadeia de 3,5 mil empregos diretos e 10 mil indiretos, além de carteira ampla de clientes.

O objetivo da não inclusão das demais subsidiárias no pedido de proteção contra credores, segundo Deneszczuk, é evitar que empresas economicamente viáveis sejam afetadas por restrições típicas do processo de recuperação.

Ibovespa ignora NY e busca 183 mil pontos com Vale e bancos; Petrobras cai com petróleo

 

O Ibovespa iniciou fevereiro próximo da estabilidade, na faixa dos 181 mil pontos, mas logo foi para o terreno positivo e já avança quase 1.500 pontos em relação à abertura. O movimento destoa do recuo dos índices de ações futuros em Nova York, diante de incertezas sobre inteligência artificial e em relação à aprovação ao pacote financeiro para evitar paralisação parcial da máquina pública norte-americana.

O principal indicador da B3 saiu dos 181.369,00 pontos na abertura, passando pela mínima em 181.347,63 pontos (-0,01%) e alcançou máxima de 182.889,95 pontos, com alta de 0,84%. O movimento é puxado principalmente pelo avanço das ações da Vale, a despeito do recuo de 1,26% do minério de ferro em Dalian, na China, bem como dos demais papéis metálicos, além de grandes bancos, que iniciam a temporada de balanços do último trimestre de 2025 nesta semana.

“O Ibovespa já está há muito tempo alheio ao cenário externo com os bancos projetando o índice a 190, 200 mil pontos. Vai subindo, tem alvo para cima”, diz Felipe Sant’ Anna, especialista em mercado financeiro do grupo Axia.

A agenda de indicadores desta semana conta a divulgação de dados capazes de mexer com a Bolsa brasileira e os demais ativos brasileiros. No exterior, destaque ao relatório oficial de emprego, o payroll, nos Estados Unidos, além de balanços como o da Alphabet e Amazon.

Aqui, sairá a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), amanhã, que deve detalhar a manutenção da Selic em 15% e reforçar a sinalização de início dos cortes em março. Além disso, Santander Brasil e Itaú Unibanco abrem a safra de resultados do quarto trimestre de 2025.

Nos EUA, o pacote de financiamento do governo Trump foi aprovado pelo Senado, mas ainda depende do aval da Câmara dos Representantes. O presidente da Câmara de Representantes dos EUA, Mike Johnson, disse ontem que levará alguns dias até que o pacote de financiamento do governo seja levado à votação, o que poderia estender para, pelo menos, uma semana a paralisação parcial das atividades do governo federal, no chamado shutdown. Na radar de republicanos e democratas está a contenção das operações contra imigrantes mantidas pela administração de Donald Trump

No Brasil, saiu o boletim Focus, com novo arrefecimento nas estimativas para a inflação. A mediana do relatório Focus para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 caiu de 4,00% para 3,99%. A taxa está 0,51 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. As demais estimativa foram mantidas em 3,80% (2027) e 3,50% (2028 e 2029). Não houve alteração nas projeções para Selic de 2026 (12,25%), 2027 (10,50%), 2028 (10%) e 2029 (9,50%).

O mercado repercute ainda a indicação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de Guilherme Mello, secretário de Política Econômica, para a diretoria do Banco Central. A eventual indicação ao cargo pelo presidente depende de aprovação do Senado, que vai sabatinar o economista após a formalização da sugestão pelo Planalto.

Na China, o minério de ferro fechou com queda de 1,26%, em meio a dados fracos industriais do país. O petróleo cai perto de 5%, o que pesa nas ações do setor como um todo. Com forte influência no Índice Bovespa, Petrobras cai em torno de 2,30%. Já outra ação com participação importante no Ibovespa, Vale subia 1,70% perto das 11 horas. Além disso, papéis de grandes bancos avançavam: Itaú tinha alta de 1,21%; Unit de Santander subia 0,91%; Bradesco tinha valorização de 1,15% (ON) e 0,94% (PN). Banco do Brasil subia 0,59%.

Santander e Itaú iniciam a safra de resultados do último trimestre na quarta-feira. No dia seguinte, é a vez de Bradesco, Multiplan, Brasil Agro e Porto Seguro informar seus resultados.

No horário citado acima, o Índice Bovespa subia 0,79%, aos 182.801,76 pontos. Na sexta-feira, o Ibovespa fechou em baixa de 0,97%, aos 181.363,90 pontos, encerrando janeiro com alta de 12,56%, a melhora marca desde novembro de 2020 (15,90%).

“Foi uma alta em linha com outros ativos da América Latina, emergentes, que acabaram se destacando, de fato, no relativo, justamente por um movimento de realocação de fluxos globais”, explica Bruna Sene, analista de renda variável da Rico. “Vimos um fluxo estrangeiro muito forte entrando na Bolsa brasileira, que de fato foi o grande motor da alta de janeiro”, acrescenta Sene.

No mês de janeiro até quinta-feira – último dado disponível -, houve entrada de R$ 25,32 bilhões por parte de estrangeiro na B3. A marca é quase a mesma da registrada em todo o ano de 2025, de R$ 25,473 bilhões.