terça-feira, 31 de março de 2026

UE apresentará medidas para proteger famílias e empresas de choque do petróleo

 

 

 Estadão Conteúdo

 

O comissário de Energia e Habitação da União Europeia (UE), Dan Jørgensen, disse nesta terça-feira, 31, que o bloco apresentará “em breve” um conjunto de medidas para proteger consumidores e empresas dos choques de energia criado pela guerra no Oriente Médio. Em coletiva de imprensa após reunião de ministros de Energia da UE, Jørgensen pontuou que as medidas de alívio devem incluir uma proposta de redução de impostos sobre eletricidade e tarifas de rede, além de “opções semelhantes” às medidas da crise de 2022 após o início da guerra da Ucrânia.

O comissário enfatizou que as medidas de contenção devem ser “conjuntas” entre os países-membros, “direcionadas” e “temporárias”, acrescentando que o bloco já está coordenando o armazenamento de gás.

Segundo ele, a guerra adicionou 14 bilhões de euros à conta de importação de combustíveis fósseis do bloco até agora, com aperto nos mercados de diesel e combustível de aviação já sendo observado.

“Consequências da guerra não passarão rápido”, alertou Jørgensen, pois, segundo ele, mesmo que a guerra termine “amanhã”, o mundo ainda enfrentará os efeitos dos ataques à infraestrutura do Golfo Pérsico.

Participando de forma online da coletiva, o ministro de Energia, Comércio e Indústria de Chipre, Michael Damianos, frisou que a UE ainda não enfrenta problemas de abastecimento, mas que é importante coordenar os estoques para o inverno.

“Continuamos a trabalhar com parceiros internacionais, incluindo a Agência Internacional de Energia (AIE) para monitorar os preços do petróleo”, disse Damianos.

Expectativa de fim da guerra anima Ibovespa, mas índice ainda pode encerrar março em queda

 

 

 Ibovespa B3 sobe 1,35%, com suporte de alta do petróleo ...

 

 

 Estadão Conteúdoi

O Ibovespa iniciou a sessão desta terça-feira, 31, em alta e logo na largada alcançou a marca de 186 mil pontos, vindo de abertura na mínima em 182.515,40 pontos, em sintonia com os índices das bolsas norte-americanas e europeias. O que move o principal indicador da B3, que tem elevação generalizada na carteira teórica composta por 83 ações, e o exterior são expectativas de fim da guerra no Oriente Médio, embora os ataques continuem.

Paralelamente, investidores avaliam dados de emprego no Brasil (Caged) e nos Estados Unidos (Jolts), além do resultado primário do setor público de fevereiro.

Segundo Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, a expectativa é que os países envolvidos no conflito – Estados Unidos, Israel e Irã – entrem em acordo que ajude a arrefecer a tensão mundial, ao menos. “Estamos naquela janela projetada pelo presidente americano, de quatro a seis semanas. Qualquer notícia que não convirja para alguma negociação, acordo, promete estender a guerra”, diz.

A despeito da valorização do Índice Bovespa nesta manhã, caminha para fechar o mês com queda.

Até as 11h11, cedia 1,32% no período e subia quase 16% neste encerramento do primeiro trimestre. O giro financeiro promete ser reforçado. Na segunda-feira, o Ibovespa subiu 0,53%, aos 182.514,20 pontos.

Há relatos de que o presidente dos EUA, Donald Trump, avalia encerrar a campanha militar contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz siga em grande parte fechado. Neste cenário, o preço do petróleo se estabiliza. Após subir mais cedo, o Brent caía 0,50% no horário citado acima, mas ainda acima dos US$ 100, perto de US$ 107 o barril.

No entanto, o quadro é de incerteza. O próprio Trump compartilhou hoje o que seria um vídeo que parece mostrar um ataque de grandes proporções a Isfahan, na região central do Irã, no 32º dia da guerra no Oriente Médio.

“Desde o início da guerra, a volatilidade tem guiado os mercados. As correções ou altas que acontecessem nunca são contidas, pois há muita incerteza”, diz Pedro Moreira, sócio da ONE Investimentos. “Segue movido pelo fluxo estrangeiro”, afirma Moreira.

Até a última sexta-feira, o ingresso de capital estrangeiro acumulado na B3 em 2026 é de R$ 50,581 bilhões, o que deve ser a melhor marca desde 2022. A entrada reflete principalmente ao fato de que algumas ações no índice estão com preços convidativos em relação a papéis de mercados como os Estados Unidos e a média dos países emergentes. Outro fator se junta a este quadro, como o afrouxamento monetário, iniciado em março pelo Banco Central brasileiro.

Ainda, o mercado avalia os dados do Caged, que sairão à tarde e podem ajudar a ajustar as apostas para a taxa Selic. Também hoje acontece a reunião ministerial e os dois encontros do Banco Central com economistas em São Paulo.

Ano campo corporativo, a Vale informou que fluxo de caixa livre da Vale Base Metals (VBM) pode ser de até US$ 1,9 bilhão em 2026. Hoje, em Dalian, o minério fechou em queda de 0,80%, a US$ 116,88 a tonelada.

Às 11h25, o Ibovespa tinha alta de 1,80%, aos 185.805,49 pontos, ante alta de 2,16%, na máxima aos 186.447,97 pontos e abertura na mínima em 182.515,40 pontos. Já o dólar à vista caía 0,74%, a R$ 5,2095, contaminando os juros futuros.

 

 

Lula confirma Alckmin como vice na chapa para disputar reeleição em 2026

 

O anúncio foi feito por Lula em reunião ministerial no Palácio do Planalto. A reunião serve de balanço da gestão petista e despedida dos ministros que precisam deixar seus cargos para disputar cargos eletivos na campanha de 2026.

O vice-presidente Geraldo Alckmin acumula a função com a de ministro da Indústria e Comércio. Havia pressões políticas para Alckmin abrir a vaga de vice na chapa de Lula para disputar o Senado em São Paulo.

Nesta terça, Lula encerrou o assunto a anunciar que Alckmin estava saindo do ministério para disputar a presidência ao seu lado, de novo como vice.

“Companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez. E ele vai deixar o MDIC”, afirmou.

Além disso, o presidente comentou a situação de outros ministros. Disse que José Múcio, da Defesa, fica até o fim do governo porque ele foi chamado para ficar um ano e completará todo o mandato. Além de Simone Tebet, do Planejamento, que deixará a Pasta para disputar o Senado por São Paulo.

“Eu acho que cada um de vocês tem um desejo, tem uma vocação, tem uma aspiração e que Deus abençoe que vocês cumpram essa vocação de vocês. Naquilo que eu puder ajudar, eu vou ajudar”, completou.

Quem for disputar as eleições em outubro, precisa deixar cargos no Executivo até o sábado, dia 4. No encontro, o presidente também apresentou os sucessores em pastas cujo futuro já está definido.

Lula também afirmou na reunião ministerial desta terça-feira que os novos ministros terão o dever de concluir o trabalho do governo, sem a criação de novos programas. A ordem de Lula foi que os ministérios não devem começar “tudo outra vez”.

Unanimidade em torno da proposta de subsidiar o diesel está próxima, diz Durigan

 

 

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira, 31, que os Estados estão próximos de alcançar unanimidade para adesão à proposta do governo federal de conceder uma subvenção a importadores de diesel com o objetivo de bancar o custo do ICMS sobre o produto.

Em reunião ministerial comandada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, Durigan afirmou que o governo adotará novas ações para mitigar os impactos da guerra no Irã. “A gente vai seguir adotando medidas como o presidente tem nos pedido, para que, à medida que essa guerra evolua e traga efeitos injustos, a gente tenha respostas”, afirmou.

Durigan também disse que o governo brasileiro fará ainda neste ano emissões de títulos públicos nos mercados europeu e chinês.

Entenda proposta para baratear o diesel

Após a rejeição de uma proposta indicial para que os estados zerassem o ICMS sobre o óleo diesel, o ministro da Fazenda anunciou na terça-feira, 24, uma sugestão alternativa. O modelo em discussão atualmente estabeleceria uma subvenção de R$ 1,20 por litro importado, ficando metade a cargo dos estados e a outra, sob responsabilidade da União.

Dario Durigan já disse que recebeu do presidente  Lula a missão de garantir que “o preço que a guerra (no Irã) vai impor ao mundo e ao Brasil não chegue às famílias” brasileiras. Entre as últimas ações do governo para conter a alta estão as alíquotas zeradas de Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a importação de combustíveis.

O governo tem estudado ações para mitigar os efeitos da guerra deflagrada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que elevou preços internacionais do petróleo.

Em seu discurso nesta terça-feira, Durigan disse que a população muitas vezes não tem a percepção do ganho econômico observado no país e ressaltou que o governo tem o “compromisso de ajudar as pessoas” em áreas como endividamento das famílias e redução de impactos da guerra no Oriente Médio.

 

 

Unilever e McCormick negociam fusão de US$ 60 bilhões; ações caem

 

A Unilever está em fase de negociações avançadas para realizar uma fusão do negócio de alimentos com a McCormick, companhia que fabrica especiarias. A informação foi divulgada pela companhia nesta terça-feira, 31.

O acordo em potencial entre Unilever e McCormick poderia criar uma empresa de US$ 60 bilhões.

Se concretizada, a transação seria estruturada como um chamado Reverse Morris Trust (RMT), que oferece benefícios fiscais. A Unilever cindiria a divisão de alimentos e, em seguida, a fundiria com a proprietária do molho picante Cholula, sendo que a Unilever e seus acionistas deveriam manter uma participação de 65% na entidade resultante, informou a Unilever.

Analistas do Barclays avaliaram o negócio de alimentos da Unilever entre 28 bilhões de euros (US$ 32,10 bilhões) e 31 bilhões de euros, incluindo dívidas. Esse valor, somado à capitalização de mercado da McCormick, de US$ 14,2 bilhões, e ao que a Unilever indicou ser um componente em dinheiro de US$ 15,7 bilhões, poderia elevar o valor da nova empresa resultante da fusão a mais de US$ 60 bilhões.

O acordo em potencial marca a maior aposta do presidente-executivo Fernando Fernandez desde que assumiu o comando em março de 2025 e ocorre depois que ele concluiu a cisão, no ano passado, do negócio de sorvetes de vários bilhões de euros da Unilever, que abriga a Ben & Jerry’s e a Magnum.

“Há lógica em uma venda do negócio de alimentos, cujos volumes foram reduzidos nos últimos anos”, disse Harsharan Mann, gerente de portfólio da Aviva Investors, acionista da Unilever, em comentários enviados à Reuters. O modelo da RMT é “sensato” dadas as questões tributárias, disse ele.

“Pares globais como a Procter & Gamble usaram com sucesso essa estrutura em anos anteriores para vendas de negócios não essenciais em uma estrutura livre de impostos”.

As ações da Unilever apresentam queda de 3% na bolsa de Londres durante o início das negociações desta terça-feira, 31. Já as ações da McCormick recuavam cerca de 8% às 10h30 (horário de Brasília) na Bolsa de Nova York (NYSE).

 

 https://istoedinheiro.com.br/unilever-mccormick-fusao-alimentos

CPI do Crime Organizado aprova nova audiência para ouvir Campos Neto

 

 

 A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou nesta terça-feira, 31, um novo requerimento para ouvir o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. A data da audiência ainda não foi definida.

O depoimento de Campos Neto estava marcado para esta terça, mas ele não compareceu, após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça converter a convocação em convite – o que retira a obrigação da presença.

Em novo requerimento, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que Campos Neto precisa dar explicações sobre a atuação da autarquia na fiscalização do Master.

 

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Ibovespa opera em alta com Oriente Médio e petróleo sob holofote; dólar recua

 

 

 

A Bolsa brasileira opera em alta nesta terça-feira, 31, último pregão do mês, acompanhando praças acionárias no exterior, em meio a noticiário no sentido de potencial arrefecimento na guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Às 11h10, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,87%, a 185.921,69 pontos. No acumulado no mês, entretanto, o índice ainda acumulava perdas de mais de 1%.

Já o dólar caía 0,76%, cotado a R$ 5,229 na venda, com investidores no Brasil também operando para determinar a Ptax de fim de mês. Veja cotações.

Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

No exterior, o petróleo tinha leve queda, com o Brent sendo negociado ao redor de US$ 107 o barril.

O fechamento efetivo do Estreito de Ormuz pelo Irã, um ponto de estrangulamento para cerca de um quinto dos suprimentos globais de petróleo e gás, fez com que os preços do petróleo subissem mais de 50% este mês, o maior salto mensal nos dados da LSEG desde 1988, superando os ganhos obtidos durante a Guerra do Golfo de 1990.

 

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segunda-feira, 30 de março de 2026

Justiça argentina freia parcialmente reforma trabalhista de Milei, após pedidos de sindicatos

 

 

Em derrota para o presidente da Argentina, Javier Milei, a Justiça do país suspendeu provisoriamente, nesta segunda-feira, 30, a aplicação de mais de 80 artigos da nova lei trabalhista que buscavam reduzir custos de trabalho e limitar o poder dos sindicatos.

O juiz trabalhista Raúl Horacio Ojeda acatou parcialmente medida cautelar da Confederação Geral do Trabalho (CGT), principal central sindical, contra a reforma aprovada pelo Congresso em 27 de fevereiro.

“Há direitos humanos em jogo, com possíveis responsabilidades patrimoniais e institucionais. Milhões de contratos vigentes aguardam definições sobre a aplicação da lei e segurança jurídica quanto ao seu conteúdo”, afirmou Ojeda, em decisão à qual a AP teve acesso.

Segundo o magistrado, a medida cautelar deve trazer maior segurança jurídica ao permitir a aplicação da norma apenas após o teste de constitucionalidade e convencionalidade solicitado pela CGT. A decisão vale até o julgamento do mérito e pode ser contestada pelo governo.

Milei considera a reforma, que altera uma legislação com mais de meio século, essencial para atrair investimento estrangeiro, elevar a produtividade e gerar empregos em um país onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade. Sindicatos, que barraram tentativas anteriores de reforma, afirmam que as mudanças são inconstitucionais por afetarem direitos adquiridos.

O juiz Ojeda suspendeu a nova base de cálculo das indenizações, tradicionalmente elevadas, que excluía pagamentos não mensais como o décimo terceiro, férias e horas extras. Também suspendeu o chamado Fundo de Assistência Trabalhista, criado para que os empregadores financiem futuras demissões com uma contribuição entre 1% e 3%, dependendo da empresa, sobre os salários.

A decisão incluiu ainda artigos que buscavam limitar o poder dos sindicatos, como aqueles que ampliavam a classificação de atividades essenciais – o que obrigaria os sindicatos a manter serviços mínimos em caso de greve -, restringiam a realização de assembleias e endureciam as sanções contra a atuação sindical.

O governo argentino não se pronunciou sobre a decisão de Ojeda. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

 

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Grupo Heineken expande produção da Praya e projeta crescimento de 57% em 2026

 

O Grupo Heineken iniciou uma nova fase de expansão para a Praya, marca de perfil leve e sem glúten pertencente ao seu portfólio premium. Desde dezembro, a produção foi internalizada na unidade de Jacareí (SP), movimento que visa conferir escala nacional ao rótulo e otimizar a logística de distribuição. A expectativa da companhia é que a produção da Praya cresça 57% em 2026.

A internalização da produção, iniciada no final de 2025, permitiu à companhia ampliar a capacidade produtiva e focar em mercados estratégicos. Antes concentrada no Sul e Sudeste, a Praya chega agora ao varejo de mais nove estados: Pará, Maranhão, Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Piauí, Ceará e Pernambuco.

A aposta no segmento premium ocorre em um cenário de retração para o setor. Dados da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) indicam que as vendas de cerveja no país recuaram 5% em 2025. No âmbito global, a Heineken registrou queda de 1,2% no volume de vendas, resultando no desligamento de mais de 5 mil colaboradores.

“A expansão da Praya reflete uma leitura clara de mercado: o consumidor brasileiro está diversificando suas escolhas e abrindo espaço para novas propostas dentro da categoria”, disse Rafael Rizzi, diretor da Heineken Spin.

A marca integra a Heineken Spin, unidade de negócios voltada a estratégias de sustentabilidade e novos modelos de consumo. A entrada da gigante holandesa nesse nicho ocorreu após a sociedade com a Better Drinks, detentora de marcas como Mamba Water e Bear Mate.

Além da expansão geográfica, a Praya aposta em nova identidade visual, destacando o selo “sem glúten” para atrair consumidores que buscam produtos adaptados a novos estilos de vida.

 

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Multas de free flow não serão suspensas até termino da análise pela Conjur, diz ministério

 

 

O Ministério dos Transportes afirmou nesta segunda-feira, 30, que as multas relacionadas ao sistema de pedágio eletrônico (free flow) não estão suspensas no momento. Segundo a pasta, a medida só entraria em vigor depois da emissão de parecer da Consultoria Jurídica (Conjur) e eventual publicação do ato normativo no Diário Oficial da União.

“A possibilidade de interrupção das penalidades relacionadas ao sistema de pedágio eletrônico integra a proposta que, atualmente, está em análise pela Conjur, para emissão de parecer. Até a conclusão desse processo e eventual publicação de ato normativo, não há decisão vigente que determine a suspensão das multas”, afirmou o ministério ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Nos últimos dias tem ganhado força as informações de que o governo federal planeja suspender cerca de 3 milhões de multas de trânsito emitidas em decorrência de evasão de free flow em rodovias federais e estaduais. O entendimento de integrantes do Executivo é que as multas são “abusivas” e favorecem as empresas que administram as rotas.

No domingo, 29, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), confirmou a informação por meio de seu perfil no X.

Os pedágios free flow são um sistema de cobrança automática em rodovias que elimina as praças físicas tradicionais. Em vez de parar o carro para pagar, o veículo passa por uma estrutura com sensores e câmeras que identificam a placa ou um dispositivo de cobrança eletrônica (tag). O valor do pedágio é cobrado depois, de forma automática.

A penalidade por evasão de pedágio no Brasil custa R$ 195,23, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), e é considerada uma infração grave. Além do valor financeiro, o condutor recebe 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O sistema já opera em alguns trechos de rodovias brasileiras, principalmente em projetos recentes de concessão. Entre os principais exemplos estão a BR-101 (Rio-Santos), que foi o projeto piloto, e a BR-116, entre São Paulo e Rio de Janeiro. Em âmbito estadual, há pórticos em vias como a SP-333 e a SP-99, além de rodovias no Rio Grande do Sul, como a ERS-122.

 

Alckmin diz ter confiança de que os Estados participem de medidas de combustíveis

 

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou, nesta segunda-feira, 30, que tem confiança da participação dos Estados nas medidas para controle do preço do diesel no País. O governo propôs aos entes federados dividir igualmente os custos de uma subvenção de R$ 1,20 no diesel importado. Os governadores ainda não responderam à proposta da União.

“Tenho confiança de que os Estados venham também participar. Porque nós precisamos garantir que o preço não suba e, principalmente, garantir abastecimento. Nós temos que garantir abastecimento. Então, eu acho que os Estados também poderão participar”, afirmou Alckmin, depois de evento industrial em Manaus.

Segundo ele, a medida seria transitória, com duração apenas enquanto persistir o conflito no Irã e os preços seguirem altos. “E é transitório. Na hora que cair o preço do barril do petróleo, óbvio que cai essa questão, porque ela é transitória”, completou.

Alckmin mais uma vez disse que não há como se controlar a guerra e que o governo tem tomado medidas corretas para lidar com a crise.

Ele evitou qualquer comentário sobre eleições e se fica no cargo de vice-presidente para a disputa.

Taxa de juros do consignado privado dispara e atinge nível recorde de 59,4% ao ano, aponta BC

 

Em meio à alta da inadimplência das famílias brasileiras, o Banco Central (BC) divulgou nesta segunda-feira, 30, um levantamento que aponta para o aumento dos juros no crédito consignado pra trabalhador do setor privado, que chegaram ao pico de 59,4% ao ano em fevereiro.

Isso significa um aumento de 2 pontos percentuais (p.p.) entre janeiro e fevereiro e de 18,5 p.p. no acumulado em 12 meses.

Na semana passada, o governo elaborou uma proposta para conter os “juros abusivos” praticados por parte das instituições financeiras na concessão de empréstimos com desconto em folha de trabalhadores, o chamado consignado privado.

Entre as medidas em análise, ainda pendentes de decisão final, está a possibilidade de determinar que são abusivos juros cobrados em determinado percentual acima da taxa média cobrada pelos bancos, abrindo caminho para uma vedação de cobranças que destoarem do mercado.

Outra iniciativa que poderia reduzir os juros cobrados dos trabalhadores nessa modalidade é a regulamentação do uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia para os empréstimos, o que ainda está pendente desde a criação do programa.

Há um ano, o governo lançou o Consignado do Trabalhador, o ‘Consignado CLT’, com o objetivo de reduzir o custo de crédito, uma vez que o empréstimo seria descontado em folha com garantia pelo FGTS. Antes do lançamento do programa, a taxa média de juros no consignado privado estaca em 44% ao ano.

A taxa de inadimplência dos trabalhadores privados na modalidade, que poderia pressionar os juros se estivesse em alta, caiu desde o lançamento do programa — de 7,5% em março de 2025 para 5,6% em janeiro deste ano.

Em nota, o BC aponta para o avanço disseminado das taxas entre as principais modalidades de crédito para pessoas físicas em fevereiro. A saber:

  • crédito consignado privado: +5,9%
  • aquisição de veículos: +1,3%
  • crédito pessoal não consignado:+1,2%
  • crédito consignado para beneficiários do INSS: +1,5%

Já no cartão de crédito à vista, houve redução de 2,9%, segundo o BC, influenciada pelos três dias úteis a menos no mês de fevereiro em relação ao mês de janeiro.

O relatório do BC também revela que as concessões de crédito consignado para trabalhadores do setor privado caíram 22,5% em fevereiro, na comparação com janeiro. O montante passou de R$ 9,2 bilhões para R$ 7,1 bilhões no período.

Veja a evolução da taxa de juros do consignado privado

  • jan-2025: 41,1%
  • fev-2025: 40,9%
  • mar-2025: 44,0%
  • abr-2025: 59,1%
  • mai-2025: 55,6%
  • jun-2025: 56,3%
  • jul-2025: 55,5%
  • ago-2025: 56,3%
  • set-2025: 58,4%
  • out-2025: 59,0%
  • nov-2025: 57,1%
  • dez-2025: 56,2%
  • jan-2026: 57,4%
  • fev-2026: 59,4%

*Com Estadão Conteúdo e Reuters

 

 https://istoedinheiro.com.br/consignado-privado-juros-recorde-594-fevereiro

 


Brasileiro é escolhido um dos 11 conselheiros do papa Leão XIV; veja lista

 

O climatologista brasileiro Carlos Afonso Nobre, de 75 anos, foi nomeado pelo papa Leão XIV um de seus 11 conselheiros. Nobre é referência internacional sobre os efeitos das mudanças climáticas na Amazônia. O anúncio foi publicado nesta segunda-feira, 30.

Conforme o Vaticano, Nobre fará parte do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, um departamento da Cúria responsável por promover a dignidade humana, justiça, paz, direitos humanos e o cuidado com a criação (ecologia) sob a autoridade do papa.

Nobre tem uma vida e carreira dedicadas aos estudos do aquecimento global. Ele participou da COP30 no ano passado, em Belém. Na ocasião, fez o alerta sobre o risco de novas epidemias e pandemias.

“Se continuarmos a perturbar a natureza desse jeito, vamos ver mais epidemias e pandemias. No ano passado, a região da Amazônia já viu epidemias da febre mayaro e da febre oropouche”, em entrevista ao Estadão/Broadcast.

Nobre construiu grande parte da carreira no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e também foi diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), ambos federais. Para ele, todos os biomas brasileiros estão severamente ameaçados e alguns deles, como o Pantanal, podem até mesmo deixar de existir em algumas décadas.

Além disso, ele é o primeiro brasileiro a integrar o grupo Planetary Guardians (ou Guardiões do Planeta), que reúne pesquisadores para estudar a catástrofe ambiental.

Veja a lista com os 11 nomeados ao Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral:

– Carlos A. Nobre, Pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, Brasil;

– Rogelio Cabrera López, Arcebispo Metropolitano de Monterrey, México;

– Fulgence Muteba Mugalu, Arcebispo Metropolitano de Lubumbashi, República Democrática do Congo;

– Lizardo Estrada Herrera, OSA, Bispo Auxiliar e Vigário Geral da Arquidiocese Metropolitana de Cuzco, Peru;

– Daniel Gerard Groody, CSC, Vice-Reitor e Decano Associado para Educação Universitária da Universidade de Notre Dame, EUA;

– Rampeoane Hlobo, SJ, Diretor da Rede Jesuíta de Justiça e Ecologia, Nairóbi, Quênia;

– Linah Siabana, SMNDA, Psicóloga; e a Ilustríssima Senhora e o Ilustre Senhor, Unganda;

– Meghan J. Clark, Vice-Reitora do Departamento de Teologia e Estudos Religiosos da Universidade de St. John’s, em Nova York, EUA;

– Dylan Mason Corbett, Diretor Executivo do Hope Border Institute em El Paso, EUA;

– Léocadie Wabo Lushombo, IT, Professor de Ética Teológica na Escola Jesuíta de Teologia da Universidade de Santa Clara em Berkeley, EUA;

– Christine Nathan, Presidente da Comissão Católica Internacional para as Migrações em Genebra, Suíça.

Galípolo: gordura da Selic permitiu iniciar calibragem nos juros, mesmo com novos fatos

 

 

 

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, repetiu nesta segunda-feira, 30, que a “gordura” gerada pelo nível alto da Selic no passado permitiu à autoridade monetária iniciar o processo de calibragem no nível do juro básico. Segundo Galípolo, a avaliação do BC é a de que, mesmo com novos fatos no cenário global, como a recente guerra no Oriente Médio, esse processo de calibragem tende a seguir.

“O que nós estamos comunicando o tempo todo, é o que foi entendido aqui: essa gordura que foi acumulada com uma posição mais conservadora ao longo das últimas reuniões de Copom, permitiu, mesmo diante de novos fatos – e esses novos fatos não alteraram a circunstância como um todo, do ponto de vista da transmissão da política monetária e das incertezas que se tem sobre os efeitos de um choque de oferta com petróleo – para que a gente alterasse a nossa trajetória (de corte na Selic)”, disse Galípolo, durante participação no Macro Day do J. Safra, em São Paulo. “Então a gente decidiu seguir com a nossa trajetória e iniciar o ciclo de calibragem da política monetária”, reforçou.

Neste cenário, o presidente do BC usou novamente a metáfora de que a autoridade monetária é mais um transatlântico do que um jet-ski e, por isso, não faz movimentos bruscos ou extremados.

Galípolo ainda pontuou que a própria governança do BC ajuda no processo de não se tomar posições extremadas. “É por isso que tem um ciclo tão longo do ponto de exposição das apresentações, é por isso que é um colegiado”, disse Galípolo.

Balanço de riscos

No mesmo evento, o presidente do Banco Central disse que, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), foi discutido uma possível mudança no balanço de riscos para a inflação doméstica, dado os últimos acontecimentos geopolíticos, como a guerra no Oriente Médio. Ele pontuou, contudo, que a avaliação final, inclusive com base em choques recentes, foi a de que era preciso aguardar mais 45 dias, até o próximo encontro do colegiado, antes de fazer qualquer alteração mais significativa desses riscos.

“O fato do Banco Central ter aguardado, incorporado gradativamente, parece ter se mostrado mais interessante do ponto de vista de não amplificar e reverberar uma volatilidade que poderia ser gerada. Estamos aprendendo e entendendo como é que vão ser os impactos, mas primeiro momento a nossa visão é essa, crescimento para baixo, inflação para cima”, detalhou Galípolo.

Ainda em relação ao impacto do conflito no Oriente Médio para o Brasil, o presidente do BC pontuou que, em tese, o País pode se beneficiar, por ser um exportador líquido de petróleo.

Outro benefício, acrescentou Galípolo, é o fato do diferencial de juros estar a favor do Brasil hoje, dado o nível já bastante contracionista da taxa Selic.

“Comparativamente a outros bancos centrais que estão mais próximos a uma taxa de juros neutra, acho que também nos coloca em uma posição mais favorável quando comparado com os pares. Era melhor que a gente não tivesse nenhum tipo de conflito, nenhum tipo de impacto como esse, mas estamos só comparando o relativo a partir do impacto”, frisou o banqueiro central.

Produtividade

Galípolo disse ainda que a discussão sobre a produtividade do trabalho no Brasil é uma das mais importantes que precisam ser feitas no País hoje. “O Brasil vem há algum tempo crescendo em um modelo que basicamente tem um estímulo pelo lado da demanda, seja por causa do crédito, seja por causa de ganhos reais da remuneração acima da produtividade, inclusive da população inativa. Com isso, você consegue explicar a maior parte do crescimento, muito mais porque você está utilizando mais força de trabalho, mais mão de obra, do que efetivamente houve qualquer tipo de ganho de produtividade”, explicou.

Para Galípolo é preciso refletir sobre quais políticas podem transformar o País e torná-lo mais atraente para o recebimento de investimentos, o que, ao fim, também irá significar ganho de produtividade.

“Esse é o tema talvez mais relevante e que explica boa parte da dificuldade, tanto na política fiscal, quanto na política monetária”, reforçou o banqueiro central. “Se você ficar produzindo pressões de demanda que decorrem dos dois vetores que eu comentei estímulo à demanda e ganho de renda acima da produtividade, provavelmente você vai chegar num ponto em que terá que subir juros para tentar conter e devolver a inflação para o lugar dela”.

Nesse cenário, o presidente do BC lembrou que o Brasil não foi muito exitoso em se integrar às cadeias de valor global nos últimos anos. Essa situação, pontuou Galípolo, fez com que em momentos recentes, como a adoção de política tarifária agressiva nos Estados Unidos, o Brasil também passasse a ser visto como uma nação que sofreria menos com esses choque





BNDES aprova R$ 411,4 mi para a Suzano ampliar modernização de suas fábricas e executar PD&I

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 411,4 milhões para a Suzano, com recursos do programa BNDES Mais Inovação, voltados à modernização de unidades industriais e ao plano de pesquisa, desenvolvimento, inovação (PD&I) e digitalização da empresa.

Do total do financiamento, R$ 280 milhões serão destinados à compra de máquinas e equipamentos com tecnologia de internet das coisas, além de sistemas de controle e monitoramento remoto, e R$ 131,4 milhões irão para projetos de pesquisa e desenvolvimento com foco em inovação tecnológica.

Com custo financeiro atrelado à TR (Taxa Referencial), o crédito prevê também a aquisição de bens de informática e automação para ampliar a conectividade nas operações. Segundo o banco, o projeto está alinhado às metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, com efeitos em trabalho e crescimento econômico, indústria e inovação e redução de desigualdades.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o apoio tem papel na modernização e expansão da indústria brasileira de base tecnológica e na geração de empregos.

“Os projetos apoiados buscam elevar a produtividade, a sustentabilidade e a competitividade da empresa, em um setor de grande potencial exportador, em linha com as diretrizes da Nova Indústria Brasil, a política industrial do governo do presidente Lula”, disse Mercadante em nota.

De acordo com o vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Suzano, Marcos Assumpção, os investimentos devem reforçar a competitividade, especialmente nas operações florestais.

“Esses novos investimentos ampliarão a competitividade das nossas operações, sobretudo florestais, permitindo que a Suzano se mantenha entre as empresas de menor custo de produção de celulose do mundo”, afirmou o executivo, citando o objetivo de sustentar resultados em diferentes cenários de preços.

A empresa informou que seu plano de PD&I reúne 49 iniciativas em produtos e processos industriais e florestais, distribuídas entre projetos de genética, manejo, papel e bens de consumo, celulose e gestão da inovação, conduzidos em unidades de vários Estados. As ações incluem colaboração com universidades e parcerias com instituições como Embrapa, Senai e Embrapii.

No final de 2025, o BNDES já havia aprovado para a Suzano outro financiamento, de R$ 451,7 milhões, para modernização, revitalização de estruturas e ampliação de armazenagem nas unidades industriais da companhia, com recursos do Finem e do Fundo Clima. Líder mundial em celulose, a Suzano informou ter capacidade anual de 13,4 milhões de toneladas do produto e 2 milhões de toneladas de papel, com operações globais e exportações para mais de 100 países.

Mercado passa a projetar inflação mais alta em 2026, 2027 e 2028; veja números do Focus

 

 

Com o prolongamento da guerra no Oriente Médio, o mercado financeiro passou a projetar inflação mais alta nos próximos três ano,

Segundo o boletim Focus do Banco Central divulgado nesta segunda-feira, 30, a previsão para o IPCA ao final de 2026 subiu de 4,17% para 4,31%. Para 2027, passou de 3,80% para 3,84%. Já a expectativa para 2028 subiu de 3,52% para 3,57%. Antes do início da guerra, os analistas projetavam inflação abaixo de 4% neste ano.

O centro da meta oficial para a inflação é de 3%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A expectativa do BC é que o IPCA feche o ano em 3,9%.  Veja detalhamento.

Projeções atualizadas do Boletim Focus
Projeções atualizadas do Boletim Focus (Crédito:Reprodução/Instagram)

Corte menos da Selic em abril

O Focus apontou que os economistas passaram a ver uma redução de apenas 0,25 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, em abril, para 14,50%. Na semana anterior, as estimativas apontavam para uma redução de 0,50 ponto percentual, para 14,25% ao ano.

Em sua última reunião, neste mês, o Copom optou por um corte de 0,25 ponto na Selic, para 14,75% ao ano, citando cautela à frente em meio à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Apesar disso, os especialistas consultados não alteraram as estimativas para a Selic, mantendo-as as projeções de que a taxa básica fechará o ano em 12,5% e caindo a 10,5% ao fim de 2027.

PIB e dólar

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento para 2026 subiu de 1,82% para 1,85%. Para 2027 foi mantida a projeção de alta de 1,80%.

Para a cotação do dólar, foram mantidas as previsões de câmbio a R$ 5,40 para o fim de 2026 e a R$ 5,45 ao  fim de 2027.

Crédito e inadimplência

Em outro relatório divulgado nesta segunda, o BC mostrou que as concessões de empréstimos no Brasil caíram 6,5% em fevereiro na comparação com o mês anterior, com o estoque total de crédito avançando 0,4% no período, a R$7,146 trilhões.

No mês, a inadimplência no segmento de recursos livres ficou em 5,5%, contra 5,3% em janeiro.

Já os juros cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre ficaram em 48,6%, um aumento de 0,8 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Com informações da Reuters

sexta-feira, 27 de março de 2026

Abrafrigo: exportação de carne bovina em fevereiro cresce 40%, a US$ 1,45 bi

 

 Abrafrigo ataca concentração no setor de frigoríficos no Brasil

 

 

 

 

São Paulo, 27 – As exportações brasileiras de carne bovina mantiveram ritmo forte em fevereiro e consolidaram um início de ano robusto para o setor. A receita cambial somou US$ 1,449 bilhão no mês, alta de 39,57% ante igual período de 2025, com embarques de 279,26 mil toneladas, avanço de 28,64%, segundo dados da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

No acumulado do primeiro bimestre, as vendas externas, considerando carnes in natura e industrializadas, além de miudezas e subprodutos, alcançaram US$ 2,865 bilhões, crescimento de 39% em relação ao mesmo período de 2025. O volume embarcado somou 557,24 mil toneladas, alta de 22%.

 A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, com receitas de US$ 1,221 bilhão no bimestre (+36%) e embarques de 223,7 mil toneladas (+21,7%). Ainda assim, houve redução da participação chinesa no total exportado, para 42,6%, ante 43,4% um ano antes, refletindo maior diversificação dos embarques. Os preços médios das vendas de carne in natura ao país asiático subiram 12%, para US$ 5.461 por tonelada.

Os Estados Unidos seguiram como segundo principal mercado, com forte expansão das compras. As exportações de carne in natura cresceram 97,3% em valor no bimestre, para US$ 379 milhões, enquanto o volume avançou 60%, para 63,08 mil toneladas. Considerando todos os produtos, as vendas ao país somaram US$ 448,7 milhões (+56,8%). Os preços médios subiram 23,4%, para US$ 6.015 por tonelada.

Mapa monitora insumos para reduzir impactos da guerra na agricultura

 Portal de Dados Abertos

Criptomoedas: bitcoin cai com incerteza por guerra e vencimento de opções

 

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O bitcoin operou em baixa nesta sexta-feira, 27, em mais um dia no qual o ativo é pressionado pelas incertezas pela guerra no Oriente Médio, que se aproxima da duração de um mês. Por sua vez, as tensões geopolíticas se somam à uma alta quantia em contratos de opções com vencimento nesta sexta-feira, o que tende impulsionar maiores movimentações nos preços.

 Por volta das 15h59 (de Brasília), o bitcoin recuava 3,8%, a US$ 65.854,01. Já o ethereum tinha baixa de 3%, a US$ 1.983,17, de acordo com a plataforma Binance.

 O bitcoin cai para a mínima em duas semanas e meia, com investidores demonstrando ceticismo quanto a uma resolução da guerra com o Irã em um futuro próximo. Trump estendeu por dez dias a pausa nos ataques contra a infraestrutura energética iraniana. No entanto, uma reportagem do Wall Street Journal afirmando que os EUA estão considerando enviar mais tropas terrestres para o Oriente Médio aumenta as preocupações sobre uma possível escalada do conflito.

“Os ativos digitais estão em queda novamente, reforçando a visão de que as criptomoedas ainda são negociadas como ativos de risco, e não defensivos”, afirmam analistas do Saxo Bank. O vencimento de grandes contratos de opções de bitcoin hoje no total de US$ 14 bilhões tende aumentar as oscilações de preço no curto prazo, à medida que as posições são liquidadas e as proteções são ajustadas, acrescentam.

 “O que esses vencimentos realmente fazem é criar uma força gravitacional nos dias que os antecedem”, escreveu Max Kahn, CEO da Digital Wealth Partners. “Os formadores de mercado, ao protegerem suas carteiras, pressionam o preço em direção à dor máxima, e é por isso que o bitcoin tende a se movimentar lateralmente antes de um vencimento importante. Os dealers estão apenas gerenciando a exposição”. Mas Kahn observou que a onda de opções não mudará o cenário geral, afirmando que os fluxos de ETFs e a liquidez mais ampla estão, na verdade, impulsionando a tendência. “O vencimento acelera o que já está acontecendo; não o reverte”, disse Khan.

 

 *Com informações Dow Jones Newswires.


Receita Federal realiza leilão em São Paulo com lances para iPhone 17 a partir de R$ 4,6 mil

 


O período de recebimento das propostas para o leilão vai das 8h do dia 9 de abril até as 21h do dia 13 de abril

 

 

No dia 14 de abril, a Receita Federal em São Paulo realizará mais um leilão regional de mercadorias apreendidas ou abandonadas. Entre os lotes disponíveis estão smartphones de última geração, telas, notebooks, videogames, esculturas e vinhos. 

Os destaques são para 10 lotes que contam com iPhone Pro Max 17, que podem ser arrematados por R$ 4,6 mil. Outro item que chama a atenção é uma garrafa de vinho tinto Domaine Leroy, Romanée-Conti Grand Cru Monopole da safra de 1971. O item de colecionador é encontrado por mais de R$ 100 mil e pode ser arrematado com um lance mínimo de R$ 26,4 mil.  

O produto é classificado no edital como ‘objeto de coleção’, e é destinado exclusivamente a acervo, exposição ou fins decorativos e não está apto ao consumo humano.

Há também ferramentas, material elétrico, partes e peças para veículos e aeronaves, rolamentos, roldanas, válvulas, sensores industriais, equipamentos de proteção individual (EPI) e wollastonita (silicato de cálcio). 

O edital, relação das mercadorias, fotos e demais informações relativas ao leilão podem ser encontrados aqui. 

O leilão será realizado de forma eletrônica e é destinado a pessoas físicas e jurídicas. O período de recebimento das propostas vai das 8h do dia 9 de abril até as 21h do dia 13 de abril. A sessão para lances está prevista para as 10h do dia 14 de abril (horário oficial de Brasília). 

Os lotes estarão disponíveis para visitação mediante agendamento, em dias de expediente normal, de 30 de março a 10 de abril, nas cidades de Campinas, Guarulhos, Santos, Guarujá, São Paulo, Santo André, Barueri, São Bernardo do Campo, Taubaté, Sorocaba e Bauru. Os endereços e horários para visitação, bem como os contatos para agendamento, estão indicados no edital do leilão. 

Os licitantes terão 30 dias para retirada dos lotes arrematados. Destaca-se que a Receita Federal não se responsabiliza pelo envio das mercadorias. Bens arrematados por pessoas físicas não podem ser vendidos, assim como alguns lotes também quando adquiridos por pessoas jurídicas. 

É importante salientar que a participação nos leilões eletrônicos da Receita Federal se dá exclusivamente por meio do serviço “Sistema de Leilão Eletrônico”, acessado via Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) mediante o uso de identidades digitais da conta GOV.BR com nível de confiabilidade Prata ou Ouro. 

Além disso, o pagamento das mercadorias arrematadas em leilão é feito através de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) e nunca mediante depósitos ou transferências para contas de terceiros. Fique atento e evite golpes. 

iCS vai selecionar e destinar R$ 2,5 milhões para projetos de pesquisa

 Instituto Clima e Sociedade - iCS | Idec - Instituto ...

São Paulo, 27 – O Instituto Clima e Sociedade (iCS), por meio do Hub de Economia e Clima, vai destinar R$ 2,5 milhões a projetos de pesquisa aplicada com potencial de impacto direto em agronegócio, infraestrutura e a criação de instrumentos para a transição climática e políticas públicas. As inscrições para o edital “Clima na Economia: integrando a questão climática à agenda econômica” estão abertas até o próximo dia 8 de abril, às 16 horas (horário de Brasília).

Podem participar instituições brasileiras de pesquisa, universidades públicas e privadas sem fins lucrativos e organizações da sociedade civil com experiência comprovada em pesquisa aplicada científica ou tecnológica. Pesquisadores podem receber esse apoio.

 Cada projeto receberá até R$ 500 mil e deverá se enquadrar em uma das quatro linhas temáticas: adaptação às mudanças climáticas; macroeconomia e meio ambiente; microeconomia e clima; e finanças públicas e mudanças climáticas. O edital prioriza pesquisas capazes de gerar evidências, diagnósticos, ferramentas, modelos e recomendações diretamente aplicáveis por governos, empresas e investidores.

“O debate climático já influencia decisões econômicas no Brasil e no mundo, mas ainda precisamos fortalecer a produção de evidências aplicadas que dialoguem diretamente com formuladores de políticas públicas, gestores e investidores. Este edital busca aproximar a pesquisa econômica da prática e oferecer subsídios qualificados para decisões que influenciam o desenvolvimento do País no longo prazo”, afirmou em nota a coordenadora técnica do HUB de Economia e Clima do iCS, Sarah Irffi.

 O processo seletivo será realizado em duas etapas. Após a submissão inicial até 8 de abril, as propostas pré-selecionadas avançam para a segunda fase, com início previsto para 29 de maio, quando deverão ser apresentados documentos complementares e a versão detalhada do projeto. As inscrições devem ser feitas pelo site do iCS.


Grupo Entre diz que estava em processo de ‘descontinuação’ de empresas liquidadas pelo BC

 

O Grupo Entre informou nesta sexta-feira, 27, que que já vinha conduzindo um processo de descontinuação das operações das empresas liquidadas pelo Banco Central (BC).

Nesta sexta, o BC comunicou a liquidação extrajudicial de três instituições integrantes do conglomerado prudencial da Entrepay: Entrepay Instituição de Pagamento S.A., Acqio Adquirência Instituição de Pagamento S.A. e Octa Sociedade de Crédito Direto S.A.

 Segundo o Entre, o processo de descontinuidade de operações estava sendo realizado “de forma estruturada” e se dava em meio a uma “revisão estratégica de seu porfólio”, com foco na “transição ordenada das atividades”. Outros negócios do grupo seguirão suas operações normalmente.

O Grupo também destaca ainda que as empresas não foram alvo da operação “Compliance Zero” da Polícia Federal, conforme veiculado em reportagem jornalística.

 Confira a nota do Grupo Entre na íntegra:

O Grupo Entre informa que tomou conhecimento da decisão do Banco Central que decretou a liquidação extrajudicial da Entrepay Instituição de Pagamento, da Acqio Adquirência e da Octa Socedade de Crédito Direto, conforme comunicado público divulgado nesta data.

O Grupo esclarece que vinha conduzindo, de forma estruturada, um processo de descontinuação das operações dessas sociedades, no contexto de uma revisão estratégica de seu portfólio de negócios, com foco na transição ordenada das atividades, no cumprimento das obrigações assumidas e na preservação da continuidade operacional durante esse período.

O Grupo Entre reafirma seu compromisso com a colaboração integral com as autoridades competentes, prestando todos os esclarecimentos necessários e acompanhando os desdobramentos do processo de liquidação dentro dos canais institucionais apropriados, de forma também a mitigar impactos a clientes, parceiros e demais públicos relacionados.

O Grupo Entre esclarece, ainda, que é falsa a informação de que as empresas teriam sido alvo da chamada operação “Compliance Zero”, conforme veiculado em reportagem jornalística.


https://istoedinheiro.com.br/grupo-entre-processo-descontinuacao-empresas-liquidadas