quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Haddad diz que mercado não reconhece indicadores e que relação é ‘muito difícil’

 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, herdou um “inferno” nas contas públicas do ex-presidente Jair Bolsonaro. Afirmou ainda que a relação com o mercado financeiro é “muito difícil” porque “os indicadores (da economia) não são reconhecidos”.

Haddad declarou, ainda, que 2026 será um ano igualmente “muito difícil” por causa da disputa eleitoral e do que ele chamou de “guerra de comunicação”. A fala se deu durante a reunião ministerial com Lula na Granja do Torto nesta quarta-feira, 17. Haddad foi um dos ministros a fazer uma fala inicial no encontro.

“Não é fácil manter, nas condições do Brasil, sobretudo na relação com o mercado financeiro, muito difícil a relação, porque os indicadores não são reconhecidos, é como se Lula tivesse herdado um paraíso e estivesse com problemas nas contas, mas não, ele herdou um inferno, depois de sete anos de direita e extrema-direita”, afirmou o ministro.

Em seguida, após reclamar da relação com o mercado financeiro, ele continuou o raciocínio elogiando o presidente Lula: “Manter crescimento, emprego, inflação baixa e em uma tensão artificialmente construída na política e na economia não é para qualquer um”.

Haddad disse que há “muitos desafios pela frente”. “Vai ser um ano muito difícil, como todos sabem, sobretudo a guerra de comunicação, de narrativas. Vai continuar um inferno na vida de todos nós. É um desafio lidar com essas redes sociais, com (o que é) a verdade”, declarou o ministro.

“Nada pode expressar mais o nosso desafio do que o slogan ‘Ano que vem será o ano da verdade’. Se a gente transformar o ano que vem no ano da verdade, vamos ter mais quatro anos de trabalho sobre a Presidência do presidente Lula”, completou Haddad.

Em última reunião ministerial, Lula diz que 2026 será o ano da verdade

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (17) que o governo precisa alcançar a “narrativa correta” para informar ao povo brasileiro as coisas que aconteceram no país nos últimos anos. O presidente comanda, nesta manhã, a última reunião ministerial de 2025, na residência oficial da Granja do Torto, em Brasília.

Para o presidente, o país está em uma situação “amplamente favorável”, embora, segundo ele, isso não apareça com a força que deveria aparecer nas pesquisas de opinião pública em razão da polarização política no país. Lula disse que o discurso da equipe precisa estar definido para o processo eleitoral do ano que vem.

“O ano eleitoral vai ser o ano da verdade. Ou seja, nós temos que criar a ideia da hora da verdade para mostrar quem é quem nesse país, quem faz o quê nesse país, o que aconteceu antes de nós e o que acontece quando nós chegamos ao governo”, disse aos seus ministros, citando ações em diversas áreas, como economia e inclusão social.

“É importante que a gente tenha noção que nós precisamos fazer com que o povo saiba o que aconteceu nesse país. Eu tenho a impressão que o povo ainda não sabe. Eu tenho a impressão que nós ainda não conseguimos a narrativa correta para fazer com que o povo saiba fazer uma avaliação das coisas que aconteceram neste país”, acrescentou.

Lula disse que vai aceitar o afastamento dos ministros que quiserem disputar um cargo ou reeleição. No pleito de 2026, será escolhido o novo presidente da República, mas também governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

O presidente destacou ainda a capacidade de articulação da equipe para a aprovação de medidas de interesse do governo no Congresso Nacional, como a isenção do imposto de renda e a reforma tributária. Para ele, o país vive um “momento ímpar” do ponto de vista econômico também pelo aumento da capacidade de investimento e financiamento dos bancos públicos.

O presidente Lula reafirmou a sua política de que o dinheiro precisa circular nas mãos da população. “Nós precisamos fazer muito mais, porque a minha teoria é que pouco dinheiro na mão do povo resolve o problema. Não tem macroeconomia, não tem câmbio. Se tiver dinheiro na mão do povo, está resolvido o nosso problema. Está resolvido o problema da industrialização, do consumo, da agricultura, está resolvido o problema da inflação”, disse.

“Nós acabamos com a invisibilidade do povo pobre desse país. Nós acabamos com a invisibilidade de um povo que só era reconhecido em época de eleição”, afirmou o presidente.

Após o discurso de abertura da reunião, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, falou sobre as políticas industriais em desenvolvimento, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, fez um balanço dos primeiros 3 anos da gestão.

Também estão previstas falas dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad; da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira; e da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

Mendonça vota para validar mínimo existencial em R$ 600

 

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou no sentido de validar na íntegra o decreto presidencial que estabelece o valor de R$ 600 como o mínimo existencial a ser preservado contra a cobrança de dívidas. 

Um pedido de vista feito nesta quarta-feira (17) pelo ministro Alexandre de Moraes interrompeu o julgamento, que havia começado em 12 de dezembro, no plenário virtual do STF.

A votação seguiria até a próxima sexta-feira (19), antes de ser interrompida. Pelo regimento interno do Supremo, o caso deverá ser liberado para novo agendamento em até 90 dias. 

Mendonça é relator de três ações de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) sobre o tema, abertas pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) e a Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep). 

“No presente caso, considero que são razoáveis e proporcionais os critérios estabelecidos no Decreto nº 11.150, de 2022, para fins de definição do mínimo existencial a ser aplicado aos casos de superendividamento”, escreveu o ministro. 

Aprovada em 2021, a Lei do Superendividamento prevê que a Justiça pode resguardar o mínimo existencial do consumidor, uma quantia a ser protegida das cobranças dos bancos, mas deixou a definição do que seria “mínimo existencial” inteiramente a cargo da regulamentação a ser feita pelo Poder Executivo. 

O valor de R$ 600 para definir o que seria o mínimo existencial foi adotado em 2023 pelo governo Lula para substituir o critério anterior, criado em 2022 pelo então presidente Jair Bolsonaro, que estabelecia o mínimo existencial em 25% do salário mínimo, o equivalente na época a R$ 303,00. 

Segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas, elaborado pela empresa de garantia de crédito Serasa, havia 79,1 milhões de pessoas inadimplentes no país em setembro de 2025, 48,47% da população. 

Argumentos 

As entidades argumentam que definir R$ 600 como mínimo existencial fere direitos essenciais garantidos pela Constituição, entre os quais a dignidade da pessoa humana, um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, conforme o artigo 1º da Carta de 1988. 

Para as associações, a quantia estipulada no decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023 não é suficiente para garantir o “mínimo vital” para uma “vida digna”.  

As entidades sustentam ainda que o artigo 7º da Constituição, ao definir o salário mínimo, elenca como “necessidades básicas do trabalhador” as despesas com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social”. 

Ao Supremo, a Advocacia-Geral da União (AGU) disse que o governo abordou a questão sob o ângulo da preservação do mercado de crédito, optando por um valor baixo para o mínimo existencial de modo a garantir o acesso do consumidor a empréstimos.

O governo explicou que “o respectivo montante visou a conferir grau superior de proteção ao consumidor contra uma eventual situação de superendividamento, sem, ao mesmo tempo, afastar os consumidores do mercado formal de crédito, buscando-se um melhor equilíbrio entre a proteção ao consumidor superendividado e a segurança jurídica necessária para a celebração de contratos privados”. 

Voto

O ministro André Mendonça concordou com os argumentos do governo. Ele reconheceu o problema “sistêmico” relacionado ao superendividamento no Brasil e a necessidade de proteção ao consumidor, mas afirmou que, devido à complexidade do problema, o Supremo não deve definir um mínimo existencial de forma abstrata. Argumentou, ainda, que o tema deve ser enfrentado por órgãos técnicos especializados, sem a intervenção da Justiça. 

Ele observou que o decreto que regulamentou a Lei do Superendividamento (Lei 14.181/2021) prevê a revisão periódica do valor fixado para definir o mínimo existencial, que deve ser feita pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), colegiado composto pelo presidente do Banco Central e os ministros da Fazenda e do Planejamento. 

“Justamente por essa característica de ser uma política pública dinâmica, em permanente transformação, cuja atualização ficou a cargo de um órgão técnico altamente especializado, entendo que não cabe ao Poder Judiciário imiscuir-se no tema e definir, em sede de controle concentrado, qual deve ser o mínimo existencial a ser observado de forma geral e abstrata”, afirmou. 

Para o ministro, a Justiça não deve entrar no assunto. “Entendo que não cabe ao Poder Judiciário imiscuir-se no tema e definir, em sede de controle concentrado, qual deve ser o mínimo existencial a ser observado de forma geral e abstrata”, sustentou.

Apesar de ter votado sobre o mérito da questão, Mendonça entendeu que as ações sobre o tema devem ser rejeitadas por questões processuais, sem serem analisadas pelo Supremo. O ministro apontou que o decreto é um ato normativo secundário, que, em seu entendimento, não deve ser alvo de questionamento via ADPF. 

Como o Brasil se tornou em 2025 no maior produtor de carne bovina do mundo

 

Um em cada cinco quilos de carne bovina produzida em todo o mundo sai de uma fazenda localizada no Brasil. Em 2025, o Brasil superou os Estados Unidos e se tornou o maior produtor de carne bovina do planeta, com uma produção de 12,35 milhões de toneladas este ano.

E o reconhecimento do feito veio do próprio Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu último relatório sobre o comércio global de proteínas, que colocou o Brasil no topo do ranking mundial pela primeira vez na história. Agora, os Estados Unidos passam a ocupar a segunda colocação, com uma oferta anual de 11,81 milhões de toneladas.

Assim, a participação do Brasil na produção mundial de carne bovina que em 2015 era de 15,8% passou para os atuais 20% em 2025. Já os Estados Unidos mantiveram sua participação praticamente estável, passando de 18,1% para 19,1% no mesmo período.


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Por que o Brasil está produzindo mais

Essencialmente, dois fatores explicam a conjuntura atual. O primeiro vem do próprio Brasil. Nos últimos cinco anos, o abate de bovinos vem crescendo sistematicamente diante do aumento da disponibilidade de animais por parte dos pecuaristas, em especial de fêmeas.

Em 2024, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) contabilizou um abate recorde de 39,2 milhões de cabeças em todo o país. O número representou um crescimento de 15% em comparação a 2023 e superou em quase 5 milhões de cabeças o recorde registrado em 2013.

Desse total, 16,9 milhões foram de fêmeas, número que representou um crescimento de 19% em comparação a 2023. O desempenho também representou um recorde para a pecuária nacional.

Aliado ao crescimento do número de cabeças enviadas aos frigoríficos está o fato de os animais estarem sendo abatidos com mais peso. Se em 2015 cada cabeça abatida produzia pouco mais de 240 quilos de carne, hoje, o mesmo animal produz mais de 260 quilos

Esse ganho de peso por cabeça reflete os investimentos feitos pelos pecuaristas em genética e também na alimentação. Antes criados essencialmente comendo capim, os animais do rebanho brasileiro estão se dividindo entre as pastagens e o confinamento, o que permite uma engorda mais rápida em um espaço de tempo menor.

Nos Estados Unidos, os pecuaristas americanos vem registrando uma queda na disponibilidade de animais para abate. Isso porque, os baixos preços registrados há alguns anos levaram os produtores a venderem suas matrizes. Sem fêmeas para gerarem novos bezerros, a oferta de animais caiu, o que reduziu a produção de carne, por consequência.

10 maiores produtores de carne bovina do mundo

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https://dinheirorural.com.br/brasil-eua-producao-carne-bovina-mundo

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Hapvida inaugura quatro novas unidades em São Paulo e uma em Campinas

 

A Hapvida avançou com seu plano de expansão e inaugurou este mês cinco novas clínicas, sendo quatro na capital paulista e uma em Campinas. A expectativa da empresa é atender 9,6 mil pacientes por mês.

Em São Paulo, a empresa colocou em funcionamento uma clínica no Itam Bibi, na Mooca, Interlagos e sua mega unidade na Vila Mazzei. Esta última será referência para cardiologia, clínico geral, dermatologia clínica e cirúrgica, ginecologia clínica, ortopedia e traumatologia, pediatria, psiquiatria, pneumologia, reumatologia, gastroenterologia, endocrinologia e metabolismo.

Já a unidade de Campinas tem 10 consultórios e capacidade para atender até 8,8 mil pacientes mensais. Entre as especialidades médicas estão gastroenterologia, dermatologia clínica e cirúrgica, ginecologia clínica, obstetrícia/pré-natal, neurologia, procedimentos cirurgia geral e procedimentos dermatológicos. O beneficiário poderá também realizar na unidade a coleta laboratorial e papanicolau.

‘Estamos desesperados’, diz dono de restaurante em Pinheiros que está sem luz há dias

 

Apesar de a concessionária de energia Enel afirmar já ter normalizado o serviço na Grande São Paulo, paulistanos seguem reclamando de falta de luz nesta terça-feira, 16. Na quarta-feira passada, 10, a região metropolitana da cidade foi atingida por uma ventania recorde.

Segundo balanço da Enel, há cerca de 45 mil imóveis sem eletricidade na manhã desta terça. A empresa afirma que são casos registrados nos dias seguintes ao apagão que começou na quarta.

“Estamos desesperados”, afirma Hugo Delgado, proprietário de um restaurante de rua em um sobrado na Rua Francisco Leitão, em Pinheiros, na zona oeste da capital. Segundo ele, o estabelecimento já soma R$ 40 mil de prejuízo com as perdas do apagão, e a Enel ainda não informa um prazo concreto para o restabelecimento da eletricidade.

A luz no local acabou às 14h de quarta-feira, assim como no resto do bairro, e chegou a voltar às 11h30 de quinta, 11. Mas a felicidade durou pouco: meia hora depois, uma árvore em frente ao restaurante caiu, derrubando a fiação elétrica. “O resto da rua está com energia. Só a gente e o sobrado vizinho, com duas casas geminadas, seguimos no escuro”, afirma Delgado.

A Enel tem destacado que os ventos na semana passada atingiram quase 100 km/h, o que resultou em centenas de árvores caídas. A empresa diz ainda ter mobilizado até 1.800 equipes para os reparos (leia mais abaixo).

Esse número é contestado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), que diz ter identificado uma quantidade bem menor de veículos da empresa nas ruas por meio do sistema municipal de câmeras.

Na última semana, moradores relataram diversos transtornos, desde a perda de estoque até dificuldades para trabalhar e interrupções no fornecimento de água, também prejudicado pelo blecaute.

Vizinhos ajudam com geladeiras

O proprietário do restaurante em Pinheiros calcula ao menos R$ 30 mil de prejuízo com vendas perdidas nos dias fechados e R$ 3 mil com perda de produtos em geladeiras, além de gastos extras de R$ 7 mil com a contratação de um gerador, que usou no último sábado, 13. “Somos um restaurante pequeno e esses números são grandes para a gente”, enfatiza. “É muito assustador, isso quebrou completamente as nossas pernas.”

Além do gerador alugado no sábado, dia de maior movimento, Delgado tem tentado manter o restaurante aberto na hora do almoço com o uso de luz natural. Ele conta com a ajuda de vizinhos com energia, que disponibilizaram suas geladeiras para que ele pudesse guardar produtos. O empresário também precisou recorrer aos vizinhos para carregar o celular e as maquininhas de cartão de crédito.

“A situação está muito complicada e não sabemos quando vai normalizar”, desabafa, suspirando. “É urgente. Já são seis dias. Tentamos contato com a Enel por todos os canais, pelo aplicativo, pelo atendimento telefônico, por telefone e até pelo direct do Instagram. E nada.”

A reportagem questionou a concessionária sobre este caso específico, mas ainda não obteve retorno.

Empresa cita plano de investimento

A Enel afirma que, entre 2025 e 2027, vai investir R$ 10,4 bilhões para a modernização e digitalização da rede na Grande São Paulo, além de ter contratado mais 1.200 profissionais.

A nova crise de falta de energia – após episódios semelhantes em 2023 e 2024 – fez a empresa voltar aos holofotes, com pedidos de intervenção federal pelas autoridades de São Paulo. Uma das preocupações é sobre a renovação antecipada da concessão com a empresa italiana, cujo contrato é válido até 2028.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse nesta segunda, 15, que a União não pode empurrar a renovação com a empresa “goela abaixo”. Ele irá se reunir nesta terça com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Na semana passada, o ministro do governo Lula chegou a dizer que Nunes e Tarcísio faziam “disputa política” com o evento extremo climático.

No sábado, 13, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que a Enel restabelecesse imediatamente o fornecimento de energia a hospitais, serviços de saúde, eletrodependentes e outros serviços essenciais, sob pena de multa de R$ 200 mil por hora. E deu até 12 horas para os demais imóveis afetados.

Na tarde de segunda, após o fim do prazo, a Defensoria Pública do Estado e o Ministério Público Estadual afirmaram que vão oficiar a Enel e a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado (Arsesp) requisitando informações sobre a quantidade de imóveis sem energia desde quarta. “A solicitação é necessária para apuração do eventual descumprimento e o cálculo de multa por hora.”

Ambev inaugura megafábrica de R$ 1 bilhão no Paraná

 


Nova unidade da cervejaria terá capacidade para produzir 600 milhões de garrafas de vidro por ano 
 
A planta integra o conjunto de investimentos que a Ambev vem realizando no Paraná, os quais já superam R$ 2,5 bilhões nos últimos anos

 

 

A Ambev inaugurou nesta segunda-feira (15) a nova fábrica de garrafas de vidro em Carambeí, no Paraná, com investimento de R$ 1 bilhão. A unidade, que recebeu o nome de Ambev Vidros Paraná, é a primeira fábrica de garrafas de vidro do Paraná e integra todas as etapas da produção cervejeira, da matéria-prima ao envase. Com capacidade para produzir até 600 milhões de garrafas por ano, a planta vai abastecer fábricas da Ambev em diversos estados.

O CEO da Ambev, Carlos Lisboa, destacou a importância estratégica do Paraná para as operações da companhia e o impacto nacional que a nova fábrica terá na cadeia produtiva do setor de bebidas. "O Paraná é um estado estratégico e muito importante para a Ambev. Temos campos de cevada, fábricas, centros de distribuição e milhares de colaboradores no estado que trabalham todos os dias para entregar os melhores produtos e serviços para os paranaenses. Agora, as garrafas feitas aqui no Paraná vão chegar também em outros estados e abastecer nossas fábricas pelo Brasil, gerando impacto nacional na cadeia de valor", ressaltou.

Durante a fase de obras, a implantação da fábrica gerou 4.225 empregos diretos, além de mobilizar mais de 150 empresas envolvidas na execução do projeto. Com o início das operações, a expectativa é de manutenção de cerca de 400 empregos diretos e indiretos. O empreendimento se soma a outros investimentos da Ambev em solo paranaense, que ultrapassam R$ 2,5 bilhões nos últimos anos. A operação da empresa no Paraná abastece sete estados brasileiros, com a produção de mais de 20 marcas de cervejas.



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