quarta-feira, 25 de março de 2026

Frimesa mira R$ 15 bi em faturamento até 2032 e amplia atuação em São Paulo

A Frimesa projeta alcançar cerca de R$ 15 bilhões em receita até 2032, ante cerca de R$ 8 bilhões previstos para 2026, informou a cooperativa paranaense em evento realizado na terça-feira, 24, em São Paulo, quando inaugurou um escritório comercial na capital paulista.

Com quase 50 anos de atuação, a Frimesa é a quarta maior empresa de abate e processamento de suínos do Brasil. Em 2025, registrou faturamento bruto de R$ 7 bilhões, com crescimento de 7% sobre 2024, sendo 26% das receitas provenientes de exportações e 74% do mercado interno.

O movimento combina a entrada mais agressiva no maior mercado consumidor do País com o aumento de capacidade produtiva, ancorado na planta de Assis Chateaubriand, considerada a maior da América Latina.

A companhia pretende ampliar a participação das vendas da proteína suína no Estado de São Paulo de 2,5% para 4,5% até 2030. Segundo a empresa, o novo escritório funcionará como um hub comercial e de inteligência de mercado, aproximando a operação do varejo, especialmente de pequenos e médios clientes.

“O movimento para São Paulo está diretamente ligado à nossa estratégia de crescimento. Chegamos impulsionados pelo motor de Assis Chateaubriand, o que nos permite levar ao Sudeste a segurança de um produto com qualidade e excelência desde o campo”, afirmou o presidente executivo, Elias José Zydek, durante evento de inauguração.

A expansão ocorre em paralelo a uma reestruturação interna, com integração das áreas de Operações, Administrativo-Financeira e Comercial. O objetivo é dar suporte ao aumento da escala industrial, que deve atingir 23 mil suínos processados por dia.

Na frente comercial, a companhia aposta na proximidade com o varejo paulistano para ganhar participação. “São Paulo é o coração do consumo no Brasil. Nossa presença aqui nos permite ouvir o varejo em tempo real, agilizar a logística e garantir maior presença nas gôndolas”, disse o superintendente comercial, Rodrigo Fossalussa.

Além da expansão física, a empresa lançou um rebranding para reposicionar a marca. De acordo com o gerente de marketing, Eduardo Rizzo, a mudança busca refletir uma companhia mais moderna e alinhada às demandas do consumidor. “Nosso novo posicionamento reforça que somos um ecossistema focado em inovação e na entrega de produtos que combinam tradição, segurança e praticidade”, afirmou.

Maior consumo

A Frimesa vê na combinação entre aumento do consumo per capita de carne suína no Brasil e expansão geográfica, com foco em São Paulo e na região Sul, o principal motor para sustentar seu plano de mais que dobrar o crescimento até 2032, quando pretende atingir o faturamento de R$ 15 bilhões – foram cerca de R$ 7 bilhões no ano passado.

A companhia projeta que o consumo de carne suína no País pode avançar dos atuais cerca de 18 quilos a 19 quilos por habitante ao ano para aproximadamente 25 quilos per capita até 2032, o que abriria espaço relevante para crescimento do mercado interno. “De 19 kg para 25 kg são 6 kg per capita para 200 milhões de brasileiros”, afirmou o presidente executivo, Elias José Zydek, ao destacar o potencial adicional de demanda.

Segundo a empresa, esse avanço tende a ser impulsionado por fatores estruturais, como a maior aceitação da proteína, e por questões econômicas, especialmente a relação de preços com a carne bovina. “Quando a carne de boi sobe, ela puxa o consumo da carne suína”, disse.

Para capturar esse crescimento, a Frimesa aposta na ampliação de sua presença em mercados em que ainda tem baixa penetração, com destaque para São Paulo. “O grande movimento é o Estado de São Paulo, principalmente capital e regiões metropolitanas”, afirmou, durante a inauguração do escritório comercial em São Paulo.

Além de São Paulo, a expansão também deve ser puxada pela região Sul, especialmente Santa Catarina e Rio Grande do Sul, enquanto no Paraná, onde a empresa já tem forte presença, com cerca de 23% a 26% de participação, a estratégia é de manutenção com ganhos incrementais. “É mais difícil crescer onde já temos presença forte”, afirmou.

A companhia também vê oportunidades em novas praças, como o Distrito Federal, com a entrada em mercados em que ainda não atua diretamente, e no mercado externo, que deve representar entre 25% e 30% da estratégia de crescimento.

Na avaliação da Frimesa, o avanço regional e o aumento do consumo doméstico caminham juntos. “Existe um potencial muito grande de crescimento no consumo interno”, disse, ressaltando que a expansão geográfica será essencial para capturar essa demanda adicional.



Veja as empresas que mais ganharam e perderam valor no Ibovespa em 25 dias de guerra

 

A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, completou 25 dias nesta terça-feira, 24, e, desde então, vem provocando oscilações, incertezas no mercado financeiro e impacto das empresas listas em Bolsa. No caso do conflito no Oriente Médio, o petróleo está no foco, com a limitação de tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passam 20% das exportações mundiais de petróleo.

O cenário de incertezas leva a um sobe e desce tanto no câmbio como no Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, a B3. De acordo com levantamento da Elos Ayta, a pedido da IstoÉ Dinheiro, a queda global de todas as empresas da B3 entre 28 de fevereiro e 23 de março foi de R$ 256,2 bilhões, de R$ 5,5 trilhões para R$ 5,24 trilhões.

A maior perda nominal do período foi do BTG Pactual, com variação negativa de R$ 61,46 bilhões. Na sequência está a Vale, com perda de R$ 46,87 bilhões, e depois Itaú Unibanco, com menos R$ 31,55 bilhões.

Já a Petrobras teve a maior valorização nominal em valor de mercado, ganhando R$ 95 bilhões, seguida pela Petrorio (+R$ 9,33 bilhões) e Eneva (R$ +7,9 bilhões).

Veja as empresas que mais ganharam e perderam valor no Ibovespa:

 

 

O início desta semana é um exemplo da oscilação do mercado em tempos de incertezas. Na segunda-feira, 23, por exemplo, o Petróleo fechou pela primeira vez abaixo dos US$ 100 o barril desde o começo da guerra, e a o Ibovespa disparou mais de 3%, fechando próximo dos 182 mil pontos, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender ataques à infraestrutura energética iraniana e citar conversas “produtivas” entre os dois países. Já o dólar caiu mais de 1%, fechando em R$ 5,24.  Já na terça, 24, o barril voltou ao patamar dos US$ 100, com o Ibovespa em alta discreta e o dólar subindo a R$ 5,25.

 

 https://istoedinheiro.com.br/empresas-mais-ganharam-perderam-valor-ibovespa-25-dias-guerra

terça-feira, 24 de março de 2026

Governo propõe a estados dividir subvenção em vez de zerar ICMS do diesel

 

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou a proposta de uma subvenção aos importadores de diesel, financiada de forma conjunta pelo governo federal e pelos estados. Segundo Durigan, a subvenção seria de R$ 1,20 por litro de diesel, ficando R$ 0,60 a cargo dos estados, e a outra metade, sob responsabilidade da União.

A medida substitui o pedido de isenção do ICMS sobre os combustíveis feito pelo Ministério há cerca de uma semana como uma estratégia para tentar segurar a alta dos preços impulsionada pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio.

“Por que essa contraproposta [agora], já iniciados os debates? Porque ela nos permite dar uma resposta mais rápida. Nós estamos vendo ainda uma volatilidade muito grande em razão da guerra do Irã”, disse o ministro em entrevista com jornalistas nesta terça-feira, 24.

O custo fiscal da nova sugestão do governo seria o mesmo da medida anterior, estimado em cerca de R$ 3 bilhões.

A contraproposta foi apresentada após resistência de governadores à sugestão inicial de zerar o ICMS do diesel. Na sexta-feira, 20, Durigan afirmou que o governador Rafael Fonteles (PT), do Piauí, era até então o único a conversar com a pasta sobre o tema. Classificou ainda uma possível recusa dos estados como “uma lástima”.

O ministro afirmou esperar que os governadores tenham uma resposta até sexta-feira, 27, quando acontece a reunião presencial do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), órgão formado por todos os secretários de Fazenda, Finanças ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal.

De acordo com Durigan, vários secretários manifestaram o desejo de colaborar com o governo federal. A sugestão de uma subvenção em lugar de zerar o ICMS teria partido dos Estados. “O que nós estamos dizendo é: se há essa demanda vindo dos próprios governadores, vamos facilitar a resposta”, disse Durigan.

Pacote de esforços contra a alta do diesel

A proposta apresentada pelo ministro soma-se a um conjunto de outras medidas adotadas anteriormente pelo governo federal para tentar conter as altas nos preços. No dia 12 de março, foi anunciada a isenção de todos os tributos federais sobre o diesel, e a criação de uma outra subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores comprometidos a repassar o benefício no valor de venda ao consumidor.

“O que já foi anunciado pelo lado do governo federal, que é a desoneração do Pis/cofins e a subvenção de até R$  0,32 por litro, está dado”, disse Durigan nesta terça-feira. “O que nós estamos discutindo agora é dar um passo a mais em conjunto, dividindo esforços, sabendo que alguns estados inclusive vão ter ganhos de arrecadação em razão do aumento do valor do petróleo, que é o que nós estamos percebendo também no governo federal.”

O valor em subvenções do governo federal sobe assim para R$ 0,92. O custo da nova medida soma-se ainda com os R$ 30 bilhões do pacote anunciado anteriormente (R$ 20 bilhões com a renúncia fiscal e R$ 10 bilhões com a primeira subvenção).

 

 https://istoedinheiro.com.br/governo-propoe-subvencao-diesel-24326

 

Diretor da Aneel pede vista em processo sobre restabelecimento de unidades da usina Jacuí

 

O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Fernando Mosna pediu vista do processo que pode levar ao restabelecimento de seis unidades geradoras da Usina Hidrelétrica (UHE) Jacuí, no Rio Grande do Sul. A reguladora estava avaliando um recurso interposto pela Companhia Estadual de Geração de Energia Elétrica (CEEE-G).

Os diretores Gentil Nogueira e Willamy Moreira Frota votaram favoravelmente ao restabelecimento da operação comercial das seis unidades geradoras (UG 1 a UG 6) da Usina Jacuí. Não foi informada a data para o retorno do pedido de vista.

Se o entendimento deles prevalecer, será revogado um despacho de 2025, emitido pela Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica (SFT). Esse parecer havia suspendido a operação comercial das unidades geradoras.

A discussão envolve prazos no processo de modernização da usina. Até então, o entendimento do diretor Willamy Frota era o de que a suspensão da operação comercial não possui viés punitivo e deveria ser mantida até o restabelecimento da capacidade de geração do empreendimento. Ele mudou de posição após argumentações apresentadas pelo diretor Gentil Nogueira.

Durigan: Lula assinou MP com R$ 15 bi em financiamento para exportações de MPMEs

 

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira, 24, que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou, nesta mesma data, uma Medida Provisória (MP) com medidas para apoiar micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) em exportações. O governo vai mobilizar R$ 15 bilhões para financiar operações de crédito voltadas para este fim, ele disse.

“Hoje, algo como R$ 100 milhões são mobilizados para o financiamento de pequenas e médias empresas para exportação. Com a medida que está sendo anunciada agora, que o presidente assinou hoje, nós vamos poder alavancar isso em mais de dez vezes no curto prazo”, disse Durigan a jornalistas, na portaria do Ministério da Fazenda, em Brasília.

 governo já estudava lançar uma MP apelidada de “Brasil Soberano 2.0” para ajudar setores afetados pela guerra no Oriente Médio, com a criação de uma linha de crédito de R$ 15 bilhões.

Os recursos, explicou Durigan, vêm de valores que não foram usados no Programa Brasil Soberano, lançado em 2025.


CNI lança Agenda Legislativa da Indústria com 135 projetos acompanhados de perto pelo setor

 

 

 CNI - Confederação Nacional da Indústria | Brasília DF

 

 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lança nesta terça-feira, 24, em solenidade no plenário da Câmara dos Deputados, a Agenda Legislativa da Indústria, que reúne 135 projetos acompanhados de perto pelo setor. O destaque fica para proposições trabalhistas, tributárias, de comércio exterior, infraestrutura e inovação.

Dentro desse universo, o setor industrial defende a aprovação de 81 dos projetos (60%) e se posiciona com divergência em relação a 54 (40%). Quinze propostas foram classificadas como prioritárias e estão na lista da Pauta Mínima da Indústria. São elas:

– PEC 8/2025 – Redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais – posição da CNI é divergente;

– PL 4007/2025 – Incentivos à empregabilidade e ao empreendedorismo pelo Bolsa Família – posição da CNI é convergente;

– PL 1363/2021 – Redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais – posição divergente;

– PL 2015/2019 – Desobrigação de contribuição adicional para aposentadoria especial quando houver redução do grau de exposição – posição convergente com ressalva;

– PL 6139/2023 – Crédito à exportação – aprovado, aguarda sanção – posição convergente;

– PDL 41/2026 – Acordo Mercosul-União Europeia – já promulgado em 17/3 – posição convergente;

– PL 4423/2024 – Normas gerais sobre o Comércio Exterior de mercadorias – posição convergente;

– PL 4/2025 – Reforma do Código Civil – posição divergente;

– PEC 42/2024 – Fiscalização das agências reguladoras pela Câmara dos Deputados – posição divergente;

– PL 2373/2025 – Lei Geral de Concessões – posição convergente;

– PL 10108/2018 – Regulamentação da atividade de reuso de água – posição convergente com ressalva;

– PL 3375/2024 – Ampliação das penas de crimes contra marcas – posição convergente;

– PL 1780/2022 – Regulação da relação contratual de distribuição de produtos industrializados – divergente com ressalva;

– PL 4133/2023 – Formulação da política industrial, tecnológica e de comércio exterior brasileira – convergente com ressalva;

– PL 2338/2023 – Definição de normas e diretrizes para o uso da Inteligência Artificial – convergente com ressalva.

“Este ano eleitoral exige a priorização de iniciativas capazes de revigorar o ambiente de negócios, assegurar a previsibilidade regulatória e sustentar a competitividade da nossa economia, colaborando para a geração de emprego e renda, além da melhoria das condições de vida da população”, destaca o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Ele afirma que o setor industrial pretende contribuir com o aperfeiçoamento econômico e social do País, neste momento de transformações tecnológicas aceleradas, reorganização das cadeias globais de valor e intensificação das disputas geopolíticas que recolocaram a indústria no centro das estratégias nacionais de desenvolvimento e soberania.

Segundo Alban, a edição da Agenda Legislativa deste ano reforça a importância de medidas, como a “construção de um marco regulatório equilibrado para a inteligência artificial, o aprimoramento das diretrizes para a economia circular, o fortalecimento dos mecanismos de financiamento e da inserção internacional da indústria, a modernização das regras de concessões e de parcerias público-privadas, e o tratamento responsável de temas relacionados à sustentabilidade fiscal e às relações de trabalho”.

A Agenda Legislativa deste ano foi construída ao longo dos últimos 3 meses, pela CNI junto com as 27 federações estaduais da indústria, 115 associações setoriais e 11 sindicatos nacionais. De acordo com o documento, foram incorporados 55 novos projetos e mantidas 80 proposições remanescentes.

“A Agenda Legislativa da Indústria 2026 organiza as proposições com maior potencial de impacto sobre competitividade, segurança jurídica, inovação, sustentabilidade e inserção internacional do Brasil, reafirmando o compromisso da indústria com o aperfeiçoamento do ambiente de negócios e com o desenvolvimento econômico sustentável”, pontua o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz.

Brasil 2050

A CNI lança também nesta terça-feira o Projeto para o Brasil 2050. Trata-se de “uma série de propostas para o crescimento do País, por meio do fortalecimento do equilíbrio fiscal e de vantagens competitivas, da melhora do ambiente de negócios, além do fomento a iniciativas que o Brasil tem potencial, como a economia circular, data-centers e combustíveis sustentáveis”.

O setor industrial propõe um compromisso que envolva todos os poderes, empresários e trabalhadores.

“O objetivo é criar um consenso em torno de metas fiscais e de políticas econômicas estruturantes, garantindo que, enquanto se busca o equilíbrio das contas públicas, haja também estímulos seletivos que assegurem a continuidade dos investimentos e do crescimento”, diz a entidade.

Arrecadação do governo cresce 5,68% em fevereiro e bate recorde para o mês

 

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 222,117 bilhões em fevereiro, informou a Receita Federal nesta terça-feira, 24. O resultado de fevereiro representa uma alta de 5,68% na comparação com o mesmo mês de 2025, descontada a inflação do período.

Trata-se do melhor para meses de fevereiro da série histórica da Receita Federal, iniciada em 1995.

O resultado ficou acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de R$ 219 bilhões. As estimativas do mercado iam de R$ 210 bilhões a R$ 226,6 bilhões. Em janeiro, a arrecadação foi de R$ 325,751 bilhões.

No acumulado de janeiro e fevereiro, a arrecadação cresceu 4,41% acima da inflação em comparação com o primeiro bimestre de 2025, a R$547,869 bilhões, patamar também recorde para o período.

O que explica o recorde

A Receita destaca entre os principais fatores positivos o crescimento de 8,45% do PIS/Pasep e a Cofins, que teve uma arrecadação de R$ 47,676 bilhões. Esse desempenho é explicado pelo aumento de 1,14% no volume de vendas (PMC-IBGE) e de 3,34% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025. Além da recuperação da arrecadação relativa ao setor de combustíveis.

A Receita Previdenciária totalizou uma arrecadação de R$ 60,5 milhões, com crescimento real de 5,68%. Esse resultado se deve ao crescimento real de 3,89% da massa salarial e de 7,98% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário de fevereiro de 2026 em relação a fevereiro de 2025.

Teve papel relevante na alta da arrecadação uma alta de R$ 2,289 bilhões, equivalente a 35,7% na comparação com janeiro de 2025, nos ganhos com Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que teve alíquotas elevadas pelo governo no ano passado.

No fim do ano passado, o Congresso aprovou aumentos nas alíquotas de fintechs e bets e de JCP, junto com um projeto que reduz os benefícios fiscais em 10%. O texto eleva a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) incidente sobre fintechs de maneira escalonada. A alíquota subiria de 9% atualmente para 12%, nível em que ficaria até o fim de 2027, antes de se acomodar em 15% a partir de 2028. Os bancos pagam 20% de CSLL, mas o imposto efetivo sobre financeiras não bancárias tende a ser maior, em parte por conta da rentabilidade mais alta.

Os recursos administrados pela Receita, que englobam a coleta de tributos de competência da União, cresceram 6,17% em termos reais em fevereiro frente a um ano antes, a R$ 215,210 bilhões. Essa elevação foi mais que suficiente para compensar o desempenho da receita administrada por outros órgãos, que tem peso relevante de royalties de petróleo e caiu 7,46% no mês passado, a R$ 6,907 bilhões.

 

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