quarta-feira, 25 de março de 2026

CNI: 61% das indústrias brasileiras inovaram nos últimos 3 anos; burocracia é pior entrave

 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou pesquisa nesta quarta-feira, 25, que mostra que 61% das indústrias brasileiras inovaram nos últimos três anos. Segundo a entidade, o foco das empresas tem sido a modernização interna: 69% direcionaram seus esforços para a melhoria de processos produtivos.

Como consequência disso, 38% das indústrias registraram o aumento de produtividade como o principal resultado alcançado, seguido por acesso a novos mercados (21%) e redução de custos (19%).

 “O nosso objetivo é fortalecer o ecossistema nacional de ciência e tecnologia, promover um diálogo direto entre o setor público e o privado e propor soluções reais para destravar o acesso aos instrumentos de fomento no Brasil”, explica o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Jefferson Gomes.

Burocracia

 De acordo com a pesquisa, 36% dos empresários afirmaram que o excesso de burocracia é o maior entrave. A região Nordeste é a que mais sente esse aspecto, com a percepção de 48% dos industriais, enquanto o Sudeste é a região com menos impacto, com 32%.

Quatro em cada 10 empresários (42%) afirmam que nem sequer tentaram acessar os instrumentos públicos de apoio à inovação. O índice é maior no Nordeste (45%) e no Sudeste (44%) menor no Norte/Centro-Oeste (29%).

A pesquisa foi encomendada pela CNI ao instituto Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, da FSB Holding. Foram entrevistados, por telefone, executivos de 1.002 empresas industriais (502 de pequeno porte e 500 de médio e grande porte), distribuídas proporcionalmente por todas as regiões do país. O período de campo ocorreu entre 3 e 25 de fevereiro de 2026.

 


Fictor diz que, assim que defesa de CEO tiver acesso a conteúdo, prestará esclarecimentos

 Emblema da Polícia Federal — Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 25, a Operação Fallax, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em crimes contra a Caixa Econômica Federal, além de estelionato, lavagem de dinheiro e fraudes bancárias que superam R$ 500 milhões. O CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis, é um dos investigados e foi alvo de busca e apreensão no período da manhã. O celular do executivo foi apreendido pela PF.

Em nota, o Grupo Fictor afirmou que, assim que a defesa de Rafael tiver acesso ao conteúdo da investigação, “prestará os esclarecimentos necessários às autoridades competentes com o objetivo de elucidar os fatos”.

A investigação foi iniciada em 2024, quando a Polícia Federal identificou a existência de um esquema estruturado voltado à prática de fraudes bancárias e lavagem de capitais.

O ex-sócio do Grupo Fictor Luiz Rubini também é alvo de buscas da Polícia Federal. Ele é defendido pelo criminalista Rodrigo De Grandis.

A assessoria do executivo informou que a defesa não teve conhecimento prévio do processo e se manifestará oportunamente.

A organização criminosa atuava mediante a cooptação de funcionários de instituições financeiras e a utilização de empresas de fachada, valendo-se, inclusive, de estrutura financeira associada para a movimentação de recursos ilícitos. Há indícios de que parte desses valores tinha origem em células criminosas vinculadas ao Comando Vermelho.

Os criminosos, segundo a PF, estruturavam suas atividades por meio da criação em larga escala de pessoas jurídicas fictícias, com padrões previamente definidos – como capital social simulado, objeto social genérico e sócio único -, destinadas à obtenção fraudulenta de crédito junto a instituições financeiras.

Para a PF, a dinâmica criminosa compreendia:

– Coaptação de indivíduos para cessão de dados pessoais;

– Constituição de empresas fictícias com aparência de regularidade;

– Elaboração de documentação contábil fraudulenta (DRE, ECF e declarações fiscais);

Manipulação de faturamento para simular capacidade financeira;

– Uso de certificados digitais para operacionalização remota, reduzindo a exposição dos envolvidos;

– Participação de gerentes bancários, responsáveis por fornecer informações privilegiadas e inserir dados falsos nos sistemas.

De acordo com os investigadores, o modelo operacional do grupo previa a utilização temporária das empresas (entre 1 e 1,5 ano), com cumprimento inicial das obrigações e posterior inadimplência deliberada, dificultando a recuperação dos valores pelas instituições financeiras.

Há indícios de prejuízos milionários a diversas instituições financeiras, dentre elas Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra.

Estão sendo cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal, em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Também foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

Papel do Grupo Fictor no esquema, segundo a PF

As investigações indicam que os responsáveis pelo Grupo Fictor exerceram papel relevante e estruturante no funcionamento da organização criminosa, atuando como núcleo de sustentação financeira e operacional.

Sua atuação consistia na injeção de recursos com o objetivo de simular movimentações financeiras entre empresas vinculadas à organização, especialmente por meio do pagamento cruzado de boletos, criando artificialmente aparência de liquidez e saúde financeira.

Além do aporte financeiro – que alcançou valores expressivos -, o grupo também atuava na criação e gestão de empresas de fachada.

Nesse contexto, a atuação da Fictor viabilizava:

– Pagamentos cruzados para simulação de fluxo financeiro;

– Geração artificial de faturamento;

– Construção de histórico bancário fictício para obtenção de crédito.

Tentativa de compra do Master e recuperação judicial

Em 17 de novembro do ano passado, a Fictor afirmou ter fechado um acordo para a aquisição do Banco Master, em conjunto com um consórcio formado por investidores dos Emirados Árabes Unidos. No dia seguinte, a instituição de Daniel Vorcaro foi liquidada pelo Banco Central, e o negócio foi desfeito.

A companhia é um grupo de participações e gestão de empresas com foco na indústria alimentícia, em serviços financeiros e em infraestrutura. Ela foi fundada em 2007 como uma empresa de soluções tecnológicas.

Em fevereiro deste ano, o Grupo Fictor protocolou um pedido de recuperação judicial para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest. O valor total da dívida é de R$ 4 bilhões.

No pedido de recuperação judicial protocolado no Tribunal de Justiça de São Paulo, a Fictor solicitou a suspensão e o bloqueio das cobranças das dívidas por um prazo de 180 dias.


Pessimismo atinge maior número de setores da indústria desde janeiro de 2025, diz CNI

 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta quarta-feira, 25, que o pessimismo atingiu o maior número de setores industriais desde janeiro de 2025. Os dados são dos resultados Setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) e apontam que 23 dos 29 setores estão sem confiança, com apenas seis segmentos otimistas.

O quadro de pessimismo entre os empresários industriais tem se intensificado desde o início de 2026. Em janeiro, eram 20 setores sem confiança; número que aumentou para 21 em fevereiro e para 23 em março.

“Os juros altos seguem como os principais responsáveis por esse cenário. A queda na taxa de juros recente, de apenas 0,25 ponto porcentual, é muito pequena para reverter esse quadro de falta de confiança de forma significativa e, consequentemente, o curso da atividade industrial”, acredita Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

O Icei vai de 0 a 100 pontos e que valores abaixo de 50 pontos sinalizam falta de confiança dos empresários.

O índice caiu nas cinco regiões do país. No Sul e no Sudeste, o Icei recuou 2,4 pontos e 0,8 ponto, para 44,8 pontos e 46 pontos, respectivamente, aprofundando o pessimismo nessas regiões.

O cenário de pessimismo também se observa no recorte por porte de empresas. Entre as pequenas indústrias, o Icei caiu 1,5 ponto, passando de 47,6 pontos para 46,1 pontos. Nas médias, recuou 2,3 pontos, de 49,3 pontos para 47 pontos, enquanto nas grandes diminuiu 0,5 ponto, de 49,2 pontos para 48,7 pontos.

A edição de março do Icei Setorial ouviu 1.699 empresas – 703 pequenas, 604 médias e 392 grandes – entre 2 e 11 de março de 2026.

Frimesa mira R$ 15 bi em faturamento até 2032 e amplia atuação em São Paulo

A Frimesa projeta alcançar cerca de R$ 15 bilhões em receita até 2032, ante cerca de R$ 8 bilhões previstos para 2026, informou a cooperativa paranaense em evento realizado na terça-feira, 24, em São Paulo, quando inaugurou um escritório comercial na capital paulista.

Com quase 50 anos de atuação, a Frimesa é a quarta maior empresa de abate e processamento de suínos do Brasil. Em 2025, registrou faturamento bruto de R$ 7 bilhões, com crescimento de 7% sobre 2024, sendo 26% das receitas provenientes de exportações e 74% do mercado interno.

O movimento combina a entrada mais agressiva no maior mercado consumidor do País com o aumento de capacidade produtiva, ancorado na planta de Assis Chateaubriand, considerada a maior da América Latina.

A companhia pretende ampliar a participação das vendas da proteína suína no Estado de São Paulo de 2,5% para 4,5% até 2030. Segundo a empresa, o novo escritório funcionará como um hub comercial e de inteligência de mercado, aproximando a operação do varejo, especialmente de pequenos e médios clientes.

“O movimento para São Paulo está diretamente ligado à nossa estratégia de crescimento. Chegamos impulsionados pelo motor de Assis Chateaubriand, o que nos permite levar ao Sudeste a segurança de um produto com qualidade e excelência desde o campo”, afirmou o presidente executivo, Elias José Zydek, durante evento de inauguração.

A expansão ocorre em paralelo a uma reestruturação interna, com integração das áreas de Operações, Administrativo-Financeira e Comercial. O objetivo é dar suporte ao aumento da escala industrial, que deve atingir 23 mil suínos processados por dia.

Na frente comercial, a companhia aposta na proximidade com o varejo paulistano para ganhar participação. “São Paulo é o coração do consumo no Brasil. Nossa presença aqui nos permite ouvir o varejo em tempo real, agilizar a logística e garantir maior presença nas gôndolas”, disse o superintendente comercial, Rodrigo Fossalussa.

Além da expansão física, a empresa lançou um rebranding para reposicionar a marca. De acordo com o gerente de marketing, Eduardo Rizzo, a mudança busca refletir uma companhia mais moderna e alinhada às demandas do consumidor. “Nosso novo posicionamento reforça que somos um ecossistema focado em inovação e na entrega de produtos que combinam tradição, segurança e praticidade”, afirmou.

Maior consumo

A Frimesa vê na combinação entre aumento do consumo per capita de carne suína no Brasil e expansão geográfica, com foco em São Paulo e na região Sul, o principal motor para sustentar seu plano de mais que dobrar o crescimento até 2032, quando pretende atingir o faturamento de R$ 15 bilhões – foram cerca de R$ 7 bilhões no ano passado.

A companhia projeta que o consumo de carne suína no País pode avançar dos atuais cerca de 18 quilos a 19 quilos por habitante ao ano para aproximadamente 25 quilos per capita até 2032, o que abriria espaço relevante para crescimento do mercado interno. “De 19 kg para 25 kg são 6 kg per capita para 200 milhões de brasileiros”, afirmou o presidente executivo, Elias José Zydek, ao destacar o potencial adicional de demanda.

Segundo a empresa, esse avanço tende a ser impulsionado por fatores estruturais, como a maior aceitação da proteína, e por questões econômicas, especialmente a relação de preços com a carne bovina. “Quando a carne de boi sobe, ela puxa o consumo da carne suína”, disse.

Para capturar esse crescimento, a Frimesa aposta na ampliação de sua presença em mercados em que ainda tem baixa penetração, com destaque para São Paulo. “O grande movimento é o Estado de São Paulo, principalmente capital e regiões metropolitanas”, afirmou, durante a inauguração do escritório comercial em São Paulo.

Além de São Paulo, a expansão também deve ser puxada pela região Sul, especialmente Santa Catarina e Rio Grande do Sul, enquanto no Paraná, onde a empresa já tem forte presença, com cerca de 23% a 26% de participação, a estratégia é de manutenção com ganhos incrementais. “É mais difícil crescer onde já temos presença forte”, afirmou.

A companhia também vê oportunidades em novas praças, como o Distrito Federal, com a entrada em mercados em que ainda não atua diretamente, e no mercado externo, que deve representar entre 25% e 30% da estratégia de crescimento.

Na avaliação da Frimesa, o avanço regional e o aumento do consumo doméstico caminham juntos. “Existe um potencial muito grande de crescimento no consumo interno”, disse, ressaltando que a expansão geográfica será essencial para capturar essa demanda adicional.



Veja as empresas que mais ganharam e perderam valor no Ibovespa em 25 dias de guerra

 

A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, completou 25 dias nesta terça-feira, 24, e, desde então, vem provocando oscilações, incertezas no mercado financeiro e impacto das empresas listas em Bolsa. No caso do conflito no Oriente Médio, o petróleo está no foco, com a limitação de tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passam 20% das exportações mundiais de petróleo.

O cenário de incertezas leva a um sobe e desce tanto no câmbio como no Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, a B3. De acordo com levantamento da Elos Ayta, a pedido da IstoÉ Dinheiro, a queda global de todas as empresas da B3 entre 28 de fevereiro e 23 de março foi de R$ 256,2 bilhões, de R$ 5,5 trilhões para R$ 5,24 trilhões.

A maior perda nominal do período foi do BTG Pactual, com variação negativa de R$ 61,46 bilhões. Na sequência está a Vale, com perda de R$ 46,87 bilhões, e depois Itaú Unibanco, com menos R$ 31,55 bilhões.

Já a Petrobras teve a maior valorização nominal em valor de mercado, ganhando R$ 95 bilhões, seguida pela Petrorio (+R$ 9,33 bilhões) e Eneva (R$ +7,9 bilhões).

Veja as empresas que mais ganharam e perderam valor no Ibovespa:

 

 

O início desta semana é um exemplo da oscilação do mercado em tempos de incertezas. Na segunda-feira, 23, por exemplo, o Petróleo fechou pela primeira vez abaixo dos US$ 100 o barril desde o começo da guerra, e a o Ibovespa disparou mais de 3%, fechando próximo dos 182 mil pontos, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender ataques à infraestrutura energética iraniana e citar conversas “produtivas” entre os dois países. Já o dólar caiu mais de 1%, fechando em R$ 5,24.  Já na terça, 24, o barril voltou ao patamar dos US$ 100, com o Ibovespa em alta discreta e o dólar subindo a R$ 5,25.

 

 https://istoedinheiro.com.br/empresas-mais-ganharam-perderam-valor-ibovespa-25-dias-guerra

terça-feira, 24 de março de 2026

Governo propõe a estados dividir subvenção em vez de zerar ICMS do diesel

 

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou a proposta de uma subvenção aos importadores de diesel, financiada de forma conjunta pelo governo federal e pelos estados. Segundo Durigan, a subvenção seria de R$ 1,20 por litro de diesel, ficando R$ 0,60 a cargo dos estados, e a outra metade, sob responsabilidade da União.

A medida substitui o pedido de isenção do ICMS sobre os combustíveis feito pelo Ministério há cerca de uma semana como uma estratégia para tentar segurar a alta dos preços impulsionada pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio.

“Por que essa contraproposta [agora], já iniciados os debates? Porque ela nos permite dar uma resposta mais rápida. Nós estamos vendo ainda uma volatilidade muito grande em razão da guerra do Irã”, disse o ministro em entrevista com jornalistas nesta terça-feira, 24.

O custo fiscal da nova sugestão do governo seria o mesmo da medida anterior, estimado em cerca de R$ 3 bilhões.

A contraproposta foi apresentada após resistência de governadores à sugestão inicial de zerar o ICMS do diesel. Na sexta-feira, 20, Durigan afirmou que o governador Rafael Fonteles (PT), do Piauí, era até então o único a conversar com a pasta sobre o tema. Classificou ainda uma possível recusa dos estados como “uma lástima”.

O ministro afirmou esperar que os governadores tenham uma resposta até sexta-feira, 27, quando acontece a reunião presencial do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), órgão formado por todos os secretários de Fazenda, Finanças ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal.

De acordo com Durigan, vários secretários manifestaram o desejo de colaborar com o governo federal. A sugestão de uma subvenção em lugar de zerar o ICMS teria partido dos Estados. “O que nós estamos dizendo é: se há essa demanda vindo dos próprios governadores, vamos facilitar a resposta”, disse Durigan.

Pacote de esforços contra a alta do diesel

A proposta apresentada pelo ministro soma-se a um conjunto de outras medidas adotadas anteriormente pelo governo federal para tentar conter as altas nos preços. No dia 12 de março, foi anunciada a isenção de todos os tributos federais sobre o diesel, e a criação de uma outra subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores comprometidos a repassar o benefício no valor de venda ao consumidor.

“O que já foi anunciado pelo lado do governo federal, que é a desoneração do Pis/cofins e a subvenção de até R$  0,32 por litro, está dado”, disse Durigan nesta terça-feira. “O que nós estamos discutindo agora é dar um passo a mais em conjunto, dividindo esforços, sabendo que alguns estados inclusive vão ter ganhos de arrecadação em razão do aumento do valor do petróleo, que é o que nós estamos percebendo também no governo federal.”

O valor em subvenções do governo federal sobe assim para R$ 0,92. O custo da nova medida soma-se ainda com os R$ 30 bilhões do pacote anunciado anteriormente (R$ 20 bilhões com a renúncia fiscal e R$ 10 bilhões com a primeira subvenção).

 

 https://istoedinheiro.com.br/governo-propoe-subvencao-diesel-24326

 

Diretor da Aneel pede vista em processo sobre restabelecimento de unidades da usina Jacuí

 

O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Fernando Mosna pediu vista do processo que pode levar ao restabelecimento de seis unidades geradoras da Usina Hidrelétrica (UHE) Jacuí, no Rio Grande do Sul. A reguladora estava avaliando um recurso interposto pela Companhia Estadual de Geração de Energia Elétrica (CEEE-G).

Os diretores Gentil Nogueira e Willamy Moreira Frota votaram favoravelmente ao restabelecimento da operação comercial das seis unidades geradoras (UG 1 a UG 6) da Usina Jacuí. Não foi informada a data para o retorno do pedido de vista.

Se o entendimento deles prevalecer, será revogado um despacho de 2025, emitido pela Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica (SFT). Esse parecer havia suspendido a operação comercial das unidades geradoras.

A discussão envolve prazos no processo de modernização da usina. Até então, o entendimento do diretor Willamy Frota era o de que a suspensão da operação comercial não possui viés punitivo e deveria ser mantida até o restabelecimento da capacidade de geração do empreendimento. Ele mudou de posição após argumentações apresentadas pelo diretor Gentil Nogueira.