segunda-feira, 2 de março de 2026

Paramount+ e HBO Max serão um só: entenda o que muda com o acordo de compra da Warner Bros.

 

A fusão entre a Paramount Skydance e a Warner Bros Discovery criará uma entidade combinada com uma dívida líquida de cerca de US$79 bilhões, informou a Paramount nesta segunda-feira, descartando qualquer plano de alienação ou desmembramento dos ativos de TV a cabo.

As empresas irão unificar seus serviços de streaming, incluindo Paramount+ e HBO Max, em uma única plataforma, afirmou o presidente-executivo da Paramount, David Ellison, em uma teleconferência com analistas.

Juntas, as empresas já atendem mais de 200 milhões de assinantes diretos ao consumidor em mais de 100 regiões, disse Ellison, o que lhes confere a escala e o poder de fogo necessários para competir melhor em um mercado dominado pela Netflix.

A Paramount assinou o acordo de US$110 bilhões, ou US$31 por ação, para adquirir a Warner Bros na manhã de sexta-feira, depois que a Netflix se recusou a aumentar sua oferta.

A aquisição deverá gerar uma economia de mais de US$6 bilhões em custos, com grande parte dessa economia proveniente de “fontes não relacionadas à mão de obra”, por meio da combinação das plataformas de tecnologia de streaming e provedores de nuvem das empresas, entre outros, afirmou Andy Gordon, chefe de estratégia da Paramount.

A meta de economia é muito superior à meta de sinergia prometida pela Netflix, de até US$3 bilhões, e gerou temores de demissões em massa e redução da produção de filmes e programas de TV pela Warner-Paramount combinadas.

A fusão também unirá a CBS, a MTV, a Comedy Central e a BET da Paramount com as redes da Warner, incluindo a CNN, a TNT e o Food Network.

“Ao combinarmos nossos negócios lineares, esperamos impulsionar o fluxo de caixa, aumentar a eficiência e ajudar a gerenciar as pressões do mercado”, disse Ellison.

A entidade resultante da fusão terá um dos maiores acervos de propriedade intelectual comercialmente comprovada do setor, unindo franquias como “Game of Thrones”, “Missão Impossível”, “Harry Potter”, “Top Gun”, o Universo DC e “Bob Esponja”.

“A HBO é uma joia da coroa neste setor… e continuará a ter os recursos e a independência para fazer o que faz de melhor”, disse Ellison.

O acordo com a Paramount é garantido por US$54 bilhões em compromissos de dívida do Bank of America, Citigroup e Apollo.

Isso inclui US$39 bilhões em novas dívidas e US$15 bilhões para refinanciar a linha de crédito-ponte existente da Warner Bros, disse Gordon.

A Warner Bros Discovery tinha uma dívida líquida de US$29 bilhões, enquanto a Paramount tinha US$10,36 bilhões no final do ano passado.

Disputa de licitação

A disputa pelos estúdios e ativos de streaming da Warner Bros. se intensificou ao longo de meses, com a Paramount e a Netflix trocando propostas rivais de aquisição.

A Netflix saiu na frente, fechando um acordo no início de dezembro para comprar esses ativos, excluindo as redes de TV a cabo, por US$27,75 por ação, ou US$82,7 bilhões.

Após o conselho da Warner considerar a proposta da Paramount superior, a Netflix desistiu da disputa acirrada por ativos, incluindo a DC Comics, a HBO e a HBO Max.

O acordo entre a Paramount e a Warner Bros também eliminaria as dúvidas em torno do valor e do risco da cisão das redes de TV a cabo que os acionistas da Warner teriam mantido sob a proposta da Netflix, reduzindo uma das principais variáveis ​​que contribuíam para as incertezas em torno da oferta da Netflix.

A expectativa é que a empresa resultante da fusão produza pelo menos 30 filmes para cinema por ano, mantendo os estúdios Warner Bros. e Paramount.

Na sexta-feira, a Paramount pagou a multa de rescisão de US$2,8 bilhões que a Warner devia à Netflix. A conclusão do negócio está prevista para o terceiro trimestre deste ano.

A aquisição provavelmente obterá facilmente a aprovação antitruste da União Europeia, sendo que quaisquer desinvestimentos necessários deverão ser mínimos, informou a Reuters na sexta-feira, citando fontes.

A Paramount, liderada por David Ellison, filho do bilionário Larry Ellison, tem fortes laços com o governo Trump, um fator que, segundo alguns analistas, pode ajudá-la a obter um tratamento regulatório mais favorável.

Latam vai ampliar voos domésticos em 9% no Brasil no 1º semestre de 2026

 

A Latam Brasil ampliará o volume de frequências em voos domésticos no primeiro semestre de 2026 em 9%, na comparação com o mesmo período de 2025. A maior parte dos incrementos está concentrada nos hubs de São Paulo (Guarulhos e Congonhas) e Brasília.

No entanto, a companhia também vai reforçar mercados regionais estratégicos, especialmente nas regiões Norte e Sul, ampliando a integração entre capitais e cidades de médio porte. A oferta da rota Belém-Macapá, por exemplo, passará de três para oito voos semanais a partir de abril.

“A Latam vem nos últimos anos investindo no crescimento sustentável de sua malha e os incrementos de voos neste primeiro semestre são resultado deste olhar muito atento e racional às oportunidades de mercado”, afirma a diretora de Vendas e Marketing da Latam Brasil, Aline Mafra.

Os novos voos serão operados integralmente pela frota da família Airbus A320 da Latam. Portanto, ainda não estão relacionados à aquisição de até 70 aeronaves Embraer E195-E2, anunciada em setembro de 2025.

Com a entrega dos 24 pedidos firmes, a companhia avalia a abertura de novos destinos regionais, além de otimizações na malha atualmente operada. A projeção é que as entregas comecem a partir do quarto trimestre de 2026.

Expansões

No Aeroporto de Guarulhos, a companhia retomará em maio a oferta habitual para Joinville e aumentará voos para Maringá, além de expandir, já em abril, as rotas para Porto Seguro e Dourados.

Em Congonhas, elevará as frequências para Goiânia e ampliará operações para Curitiba, Belo Horizonte/Confins e Florianópolis entre fevereiro e abril. Já em Brasília, houve aumento de voos para Curitiba e para São Paulo/Congonhas.

No Sul, a expansão de frequências para Joinville, Curitiba e Florianópolis reforça a conexão com grandes centros econômicos, enquanto no Sudeste a rota Rio de Janeiro/Galeão-Vitória ganhará mais voos a partir de maio. As mudanças ainda podem passar por ajustes pontuais.

Produção de petróleo e gás da Petrobras sobe 17,2% em janeiro na comparação anual, diz ANP

 

A produção de petróleo e gás natural da Petrobras subiu 17,2% em um ano, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta segunda-feira, 2. A estatal registrou em janeiro deste ano produção de 3,165 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), contra 2,7 milhões de boed em janeiro de 2025.

Segundo a ANP, a Petrobras produziu, em média, 2,4 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) e 120,1 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia (m3/d).

No total, o Brasil produziu 5,168 milhões de boed em janeiro, 15,8% a mais do que o obtido em janeiro de 2025. Com relação ao petróleo, foram extraídos 3,953 milhões de bpd, uma queda de 1,5% na comparação com o mês anterior. A produção de gás natural em janeiro foi de 193,16 milhões de m3/d. Houve queda de 0,6% frente a dezembro e aumento de 20,2% na comparação com janeiro de 2025.

Pré-sal

No pré-sal, a produção total em janeiro foi de 4,129 milhões de boe/d e correspondeu a 79,9% da produção brasileira. A produção teve uma redução de 1,8% em relação ao mês anterior e crescimento de 19% na comparação com igual mês de 2025. Foram produzidos 3,167 milhões de bbl/d de petróleo e 152,98 milhões de m3/d de gás natural por meio de 177 poços.

Dólar sobe após ataques dos EUA ao Irã e supera R$ 5,20; Ibovespa tem leve queda

 

O dólar é negociado nesta segunda-feira, 2, em alta firme ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, após Estados Unidos e Israel lançarem ataques contra o Irã no fim de semana.

Às 11h50, o dólar à vista subia 1,21%, aos R$ 5,197 na venda, após ter batido mais cedo R$ 5,21. Já o Ibovespa caía 0,24%, aos 188.337,30 pontos, com a baixa sendo limitada pela alta das ações da Petrobras e outras petroleiras. Veja cotações.

Na sexta-feira o dólar à vista encerrou cotado a R$ 5,1344 e a Bolsa aos 188.818,88 pontos.

Os ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã provocaram a morte do aiatolá Ali Khamenei, mas também uma reação dos iranianos, que dispararam mísseis contra alvos em uma série de países árabes, como Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia.

A escalada do conflito no Oriente Médio impulsionava a alta de mais de 8% dos preços do petróleo nesta manhã de segunda-feira e a queda firme das ações na Europa. Nos mercados de moedas, o dólar tem ganhos ante a maior parte das demais divisas, em meio à busca dos investidores por ativos de proteção.

“O sinal claro é de aversão ao risco, de aumentar a busca por ativos de maior proteção, por exemplo o ouro, mais líquidos, e o dólar ganha força, não só perante a moeda brasileira, mas perante todo o mundo”, pontuou Rafael Costa, fundador da Cash Wise Investimentos, em comentário distribuído nesta manhã.

No boletim Focus divulgado mais cedo pelo Banco Central, a mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim de 2026 passou de R$ 5,45 para R$ 5,42. As projeções, no entanto, foram incorporadas ao sistema do Focus até a sexta-feira — antes do acirramento do conflito no Oriente Médio.

Já a expectativa no Focus para a taxa básica Selic no fim do ano foi de 12,13% para 12% e no encerramento de 2027 seguiu em 10,50%. Atualmente a Selic está em 15% ao ano.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos — cuja taxa hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% — vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses.

Ações de petroleiras disparam na B3

As ações de petrolíferas tinham desempenho robusto na bolsa paulista nesta segunda-feira em meio à disparada dos preços do petróleo.

Na bolsa paulista, por volta de 11h10, as ações PN da Petrobras subiam 4,65%, enquanto os papéis ON da estatal tinham elevação de 4,47%. Prio avançava 5,47%, Brava ganhava 3,76% e PetroReconcavo valorizava-se 3,41%.