sexta-feira, 27 de março de 2026

Novartis compra biotech Excellergy por US$ 2 bilhões para reforçar linha antialérgica

 

A farmacêutica suíça Novartis comprará a empresa de biotecnologia Excellergy, sediada na Califórnia, em um negócio de até US$2 bilhões, informou nesta sexta-feira, 27, ampliando seu catálogo antialérgico e em linha com os planos de aumentar seu foco nos EUA.

Há uma semana, a empresa anunciou outro acordo para adquirir um medicamento candidato ao tratamento do câncer de mama por até US$ 3 bilhões da empresa de biotecnologia norte-americana Synnovation Therapeutics.

A Novartis pagará até US$ 2 bilhões em adiantamentos e pagamentos de marcos pela Excellergy, disse a empresa, acrescentando que o negócio deverá ser fechado no segundo semestre de 2026, sujeito às condições habituais, incluindo aprovações regulatórias.

Novos antialérgicos ficariam sob a Novartis

Fora dos EUA, a Novartis tem entre seus sucessos de venda o Xolair, usado para asma alérgica e outras condições. Em território estadunidense, o medicamento é comercializado pela Genentech, da Roche.

O Xolair enfrenta maior concorrência em alguns mercados da UE, onde um biossimilar, ou medicamento similar a um já aprovado, foi introduzido no ano passado após algumas patentes expirarem.

O candidato a medicamento para alergia alimentar da Excellergy, o Exl-111, ampliaria a franquia existente da Novartis. Assim como o Xolair, o Exl-111 também tem como alvo os anticorpos IgE do sistema imunológico, mas tem ação mais prolongada e foi projetado para se ligar mais firmemente e remover a IgE de seu receptor.

Foi demonstrado que ele suprime a sinalização alérgica de forma mais rápida e eficaz do que os medicamentos existentes em estudos iniciais, mas o benefício ainda não foi testado em estudos maiores em humanos.

Em abril do ano passado, a Novartis disse que planejava investir US$ 23 bilhões para construir e expandir suas instalações nos Estados Unidos durante a próxima meia década.

Até o momento, a empresa iniciou a construção de locais de P&D e fabricação em quatro estados, incluindo a Califórnia, e expandiu suas instalações de terapia com radioligantes em Indiana e Nova Jersey.


Taxa de desemprego sobe para 5,8% em fevereiro, mas renda média bate novo valor recorde

 

A taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, ante o patamar de 5,2% no trimestre de setembro a novembro de 2025, informou nesta sexta-feira, 27, o IBGE.

No trimestre encerrado em janeiro, a taxa tinha ficado em 5,4%. Veja aqui o detalhamento.

O resultado veio acima do esperado. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 5,7%.

Isso significa que 6,2 milhões de pessoas buscaram trabalho sem sucesso no trimestre, 600 mil a mais do que o trimestre encerrado em janeiro. Mesmo assim, a taxa é a menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica do IBGE, em 2012.

Apesar da alta no desemprego, a renda média do trabalhador atingiu novamente patamar recorde. O rendimento médio mensal real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas, estimado em R$ 3.679, no trimestre encerrado em fevereiro, registrou crescimento de 2% frente ao trimestre anterior e de 5,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

“O crescimento do rendimento vem sendo impulsionado pela grande demanda de trabalhadores, acompanhada de tendência de maior formalização em atividades de comercio e serviços”, afirmou a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.

População ocupada cai

No trimestre encerrado em fevereiro, a população ocupada (102,1 milhões) registrou queda de 0,8% (menos 874 mil pessoas) na comparação com o trimestre anterior e aumento de 1,5% frente ao mesmo trimestre do ano passado (mais 1,5 milhão de pessoas).

Na comparação com o período entre setembro e novembro de 2025, houve forte redução de postos de trabalho no grupo Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (menos 696 mil pessoas). Também, na Construção (menos 245 mil pessoas).

“Nos dois casos há influência de movimento sazonal, sobretudo, nos segmentos de educação e saúde, nos quais parte expressiva dos ocupados é provida por contratos temporários no setor público. Na transição de um ano para outro, há um processo de encerramento dos contratos vigentes, repercutindo no nível da ocupação dessa atividade”, explicou a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy. “A construção também registra menor demanda das famílias por obras e reparos no início do ano”, explicou a coordenadora.

Redução ocorreu em postos sem carteira assinada

Houve redução de 342 mil pessoas no grupo de trabalhadores empregados no setor privado com carteira assinada na comparação com o trimestre anterior. O número permaneceu estável frente ao ano passado.

O grupo dos empregados no setor público (inclusive servidores estatutários e militares), estimado em 12,6 milhões de pessoas, também apresentou queda, de 3,7%, frente ao trimestre anterior. Houve no entanto uma elevação de 4,1% (500 mil pessoas) em relação ao ano passado.

A categoria dos trabalhadores por conta própria, formada por 26,1 milhões de pessoas, apresentou estabilidade nesse período. O mesmo comportamento dos trabalhadores domésticos, estimados em 5,5 milhões de pessoas.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Lula: Brasil pode chegar a ser a sexta ou quinta economia do mundo

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 25, que o Brasil pode se tornar a quinta ou a sexta maior economia do mundo. Segundo a Austin Rating, o Brasil está na 11ª posição. As colocações desejadas por Lula são ocupadas atualmente por Reino Unido e França.

“O Brasil pode chegar a ser a sexta ou a quinta economia do mundo. Nós temos território, temos população. Temos presentes que a natureza nos deu: muitos minerais críticos, terras raras, 12% da água doce do mundo, a maior floresta tropical do mundo. Temos tudo que o mundo precisa, só basta a gente ter coragem de acreditar no Brasil e fazer as coisas acontecerem”, declarou.

Segundo o presidente, o Brasil já conta com todas as condições necessárias para “dar um salto de qualidade” e deixar de ser um país emergente para se tornar uma nação desenvolvida.

Nesta quarta-feira, 25, Lula visitou a fábrica de trens da montadora chinesa CRRC, localizada na cidade de Araraquara (SP). No evento, foram assinados contratos de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 5,6 bilhões.

CNI: 61% das indústrias brasileiras inovaram nos últimos 3 anos; burocracia é pior entrave

 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou pesquisa nesta quarta-feira, 25, que mostra que 61% das indústrias brasileiras inovaram nos últimos três anos. Segundo a entidade, o foco das empresas tem sido a modernização interna: 69% direcionaram seus esforços para a melhoria de processos produtivos.

Como consequência disso, 38% das indústrias registraram o aumento de produtividade como o principal resultado alcançado, seguido por acesso a novos mercados (21%) e redução de custos (19%).

 “O nosso objetivo é fortalecer o ecossistema nacional de ciência e tecnologia, promover um diálogo direto entre o setor público e o privado e propor soluções reais para destravar o acesso aos instrumentos de fomento no Brasil”, explica o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Jefferson Gomes.

Burocracia

 De acordo com a pesquisa, 36% dos empresários afirmaram que o excesso de burocracia é o maior entrave. A região Nordeste é a que mais sente esse aspecto, com a percepção de 48% dos industriais, enquanto o Sudeste é a região com menos impacto, com 32%.

Quatro em cada 10 empresários (42%) afirmam que nem sequer tentaram acessar os instrumentos públicos de apoio à inovação. O índice é maior no Nordeste (45%) e no Sudeste (44%) menor no Norte/Centro-Oeste (29%).

A pesquisa foi encomendada pela CNI ao instituto Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, da FSB Holding. Foram entrevistados, por telefone, executivos de 1.002 empresas industriais (502 de pequeno porte e 500 de médio e grande porte), distribuídas proporcionalmente por todas as regiões do país. O período de campo ocorreu entre 3 e 25 de fevereiro de 2026.

 


Fictor diz que, assim que defesa de CEO tiver acesso a conteúdo, prestará esclarecimentos

 Emblema da Polícia Federal — Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 25, a Operação Fallax, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em crimes contra a Caixa Econômica Federal, além de estelionato, lavagem de dinheiro e fraudes bancárias que superam R$ 500 milhões. O CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis, é um dos investigados e foi alvo de busca e apreensão no período da manhã. O celular do executivo foi apreendido pela PF.

Em nota, o Grupo Fictor afirmou que, assim que a defesa de Rafael tiver acesso ao conteúdo da investigação, “prestará os esclarecimentos necessários às autoridades competentes com o objetivo de elucidar os fatos”.

A investigação foi iniciada em 2024, quando a Polícia Federal identificou a existência de um esquema estruturado voltado à prática de fraudes bancárias e lavagem de capitais.

O ex-sócio do Grupo Fictor Luiz Rubini também é alvo de buscas da Polícia Federal. Ele é defendido pelo criminalista Rodrigo De Grandis.

A assessoria do executivo informou que a defesa não teve conhecimento prévio do processo e se manifestará oportunamente.

A organização criminosa atuava mediante a cooptação de funcionários de instituições financeiras e a utilização de empresas de fachada, valendo-se, inclusive, de estrutura financeira associada para a movimentação de recursos ilícitos. Há indícios de que parte desses valores tinha origem em células criminosas vinculadas ao Comando Vermelho.

Os criminosos, segundo a PF, estruturavam suas atividades por meio da criação em larga escala de pessoas jurídicas fictícias, com padrões previamente definidos – como capital social simulado, objeto social genérico e sócio único -, destinadas à obtenção fraudulenta de crédito junto a instituições financeiras.

Para a PF, a dinâmica criminosa compreendia:

– Coaptação de indivíduos para cessão de dados pessoais;

– Constituição de empresas fictícias com aparência de regularidade;

– Elaboração de documentação contábil fraudulenta (DRE, ECF e declarações fiscais);

Manipulação de faturamento para simular capacidade financeira;

– Uso de certificados digitais para operacionalização remota, reduzindo a exposição dos envolvidos;

– Participação de gerentes bancários, responsáveis por fornecer informações privilegiadas e inserir dados falsos nos sistemas.

De acordo com os investigadores, o modelo operacional do grupo previa a utilização temporária das empresas (entre 1 e 1,5 ano), com cumprimento inicial das obrigações e posterior inadimplência deliberada, dificultando a recuperação dos valores pelas instituições financeiras.

Há indícios de prejuízos milionários a diversas instituições financeiras, dentre elas Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra.

Estão sendo cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal, em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Também foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

Papel do Grupo Fictor no esquema, segundo a PF

As investigações indicam que os responsáveis pelo Grupo Fictor exerceram papel relevante e estruturante no funcionamento da organização criminosa, atuando como núcleo de sustentação financeira e operacional.

Sua atuação consistia na injeção de recursos com o objetivo de simular movimentações financeiras entre empresas vinculadas à organização, especialmente por meio do pagamento cruzado de boletos, criando artificialmente aparência de liquidez e saúde financeira.

Além do aporte financeiro – que alcançou valores expressivos -, o grupo também atuava na criação e gestão de empresas de fachada.

Nesse contexto, a atuação da Fictor viabilizava:

– Pagamentos cruzados para simulação de fluxo financeiro;

– Geração artificial de faturamento;

– Construção de histórico bancário fictício para obtenção de crédito.

Tentativa de compra do Master e recuperação judicial

Em 17 de novembro do ano passado, a Fictor afirmou ter fechado um acordo para a aquisição do Banco Master, em conjunto com um consórcio formado por investidores dos Emirados Árabes Unidos. No dia seguinte, a instituição de Daniel Vorcaro foi liquidada pelo Banco Central, e o negócio foi desfeito.

A companhia é um grupo de participações e gestão de empresas com foco na indústria alimentícia, em serviços financeiros e em infraestrutura. Ela foi fundada em 2007 como uma empresa de soluções tecnológicas.

Em fevereiro deste ano, o Grupo Fictor protocolou um pedido de recuperação judicial para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest. O valor total da dívida é de R$ 4 bilhões.

No pedido de recuperação judicial protocolado no Tribunal de Justiça de São Paulo, a Fictor solicitou a suspensão e o bloqueio das cobranças das dívidas por um prazo de 180 dias.


Pessimismo atinge maior número de setores da indústria desde janeiro de 2025, diz CNI

 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta quarta-feira, 25, que o pessimismo atingiu o maior número de setores industriais desde janeiro de 2025. Os dados são dos resultados Setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) e apontam que 23 dos 29 setores estão sem confiança, com apenas seis segmentos otimistas.

O quadro de pessimismo entre os empresários industriais tem se intensificado desde o início de 2026. Em janeiro, eram 20 setores sem confiança; número que aumentou para 21 em fevereiro e para 23 em março.

“Os juros altos seguem como os principais responsáveis por esse cenário. A queda na taxa de juros recente, de apenas 0,25 ponto porcentual, é muito pequena para reverter esse quadro de falta de confiança de forma significativa e, consequentemente, o curso da atividade industrial”, acredita Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

O Icei vai de 0 a 100 pontos e que valores abaixo de 50 pontos sinalizam falta de confiança dos empresários.

O índice caiu nas cinco regiões do país. No Sul e no Sudeste, o Icei recuou 2,4 pontos e 0,8 ponto, para 44,8 pontos e 46 pontos, respectivamente, aprofundando o pessimismo nessas regiões.

O cenário de pessimismo também se observa no recorte por porte de empresas. Entre as pequenas indústrias, o Icei caiu 1,5 ponto, passando de 47,6 pontos para 46,1 pontos. Nas médias, recuou 2,3 pontos, de 49,3 pontos para 47 pontos, enquanto nas grandes diminuiu 0,5 ponto, de 49,2 pontos para 48,7 pontos.

A edição de março do Icei Setorial ouviu 1.699 empresas – 703 pequenas, 604 médias e 392 grandes – entre 2 e 11 de março de 2026.

Frimesa mira R$ 15 bi em faturamento até 2032 e amplia atuação em São Paulo

A Frimesa projeta alcançar cerca de R$ 15 bilhões em receita até 2032, ante cerca de R$ 8 bilhões previstos para 2026, informou a cooperativa paranaense em evento realizado na terça-feira, 24, em São Paulo, quando inaugurou um escritório comercial na capital paulista.

Com quase 50 anos de atuação, a Frimesa é a quarta maior empresa de abate e processamento de suínos do Brasil. Em 2025, registrou faturamento bruto de R$ 7 bilhões, com crescimento de 7% sobre 2024, sendo 26% das receitas provenientes de exportações e 74% do mercado interno.

O movimento combina a entrada mais agressiva no maior mercado consumidor do País com o aumento de capacidade produtiva, ancorado na planta de Assis Chateaubriand, considerada a maior da América Latina.

A companhia pretende ampliar a participação das vendas da proteína suína no Estado de São Paulo de 2,5% para 4,5% até 2030. Segundo a empresa, o novo escritório funcionará como um hub comercial e de inteligência de mercado, aproximando a operação do varejo, especialmente de pequenos e médios clientes.

“O movimento para São Paulo está diretamente ligado à nossa estratégia de crescimento. Chegamos impulsionados pelo motor de Assis Chateaubriand, o que nos permite levar ao Sudeste a segurança de um produto com qualidade e excelência desde o campo”, afirmou o presidente executivo, Elias José Zydek, durante evento de inauguração.

A expansão ocorre em paralelo a uma reestruturação interna, com integração das áreas de Operações, Administrativo-Financeira e Comercial. O objetivo é dar suporte ao aumento da escala industrial, que deve atingir 23 mil suínos processados por dia.

Na frente comercial, a companhia aposta na proximidade com o varejo paulistano para ganhar participação. “São Paulo é o coração do consumo no Brasil. Nossa presença aqui nos permite ouvir o varejo em tempo real, agilizar a logística e garantir maior presença nas gôndolas”, disse o superintendente comercial, Rodrigo Fossalussa.

Além da expansão física, a empresa lançou um rebranding para reposicionar a marca. De acordo com o gerente de marketing, Eduardo Rizzo, a mudança busca refletir uma companhia mais moderna e alinhada às demandas do consumidor. “Nosso novo posicionamento reforça que somos um ecossistema focado em inovação e na entrega de produtos que combinam tradição, segurança e praticidade”, afirmou.

Maior consumo

A Frimesa vê na combinação entre aumento do consumo per capita de carne suína no Brasil e expansão geográfica, com foco em São Paulo e na região Sul, o principal motor para sustentar seu plano de mais que dobrar o crescimento até 2032, quando pretende atingir o faturamento de R$ 15 bilhões – foram cerca de R$ 7 bilhões no ano passado.

A companhia projeta que o consumo de carne suína no País pode avançar dos atuais cerca de 18 quilos a 19 quilos por habitante ao ano para aproximadamente 25 quilos per capita até 2032, o que abriria espaço relevante para crescimento do mercado interno. “De 19 kg para 25 kg são 6 kg per capita para 200 milhões de brasileiros”, afirmou o presidente executivo, Elias José Zydek, ao destacar o potencial adicional de demanda.

Segundo a empresa, esse avanço tende a ser impulsionado por fatores estruturais, como a maior aceitação da proteína, e por questões econômicas, especialmente a relação de preços com a carne bovina. “Quando a carne de boi sobe, ela puxa o consumo da carne suína”, disse.

Para capturar esse crescimento, a Frimesa aposta na ampliação de sua presença em mercados em que ainda tem baixa penetração, com destaque para São Paulo. “O grande movimento é o Estado de São Paulo, principalmente capital e regiões metropolitanas”, afirmou, durante a inauguração do escritório comercial em São Paulo.

Além de São Paulo, a expansão também deve ser puxada pela região Sul, especialmente Santa Catarina e Rio Grande do Sul, enquanto no Paraná, onde a empresa já tem forte presença, com cerca de 23% a 26% de participação, a estratégia é de manutenção com ganhos incrementais. “É mais difícil crescer onde já temos presença forte”, afirmou.

A companhia também vê oportunidades em novas praças, como o Distrito Federal, com a entrada em mercados em que ainda não atua diretamente, e no mercado externo, que deve representar entre 25% e 30% da estratégia de crescimento.

Na avaliação da Frimesa, o avanço regional e o aumento do consumo doméstico caminham juntos. “Existe um potencial muito grande de crescimento no consumo interno”, disse, ressaltando que a expansão geográfica será essencial para capturar essa demanda adicional.