O empresário, que teve prisão preventiva decretada na última quinta-feira (26), era considerado foragido
São Paulo – O empresário Eike Batista, que teve prisão
preventiva decretada na última quinta-feira (26) já está sob custódia
Polícia Federal. Ele foi detido nesta manhã ao desembarcar no aeroporto
internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.
Eike estava em Nova York, nos Estados Unidos, e era considerado
foragido. Ele embarcou para o Brasil nesta segunda-feira (30) às 0h45. O
voo estava previsto para chegar às 10h30, mas o avião aterrissou por
volta das 10h05.
Segundo a PF, o empresário passou por exame de corpo de delito no IML
(Instituto Médico Legal), no centro do Rio, e depois foi
levado diretamente para o presídio Ary Franco, na zona Norte da cidade. O
local abriga criminosos que cometeram delitos contra o sistema federal e
não têm curso superior.
Em entrevista a jornalistas na porta da penitenciária, o advogado de
Eike, Fernando Martins, disse que não sabe dizer se o empresário ficará
em uma cela comum, já que ainda não teve acesso ao ambiente. Sem
diploma, ele não tem direito a ficar em uma área de detenção especial.
Martins afirmou que a prioridade da defesa agora é garantir a
integridade física do cliente.
Em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, concedida no
Aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, na noite de domingo (29)
Batista declarou que “está na hora de passar as coisas a limpo”. De acordo com o advogado, isso significa que “ele prestará todos os esclarecimentos necessários”.
Histórico
Eike é investigado na Operação Eficiência, no âmbito da Lava Jato,
por corrupção ativa por pagar 16,5 milhões de dólares ao ex-governador
do Rio de Janeiro Sérgio Cabral por meio de uma conta no Panamá.
O político, detido desde novembro, é acusado de comandar uma
organização criminosa que já lavou mais de 100 milhões dólares no
exterior, segundo o Ministério Público Federal e a Polícia Federal.
O dinheiro teria sido desviado de obras públicas feitas no estado durante a gestão de Cabral.
Os investigadores ainda não sabem dizer qual a contrapartida recebida
pelo empresário pela suposta propina, mas defendem que sua prisão se
justifica pelo fato de ele usar falsos negócios para forjar a legalidade
de dinheiro lavado e, assim, “escamotear a verdade” dos órgãos
públicos.
Para maquiar o montante pago a Cabral, ele teria criado um contrato de fachada para a intermediação de compra e venda de uma mina de ouro que nunca aconteceu.
Saiba mais:
Amigo de Palocci ensinou modelo de contrato de fachada a Cabral.
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