quarta-feira, 29 de abril de 2026

Marinho confirma anúncio do Desenrola 2.0 na segunda, com R$ 4,5 bi do FGTS

 

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, confirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja divulgar na segunda-feira, 4, os detalhes do Desenrola 2.0, programa do governo federal para reduzir a inadimplência das famílias brasileiras. O ministro afirmou ainda que o valor do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) a ser utilizado é de R$ 4,5 bilhões.

 O ministro conversou com jornalistas sobre o programa nesta quarta-feira, 29, após a divulgação do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de março, que reúne dados sobre o mercado de trabalho formal no mês.

 Sem detalhar as medidas, Marinho disse que famílias endividadas com renda de até cinco salários mínimos poderão usar parcialmente recursos do fundo de garantia para quitar até 20% dos débitos. Haverá ainda alguma medida para que os recursos não sejam utilizados em apostas. “Quem aderir a esse alívio na dívida terá que abrir mão no período, não fazer absolutamente nenhum dos famosos joguinhos”, afirmou.

Sobre a data dos anúncios, o ministro afirmou que o presidente Lula fará uma referência inicial ao pacote durante pronunciamento nesta quinta-feira, 30, e detalhará as medidas na semana seguinte, “talvez na própria segunda-feira ou na sequência, a depender ali da amarração dos últimos detalhes”.

“O presidente Lula quer, ao anunciar, que as medidas tenham efetividade, ou seja, as agências, os entes do governo, Banco do Brasil e Caixa e todas as engrenagens estejam plenamente em funcionamento a partir do anúncio”, disse Marinho.

O ministro acrescentou que o governo planeja um segundo pacote de liberação de valores do fundo para renovação de frotas de caminhoneiros, taxistas e motoristas de ônibus. “Recursos para investir no seu bem”, explicou. “Como já houve outros momentos aqui, será crédito da natureza de investimento com juros e colocado em condições.”

 

 ] https://istoedinheiro.com.br/desenrola-2-0-segunda-45-bi-fgts-29426

Brasil cria 228 mil postos em março e estoque de empregos formais cresce 2,6% em um ano

O Brasil registrou a criação de 228.208 postos de emprego formal em março de 2026, resultante de 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos. Os dados integram o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quarta-feira, 29.

O resultado no mês ficou acima da expectativa apontada por economistas em pesquisa da Reuters. Era estimada criação líquida de 150 mil vagas.

 

Em análise, a 4intelligence afirma que os dados demonstram como o mercado de trabalho segue aquecido. “Vale lembrar de que boa parte destes trabalhadores se desligou a fim de se admitir em outros lugares sob condições mais vantajosas, sendo um sinal de que estão encontrando maior oferta de vagas”, diz a empresa.

Já o economista Antonio Ricciardi, do banco Daycoval, destaca que os dados de março ainda não repercutem os impactos da guerra no Oriente Médio. “A economia brasileira passava por um choque positivo sobre atividade econômica decorrente da isenção de imposto de renda e da valorização do salário mínimo no começo do ano”, acrescenta. “Esses fatos devem resultar no mercado de trabalho mais fraco durante 2026, principalmente no final do ano.”

No acumulado em 2026, o Brasil registrou um saldo total de 613.373  postos de trabalho. Em 12 meses, ou seja, entre abril de 2025 e março deste ano, acumula 1.211.455 novos empregos formais.

O estoque, ou seja, a quantidade total de trabalhadores com vínculo formal de trabalho ativo, atingiu 49.082.634 no mês, uma variação positiva de 0,47% em relação ao estoque do mês anterior e de 2,6% na comparação com março de 2025.

Em relação às Unidades Federativas, apenas Sergipe, Mato Grosso e Alagoas apresentaram resultado negativo na comparação com o mês anterior, conforme mostra o gráfico:

 

Empregos no agro recuam

Entre os agrupamentos econômicos monitorados, apenas Agropecuária registrou variação negativa, com fechamento de 18.096 postos. Serviços apresentou o maior crescimento (+152.391), seguido por Construção (+38.316), Indústria (+28.336) e Comércio (+27.267).

O resultado negativo no agro decorre sobretudo da desmobilização do Cultivo de Maçã (-7.098), do Cultivo de Soja (-5.048) e do Cultivo de Laranja (-4.810).

Salário médio

Os dados apontam ainda uma diminuição no salário médio de admissão na comparação com o mês anterior. O valor em março foi de R$ 2.350,83, ou seja, 0,7% menor do que em fevereiro (R$ 2.368,33).

O resultado foi pior para os trabalhadores não-típicos (aprendizes, intermitentes e temporários), cujo salário médio de contratação foi de R$ 2.019,09 (14,1% menor que o valor médio). Para os considerados típicos (com vínculo padrão da CLT), foi de R$ 2.397,89 (2% acima do valor médio).


https://istoedinheiro.com.br/brasil-emprego-trabalho-caged-marco-2026

PO da Compass irá quebrar seca de quase 5 anos na B3; veja cronograma e detalhes da oferta

 

Na segunda-feira, 11 de maio, a bolsa de valores deverá ter o início das negociações das ações da empresa de gás e energia Compass, controlada pelo grupo Cosan, então encerrando um jejum de quase cinco anos completos de ofertas públicas iniciais (IPOs) na bolsa de valores brasileira.

A oferta será 100% secundária – ou seja, não serão emitidas novas ações da Compass, mas os atuais acionistas irão se desfazer das suas participações societárias na companhia.

IPO da Compass prevê uma saída parcial da Cosan, holding de Rubens Ometto que detém atuais 88% do capital da companhia. Enquanto a Cosan poderá vender até 15% do capital na oferta, os demais minoritários poderão se desfazer de até 5,4% do total de ações.

Os acionistas, além da companhia de Ometto, incluem a gestora Atmos e uma unidade do Bradesco.

A faixa de preço foi definida entre R$ 28 e R$ 35 por ação. Se a oferta for precificada no topo desse intervalo, a Compass chega ao mercado com valor de mercado próximo a R$ 25 bilhões.

Não é a primeira vez que a companhia tenta o IPO, dado que em meados de 2020, a oferta chegou a ser estruturada, mas foi cancelada com a deterioração do mercado durante a pandemia.

A tentativa de listagem acontece em um contexto de reestruturação financeira do grupo controlador. A Cosan tem buscado vender ativos e reduzir a alavancagem após uma série de investimentos que não geraram o retorno esperado, pressionados também pelo ciclo de juros altos no Brasil.

No ano passado, o grupo fechou acordo para captar até R$ 10 bilhões com investidores como o BTG Pactual Holding. A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell no setor de açúcar e etanol, está em processo de recuperação extrajudicial.

O BTG Pactual lidera a operação como coordenador global do IPO da Compass. Bank of America, Bradesco BBI, Citi, Itaú BBA, Santander, JPMorgan, XP Investimentos, BNP Paribas e UBS BB atuam como coordenadores.

A oferta está registrada sob o regime automático da CVM, com revisão prévia da ANBIMA, e inclui esforços de colocação internacional nos termos da Regra 144A e do Regulation S.

Cronograma do IPO da Compass

  • Lançamento da oferta: 27 de abril de 2026
  • Precificação: 7 de maio de 2026
  • Início das negociações na B3: 11 de maio de 2026

Fim do jejum de IPOs

Se a operação se concretizar, vai encerrar um período de quase cinco anos sem estreias na bolsa brasileira. O último ciclo de IPOs na B3 foi em 2021, quando mais de 40 empresas abriram capital – incluindo a própria Raízen, outra empresa do grupo Cosan.

Desde então, companhias brasileiras que queriam acessar o mercado mostraram tendência a listar ações nos Estados Unidos, ou realizar dupla listagem.

Os últimos IPOs da B3, de 2021, contemplam empresas como Intelbras, Smart Fit, Méliuz, Enjoei.

O último IPO da bolsa de valores, de fato, foi a Vittia, que abriu capital em setembro de 2021.

Como a empresa está financeiramente

Os números do primeiro trimestre de 2026, ainda preliminares e não auditados, apontam lucro líquido entre R$ 328,5 milhões e R$ 401,5 milhões, abaixo dos R$ 420,5 milhões registrados no mesmo período de 2025.

A queda é atribuída, em parte, a despesas financeiras e de depreciação mais elevadas.

Nos últimos anos a empresa anotou EBITDA estável em torno de R$ 5 bilhões e forte distribuição de capital aos acionistas, com R$ 5,5 bilhões em dividendos pagos de 2023 até então.

Vale notar que a queda no lucro líquido de 2025 em relação a 2024 acompanha o aumento da alavancagem, dado que a dívida quase dobrou no período, o que pressiona as despesas financeiras.

Coompass IPO

O que faz a Compass

A Compass é a maior distribuidora de gás natural do Brasil. A companhia tem participação em sete distribuidoras, com destaque para a Comgás, que atende 96 cidades no estado de São Paulo e tem 2,8 milhões de clientes conectados.

Além da distribuição, a empresa atua na comercialização de gás por meio da EDGE – plataforma que opera um terminal de regaseificação em São Paulo (TRSP), distribui GNL para clientes industriais e opera a maior usina de biometano do país, com capacidade de 225 mil m³ por dia.

Na prática, a empresa funciona como o braço estratégico da Cosan para capturar o crescimento do consumo de gás no Brasil, especialmente com a gradual liberalização do setor, que veio na esteira de mudanças regulatórias como a Nova Lei do Gás e o Programa Gás do Gás para Crescer.

Nos últimos anos, a Compass também avançou na consolidação do setor ao adquirir participações em outras distribuidoras estaduais, como a Sulgás, e buscar ativos em diferentes regiões do país.

Preço do petróleo ultrapassa US$ 115; Ibovespa cai pelo 6º pregão seguido e dólar sobe

 

O Ibovespa segue em queda nesta quarta-feira, 29, caindo abaixo dos 187 mil pontos, em dia de decisões sobre juros nos Estados Unidos e no Brasil.

Investidores continuam atentos à situação no Oriente Médio, com o preço do barril de petróleo ultrapassando os US$ 115.

Às 10h40, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, recuava 1,15%, a 186.443,30 pontos, após ter fechado em baixa nos últimos cinco pregões. Perto do mesmo horário, o contrato de petróleo do tipo Brent para maio subia 4,98%, cotado a US$ 116,80.

O dólar à vista subia 0,53%, aos R$ 5,0016 na venda. Na terça-feira, o dólar à vista encerrou estável, aos R$ 4,98.

Destaque da agenda internacional desta quarta, o Fed divulga sua decisão sobre os juros às 15h (horário de Brasília), com expectativa de manutenção da taxa na atual faixa de 3,5% a 3,75% ao ano, no que pode ser a última reunião de Jerome Powell como presidente da autarquia. Dessa forma, os agentes ficarão atentos à coletiva de imprensa do chairman às 15h30.

No Brasil, a aposta majoritária do mercado é que o BC reduza a Selic em mais 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano, em meio à cautela com a guerra entre EUA e Irã e seus impactos nos preços. O anúncio será feito a partir das 18h30.

 

terça-feira, 28 de abril de 2026

BNDES: crédito ao setor agropecuário soma R$ 160,8 bilhões desde janeiro de 2023

 

Rio, 28 – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta terça-feira, 28, já ter aprovado R$ 160,8 bilhões em crédito para o setor agropecuário no País desde janeiro de 2023, início do governo Luiz Inácio Lula da Silva. O cálculo inclui as aprovações via Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF), BNDES Crédito Agrícola e apoio a investimentos como aquisição de máquinas, equipamentos e serviços tecnológicos.

Segundo o banco de fomento, o volume é 65,3% superior ao aprovado no período entre 2019 e 2022, quando totalizou R$ 97,3 bilhões.

 “Ampliamos o volume de recursos para esse setor em todas as áreas. Um dos destaques é a produção de biocombustíveis. Foram aprovados R$ 13,5 bilhões para 48 projetos de etanol, valor 217% superior ao que foi aprovado entre 2019 e 2022, que somou R$ 4,3 bilhões”, aponta, em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. “Além disso, o banco teve o maior orçamento já disponibilizado no Plano Safra 2025/2026, com R$ 70 bilhões”, acrescenta.

O banco de fomento informa também que os recursos atenderam a 93% dos municípios brasileiros. “Do total aprovado, R$ 19 bilhões reforçaram a capacidade produtiva da agroindústria, como aumento da produção de biocombustíveis, da capacidade de armazenagem de produtos agrícolas e de recursos para centros de pesquisa e inovação no setor. Entre 2019 e 2022, as aprovações de crédito com essa finalidade somaram R$ 11,7 bilhões”, diz o BNDES.


Cade aprova acordo entre Delta e Latam para manutenção, reparo e revisão de aeronaves

 

 

  

 

 Cade Investiga Uso De Algoritmos De Precificação Por Postos ...

 

  

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, um acordo de cooperação comercial de longo prazo entre a Delta Air Lines e a Latam Brasil, voltado à prestação de serviços de manutenção, reparo e revisão de aeronaves, conhecidos no setor como MRO (maintenance, repair and overhaul). A decisão está publicada no Diário Oficial da União (DOU). O anúncio da parceria foi feito no último dia 22.

A parceria abrange exclusivamente aeronaves comerciais e contempla tanto componentes estruturais (airframe) quanto módulos de motor do tipo Line Replaceable Unit (LRU). O acordo não envolve, portanto, aeronaves militares nem outros segmentos da aviação, mantendo foco estrito na aviação comercial.

 Segundo os termos da operação, o objetivo é consolidar uma colaboração contínua entre as companhias para otimizar a gestão e a eficiência desses serviços técnicos, considerados críticos para a segurança e o desempenho das frotas. As empresas classificam a iniciativa como um contrato associativo.

De acordo com os autos, “a operação representa uma oportunidade para que as partes identifiquem e desenvolvam um conjunto eficiente de capacidades que lhes permitirá otimizar eficiências operacionais e aumentar sua competitividade na oferta de serviços de MRO para terceiros, em benefício do mercado.”

 

Presidente da Petrobras vê isenção de PIS/Cofins como suficiente para evitar ajuste na gasolina

 

Magda Chambriard, chief executive officer of Petroleo Brasileiro SA , during a press conference at the company headquarters in Rio de Janeiro,...


A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta terça-feira, 28, que a eventual aprovação do projeto de lei que permite o uso de receitas extraordinárias com petróleo para reduzir tributos sobre combustíveis abre margem para reajustes de preços pela Petrobras. Ela pontuou, contudo, que a isenção de tributos como PIS/Cofins pode ser suficiente para evitar um aumento direto nos preços ao consumidor.

A desoneração abre espaço na cadeia para que produtores e importadores possam elevar seus preços sem que esse aumento necessariamente chegue às distribuidoras, o que reduziria a pressão por alta na bomba, observou.

“A gente olha para o preço de paridade internacional, seguimos a tendência do preço internacional, e acreditamos que essa isenção de PIS/Cofins é suficiente para nós em termos de resposta ao nosso investidor, dentre os quais os públicos privados”, afirmou a jornalistas durante evento na cidade de Duque de Caxias, na baixada fluminense.

Questionada se a medida, na prática, cria margem para reajuste, Chambriard reiterou que a possibilidade de mudanças nos próximos dias depende do entendimento do Congresso Nacional.

 “Se o Congresso Nacional assim entender, sim existe essa possibilidade de reajuste. Senão, nós vamos ter que pensar de uma outra forma. Mas eu acredito que o governo federal está empenhado e os congressistas estão empenhados em entregar valor para a sociedade. Eu acho que está todo mundo na mesma página e esse projeto vai dar certo.

Na semana passada, o governo enviou ao Congresso um projeto de lei complementar sobre o tema, mas, até o momento, nenhuma decisão foi anunciada.

 

 

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